MODO REVERSÃO
O botão que aciona os motores da economia brasileira segue -OUT OF ORDER-. Entretanto, quando, eventualmente, acende a luz do painel de controle, informando que os motores entraram em funcionamento, aí o movimento é de -REVERSÃO-.
IBC-Br DECEPCIONANTE
Este é o triste retrato da economia do nosso empobrecido Brasil, como revela o IBC-Br -Índice de Atividade Econômica do Banco Central-, divulgado na manhã de hoje, o qual mostra uma preocupante QUEDA DE 0,73% em fevereiro ente janeiro.
PIB NEGATIVO NO PRIMEIRO TRIMESTRE
Considerando que o IBC-Br é uma PRÉVIA do resultado do PIB, basta somar a queda de 0,73% em fevereiro ante janeiro com a queda de 0,31% em janeiro ante dezembro, para admitir, de forma inequívoca, que o PIB DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2019 será NEGATIVO.
REFORMA DA PREVIDÊNCIA AINDA EM ABRIL
Ora, se todos os deputados federais fossem dotados de um mínimo de discernimento, esta notícia bastaria para fazer com que a PEC da REFORMA DA PREVIDÊNCIA fosse aprovada, assim como está posta, ainda neste mês de abril.
MOTORES PARADOS
O fato é que, gostando ou não, quanto mais a REFORMA DA PREVIDÊNCIA é adiada mais os motores da economia brasileira permanecem parados ou, quando funcionam, entram em modo -REVERSÃO-, como atesta o índice negativo de 0,73% do IBC-Br.
FOCUS
Vejam que as projeções que, semanalmente a pesquisa Focus divulga, mostram uma contínua queda da taxa de crescimento do PIB 2019. Hoje, por exemplo, a projeção do crescimento do PIB para 2019 caiu de 1,97% para 1,95% e para 2020 recuou de 2,70% para 2,58%.
Se levarmos em conta que o ano começou com estimativa de crescimento de 3% (motivada pela certeza da aprovação da Reforma da Previdência), de lá pra cá os motores (PIB) seguem em -modo- REVERSÃO DA TAXA DE CRESCIMENTO.
CANTO DA SEREIA
Entra governo e sai governo e, lamentavelmente, o nosso empobrecido Brasil não consegue se livrar das práticas INTERVENCIONISTAS. Vejam que até os governantes que se declaram abertos às ideias liberais ficam desnorteados quando ouvem o velho CANTO DA SEREIA INTERVENCIONISTA.
FEBRE
Ontem, ao tomar conhecimento de que a direção da Petrobrás foi -aconselhada-, pelo presidente Bolsonaro, a desistir do reajuste do preço do diesel, percebi o quanto é forte o vírus que transmite a PRAGA DO INTERVENCIONISMO, cujo efeito, mais do que sabido, é a destruição da confiança e a fuga de investimentos.
NOITE DE PAULO GUEDES
Inicialmente fiquei imaginando que se tratava de mais uma -Fake News-. Entretanto, como não houve qualquer desmentido, e os preços do diesel também não foram alterados, aí caí na real. Uma vez confirmada a catástrofe fiquei imaginando como seria a noite do liberal ministro da Economia, Paulo Guedes.
REFINARIAS
Observem que esta péssima decisão chega no exato momento em que o governo discute a venda de boa parte das 13 REFINARIAS DA PETROBRÁS. Ora, se o governo INTERVÉM no preço dos produtos que hoje são refinados apenas pela Petrobrás, certamente seguirá adotando a mesma prática, independente de quem, no futuro, pretenda refinar petróleo.
INDEPENDÊNCIA DA PETROBRÁS
O que mais lamento é que o governo, ao não mostrar a mínima disposição para PRIVATIZAR a Petrobrás, não proponha a sua INDEPENDÊNCIA, como fez, ontem, com o Banco Central. Ao menos, a estatal ficaria livre de INTERVENÇÕES governamentais, que além de prejudicar os acionistas, desorganizam brutalmente os preços relativos.
A DESCONFIANÇA MORA AO LADO
O fato de reprovar qualquer tipo de INTERVENCIONISMO, vale registrar, nada tem a ver com as boas e corretas medidas que o governo vem tomando e que precisam ser aprovadas o quanto antes. Entretanto, o que acontece a partir de agora é que a velha desconfiança, que havia mudado de endereço, voltou a morar ao meu lado.
NEW DEAL
Para quem não sabe, a análise e avaliação dos primeiros 100 dias de quase todos os governos mundo afora teve início em 1933, quando, depois de decorrido este prazo, o presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt, fez um relatório mostrando os sucessos de sua administração que colocou em marcha o famoso NEW DEAL.
AVALIAÇÃO
Foi a partir de então que os -PRIMEIROS 100 DIAS- se transformaram num marco, ou ponto de partida de avaliação dos resultados obtidos e, principalmente, se estão razoavelmente de acordo com as promessas feitas ao longo da campanha eleitoral.
SEM ISENÇÃO
No caso do governo Bolsonaro, por tudo que os maiores veículos de comunicação noticiam a todo momento, notadamente a Rede Globo, O Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo, a análise e a avaliação dos atos presidenciais nada têm de isentas.
VEIA IDEOLÓGICA
Assim, por mais que se diga, e prove, que nestes PRIMEIROS 100 DIAS o Brasil está no rumo certo, a veia IDEOLÓGICA DO ATRASO, que impera no ambiente jornalístico do nosso empobrecido Brasil, não admite a existência de qualquer acerto. Para esses críticos até agora tudo não passou de fracassos.
SURDOS E MUDOS
O curioso é que os críticos do governo Bolsonaro, que decididamente está interessado em mudar o Brasil para melhor, com REFORMAS substanciais e corretas, se mostraram surdos e mudos durante os últimos 20 anos, período no qual o nosso País foi levado, literalmente, ao CAOS ECONÔMICO E SOCIAL.
LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO
CAOS este provocado, calculado e intencionalmente, por um contingente de INCOMPETENTES e CORRUPTOS, como se estivessem competindo para ver qual tinha o maior poder de destruição. Também, como referi no editorial de ontem, não analisam os PRIMEIROS 100 DIAS de 2019 do Legislativo e do Judiciário, que mais têm atuado para dificultar e/ou impedir que o Brasil ganhe forças para poder sair da UTI.
PRIMEIRA EDIÇÃO EM MAIS DE 30 ANOS
Os painelistas que se apresentaram, ontem, segundo e último dia do 32º Fórum da Liberdade, reforçaram aquilo que escrevi no editorial anterior: esta foi a primeira Edição do Fórum, em mais de 30 anos, realizada num ambiente governamental mais identificado (não totalmente) com propostas liberais.
PRIMAVERA LIBERAL
Como bem referiu o economista Gustavo Franco no painel -DESEMARANHANDO O BRASIL-, o Brasil passa por uma -PRIMAVERA LIBERAL-. Ainda assim, reforçou Franco, é importante destacar que o "terraplanismo" e "charlatanismo" econômico não estão mortos e, sim, num momento de fraqueza, que deve ser utilizado como oportunidade para aumentar a liberdade econômica no Brasil.
TRÊS RAZÕES
As ideias liberais estão mais populares por três razões:
1- ideias melhores que as outras mais à esquerda;
2- "imperativos práticos" que trouxeram essas ideias para o centro do debate; e
3- o fracasso das políticas de governo de Dilma Rousseff.
TAXA DE INVESTIMENTO
Com relação aos "imperativos práticos", Franco fez eco ao que tenho escrito, exaustivamente, nos meus editoriais: a nossa baixíssima formação bruta de capital fixo (taxa de investimento) é CAUSA direta do pífio crescimento do PIB brasileiro.
Mais: não se espera que o governo brasileiro, que enfrenta um forte déficit em suas contas, consiga fazer aportes via investimentos públicos. Ou seja, é preciso do setor privado para o País voltar a crescer.
DESTAQUES
Dos painelistas que se apresentaram ontem no Fórum da Liberdade, os que mais se destacaram, no meu exigente ponto de vista, foram: a liberal cientista política guatemalteca, Gloria Alvarez; o CEO do Instituto Mises Brasil, Hélio Beltrão; o economista Marcos Lisboa (Insper); e, notadamente, o Secretário Especial de DESBUROCRATIZAÇÃO, GESTÃO E GOVERNO DIGITAL NO MINISTÉRIO DA ECONOMIA, Paulo Uebel.
BUROCRACIA
Paulo Uebel, que presidiu o IEE nos anos 2006/2007 (20ª Edição do Fórum da Liberdade) e se destacou como crítico da alta burocracia governamental, está no lugar certo e pronto para enfrentar aquilo que nunca suportou. Hoje, ocupando a Secretaria Especial de DESBUROCRATIZAÇÃO, Uebel disse que este é o momento de começar algo novo para mudarmos a sociedade brasileira.
Como tal é preciso fazer do nosso Brasil um bom ambiente para negócios, coisa que a excessiva BUROCRACIA não só impede como estabelece uma estrutura fértil para a corrupção.
PÚBLICO ENTUSIASMADO
O Fórum da Liberdade, promovido desde 1988 pelo IEE -Instituto de Estudos Empresariais, o qual, em 2013, foi reconhecido pela Revista Forbes como o maior espaço de debate político, econômico e social da América Latina, chega a sua 32ª edição contando, como nunca, com um público fortemente entusiasmado.
GOVERNOS SOCIALISTAS
Este entusiasmo se dá por uma razão que considero muito simples: ao longo de todas as edições anteriores, o Brasil e quase todos os estados e municípios tiveram governos pautados e/ou administrados por socialistas, ainda que em diferentes graus.
AMBIENTE MAIS LIBERAL
A rigor, portanto, esta (32ª) é a primeira vez que o Fórum da Liberdade acontece num ambiente onde ideias liberais estão sendo amplamente propostas, adotadas e/ou implementadas, tanto do Brasil quanto em vários Estados e Municípios.
DECISÕES EQUIVOCADAS
Nesses últimos 30 anos, tudo que era discutido, criticado e sugerido nos mais diversos painéis dos Fóruns não passava de um exercício de indignação contra decisões governamentais equivocadas, porém intencionais, que levaram a um descomunal aumento do tamanho do Estado e de um crônico aumento de rombos nas Contas Públicas.
LIBERAIS OCUPANDO CARGOS PÚBLICOS
Se em muitas edições anteriores, os críticos estavam nas plateias e via de regra no palco, defendendo ideias liberais, nesta edição grande parte desses LIBERAIS INDIGNADOS estão ocupando cargos públicos, tanto do Executivo quanto do Legislativo, prometendo, com boas ações, transformar o BRASIL.
ENTUSIASMO PALPÁVEL
Ontem, depois de ouvir as importantes apresentações feitas por Onix Lorenzoni, Salim Mattar, Gustavo Franco, Winston Ling, Alexandre Garcia, Leonardo Fração, por exemplo, a plateia saiu confiante de que a indignação dos últimos anos está dando lugar a um entusiasmo palpável. O dia de hoje, pelo visto, promete muita coisa boa.
BRAZIL CONFERENCE AT HARVARD & MIT
Ao longo do final de semana, dias 5, 6 e 7, com o lema #JUNTOS SOMOS+, a comunidade brasileira de estudantes em Boston, EUA, promoveu a edição 2019 da BRAZIL CONFERENCE AT HARVARD & MIT, com o propósito de debater ideias sobre o passado, o presente e, principalmente, o futuro de um Brasil.
SEM SURPREENDER
Entre tantos convidados para palestrar no evento, quatro deles -Geraldo Alckmin, Ciro Gomes, Luciano Huck e Hamilton Mourão, por muito daquilo que disseram, sem surpreender em momento algum, me chamaram a atenção.
GERALDO ALCKMIN E CIRO GOMES
O ex-governador paulista, Geraldo Alckmin, de forma educada, afirmou que Jair Bolsonaro comanda um governo IMPROVISADO E HETEROGÊNEO, com PAUTA EQUIVOCADA. Por sua vez, o sempre muito MAL-EDUCADO ex-governador cearense, Ciro Gomes, disse que o presidente Bolsonaro é um IMBECIL. Que tal?
LUCIANO HUCK
Já o apresentador da TV Globo, Luciano Huck, um dos apoiadores do Grupo RenovaBR, depois de tecer críticas ao governo Bolsonaro, disse que a proposta do RenovaBR é fazer com que o Brasil seja um país mais JUSTO E AFETIVO.
CRÍTICAS
Em nenhum momento Huck fez qualquer referência ao nojento papel da imprensa brasileira, que sonega e/ou distorce os acertos do governo e enaltece, sempre de forma exagerada, os equívocos cometidos. Em nenhum momento citou as barbaridades jornalísticas promovidas pela TV Globo, emissora na qual trabalha.
AS REFORMAS PARA ESTABELECER JUSTIÇA
Mais: Luciano Huck, por tudo que falou durante a sua apresentação, deixou claro que ainda não entendeu que o Brasil, para ser JUSTO E AFETIVO, precisa passar por várias REFORMAS. Mal sabe ele que grande parte delas já foram anunciadas, sendo que a primeira, pelo tamanho da INJUSTIÇA que impõe aos brasileiros em geral, é a da PREVIDÊNCIA. Acorda, Huck.