PAIXÃO PELO CAOS
Pela forma como os gravíssimos problemas brasileiros estão sendo encarados por aqueles que foram eleitos com a exclusiva incumbência de tirar o nosso empobrecido Brasil da UTI, chega-se a uma dura e triste conclusão de que boa parte deles se apaixonou perdidamente pelo CAOS.
MUITOS FILHOS
Pelas atitudes e declarações que colho a todo momento, não são poucos aqueles que se mostram prontos e dispostos em manter uma firme, estável e duradoura relação com o CAOS ECONÔMICO. Mais: querem que este relacionamento seja coroado com o nascimento de muitos filhos.
PARA TODO O SEMPRE
O mais importante, pelo que estão dando a entender, é que os frutos tenham as mesmas características da MÃE CAOS. Assim, as chances de se manterem intactos os privilégios concedidos à turma da PRIMEIRA CLASSE de brasileiros é muito maior. Ou seja, a continuidade faz com que estes 8% de apaniguados continuem, para todo o sempre, sustentados por mais de 92% da população brasileira.
ESTOQUE DE ESPERANÇA
Mesmo que vá continuar lutando, constantemente, para que o Brasil possa ganhar alguma musculatura e com isto consiga se livrar de boa parte dos males que os levaram a UTI, em estado desesperador, só pelo que vi e assisti nestes últimos dias confesso que o estoque das minhas esperanças voltou a diminuir, de forma preocupante.
BOLA ESTÁ COM O CONGRESSO
Aliás, ontem, o ministro de Economia, Paulo Guedes, ao ser questionado se sua permanência no cargo está condicionada à aprovação da reforma da Previdência, deixou bem claro que não tem apego ao cargo. Mais: "Se o presidente não quiser, se a Câmara não quiser, eu voltarei para onde sempre estive”. Arrematou dizendo que a bola da Previdência agora está com o Congresso.
RÁPIDOS E EFICIENTES PARA O MAL
Esta clara falta de vontade dos congressistas em dar andamento na REFORMA DA PREVIDÊNCIA fica ainda mais clara porque já se passaram 90 dias deste que deveria ser o Ano da Graça de 2019 e até agora não foi escolhido o RELATOR da PEC. Pode?
O curioso é que na 3ª feira, 26, a Câmara aprovou num espaço de meia hora -EM DOIS TURNOS- a PEC que tornou o Orçamento Impositivo. Ou seja, para ferrar os deputados são rápidos e eficiente. Já quando é para DAR VIDA AOS BRASIL ....
MAU SINAL
Depois de um período de euforia, que iniciou em outubro de 2018 com a eleição do presidente Jair Bolsonaro, a DESCONFIANÇA voltou a reinar de forma muito clara e altamente preocupante, como revelam os constantes levantamentos aferidos pelos mais diversos institutos.
CONSUMIDOR E CONSTRUÇÃO
Em março, por exemplo, o índice de CONFIANÇA DO CONSUMIDOR, elaborado pela FGV, recuou 5,1 pontos em relação a fevereiro (96,1 para 91,0 pontos), o menor valor desde outubro de 2018.
No mesmo período, o índice de CONFIANÇA DA CONSTRUÇÃO, também calculado pela FGV, caiu 2,5 pontos, configurando a MAIOR QUEDA na margem desde junho de 2018 (-2,9 pontos).
Detalhe: o índice de expectativas deste setor teve queda ainda maior, de 7,6 pontos, para 101,4 pontos, o menor valor desde outubro do ano passado (95,3). Que tal?
EMPRESÁRIO INDUSTRIAL
Da mesma forma, no mesmo período (março) o Índice de CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO INDUSTRIAL (ICEI) registrou queda de 2,6 pontos, como informou ontem a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em pesquisa realizada com 2.508 empresas, entre os dias 1º e 19 deste mês.
Detalhe: o ICEI é um indicador que antecipa tendências da economia. Empresários confiantes têm mais disposição para fazer investimentos, aumentar a produção e criar empregos. Isso é decisivo para o crescimento da economia.
CONFIANÇA NO JUDICIÁRIO
Diante de tantos índices que mostram um crescimento generalizado da DESCONFIANÇA, a cereja do bolo está estampada no Índice de CONFIANÇA NO JUDICIÁRIO, medido pela FGV. Se em 2018 apenas 29% da população confiava na Justiça, atualmente, se for levado em conta as péssimas e comprometidas decisões que vem sendo tomadas pelos ministros do STF, este percentual não vai além de 20%.
CAUSA
Quem leu o editorial até aqui já deve ter percebido, com absoluta clareza, que a CAUSA de tamanha DESCONFIANÇA está na irresponsabilidade dos deputados federais, que nestes quase 90 dias de 2019 ainda não escolheram o relator da PEC da REFORMA DA PREVIDÊNCIA, tida e havida como o REMÉDIO que pode tirar o Brasil da UTI.
100 DIAS DE GOVERNO
Faltando poucos dias para completar os 100 DIAS de governo Bolsonaro, marca que a sociedade brasileira, com forte influência da mídia, considera como vital para imprimir a identidade dos novos governos, já se sabe, infelizmente, que os brasileiros não terão muita coisa para comemorar.
Assim, não há como contestar o DESENCANTO revelado pelos índices que medem o grau de CONFIANÇA na nossa economia. É uma pena, mas pelo silêncio das ruas tudo indica que a DESCONFIANÇA gera SATISFAÇÃO.
PREGOS NO CAIXÃO
Ontem, diversos ocupantes dos poderes Legislativo e Judiciário, cada um portando um poderoso martelo, entraram em cena, como se estivessem participando de uma competição, para mostrar quem colocaria o maior números possível de pregos no caixão onde repousa o moribundo e malcheiroso Brasil.
DOIS GRUPOS
Esta TURMA DO ATRASO, ainda que seus componentes ajam sempre de forma bem afinada, se divide em dois grupos bem distintos: uma parte se manifesta de forma puramente dogmática, de acordo com o que prega a ideologia social/comunista; a outra tem compromissos voltados para garantir e/ou criar privilégios corporativistas.
FAZER BARULHO
Ainda que estes dois grupos juntem hoje uma minoria de brasileiros, ninguém desconhece que ambos, em que pese a defesa de interesses diferentes, geralmente ocupam o mesmo palco para mostrar o quanto são capazes de fazer barulho e gerar enorme confusão.
APOIO DA MÍDIA
Chama a atenção que em todas as manifestações e/ou reivindicações que fazem a todo momento, independente das motivações de cada grupo, ambos contam sempre com forte e gratuito apoio da mídia. Mais: quando ocorre algum tumulto e/ou eventual conflito com as forças policiais, a mídia só notícia que a violência partiu exclusivamente destes agentes.
SEPULTAR O BRASIL
Como o Brasil como um todo (União, Estados e Municípios) está em situação pré-falimentar, gostem ou não a recuperação da saúde financeira passa pela realização de REFORMAS, PRIVATIZAÇÕES e CONCESSÕES. Pois, mesmo assim, por todos os cantos do País o que se vê é a união dos ideológicos (liderados pelo PT, PSOL e PDT) com os corporativistas (sindicalistas) ambos mostrando que têm como grande propósito sepultar o Brasil.
PRESENTE DE ANIVERSÁRIO
Felizmente, já nesta madrugada, 24 vereadores de Porto Alegre deram um chega pra lá na turma do atraso e entregaram um belo presente de aniversário para a Capital do RS, que completa hoje 247 anos: a aprovação (24 votos a favor e 12 contra) do projeto de lei complementar do Executivo (PLCE) 002/19, que altera o Estatuto dos Funcionários Públicos do município e contém o crescimento vegetativo da folha salarial.
Com galhardia estes 24 valentes vereadores enfrentaram a TURMA DO ATRASO e acabaram com boa parte dos privilégios dos servidores municipais. A proposta aprovada altera a relação do regime de trabalho dos servidores públicos municipais, os acréscimos e gratificações, no que diz respeito à composição, concessão e incorporação de parcelas que compõem a remuneração praticada.
“A revisão do Plano de Carreira dos Servidores, algo já adotado pela União e no Estado, é essencial para que possamos buscar o equilíbrio financeiro e efetuar o pagamento da folha, em dia”, afirmou o prefeito Nelson Marchezan Júnior. "O comportamento das despesas municipais tem apresentado elevação constante e desproporcionalmente superior à elevação das receitas, enquanto os sistemas de remuneração de pessoal no setor público foram construídos num cenário hiperinflacionário, que se encontra superado há quase 30 anos, sem que qualquer adequação legislativa tenha sido feita naqueles sistemas."
A implementação dessas mudanças em sistemas se fará em menos de 30 dias. Nos próximos cinco anos, a partir de 2019, a Prefeitura economizará R$ 100 milhões. Em dez anos, deixará de gastar, automaticamente, entre R$ 180 milhões a R$ 200 milhões.
MÍDIA PREGUIÇOSA
A preguiçosa mídia brasileira, que pouco ou nada sabe a respeito do comportamento da economia, faz com que muitos leitores, ouvintes e telespectadores se convençam de que a confiança de consumidores, produtores e investidores se espelha, basicamente, através do comportamento das taxas de juros e do índices das Bolsas de Valores.
CDS
Se a mídia estivesse realmente interessada em prestar informações -corretas- sobre o comportamento da economia bastaria divulgar, diariamente, o RISCO BRASIL, índice que pode ser obtido através da cotação do CDS, - Credit Default Swap (troca de risco de crédito), negociado em forma de pontos no mercado financeiro internacional.
PERCEPÇÃO DE CALOTE
Simplificando, os CDS são como bússolas, que pontuam a percepção dos investidores em geral quanto à probabilidade de CALOTE. Como a pontuação (prêmio) varia de acordo com o sentimento do mercado quanto ao cenário micro e macro dos PAÍSES em geral, se comparados com as AGÊNCIAS DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCO, os CDS têm se mostrado bem mais eficientes.
ALTA DE 20,8% EM 5 DIAS
Vejam por exemplo, o que diz esta notícia do jornal Valor: na manhã de hoje, 25, o contrato de CREDIT DEFAULT SWAP (CDS) de 5 anos estava sendo negociado no mercado a 180 pontos. Como na 4ª feira da semana passada a cotação estava em 149 pontos, de lá para cá o CDS -do BRASIL já subiu 20,8%. Ou seja, o RISCO BRASIL cresceu mais de 20%.
COMPARAÇÃO COM OUTROS EMERGENTES
O Valor revela ainda mais: o aumento no prêmio de risco do Brasil é bem maior do que o de outros emergentes. Desde quarta-feira, o CDS do México, por exemplo, subiu 7,5%, a 129 pontos. O da Colômbia avançou 9,6%, a 114 pontos; Rússia aumentou 7,1%, a 135 pontos; e África do Sul teve alta de 13,7%, a 199 pontos.
CALOTEIRO
Volto, portanto, a afirmar: quanto mais os brasileiros deixam de se empenhar a favor da REFORMA DA PREVIDÊNCIA, REFORMA TRIBUTÁRIA e outras tantas que se fazem necessárias para o Brasil crescer e se desenvolver, mais alto será o RISCO BRASIL.
Detalhe: Sem a aprovação destas REFORMAS, o Brasil receberá o lamentável título de CALOTEIRO INTERNACIONAL. Que tal?
MODO ALÉM-SENSACIONALISTA
Ontem, tão logo a Polícia Federal prendeu o ex-presidente Michel Temer e, entre outros, também o seu ex-ministro Moreira Franco, a mídia brasileira, de forma geral, entrou em MODO -ALÉM-SENSACIONALISTA-.
ESCANDALIZAR
Como se ouviu e viu durante toda a tarde e noite, as emissoras de rádio e televisão, cada uma ao seu modo, querendo atrair o maior número possível de ouvintes e telespectadores, trataram de ESCANDALIZAR ao máximo aquilo que, aqui entre nós, já estava pra lá de previsto desde o momento em que Temer deixou a presidência do nosso empobrecido Brasil.
SABEDORIA
A rigor, a decisão tomada pelo juiz federal Marcelo Bretas só pode ser considerada como surpreendente no que diz respeito ao dia e a hora da deflagração da operação. Entretanto, a partir do momento da confirmação das prisões, os velhos formadores de opinião, muitas sem pé nem cabeça, entraram em campo com grande desenvoltura e excesso de sabedoria.
NÃO SE DEIXEM LEVAR PELO SENSACIONALISMO
Ora, mais do que sabido, em momentos assim sei que é praticamente impossível pedir aos cidadãos brasileiros para que não se deixem levar facilmente pelo SENSACIONALISMO e pelo ESTARDALHAÇO da mídia. Principalmente, quando certos influenciadores dizem que a prisão de Temer é um ingrediente complicador da REFORMA DA PREVIDÊNCIA.
IMPRESCINDÍVEL
Volto a afirmar: a REFORMA DA PREVIDÊNCIA, além de ser a mais importante, é imprescindível. Entretanto, não é a única e tampouco deve se colocar como um obstáculo que impeça e/ou dificulte a tomada de outras (muitas) medidas consideradas como cruciais para fazer do nosso Brasil um País melhor e mais decente.
O GRANDE ALIADO
Portanto, anotem aí: a REFORMA DA PREVIDÊNCIA, independente da vontade e/ou opiniões de certos influenciadores irresponsáveis, SERÁ APROVADA, ainda que mutilada. Apostem nisto e lutem por isto, meus caros leitores.
Observem, com muita atenção, que desta vez temos um grande e forte aliado: o espetacular CAOS NAS CONTAS PÚBLICAS, que atinge, impiedosamente, a União, Estados e Municípios, sem distinção. Ele, o CAOS, vai fazer a diferença. Podem apostar!
POLÍTICA CAMBIAL
A POLÍTICA CAMBIAL do Brasil, a partir do momento em que foi adotado o CÂMBIO FLUTUANTE, produziu bons efeitos graças, principalmente, à transparência quanto ao preço do real em relação às moedas internacionais, notadamente o dólar norte-americano. O resultado aí está: contas externas em ordem; reservas cambiais estão em bom nível; e déficit em transações correntes equilibrado.
POLÍTICA MONETÁRIA
Da mesma forma, a POLÍTICA MONETÁRIA, desde a criação, em 20 de junho de 1996, do COPOM - Comitê de Política Monetária, órgão que tem como objetivo determinar a -Taxa Selic-, passou a ser mais transparente e administrável no que diz respeito à realidade econômica. Tanto é verdade que às vésperas de cada uma das oito reuniões anuais do COPOM, os agentes econômicos entram em MODO -STRESS- especulando a nova Taxa Selic para o novo período.
NOTAS VELHAS E REPETIDAS
Ontem, a propósito, o COPOM, órgão pra lá de conhecido por todos os brasileiros de norte a sul do País, decidiu, pela oitava vez seguida, manter a Taxa Selic em 6,50% ao ano, menor patamar na história.
E, com a mesma desenvoltura, as entidades empresariais trataram de emitir as velhas e sempre repetidas notas dizendo, resumidamente, que -juros mais baixos estimulam a retomada da economia . Estabelecem, portanto, um clima favorável para investimentos.
TAXA SELIC É CONSEQUÊNCIA
Ora, o que a mídia e os brasileiros em geral têm muita dificuldade para entender é que a TAXA SELIC, que é definida em cada uma das oito reuniões anuais do COPOM, não é CAUSA de coisa alguma. É isto, sim, pura CONSEQUÊNCIA dos graves problemas FISCAIS que fazem do nosso empobrecido Brasil um país MUITO DOENTE e sem forças para se sustentar.
POLÍTICA FISCAL
Ora, considerando que o CÂMBIO FLUTUANTE garantiu uma POLÍTICA CAMBIAL mais confiante; e o COPOM tem desempenhado um papel no que diz respeito à POLÍTICA MONETÁRIA, é de se estranhar que o governo não tenha criado o COPOF - COMITÊ DE POLÍTICA FISCAL-., como reclamou, recentemente, o ministro Paulo Guedes.
COPOF
Agindo da mesma forma correta e focada como de resto já vem procedendo o CÂMBIO FLUTUANTE e o COPOM, o COPOF poderia agir no sentido de estabelecer estratégias e soluções capazes de debelar as CAUSAS das graves doenças que fazem do nosso Brasil um eterno paciente da UTI.
SUGESTÃO
Sugiro às entidades empresariais, que representam a real força produtiva do nosso País, que exijam dos perdulários governantes (Executivo, Legislativo e Judiciário, principalmente), a criação do COPOF, com poderes para estabelecer uma correta POLÍTICA FISCAL para o Brasil. Que tal?