BALANÇO DE 10 MESES
Com o encerramento da longa novela -REFORMA DA PREVIDÊNCIA-, projeto que praticamente consumiu o primeiro ano do, gostem ou não, exitoso governo Bolsonaro, antes de ajustar o foco na direção das necessárias REFORMAS -ADMINISTRATIVA e TRIBUTÁRIA- faço uma pausa para mostrar, com total isenção, o que aconteceu nesses 10 meses de 2019 no que diz respeito à recuperação do ânimo da nossa debilitada economia.
SINAIS DE MELHORA
É inegável, por exemplo, o que mostra a seguinte NOTA INFORMATIVA divulgada pela equipe econômica do governo:
1- O PIB do -SETOR PRIVADO- tem mostrado significativa recuperação, alcançando um crescimento de 1,7% no segundo trimestre com relação ao mesmo período do ano anterior;
2- O emprego tem apresentado substancial retomada, com um crescimento nas admissões em cerca de 5% nos últimos 12 meses (maior valor desde 2012);
3- O déficit primário está abaixo de R$ 100 bilhões em 2019 – melhor resultado desde 2015;
4- A economia alcançou a menor taxa de juros real da sua história de forma sustentável (taxa de juros estrutural em queda);
5- O risco-país apresentou trajetória descendente, atingindo valores próximos à época do INVESTMENT GRADE;
6- A inflação está abaixo da meta, com perspectiva descendente.
CAMISA DE FORÇA
É mais do que óbvio que as conquistas obtidas até agora estão muito longe daquilo que o país necessita para sair da CAMISA DE FORÇA que os governos anteriores, notadamente os dois mandatos petistas, atrofiaram por completo a ECONOMIA do Brasil.
FÔLEGO
Volto a afirmar: a REFORMA DA PREVIDÊNCIA, por mais que tenho sido mutilada, dará um fôlego (não a cura) importante para as deficitárias CONTAS PÚBLICAS. Da mesma forma, a REFORMA ADMINISTRATIVA, que se oferece como salutar para corrigir a nefasta relação DESPESAS OBRIGATÓRIAS X DESPESAS DISCRICIONÁRIAS, onde as OBRIGATÓRIAS engolem, literalmente, a RECEITA DE IMPOSTOS, tanto da União quanto dos Estados e Municípios.
REFORMA TRIBUTÁRIA
Já a REFORMA TRIBUTÁRIA, que precisa ter foco na SIMPLIFICAÇÃO e na EFICIÊNCIA, se aprovada com esta real intenção provocará um forte desenvolvimento ao SETOR PRIVADO, que poderá ECONOMIZAR mais de R$ 60 BILHÕES/ANO que gasta para administrar o pagamento de tributos. Mais: mesmo assim não tem certeza de que pagou corretamente.
PRIVATIZAÇÕES
Além das importantes e inadiáveis REFORMAS e da CONCESSÃO ONEROSA DO PETRÓLEO, marcada para o dia 6/11, o Brasil deve iniciar o ano de 2020 com uma agenda recheada de PRIVATIZAÇÕES. Além de diminuir a participação do ESTADO na formação do PIB brasileiro, as PRIVATIZAÇÕES proporcionam aumento do INVESTIMENTO e da CONCORRÊNCIA. Que tal?
BATALHA ÉPICA
Ontem, depois de uma batalha épica, que durou longos DEZ MESES, a PEC da REFORMA DA PREVIDÊNCIA resultou aprovada pelo Senado, ainda que bastante desfigurada por penosas mutilações, pelo placar de 60 votos a favor e 19 contra.
EQUILÍBRIO DAS CONTAS PÚBLICAS
A rigor, não é preciso ser iniciado em aritmética para entender que a importante economia de R$ 800 BILHÕES que a REFORMA DA PREVIDÊNCIA projeta para os próximos DEZ ANOS, segundo a equipe econômica do governo, é totalmente insuficiente para promover o necessário equilíbrio nas CONTAS PÚBLICAS.
DUAS CLASSES
Também é preciso deixar bem registrado que, da forma como foi possível aprovar a REFORMA DA PREVIDÊNCIA, a sociedade brasileira continuará dividida, por muitos anos à frente, em DUAS CLASSES SOCIAIS.
DIREITOS ADQUIRIDOS
Como não há PEC que seja capaz de acabar com os INJUSTOS E NOJENTOS -DIREITOS ADQUIRIDOS-, isto significa que a PRIMEIRA CLASSE (composta por aposentados do SETOR PÚBLICO) seguirá existindo por um longo tempo. Mais: continuará sendo sustentada pela SEGUNDA CLASSE, que segue com o lamentável DEVER de PAGAR pelos PRIVILÉGIOS garantidos apenas à turma da PRIMEIRA CLASSE.
NOVA CONSTITUIÇÃO
Ainda assim, com o eventual FIM DOS MALDOSOS -DIREITOS ADQUIRIDOS- depende de uma NOVA CONSTITUIÇÃO, o que nos resta é festejar a melhora que a aprovação da REFORMA DA PREVIDÊNCIA está proporcionando.
OUTRAS REFORMAS
Como não há o que fazer além disso, só me resta fazer um brinde, com um sonoro -VIVA À REFORMA DA PREVIDÊNCIA- desejando que esta PEC abra, enfim, o caminho para aprovação de outras REFORMAS necessárias para tirar o Brasil do enorme atraso.
BOLETIM FOCUS
Mais do que sabido, a cada início de semana o Banco Central divulga o Boletim Focus, com projeções feitas por diversos agentes financeiros que atuam no mercado, quanto ao que se pode esperar, para o presente exercício e seguintes, em termos de INFLAÇÃO, do PIB, da TAXA DE JUROS -SELIC- e CÂMBIO.
PIB
Quanto ao nosso PIB, a partir do segundo semestre de 2019 a cada semana o Focus mostrou que a taxa de crescimento para este ano não seria maior do que 1%. E para 2020 o crescimento projetado tem ficado sempre em torno de míseros 2%.
PEDAÇO PÚBLICO E PEDAÇO PRIVADO
Pois, na semana passada, durante o encontro anual do FMI -Fundo Monetário Internacional-, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto fez a seguinte e importante afirmação até então sonegada pelo Boletim Focus: -
“Se levarmos em consideração que o PIB brasileiro tem um PEDAÇO PÚBLICO (enorme) e um PEDAÇO PRIVADO, o pedaço PRIVADO, na ponta, está crescendo a 2% enquanto o pedaço PÚBLICO está caindo.
QUALIDADE
Isto significa, segundo Campos Neto, que o crescimento está um pouco mais lento, mas tem uma QUALIDADE muito melhor. Mais: Campos Neto arrematou dizendo que, no Brasil, o INVESTIMENTO e o CRÉDITO estão sendo SUBSTITUÍDOS do SETOR PÚBLICO para o SETOR PRIVADO, “que aloca recursos de maneira MAIS EFICIENTE, com mais PRODUTIVIDADE, o que altera os fatores de crescimento da economia brasileira”.
INVESTIMENTO PÚBLICO
A propósito, quando vem à tona o assunto -INVESTIMENTO PÚBLICO -é sempre importante lembrar como os governos Lula e Dilma -PETISTAS- usaram os recursos orçamentários para -INVESTIR -(???): Eis aí alguns exemplos:
1- ESTÁDIOS DE FUTEBOL para a Copa de 2014;
2- INDÚSTRIA NAVAL para construção de caríssimas plataformas de petróleo;
3- EMPRÉSTIMOS do Tesouro Nacional para BNDES visando financiamentos sem retorno;
4- INCENTIVOS absurdos para compra de caminhões, no exato momento que as cargas diminuíam por força de uma clara desaceleração da economia.
CORRUPÇÃO
Vale destacar que enquanto os recursos destinados para tais -INVESTIMENTOS- resultaram em atos de flagrante CORRUPÇÃO, os governos PETISTAS trataram de aumentar desmedidamente o ENDIVIDAMENTO PÚBLICO para pagar DESPESAS, notadamente de PESSOAL. Que tal?
NUVEM ÁCIDA
Tal qual os institutos de meteorologia, que antecipam a formação e/ou a chegada de tempestades e furacões, a maioria dos ministros do STF, por vontade e interesse próprios, informa que nesta 4ª feira o Brasil será atingido por uma -NUVEM ÁCIDA- carregada de IMENSA DOSE DE INJUSTIÇA.
CATÁSTROFE ANUNCIADA
Pois, da mesma forma como acontece nas regiões que estão na rota dos furacões, onde a maioria dos moradores lota as estradas na busca de um porto seguro, tudo leva a crer que a NUVEM ÁCIDA que a maioria dos ministros do STF está pronta para lançar sobre o Brasil deve levar milhões de brasileiros às ruas para protestar, veementemente, contra a anunciada CATÁSTROFE.
CAMINHONEIROS
Ainda que milhões de brasileiros estejam se manifestando nas redes sociais, condenando a postura nojenta da maioria dos ministros do STF, o que mais me chamou a atenção, ao longo do final de semana, foi a indignação manifestada por vários caminhoneiros que se dizem prontos e decididos para invadir Brasília, caso a Corte Suprema decida abrir as portas dos presídios.
CERCAR O STF E O CONGRESSO
Pelo que informam os caminhoneiros revoltados, de forma uníssona, não se trata de uma PARALISAÇÃO, como aquela que se viu em maio de 2018. Desta vez trata-se de um ANUNCIADO MOVIMENTO a ser realizado na capital federal, com a promessa de cercar o Poder Judiciário e o Congresso Nacional.
REAÇÕES
Pelas reações daqueles que tomaram conhecimento dos vídeos produzidos e compartilhados por inúmeros caminhoneiros, uma coisa me parece certa: o povo apoia o MOVIMENTO. Ou seja, a VOZ QUE FALTAVA para unir os brasileiros sedentos de JUSTIÇA já ressoa por todos os cantos do nosso empobrecido Brasil.
NOVA CORTE SUPREMA
Mais: pelo andar da carruagem, que vem sendo conduzida ao bel prazer por ministros que mais parecem advogados de bandidos, o MOVIMENTO, que promete ser barulhento, exige um foco claro: a escolha e/ou formação de uma NOVA CORTE SUPREMA.
APROVAÇÃO/REPROVAÇÃO
Quem se dispõe a olhar com alguma atenção as pesquisas que medem o nível de aprovação /reprovação do governo Bolsonaro verá, com absoluta nitidez, o que leva o povo em geral a manifestar mais DESAPROVAÇÃO (34%) do que APROVAÇÃO (31%), como mostra o último levantamento encomendado pela CNI.
DIREITOS E DEVERES
Comecemos, por exemplo, pela Constituição Federal, onde a palavra -DIREITO- aparece 76 vezes enquanto que a palavra -DEVER- aparece apenas quatro vezes. Ora, considerando que os -DIREITOS- se traduzem invariavelmente na forma-DESPESAS-, públicas e/ou privadas, as REFORMAS se impõem porque os recursos atingiram um patamar insuficiente para atender os GASTOS.
EXORCIZADO
Diante desta inquestionável realidade, qualquer governante que tenha a pretensão de fazer REFORMAS que tenham como propósito REDUZIR DESPESAS PÚBLICAS passará a ser visto como um demônio. E, como tal, precisa ser exorcizado.
DIREITOS OBTIDOS COM DEVERES PRESTADOS
Mesmo que qualquer governante diga aos quatro ventos que é preciso fazer REFORMAS para estabelecer o equilíbrio das CONTAS PÚBLICAS E/OU PRIVADAS, que só pode ser obtido através do estabelecimento da igualdade entre DIREITOS obtidos com DEVERES prestados, na medida que elas avançam esta incompreensão faz com que a sua DESAPROVAÇÃO aumente. Afinal, ninguém -nem pessoa física e nem jurídica- suporta a redução de qualquer vantagem obtida e/ou pretendida.
POPULISTAS
Vale lembrar, também, que a mídia em geral, assim como os POPULISTAS, invariavelmente somam esforços com o propósito de defender, constantemente, só aqueles que são beneficiados por DIREITOS -INJUSTOS e IMPAGÁVEIS.
COMPADECIDOS
Observem que, contaminada pelo POPULISMO a maioria dos cidadãos não percebe o quanto só tem o -DEVER- de sustentar os privilegiados. Mais: na medida em que ouve, lê e assiste as entrevistas que os meios de comunicação fazem APENAS com os atingidos diretamente pelas REFORMAS, acaba sempre se compadecendo.
De novo: o curioso, para não dizer revoltante, é que os meios de comunicação se negam a entrevistar os PAGADORES DA CONTA, que em caso de aprovação das REFORMAS ganham o DIREITO de pagar uma conta menor aos privilegiados.
COMPARAÇÃO ISENTA
Quem se dispõe a comparar -COM TOTAL ISENÇÃO- a desastrosa situação econômica e social, resultante da longa, péssima e corrupta administração PETISTA (15 anos), com o momento atual (10 meses de governo Bolsonaro), verá, com absoluta clareza, que muita coisa boa já aconteceu no nosso Brasil.
TSUNAMI ECONÔMICO
Primeiramente há que se levar em conta o tamanho do estrago PETISTA, que se mostrou muito acima das expectativas até daqueles que imaginavam um TSUNAMI ECONÔMICO. O desastre, como se percebe a cada dia que passa, se coloca como um magnífico obstáculo que dificulta a tarefa de colocar o Brasil nos trilhos do CRESCIMENTO e DESENVOLVIMENTO.
LISTA
Pois, mesmo diante da montanha de entulhos não há como não reconhecer o quanto foi possível avançar. Observem, por exemplo, o que revela a lista feita pelo fundador da XP Investimentos, Guilherme Benchimol:
1- os juros estão na mínima histórica, caindo mês a mês, e a inflação está controlada;
2- diminuição paulatina do tamanho do Estado e suas ineficiências e agenda de privatizações e/ou concessões;
3- a reforma da previdência em vias de aprovação; outras, em tramitação;
4- a confiança dos empresários e dos consumidores melhorando;
5- criminalidade e corrupção em declínio, etc..
VERDADEIRO
Mesmo que muita gente não goste do presidente Bolsonaro, direito este que cada brasileiro/eleitor tem, e deve ser respeitado, é impossível não admitir como real e verdadeiro tudo aquilo que está posto na precisa lista acima.
UTI
Volto a afirmar: como os males que atingem o Brasil por todos os lados são tantos e muito graves, por certo que a cura, ou a melhora substancial exige muito mais. Principalmente no que diz respeito à situação dos Estados e Municípios, que contribuem sobremaneira para manter o Brasil na UTI, ainda por um longo tempo.
REALIDADE
A comparação sugerida no início deste editorial, entre a situação do Brasil até 2016, que era de total DESTRUIÇÃO -INTENCIONAL- e aquilo que estamos vivendo hoje, mostra que muita coisa já aconteceu em termos de INÍCIO DE RECUPERAÇÃO. E, pelo que tudo indica, no próximo ano muito daquilo que já está agendado vai se transformar numa grande REALIDADE.