DUAS PRÓXIMAS SEMANAS
Das duas próxima semanas que nos separam de 2019, para grande parte das atividades que se desenvolvem no nosso País, somente esta que inicia hoje é considerada por muitos brasileiros como verdadeiramente -útil-.
ERA DE PROSPERIDADE
A semana seguinte, se levarmos em conta o elevado grau de entusiasmo e confiança que se espalha por todos os cantos do nosso empobrecido Brasil com a eleição de Jair Bolsonaro, certamente será dedicada aos preparativos para a grande festa da virada de ano, que, se tudo der certo, marcará o início de uma ERA DE PROSPERIDADE.
COMEMORAÇÃO DUPLA
Neste clima de boas e fortes expectativas que nos fazem acreditar que 2019 deve marcar o nascimento de um NOVO BRASIL, a ordem geral e irrestrita é comemorar muito, SEM QUALQUER MODERAÇÃO.
VACAS MAGRAS E/OU MORTAS
A propósito, com a mesma alegria que a maioria dos brasileiros vai dar as boas-vindas a 2019 sugiro um brinde especial pelo encerramento de 2018, ano que deve marcar o fim do período de 15 anos de VACAS MAGRAS e/ou MORTAS, comandado tristemente pelos PETISTAS-COMUNISTAS-CORRUPTOS, que resultou num forte empobrecimento do nosso País.
NORTE
Também a propósito destas boas expectativas recomendo a releitura do discurso de Jair Bolsonaro, após a vitória eleitoral, que no meu entender serve como norte daquilo que se impõem para a fazer do Brasil , enfim, uma verdadeira grande Nação. Eis:
DISCURSO QUE ALIMENTA AS BOAS EXPECTATIVAS
- Nosso governo vai quebrar paradigmas: vamos confiar nas pessoas. Vamos desburocratizar, simplificar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha mais liberdade para criar e construir e seu futuro.
Vamos "desamarrar" o Brasil.
Outro paradigma que vamos quebrar: o governo, de verdade, a Federação. As pessoas vivem nos municípios; portanto, os recursos federais irão diretamente do governo central para os estados e municípios. Colocaremos de pé a federação brasileira. Nesse sentido é que repetimos que precisamos de mais Brasil e menos Brasília.
Muito do que estamos fundando no presente trará conquistas no futuro. As sementes serão lançadas e regadas para que a prosperidade seja o desígnio dos brasileiros do presente e do futuro. Esse não será um governo de resposta apenas às necessidades imediatas.
As reformas a que nos propomos serão para criar um novo futuro para os brasileiros. E quando digo isso falo com uma mão voltada para o seringueiro no coração da selva amazônica e a outra para o empreendedor suando para criar e desenvolver sua empresa. Porque não existem brasileiros do sul ou do norte. Somos todos um só país, somos todos uma só nação!
Uma nação democrática!
O estado democrático de direito tem como um dos seus pilares o direito de propriedade.
Reafirmamos aqui o respeito e a defesa deste princípio constitucional e fundador das principais nações democráticas do mundo.
Emprego, renda e equilíbrio fiscal é o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos.
Quebraremos o círculo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo círculo virtuoso de menores déficits, dívidas decrescente e juros mais baixos.
Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. O déficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit.
Este é o nosso propósito.
CONTRA O RADICALISMO
Não sei se devo acreditar piamente na notícia que saiu ontem, 13, no site -O Antagonista-, dando conta de uma revelação feita pelo senador Izalci Lucas, eleito pelo PSDB do Distrito Federal, a qual diz que, nos bastidores do Senado, está sendo formado um BLOCÃO “contra o radicalismo” do governo Bolsonaro.
ACIMA DE PARTIDOS E INTERESSES PARTIDÁRIOS????
A ideia, segundo afirmou Izalci ao -O Antagonista-, é reunir senadores “acima de partidos e interesses partidários” para “colocar ordem na Casa, mas com bom senso”. Mais: "A gente sabe que vai vir muita coisa aí a partir de 2019 e tem que ter bom senso, porque o Brasil não aguenta muito radicalismo”.(???)
MÁ VONTADE
Entretanto, partindo do pressuposto de que foi isto mesmo que o senador eleito pelo PSDB disse, aí não tem como ficar calado. De antemão, já fica muito claro o quanto o novo senador já está pronto para despejar uma grande má vontade contra as importantes medidas que se fazem necessárias para tirar o Brasil do enorme atraso.
TRATAMENTO DE CHOQUE
Antes que alguém aprove a declaração do mau senador é importante salientar que quando a doença é grave o que se impõe é um TRATAMENTO DE CHOQUE. Gente, o BOM SENSO diz, com todas as letras, que a salvação do Brasil passa por cirurgias radicais e urgentes.
MURISTA
Esta postura do Izalci identifica, ipsis literis, o quanto o senador incorporou a forma de agir e pensar do seu partido, PSDB, que se notabilizou por estar sempre EM CIMA DO MURO. Ele usa o termo -RADICALISMO- para dizer, com toda clareza, o quanto se mostra disposto a não apoiar as mudanças que já estão sendo veiculadas.
SÚPLICA
Suplico, meus caros leitores, para que não se deixem levar pela lamentável declaração do senador Izalci. Ao contrário: tratem de exigir o máximo de RADICALISMO, revestido de muita PRESSA, para que possamos salvar o que for possível daquilo que está empilhado na enorme montanha de problemas que o Brasil cultivou ao longo de cinco séculos.
PAUTA BOMBA
Na última terça-feira, 11, a mídia brasileira como um todo lamentou profundamente (rotulou como PAUTA BOMBA) a aprovação, na Câmara dos Deputados, da prorrogação dos atuais incentivos fiscais para a SUDAM (Região da Amazônia) e SUDENE (Região Nordeste) e a extensão dos incentivos para a SUDECO (Região Centro Oeste).
LRF
Ainda que tais incentivos, ou RENÚNCIAS FISCAIS, já estavam previstos no Orçamento da União para 2019, o impacto da extensão dos mesmos à região Centro Oeste, assim como o aumento de prazo para cinco anos, podem, segundo o Ministério da Fazenda, bater de frente com a LRF - Lei de Responsabilidade Fiscal.
EQUÍVOCO MONUMENTAL
Ora, meus caros leitores, como sou, e sempre fui, um ferrenho defensor da REDUÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA, classifico a expressão -PAUTA BOMBA-, como foi utilizada largamente pela mídia para definir a aprovação desta RENÚNCIA FISCAL, como um equívoco monumental.
SACO DE BONDADE
Se levarmos em conta que a grande LÓGICA QUE IMPERA no nosso empobrecido Brasil é o aumento (constante) da CARGA TRIBUTÁRIA, quando nos é dado o prazer de contar com a aprovação de uma rara REDUÇÃO DE IMPOSTO a expressão correta para tanto deveria ser -SACO DE BONDADE-.
CHOQUE NA COLUNA DAS DESPESAS
Volto a afirmar, pela enésima vez, que urge, no nosso empobrecido Brasil, um verdadeiro -CHOQUE NA COLUNA DAS DESPESAS-. Este tal engessamento de DESPESAS PÚBLICAS , que a Constituição -nada cidadã- impõe, precisa acontecer, com a mesma intensidade, pelo lado das RECEITAS PÚBLICAS.
POSTURA DO GOVERNO DO RS
O que a mídia deveria lamentar, e muito, é que governantes de outras regiões do País não tenham se mobilizado para obter os mesmos INCENTIVOS FISCAIS concedidos à SUDAM, SUDENE e SUDECO.
Enquanto governantes dos Estados do Norte, Nordeste e Centro Oeste fazem de tudo para tornar seus produtos mais competitivos, o governo do Rio Grande do Sul age de forma inversa: faz força descomunal para aprovar a EXTENSÃO do estúpido aumento das alíquotas de ICMS da energia, combustíveis e comunicação. Isto sim é uma verdadeira PAUTA BOMBA, cuja explosão destroça a economia gaúcha. Pode?
CONVENCIMENTO PAULATINO
Mesmo que a maioria dos brasileiros, segundo revelam as mais recentes pesquisas, já demonstra razoável CONVENCIMENTO de que a venda e/ou fechamento de ESTATAIS é absolutamente necessária. Mesmo assim é preciso reconhecer que o contingente de resistentes ainda é muito alto.
ESCLARECIMENTOS
Exatamente por isto, ainda que os apaixonados por estatais jamais mudarão de opinião, o fato é que quanto mais ESCLARECIMENTOS forem disponibilizados maior será o número de CONVENCIDOS de que empresas ESTATAIS só interessam, basicamente, aos seus funcionários-corporativistas.
25 ESTATAIS FEDERAIS
Vejam, por oportuno, o que diz o novo PAINEL DE PANORAMA DAS ESTATAIS, do Ministério do Planejamento: - Juntas, 25 ESTATAIS registram PATRIMÔNIO LÍQUIDO -NEGATIVO- de R$ 35,2 BILHÕES.
Ou seja, mesmo VENDENDO todos os seus ativos pelo VALOR QUE CONSTA NO BALANÇO, essas empresas não conseguem nem sequer pagar suas dívidas. Que tal?
PREJUÍZO CONSTANTE
Além do enorme prejuízo que produzem constantemente, estes mastodontes dependem de aporte de recursos do Tesouro Nacional (impostos). Recursos estes que deixam de ser destinados para aquilo que justifica a existência do Estado, como é o caso da Saúde, Educação e Segurança. Pode?
AMAZONAS ENERGIA
Um bom exemplo do quanto é bom, necessário e importante para o Brasil se livrar definitivamente de ESTATAIS é o histórico da falida -AMAZONAS ENERGIA- , que nesta semana, felizmente, foi VENDIDA, pela ELETROBRÁS, por lance mínimo (R$ 50 mil), ao consórcio Oliveira/Atem (único interessado) em leilão na B3.
OBRIGAÇÕES DO COMPRADOR
Detalhe: o comprador da AMAZONAS ENERGIA, consórcio Oliveira/Atem, atendendo a determinação imposta pelo edital, será obrigado a:
1- AUMENTAR O CAPITAL da empresa em R$ 490 milhões;
2- INVESTIR R$ 2,7 BILHÕES nos primeiros cinco anos; e,
3- ASSUMIR UMA DÍVIDA de R$ 2,2 BILHÕES.
Agora o incrível: terminado o leilão, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região SUSPENDEU A OPERAÇÃO para atender um pedido do sindicato dos funcionários da Eletrobrás, que simplesmente não admitem privatização alguma.
TEXTO DE NELSON BARBOSA
Li, recentemente, um artigo escrito pelo ex-ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, cujo conteúdo (ou sugestão) é pertinente diante dos desmedidos aumentos de salários concedidos aos servidores públicos, os quais produzem graves e devastadoras CONSEQUÊNCIAS para as CONTAS PÚBLICAS, tanto do País quanto, pelo efeito cascata, para os Estados e Municípios.
INDEXAÇÃO
Antes, porém, volto a frisar aquilo que escrevi dias atrás quando apontei que de tantos tumores que precisam ser extirpados do CORPO BRASIL, um deles é a maldita INDEXAÇÃO. Afinal, como é possível corrigir salários pela inflação quando o PIB é negativo?
A REFERÊNCIA É O PRÓPRIO SETOR PÚBLICO
No seu texto, o economista e ex-ministro Nelson Barbosa diz: - No sistema brasileiro, construído ao longo de décadas, os reajustes de servidores civis e militares são decididos com base no cálculo de perdas reais em relação a algum pico de remuneração no passado.
Em outras palavras, arremata Barbosa, os reajustes tomam como principal referência o PRÓPRIO SETOR PÚBLICO, e não a REALIDADE DO SETOR PRIVADO.
TABELA ÚNICA
Barbosa lembra que nos EUA o modelo é diferente. Lá há uma TABELA ÚNICA para vários órgãos civis, que é geralmente reajustada todo ano pelo AUMENTO DO SALÁRIO MÉDIO NO SETOR PRIVADO menos 0,5% (meio por cento) quando essa conta resulta em número POSITIVO.
DESCONTO DE MEIO POR CENTO
Tal -DESCONTO- DE 0,5% (meio por cento) deve-se ao fato de que, ao haver uma QUEDA DE SALÁRIOS DE MERCADO, o mesmo deve acontecer no SETOR PÚBLICO. Uma regra similar é adotada para militares.
RECOMENDADO, NÃO OBRIGATÓRIO
Detalhe importante: nos EUA, o reajuste linear é RECOMENDADO, não OBRIGATÓRIO. Mesmo que a fórmula indique aumento, o governo pode não concedê-lo com base em considerações políticas.
Como bem sugere Nelson Barbosa, bom seria o Brasil seguir os EUA, criando um COMITÊ DE REMUNERAÇÃO, de caráter consultivo, para auxiliar o presidente na avaliação do tema.
DIMINUIR O PIB
Ao longo dos últimos 17 anos (desde o primeiro editorial do Ponto Critico, em 11/10/2001) o que mais tenho feito é alertar e/ou prestar constantes esclarecimentos sobre a grave situação econômico/financeira do Brasil e, em particular do Estado do Rio Grande do Sul, cujos sérios problemas, além de absolutamente inegáveis são preocupantes.
ARTE DE CONSTRUIR CRISES
Ao invés de dedicar esforços para fazer crescer o PRODUTO (PIB), os nossos governantes -brasileiros e gaúchos- (em todos os níveis), se entregaram por completo, aí com uma eficiência jamais vista, na arte de construir graves CRISES, de difícil conserto.
MANTO DE ESPERANÇA
Vejam que no momento em que o calendário assinala a chegada de dezembro, mês em que a tradição faz com que povos do mundo todo fiquem inebriados com o clima das festas natalinas e de ano novo, o que mais se vê são pessoas que se deixam envolver, sem mínimo fundamento real, pelo manto da ESPERANÇA e do OTIMISMO quanto ao que vai acontecer no ano que se aproxima.
PERPÉTUOS
Quem se dispõe a fazer um exercício simples e rápido de tudo que aconteceu nestes últimos 17 anos (para ficar só por aí), o que houve, de fato, tanto no Brasil quanto no RS, foi um efetivo AUMENTO DE PROBLEMAS. Mais: os piores, que mais geram preocupação, por blindagem constitucional são considerados PERPÉTUOS- , ou seja, impedidos para sempre de serem solucionados.
ESPERANÇOSOS CONSCIENTES
Pois, se for levado em conta que as boas propostas defendidas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, conseguirem aprovação do novo Legislativo, aí o Brasil tem tudo para sair do enorme atoleiro. O que pode fazer, sem dúvida alguma, com que o povo brasileiro (eu inclusive) se manifeste como ESPERANÇOSOS CONSCIENTES quanto ao futuro do País.
POVO GAÚCHO SEM RAZÃO PARA O OTIMISMO
Já quanto ao futuro do Estado do Rio Grande do Sul, doe a quem doer o fato é que não há razão alguma para os gaúchos se manifestarem como OTIMISTAS e ESPERANÇOSOS. Enquanto o povo do RS e seus representantes estiverem dispostos a defender o FRACASSO, sem manifestar vontade mínima para buscar SOLUÇÕES EFETIVAS, não há razão alguma para festejar. E muito menos para ser OTIMISTA com relação ao futuro do RS.