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30 jun 2017

AS ESCOLHAS QUE TEMOS PELA FRENTE


ECONOMIA TEIMOSA

Enquanto a CRISE POLÍTICA se alimenta por denúncias de todos os tipos e tamanhos, criando dificuldades imensas para quem produz e consome, a nossa teimosa ECONOMIA segue fazendo de tudo para superar os enormes obstáculos e dificuldades criados e perseguidos pelas corporações e partidos políticos comprometidos com o caos. 


TROCA DA MATRIZ ECONÔMICA

Vejam que bastou enterrar a estúpida Matriz Econômica -Petista/Bolivariana- para fazer o Brasil ficar mais confiante. Eis o que aconteceu a partir de então: a taxa de inflação cedeu; as taxas de juros, idem; e a taxa de desemprego, ainda que de forma tímida, também começa a dar sinais de melhora.

 


REFORMAS

Além disso, para deixar um pouco mais animados os agentes econômicos bem intencionados, 1- a reforma Trabalhista se mostra pronta para ser votada (tomara que seja aprovada) no plenário do Senado na próxima semana; e, 2- a reforma Previdenciária, embora com maior dificuldade, continua na pauta da Câmara. 


AS ESCOLHAS QUE O BRASIL TEM PELA FRENTE

Pois, ainda que os agentes econômicos bem intencionados estejam fazendo a sua parte, é importante ficar atento ao futuro. A propósito: nesta semana, em palestra que o economista e ex-secretário estadual da Fazenda do RS, Aod Cunha, proferiu na Universidade Aberta, numa iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, a pensadora Fernanda Barth fez um bom resumo de tudo que ouviu. Eis: 


PERDEMOS A CHANCE DE FICAR RICO

Aod discorreu sobre os motivos pelos quais o Brasil perdeu a chance de ficar rico nas últimas décadas. Para tanto centrou na questão demográfica e nos impactos que esta terá no Brasil nos próximos anos.

Pudemos ver que o mundo era bastante pobre até o início do século XIX, com uma renda média de $ 3 dólares por dia. De lá para cá, alavancados pelas revoluções tecnológicas sucessivas, a riqueza cresceu bastante, principalmente nas últimas três décadas. Os EUA, por exemplo, saíram de $ 3 para $ 150 dólares por dia, desde 1800.


POBREZA MUNDIAL VEM CAINDO

Aod destacou que mesmo que os 1% dos mais ricos do mundo tenham aumentado, a pobreza absoluta também vem caindo. O Banco Mundial colocou que em 2015, pela primeira vez, menos de 10% da população vive com menos de $ 1,9 dólares por dia, mesmo no cenário de desaceleração de crescimento que o mundo enfrentou pós 2008.

 

 

 

 


MAIORES DESAFIOS

Os maiores desafios neste cenário, indicados pelo ex-secretário da Fazenda, hoje consultor internacional de diversas empresas, é que a desaceleração do crescimento global afeta mais os países com menor nível de desenvolvimento. Para estes países poderem alcançar altos índices de desenvolvimento teriam que passar por intensas reformas, difíceis de serem executadas em ambientes democráticos pelo alto impacto político que têm, como a Reforma da Previdência.


ÂNGULO DEMOGRÁFICO

É preciso analisar o fato de que todos os países considerados desenvolvidos tiveram um bônus demográfico onde uma grande força de trabalho alavancou a economia. Isto é normal em economias de países jovens, cujas pirâmides demográficas tem a base larga. Os dados apresentados, todos disponíveis na internet, mostraram que o Brasil hoje tem uma renda média per/capita dentro na média mundial de $ 13 mil dólares. Não somos considerados um país pobre, mas estamos distantes de sermos desenvolvidos. O problema é que nos tornaremos um país velho antes de conseguirmos nos transformar em um país rico. Nossa população está envelhecendo rápido e a produtividade não cresce na velocidade necessária para trazer uma compensação a perda da força de trabalho que pudesse incidir no PIB.

 


MODELO ERRÁTICO

Aod apontou que o Brasil sempre teve um modelo errático de crescimento, tendo acelerado entre as décadas de 60/70 e estagnado nas décadas de 80/90, sempre dependente do aumento da dívida pública, do consumo interno e de cenários externos favoráveis. Ao mesmo tempo, o país permanece como uma das economias mais fechadas e protecionistas do mundo, por culpa não apenas dos políticos e das leis, mas de parte do meio empresarial que se serve disto.

 


ENVELHECIMENTO DO PAÍS

Por conta da demografia e do envelhecimento do país, praticamente todo crescimento do PIB terá que vir de aumento de produtividade da economia brasileira mas faltam investimentos em planejamento, infraestrutura, pesquisa e tecnologia, que possam aumentar a produtividade. A carga tributária e a alta burocracia provocam ano a ano a desindustrialização do país.

O caminho para o Brasil sair desta sinuca passa, invariavelmente, por um pacto onde os diversos grupos que compõe a sociedade aceitem ter perdas em curto prazo para que tenham todos ganhos no longo prazo. É preciso fazer as Reformas Previdenciária, Trabalhista, Tributária, Política. É preciso melhorar a qualidade da política e dos nossos representantes, saindo do “o que fazer” para o “como fazer”. E, principalmente, é preciso de um estado enxuto, que caiba nele mesmo, e onde os gestores responsáveis estão focados em entregar serviços básicos de qualidade para a população, abrindo a economia e provocando uma grande desestatização em nível nacional.

Para mim parece muito claro qual o caminho que devemos seguir e por quais decisões queremos ser corresponsáveis, por ação ou falta dela. Tudo isto passa por 2018 e pelas eleições, onde sermos chamados a fazer uma grande renovação no meio político, selecionando aqueles candidatos que estejam afinados com a agenda necessária para o crescimento do país.

Segundo o economista, caso optemos por não fazer nada disto, por medo de arcar com o desgaste político, teremos um Estado que chegará por volta de 2024 com uma capacidade de investimento ZERO, onde tudo o que o Estado capta de impostos é unicamente usado para pagar a folha de ativos e inativos. Caso isto acabe por pressionar e derrubar a PEC dos Gastos, teremos outras consequências perversas, como a volta da inflação a níveis que nem lembramos mais.

 



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29 jun 2017

BRASIL: RICO EM PROBLEMAS, POBRE EM SOLUÇÕES


PROBLEMAS E SOLUÇÕES

O Brasil, escancaradamente, é um país largamente RICO EM PROBLEMAS e extremamente POBRE EM SOLUÇÕES. Tudo porque é literalmente dominado por uma parcela de poderosos INIMIGOS enquanto é admirado por AMIGOS TOLOS.

Ainda que a maioria da população forme a parcela dos AMIGOS,  o fato é que, por TOLICE, ingenuidade e/ou baixa capacidade de discernimento, se deixam levar pela fúria dos INIMIGOS, que garantem, constantemente, vantagens absurdas e impossíveis de serem atendidas. 


INGENUIDADE

A ingenuidade dos AMIGOS, por exemplo, é de tal ordem,  como bem aponta o professor Ricardo Bergamini, que 99,9%  da população brasileira não percebe que não existe um único centavo liberado de crédito direcionado (juros médio em maio de 2017 de 10,2% ao ano, enquanto o crédito livre estava na média de 46,8% ao ano) sem pagamento de algum tipo de PROPINA.


ROBERTO CAMPOS JÁ DIZIA

Apontar as mais incríveis aberrações nos dias de hoje é algo muito fácil porque os problemas estão ficando cada vez mais escancarados, mesmo à luz de quem pensa pouco ou sequer pensa. Entretanto, o mestre Roberto Campos fez certos alertas no artigo que publico a seguir, escrito na década de 1980/90 (já se passaram mais de 30 anos). Eis: 


BANCO CENTRAL

- Quando propusemos em, 1965 - o professor Bulhões e eu -, a criação do Banco Central, como controlador e guardião da moeda, jamais imaginávamos que ele se transformaria em um grande banco rural, cúmplice ao invés de disciplinador da expansão monetária. Teve suas funções ampliadas e sua independência reduzidas. É preciso retorná-la à sua concepção original.


OPEN MARKET

Outro exemplo de perversão institucional é o open market. Concebido originalmente como instrumento de controle monetário, tornou-se um grande acelerador da velocidade de circulação de vários tipos de quase-moeda. A regulação da base monetária perdeu eficácia, porque pouco adianta controlar o estoque de meios de pagamento sem controlar a velocidade do fluxo de quase–moeda. Com o open market conseguimos o feito singular de criar um mercado secundário sem um mercado primário!


TAXAS DE JUROS

A primeira causa dos juros altos é a “expectativa” de inflação e de desvalorização cambial, que alimenta a inflação e dela se realimenta. Em segundo lugar a bizarra coexistência de taxas negativas para dois terços dos empréstimos e taxas explosivas para o terço restante, pois que a isso se limita o segmento livre de mercado. Este mercado não é caldeira; é a válvula de escape da excessiva pressão da procura.


CRÉDITO SUBVENCIONADO

Eliminando o crédito subvencionado, descobriríamos o milagre aritmético da média: os juros tenderiam a baixar pela diminuição da procura e pela mudança de expectativa! E o mercado bancário se tornaria mais competitivo, pois os bancos não mais precisariam ser racionados, dado que o governo poderia melhor controlar a base monetária, e cessaria de pressionar o mercado financeiro que reflete fielmente o excesso de demanda de recursos por parte do setor público, quer federal quer estadual.



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28 jun 2017

FORA TODOS!!! TODOS!!!


OPINIÃO FORMADA POR INFLUÊNCIA DA MÍDIA

É mais do que notório a enorme influência que a mídia exerce sobre a maioria dos brasileiros, que só passam a emitir opinião sobre qualquer assunto depois de ler os jornais, ouvir as rádios e assistir a televisão. Vejam, por exemplo, o número de brasileiros que estão se manifestando pedindo o imediato FORA TEMER! 


AMBIENTE SOCIALISTA

Ora, como faço uso constante do raciocínio individual -lógico- para formar a minha opinião sobre qualquer tema, não tenho a mínima dificuldade em compreender que a mídia brasileira, em geral, está organizada para mal informar e/ou manifestar opiniões que estejam em linha com a ideologia socialista, que grassa, de forma gritante, no ambiente jornalístico do nosso país.  

 


DUAS CRISES

O nosso pobre Brasil, como todos sabem, foi atingido por duas imensas CRISES, ambas criadas e desenvolvidas com muita atenção, intenção e enorme prazer: uma POLÍTICA, alimentada por farta CORRUPÇÃO; outra, ECONÔMICA, derivada de uma Matriz Bolivariana do Atraso e da enxurrada provocada pela crise Política.


AÍ MORA O PERIGO

O que mais impressiona é que muita gente acredita, de forma totalmente equivocada, que o FORA TEMER será capaz de resolver os graves problemas que o nosso empobrecido país enfrenta. Mal sabem estes tolos brasileiros que aí é que mora o grande perigo.   


FORA TODOS!

Atenção: por tudo que estamos assistindo e pelas decisões que vem sendo tomadas pelas autoridades (???) que formam as nossas fracassadas Instituições, qualquer possibilidade de melhora do Brasil passa pelo FORA TODOS! De novo: TODOS!!


SEM EXCEÇÃO

Quando digo -TODOS!- estou me referindo não só ao presidente Temer, mas a todos que integram o Poder Legislativo e, principalmente, todos os ministros que integram o condicionado Supremo Tribunal Federal. Mais: de imediato, o primeiro a ser defenestrado deveria ser o Procurador Geral da República(??), Rodrigo Janot, que já deixou bem claro a sua meta: quebrar de vez com o Brasil que produz. 


MAL INTENCIONADO

De novo: não se deixem levar pela mídia comprometida com o pensamento socialista. O que ela quer e prega, infelizmente, é a ausência das REFORMAS. Aliás, ontem, o mal intencionado Janot até ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei da terceirização. Em mais uma ação que contraria o governo Michel Temer, o procurador argumenta que há inconstitucionalidade na recente mudança de regras do mercado de trabalho e pede a suspensão das novas regras. Pode?


Sem Título



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27 jun 2017

RS: UM ESTADO PRA LÁ DE COMPLICADO


ENCRENCA ENORME

A cada dia que passa fico mais convencido de que a grande maioria dos gaúchos, e praticamente a totalidade daqueles que vivem fora do RS, não têm a mínima ideia do tamanho da encrenca que o Estado está metido. 


FALTA DE CONHECIMENTO

Aliás, a falta de conhecimento, somado à incapacidade de desenvolver o raciocínio lógico, é o que leva muita gente a acreditar que todas as crises, independentes de tamanho ou peso, têm solução. Mais: que soluções não passam, em hipótese alguma, por sacrifícios da sociedade. Neste caso contrário, o culpado é o mau governante, que não tem vontade política.


QUADRO TERRÍVEL

No caso do RS, para que os leitores se conscientizem, a situação financeira do Estado é simplesmente desesperadora: o DÉFICIT previsto para quatro anos é de R$ 25 bilhões. Além disso, o Estado ainda precisa suportar aumentos salariais que estão programados até 2019. Mais: totalmente incapacitado para contrair novas dívidas, o RS ainda enfrenta um esgotamento total dos serviços públicos essenciais. 


FOLHA DE SALÁRIOS

O problema maior é que esta CRISE simplesmente não tem solução. Tudo que não está protegido por Cláusulas Pétreas, o Legislativo resiste e não aceita reformar. Vejam que 56% da folha salarial do Estado é composta por INATIVOS, que recebem salários integrais. Somando com os 44% de servidores ATIVOS,  a folha de pagamento de salários representa 75% da arrecadação. Que tal?


COMPROMETIMENTO DA ARRECADAÇÃO

Como o Tesouro do Estado do RS destina 14% da arrecadação para pagamento da dívida com a União, as despesas -engessadas- correspondem, hoje, a 89% da arrecadação. Isto sem considerar a dívida referente à apropriação de DEPÓSITOS JUDICIAIS, no montante de R$ 10 bilhões. Só os juros desta potente dívida representam algo como R$ 1 bi/ano para o Tesouro do Estado.


DÍVIDAS

Sem condições de atender a população nos seus itens básicos, o Estado do RS está quebrado. Vejam o quadro de ENDIVIDAMENTO:

COM A UNIÃO: R$ 60 bilhões;
COM ESTATAIS E VINCULADAS: R$ 5,2 bilhões;
COM DEPÓSITOS JUDICIAIS: R$ 10 bilhões;
COM PRECATÓRIOS: R$ 13 bilhões;
COM O DÉFICIT PREVIDENCIÁRIO: R$ 8,97 bilhões;
COM O PISO DO MAGISTÉRIO (potencial sendo discutido no STF): R$ 17,3 bilhões; e
COM O DÉFICIT PREVISTO PARA 2017: R$ 8,8 bilhões (sete folhas de pagamento do Poder Executivo)


PIORAR O QUE ESTÁ RUIM

Ainda que o governo Sartori esteja se esforçando para melhorar um pouco a situação, muita gente só faz força para piorar o que já está ruim.

A maioria dos deputados, como se vivessem em outro Estado, não admite sequer o plebiscito para federalização ou privatização de estatais, tipo CEEE, Sulgás e CRM. Também não se propõe em acabar com a Licença Classista, onde 317 servidores estão cedidos para os sindicatos a um CUSTO MENSAL de R$ 2,9 MILHÕES, ou CUSTO ANUAL DE R$ 37.7 MILHÕES. Igualmente não se propõem em acabar com o  Fim da estúpida LICENÇA PRÊMIO. 



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26 jun 2017

DEZ MANDAMENTOS


CURTA DURAÇÃO

Quem se propõe a ver o que mostram as séries históricas que tratam do desempenho econômico do nosso empobrecido país ao longo das últimas décadas verá, com absoluta clareza, que os períodos onde os gráficos apontam crescimento os prazos sempre foram de curta duração.


VOOS DE GALINHA

Ou seja, até a década passada, como revelam todos os institutos, inclusive o próprio IBGE (órgão oficial), os curtos períodos de crescimento econômico não passaram de ESPASMOS. Aliás, por muitos anos estes curtos períodos em que houve desempenho positivo sempre foi comparado a -VOOS DE GALINHA. 


FIM DA ERA DOS ESPASMOS

Pelo que informam os gráficos de desempenho da nossa economia nos últimos anos, até os incapacitados para desenvolver um mínimo de raciocínio lógico já perceberam que os -ESPASMOS-, ou -VOOS DE GALINHA-, jsoluiços, ou  -ESPASMOS POSITIVOS-.


REFORMAS

É preciso deixar bem claro a todos aqueles que preferem a volta dos ESPASMOS, acreditando que períodos de crescimento econômico, mesmo curtos, servem para melhorar a autoestima e recuperar um pouco da confiança, só serão possíveis com a aprovação de algumas REFORMAS.  Sem elas, anotem aí: a possibilidade de crescimento é ZERO. 

Vale observar que no dia que os brasileiros resolverem, de fato, fazer as REFORMAS corretas o país ficará livre dos ESPASMOS. Aí o crescimento econômico passaaria  a ser uma constante. 


LIVRO DE LUIZ FELIPE D`AVILA

Para que o Brasil se livre desta terrível situação é necessário fazer o que propõe Luiz Felipe D`Avila, presidente do Centro de Liderança Pública, em seu novo livro -10 MANDAMENTOS PARA O BRASIL QUE QUEREMOS-. Aproveito o texto escrito pelo pensador Rodrigo Constantino que publicou recentemente no seu blog. Eis: 


DEZ MANDAMENTOS

1. “Adotarás o parlamentarismo como sistema de governo”.. O Brasil precisa sepultar o regime presidencialista, que se tornou prejudicial para o povo, concentrando poder e alimentando o populismo;

2. “Criarás o verdadeiro federalismo”. É fundamental descentralizar o poder, aproximando-o do povo, com voto distrital e o fim da transferência de recursos do governo federal para municípios;

3. “Criarás servidores públicos movidos pelos princípios da meritocracia e da política de resultado”. É preciso dar autonomia para o servidor público, e cobrá-lo por isso, responsabilizando-o pelos resultados;

4. “Transformarás o Estado assistencial em um Estado prestador de serviço”. O assistencialismo criou uma legião de dependentes das benesses estatais, e em vez de uma rede básica de proteção, temos um forte incentivo à vida parasitária;

5. “Acabarás com o capitalismo de Estado e adotarás a economia de mercado”. O capitalismo de compadrio é o câncer de nossa economia, com grupos de interesses organizados em torno do poder em Brasília para obter vantagens como barreiras protecionistas e subsídios;

6. “Integrarás o Brasil à economia global e impulsionarás a exportação”. Manter nossa economia fechada significa blindar nossas empresas da competição global, o que impede nosso avanço;

7. “Educarás os brasileiros para o mundo globalizado”. Nosso sistema de ensino é um total fracasso, e não é por falta de recursos públicos. O aluno não aprende nada em sala de aula, e a ideologia tomou conta das escolas;

8. “Resgatarás a cidadania participativa”. Distanciar-se da política significa deixar o caminho livre para os grupos de interesses e os demagogos;

9. “Não abrirás mão dos ganhos da globalização”. A principal preocupação é com o nacionalismo, fazendo uma distinção entre ele e um patriotismo saudável, que pode garantir o sentimento de pertencimento aos indivíduos que compartilham de uma história comum;

10. “Resgatarás a credibilidade do Estado, a virtude da política e a defesa da democracia e da liberdade”. Basicamente um resumo dos demais mandamentos, fechando com uma mensagem de otimismo de que, juntos, as pessoas de bem podem derrotar a barbárie.

Constantino finaliza: - Se o Brasil seguir essa agenda liberal, então podemos voltar a sonhar com um futuro melhor para todos. Caso contrário seremos engolidos pelos parasitas!



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23 jun 2017

A NATUREZA DA SEMENTE


TUDO SOB CONTROLE

Desde o momento em que foi aberto o processo de impeachment de Dilma Petista, em maio de 2016, que felizmente se confirmou em agosto do mesmo ano, a frase que vem sendo mais pronunciada por muita boca bem falante e mal pensante, como escreveu, em 03/01/2016, o pensador Percival Puggina, é a seguinte: 

"Está tudo sob controle, a democracia consolidada e as instituições funcionando".

 


SIM, SIM, CLARO.

A propósito, Puggina completou com absoluta certeza dizendo: - Sim, sim, claro. E eu quero saber onde caiu a minha chupeta , pois está na hora de nanar.


RECEIO DAS INSTITUIÇÕES

Pois, passados mais de um ano a frase já está muito gasta de tanto que é usada. E justamente porque as INSTITUIÇÕES ESTÃO FUNCIONANDO é que fico cada vez mais preocupado. Sim, porque pouco ou quase nada do que as INSTITUIÇÕES estão promovendo me faz confiar e/ou acreditar no nosso empobrecido Brasil. 


PARA BOIS E BRASILEIROS DORMIR

Melhor dizendo: exatamente por -CONFIAR- que as nossas INSTITUIÇÕES PÚBLICAS não mostram mínimo interesse em atacar os graves problemas que o Brasil enfrenta, estou cada dia mais convencido de que o -ESTAR TUDO SOB CONTROLE- e que -A DEMOCRACIA ESTÁ CONSOLIDADA- não passa de conversa mole para bois e brasileiros dormir.


ATUALÍSSIMO

Observem que o artigo escrito por Puggina, em 01/2016, mesmo depois de passados quase 18 meses cabe como uma luva para os dias de hoje. E, pelo andar da carruagem, vai continuar atualíssimo para amanhã e para os próximos 1000 anos ou mais. 


TEXTO

Eis mais um trecho do texto do Puggina, que vale para TODAS AS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS:

Não somos crianças. Falem sério! Está tudo sob controle de quem? Como ousam chamar democracia o ambiente onde agem essas pessoas que se acumpliciaram para dirigir a República? A única ideia correta na citação acima é a que se refere às instituições. Elas estão funcionando, mesmo. O Brasil que temos, vemos e padecemos é produto legítimo e acabado do seu funcionamento. Acionadas, produzem isso aí. Sem tirar nem pôr.

Eis o motivo pelo qual os figurões do governo frequentemente sacam de sua sacola de argumentos a afirmação de que as coisas sempre foram assim. De fato, embora não no grau superlativo alcançado nos últimos 13 anos, o modelo institucional republicano tornou crônicos os mesmos males. Em palestras, refiro-me a isso mediante uma analogia. 


NATUREZA DA SEMENTE

Instituições, digo, são como sementes. Uma vez plantadas, germinam, ou seja, funcionam e produzem conforme determinado pela natureza da semente. É o nosso caso. À medida que a urbanização nos tornou sociedade de massa e o Estado empalmou o poder (vejam só!) de definir os valores, a verdade e o bem, decaiu o padrão cultural e moral médio, inclusive, claro, dos membros dos poderes de Estado. Eu assisti isso. Mas a sedução do modelo aos piores vícios, a destreza com que gera crises e a inaptidão para resolvê-las é exatamente a mesma ao longo do período republicano.

 



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