PREVIDÊNCIA SOCIAL
Quem acompanha o Ponto Critico desde a sua criação, em 2001, sabe, perfeitamente, que ninguém mais do que eu escreveu tanto, por tanto tempo, sobre a injusta, nojenta e absurda Previdência Social que impera no nosso empobrecido Brasil.
ODIOSOS PRIVILÉGIOS
Da mesma forma sabem o quanto venho escancarando, de forma incansável, as barbaridades cometidas pelos nossos péssimos CONSTITUINTES, ao garantirem, na péssima Constituição de 1988, as aposentadorias altamente privilegiadas aos funcionários públicos e militares, cujos magníficos ROMBOS, são sustentados pelos PAGADORES DE IMPOSTOS.
GENERAL CARLOS ALBERTO DOS SANTOS CRUZ
Pois, ontem, mesmo sabendo que entre 2017 e 2018, o ROMBO da aposentadoria dos militares (apenas dos militares) cresceu 12,85%, chegando a R$ 40,5 bilhões, o insensível general Carlos Alberto dos Santos Cruz, atual ministro-chefe da Secretaria de Governo disse, alto e bom tom, que os militares devem ficar fora da reforma da Previdência. Pode?
GENERAL FERNANDO AZEVEDO E SILVA
Pois, quase que ao mesmo tempo, outro militar, desta vez o general Fernando Azevedo e Silva, atual ministro de Defesa, afirmou que os militares estão fora da reforma da Previdência que será proposta pelo governo. Segundo ele, “as Forças Armadas são um seguro caro que toda nação forte tem que ter”, e os militares têm “especificidades da carreira” – como o não pagamento de horas extras e FGTS – que criam a necessidade de uma proteção diferente da conferida a outras categorias. Que tal?
NAPOLEÃO E BOLA DE NEVE
Confesso que tão logo ouvi as barbaridades ditas pelos dois generais , me veio à cabeça os dois porcos -Napoleão e Bola de Neve-, que comandaram a -REVOLUÇÃO DOS BICHOS-, como bem descreve George Orwell na sua magnífica obra escrita em 1945.
MAIS IGUAIS QUE OUTROS
Ambos os generais, cada um ao seu modo, copiando o que disseram os porcos Napoleão e Bola de Neve, entenderam que, no caso das aposentadorias dos militares, o Art. 5º da Constituição, que diz, claramente, que TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, não é justo. Para eles, os MILITARES SÃO MAIS IGUAIS QUE OUTROS. E como tal suas aposentadorias devem produzir ROMBOS SEM FIM.
ESTUDO QUE VISA AUMENTAR O VALOR DOS PEDÁGIOS
A notícia que saiu ontem, dando conta que o governo Jair Bolsonaro estuda mudar o saudável modelo de CONCESSÕES NÃO ONEROSAS de rodovias federais, que privilegiam o critério de MENOR PEDÁGIO, retornando ao indesejável sistema de CONCESSÕES ONEROSAS nos próximos leilões, é de cabo de esquadra.
VOLTA AO ATRASO
Por enquanto, a volta ao atraso não passa de um estudo que está sendo feito pelo Ministério da Infraestrutura. Entretanto, ao ler que a justificativa da medida diz que o dinheiro arrecadado com a volta das CONCESSÕES ONEROSAS servirá para abastecer um -Fundo Rodoviário Nacional- com o objetivo de implementar melhorias e duplicações nas -demais vias- para que também sejam concedidas, aí não há como não ficar preocupado.
FAKE NEWS?
Tomara que tudo não passe de uma notícia boba, sem qualquer fundamento. Até porque, se for levado em conta que o novo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, assegura, a todo momento, que o governo federal pode privatizar e/ou liquidar mais de 100 estatais como forma de levantar recursos e reduzir gastos, aí a volta das CONCESSÕES ONEROSAS fica com cara de FAKE NEWS.
CONCESSÃO ONEROSA
Para que os leitores saibam, todos os valores que o governo (poder concedente) arrecada dos concessionários que ganham os leilões é cobrado dos usuários ao longo do tempo da concessão estabelecida no edital. Ou seja, no caso de estradas, no valor da tarifa do pedágio é cobrada uma fração do valor pago ao governo na forma de CONCESSÃO ONEROSA.
GRANDES CULPADOS
Este esclarecimento se faz necessário e importante porque a maioria dos usuários e grande parte da mídia -desinformadora- apontam para os concessionários como se fossem os culpados pelos valores dos pedágios cobrados nas estradas concedidas na forma ONEROSA.
VANTAGEM
Que fique, portanto, muito claro: quando uma CONCESSÃO, de qualquer serviço considerado público (rodovia, energia, etc.), se dá pela forma -ONEROSA-, quem fica com a maior parte da tarifa cobrada pelo concessionário é o GOVERNO. Já no caso das CONCESSÕES NÃO ONEROSAS, quem leva vantagem é o usuário. Simples assim.
PAÍS SUI GENERIS
Dizer que o Brasil é um País -sui generis- é como chover no molhado. Vejam, por exemplo, que enquanto o novo presidente da República começa a trabalhar no primeiro dia de janeiro, os deputados e senadores, eleitos no mesmo pleito de 2018, só iniciam os trabalhos (?) 30 dias depois, ou seja, no primeiro dia de fevereiro. Pode?
FÉRIAS ANTECIPADAS
Comparando, é como se alguém que depende de um motorista para poder se locomover e o mesmo só pode iniciar a sua jornada de trabalho um mês depois. Isto porque a lei determina que o -motorista- eleito só poderá exercer, de fato, a sua função após cumprir um período de férias (antecipadas) de 30 dias.
100 DIAS
Ora, se vale a regra, ou o convencimento, de que os primeiros 100 dias de governo são os mais importantes e decisivos para quem assume o Poder Executivo, é preciso considerar que as absurdas férias -antecipadas- dos parlamentares, que impedem a tomada de decisões do Poder Legislativo, encurtam sobremaneira este tempo em 30 dias.
UTI
Como ninguém faz a contagem tomando por base que o governo só pode atuar por completo a partir de fevereiro, os tais 100 dias do governo ficam reduzidos a 70. A coisa funciona como se o Poder Legislativo não desse a mínima importância ao fato de que o nosso empobrecido Brasil se encontra na UTI e de lá só poderá sair vivo se várias e boas cirurgias forem rapidamente feitas.
REFORMAS
Pois, por incrível que possa parecer, no caso das REFORMAS que o Brasil precisa para poder respirar sem aparelhos, o cirurgião, com o diagnóstico na mão e pronto para operar não pode dar início à cirurgia porque o anestesista, o enfermeiro, o instrumentador cirúrgico, e outros mais, estão em pleno gozo de férias -ANTECIPADAS-. Pode?
RECESSO PARLAMENTAR
Nem mesmo diante do quadro complicado e pré-fúnebre do Brasil, que custa mundos e fundos aos pagadores de impostos para continuar respirando por aparelhos, o Congresso Nacional não mostra a mínima vontade de querer mudar o art. 57 da Constituição (nada cidadã), que impõe 50 dias de recesso parlamentar.
No meu entender poderia levar em consideração que nos anos em que os novos parlamentares tomam posse, esta realidade bem que poderia ser diferente, para poder ajudar a gestão do Executivo. Mas, como disse no início deste Editorial, o Brasil é um País -sui generis-.
BOLSONARO
Antes de tudo um esclarecimento: eu votaria mil vezes no Bolsonaro caso o outro candidato fosse socialista. Até porque nada de pior pode acontecer ao nosso empobrecido Brasil do que o retorno ao poder daqueles que plantaram e colheram safras intermináveis de magníficos ROMBOS nas contas públicas. Isto sem falar na grossa CORRUPÇÃO, que somada com uma brutal INCOMPETÊNCIA virou marca registrada dos socialistas.
MEDIDAS LIBERAIS
Mesmo sabendo que só Paulo Guedes e sua equipe estão compromissados com medidas LIBERAIS, únicas realmente capazes de SOLUCIONAR os graves problemas que levaram o Brasil à míngua, com as quais comungo plenamente e prometo jamais me afastar um milímetro deste convencimento, ainda assim me proponho a lutar contra as FORÇAS COMUNISTAS, que tomaram conta das nossas instituições, com apoio irrestrito de boa parte da mídia.
MAL MAIOR
Entretanto, esta luta contra o MAL MAIOR, que sabidamente será intensa e levará muito tempo para produzir bons e efetivos resultados, não admite o cometimento de erros bobos e/ou infantis, do tipo como vimos já no terceiro e quarto dia de governo, 03 e 04/01, logo depois que Bolsonaro fez a sua primeira reunião ministerial.
PIORA O QUE ESTÁ PÉSSIMO
Começando pela péssima entrevista que o presidente concedeu ao canal de televisão SBT, quando, simplesmente, meteu os pés pelas mãos ao falar da REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Nesta questão, que é, inquestionavelmente, o GRANDE PROBLEMA DO BRASIL, Bolsonaro defendeu uma proposta ridícula, que simplesmente PIORA o que já está PÉSSIMO. Um horror!
A ORDEM ERA CRIAR CONFUSÃO
Tudo leva a crer que alguns de seus ministros, tão logo tomaram conhecimento das bobagens ditas pelo seu líder, no SBT, entenderam que a ordem presidencial era a de criar MUITA CONFUSÃO e POUCO OU NADA DE ESCLARECIMENTO À OPINIÃO PÚBLICA, que mais do que nunca não pode cair em frustração.
MENTIDOS E DESMENTIDOS
Pois, na última sexta-feira passada, na medida em que ouvia e assistia, atônito, a SÉRIE DE MENTIDOS E DESMENTIDOS, confesso que fui beliscado e/ou fustigado por uma ponta de frustração. Por mais que entenda que o início de governo pode produzir situações incômodas, quando as bobagens extrapolam não posso ficar calado. Como se viu, a SÉRIE DE DESMENTIDOS acabou servindo de alimento para boa parte da mídia, principalmente aquela que não nutre a mínima simpatia por Bolsonaro. Esta turma está deitando e rolando...Pode?
Aliás, a insatisfação de Paulo Guedes soou de forma clara através de seu silêncio sepulcral. Do tipo de quem não vai tolerar estas bobagens por muito tempo...
RAIMAR RICHERS
Na década de 70, quando morava, trabalhava, estudava e dava aulas de Finanças e Controle Orçamentário na PUC de São Paulo, conheci, na FGV, o professor Raimar Richers, um dos primeiros especialistas em Marketing no Brasil, que desenvolveu o -MODELO DOS 4 As-, o qual pode ser aplicado, não só no marketing mas em todas as áreas do setor privado e do setor público.
COMO UMA LUVA
Como o Brasil está iniciando um novo governo comprometido com mudanças pontuais que visam tirar o Brasil do atraso monumental, que, por força e determinação de SOCIALISTAS DA GEMA levou, literalmente, a nossa economia à lona, este -MODELO DOS 4 As- cai como uma luva como instrumento de recuperação.
OS QUATRO As
O primeiro -A- é de ANÁLISE, qual seja o DIAGNÓSTICO e/ou identificação das CAUSAS a serem atacadas, o que no caso do nosso pobre -Brasil- existe em abundância.
O segundo -A- é de ADAPTAÇÃO. Uma vez concluída a ANÁLISE dos PROBLEMAS e/ou CAUSAS, é preciso encontrar e ajustar as formas capazes de elevar a probabilidade de acertos.
O terceiro -A- é de ATIVAÇÃO, qual seja, depois de ADAPTAR as formas é a hora de FAZER ACONTECER. Em outras palavras é botar o BLOCO NA RUA.
O quarto -A- é de AVALIAÇÃO, ou auditoria do processo. Os resultados colhidos na AVALIAÇÃO geram um importante ciclo, que propõe a RE-ANÁLISE, RE-ADAPTAÇÃO, RE-ATIVAÇÃO e RE-AVALIAÇÃO.
FAZER ACONTECER
Estou pra lá de convencido, da mesma forma como o ministro Paulo Guedes, de que a ANÁLISE, ou DIAGNÓSTICO, já é mais do que conhecida, escancarada e provada. Da mesma forma também a ADAPTAÇÃO, que está brutalmente estampada em forma de fantásticos e inquestionáveis ROMBOS NAS CONTAS PÚBLICAS.
O BRASIL NÃO PODE ESPERAR
Cumpridas as duas primeiras tarefas do MODELO de Raimar Richers, não há porque protelar a ATIVAÇÃO. Embora com um atraso monumental, com este novo governo o Brasil agora só precisa, mais do que nunca , -FAZER ACONTECER-, ou -BOTAR O BLOCO NA RUA-. Esperar mais é pecado mortal!
DISCURSOS DOS MINISTROS
Depois de sorver, palavra por palavra, os discursos proferidos pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo seu vice, Hamilton Mourão, no dia 02/01, ontem foi a vez de me deliciar com os pronunciamentos (promessas de firmes mudanças) feitos pelos ministros que foram empossados.
PAULO GUEDES E SÉRGIO MORO
Ainda que todos os discursos de posse dos ministros de Bolsonaro soaram como música de alta qualidade nos meus ouvidos, considerando que a ECONOMIA e a POLÍTICA são os temas que gozam de maior preferência nos meus editoriais, sem prejuízo dos demais me proponho a tecer comentários sobre o que ouvi dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça).
PAULO GUEDES
Começando por Paulo Guedes, gostei quando o ministro se referiu aos gastos da Previdência, dizendo que -a máquina do governo virou gigantesca engrenagem perversa de transferência de renda. Mais ainda quando se referiu aos bancos públicos, dizendo que PIRATAS PRIVADOS, BUROCRATAS POLÍTICOS E CRIATURAS DO PÂNTANO POLÍTICO se associaram para agir contra o povo brasileiro. Show!
VAMOS VENDER ATIVOS
Com muito foco e precisão Guedes disse muito mais no seu discurso - feito de improviso- que durou 55 minutos. Resumindo as tantas boas coisas que Guedes disse, gostei desta: -O Brasil foi corrompido e parou de crescer pelo excesso de gastos. A reforma do Estado é a CHAVE para corrigir esse fenômeno. E arrematou: "-Vamos vender ativos, desacelerar a dívida".
A MÃE DE TODAS AS REFORMAS
Enfim, com a sua habitual clareza, que lhe dava ares do saudoso liberal Milton Friedman, Guedes, em praticamente todas as frases não deixava de colocar a REFORMA DA PREVIDÊNCIA como a MÃE DE TODAS AS REFORMAS. Sem ela, repetiu várias vezes, o Brasil se mantém na ROTA DO IMENSO ABISMO FISCAL, que já colocou o Brasil na Lona.
SÉRGIO MORO
Quanto ao magnífico ministro da Justiça, Sérgio Moro, primeiro a ser empossado, gostei muito quando disse que a “missão prioritária” de sua gestão é “o fim da impunidade da grande corrupção, o combate ao crime organizado e a redução dos crimes violentos”.
Também citou exemplos de medidas “ainda em elaboração” que sua equipe vai propor ao Congresso, em fevereiro, como é o caso do “projeto anticrime” que já havia sido anunciado durante a transição de governo. Entre as mudanças “simples, mas eficazes” estarão a previsão de operações disfarçadas das polícias e a proibição de progressão de regime a membros de organizações criminosas.
O ápice, no meu entender, foi quando Moro falou que o governo pretende “deixar mais claro na lei” que réus CONDENADOS EM 2ª INSTÂNCIA em processos criminais podem ser presos para cumprir pena. Moro classificou as decisões do Supremo que permitem a execução de pena após sentença em segundo grau como “mais importante avanço institucional dos últimos anos”. Para completar, Moro disse que o "Brasil jamais será porto seguro para criminosos". DEZ!