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22 jun 2017

DOIS BRASIS


DOIS BRASIS

Enquanto o Brasil do SETOR PRIVADO, que realmente produz e faz com que a nossa economia siga respirando, ainda que por aparelhos, um outro Brasil, GOVERNAMENTAL, ou SETOR PÚBLICO, que além de não produzir coisa alguma ainda precisa ser alimentado, de forma descomunal e obrigatória pela escorraçada sociedade PAGADORA DE IMPOSTOS. 


SUFOCO

Ora, diante do peso excessivo, confirmado pelo avantajado tamanho do SETOR PÚBLICO, todos aqueles que produzem e consomem (pagadores de impostos) se veem obrigados a RENUNCIAR a muitos de seus desejos, tanto de consumo quanto de investimentos, para satisfazer a insaciável fome GOVERNAMENTAL.


PROVA DAS CONTAS PÚBLICAS

O grande e inquestionável atestado desta fome insaciável do SETOR PÚBLICO, que não demonstra mínima vontade de fazer qualquer regime de emagrecimento, está estampado, com absoluta transparência e clareza, nas ALTAMENTE DEFICITÁRIAS CONTAS PÚBLICAS, não só do país como de vários Estados e Municípios. 

 


PROVA DO PIB

Já no que diz respeito a real, espetacular e preocupante renúncia do consumo e, consequentemente, de investimentos na produção, está registrada através do péssimo desempenho do PIB brasileiro, que nos últimos anos só experimentou quedas pra lá de lamentáveis.  


CORRUPÇÃO

Como se este quadro de incompetência -propositada- já não bastasse para levar, literalmente, o Brasil para dentro do abismo, sem saber se o buraco tem fundo ou se trata de algo infinito, a CORRUPÇÃO ganhou proporção incomensurável e tudo indica que levará muito tempo para ser desvendada. 


SETOR PÚBLICO

Pois, diante deste quadro complicado e de difícil solução vê-se, claramente, dois tipos de comportamento: 

1- grande parte do SETOR PÚBLICO, bafejado pelas forças sindicais, não aceita, em hipótese alguma, a perda de privilégios, a realização de reformas e a necessária diminuição da elevada taxa de desemprego. Para tanto rejeitam as reformas que poderiam estimular algum crescimento econômico, ainda que tímido. 


SETOR PRIVADO

2- o SETOR PRIVADO, por sua vez, ao invés de entrar em campo para apoiar e/ou exigir as reformas que levem a uma abertura do caminho e da confiança para produzir e consumir de acordo com a sua vontade e interesse, só tem se apresentado para lamentar. Com isto, as corporações, que sequer são ameaçadas, vêm colhendo vitórias em cima de vitórias. 



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21 jun 2017

QUEM SAIU DERROTADO FOI O POVO


SEM SURPRESA

Os brasileiros, por si próprios e, por consequência, pela forma repetitiva com que a maioria dos seus representantes (dos poderes -Executivo, Legislativo e Judiciário-), eleitos pelo voto, decidem de forma pra lá de lamentável os destinos do nosso pobre país, só têm o direito de se manifestar com indignação. O que não tem mais cabimento é a SURPRESA. 


MEIOS DE COMUNICAÇÃO

A decisão tomada ontem pela maioria dos senadores que compõe a Comissão de Assuntos Sociais, que por dez votos contra nove rejeitou o texto da importante e necessária Reforma Trabalhista, deve ser vista com total e expressa INDIGNAÇÃO, mas nunca com SURPRESA. A rigor, o que me deixou mais INDIGNADO foi a forma como os meios de comunicação do país trataram do assunto: todos disseram que a rejeição do texto foi uma DERROTA DO GOVERNO. 


VITORIOSOS

Ora, quem saiu violentamente DERROTADO, ainda que não de forma definitiva, foi o povo brasileiro. Os senadores que votaram contra o texto já aprovado na Câmara entendem, assim como a mídia, que os VITORIOSOS são aqueles que propõem e objetivam a manutenção de uma alta taxa de DESEMPREGO no nosso Brasil. Pode? 


PLENO EMPREGO

Caso os dez senadores que rejeitaram o texto tivessem deixado claro que agiram assim porque entendem que esta REFORMA TRABALHISTA é muito tímida, aí eu teria todos os motivos para me declarar SURPRESO e nada INDIGNADO. Isto, no entanto, é algo impossível, pois tal decisão proporcionaria, em prazo curto, um fantástico PLENO EMPREGO.  


PERGUNTA ESSENCIAL

A decisão dos dez senadores, que a mídia vê, elege e noticia como VITORIOSOS, foi vista pela janela do mercado financeiro (aquele que espelha com absoluta clareza o comportamento e a vontade de quem toca a economia do país), da seguinte forma: o preço do dólar subiu e o valor das empresas, na Bolsa, caiu.

A grande pergunta que se impõe, portanto, é a uma só: - Esta derrota do texto proporciona um aumento do emprego e vai fazer o Brasil crescer e se desenvolver? 


DERROTA DOS SINDICATOS

Tomara que a decisão de ontem, no Senado, não passe de um susto que pode ser resolvido nos próximos dias, mais tardar na próxima semana quando se espera a votação, em plenário, da Reforma Trabalhista. Caso venha a ser aprovado texto, a grande VITÓRIA estará representada por uma única e importante razão: o FIM DA OBRIGATORIEDADE DO IMPOSTO SINDICAL. Tudo mais, ainda que possa ser considerado bom, é irrisório, face à possibilidade de uma flagrante DERROTA DOS SINDICATOS.  



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20 jun 2017

JOESLEY, O MENTIROSO!


REDE GLOBO

Preferi esperar até hoje para comentar a tal entrevista que o criminoso Joesley Batista concedeu a revista Época, publicada no final de semana. Antes de tudo, o que mais chama a atenção é que o empresário, pra lá de safado, que já havia escolhido o jornal O Globo (via colunista Lauro Jardim), para divulgar a sua delação, desta vez escolheu a revista Época, que também pertence à Rede Globo, para voltar a atacar o presidente Temer.

 


ESCROQUE

Ora, no entendimento de qualquer pessoa minimamente sensata, o safado empresário apenas confirmou a sua clara condição de facínora. Se ainda gozava de algum crédito, por conta de tudo que disse na sua delação, nesta entrevista o safado deixou bem claro que não passa de um escroque. A rigor, pelas respostas que deu à Época, Joesley só mostrou o quanto está contrariado com o fim das vantagens que vinha recebendo até o impeachment de Dilma. 


CONSTANTES ENCONTROS

Uma coisa é certa: a convivência com Lula, Guido Mantega e Dilma fez do safado Joesley mais um mentiroso petista. Vejam que o próprio Eduardo Cunha, em nota redigida ontem, 19, no complexo penal onde está preso, afirmou que Joesley tinha “constantes encontros” com Lula e citou uma reunião em que participou com os dois.


COMPROVADO

Disse Cunha: “- Ele [Joesley] fala que só encontrou o ex-presidente Lula por duas vezes, em 2006 e 2013. Mentira! Ele apenas se esqueceu que promoveu um encontro que durou horas, no dia 26 de março de 2016, Sábado de Aleluia, na sua residência [...] entre eu, ele e Lula, a pedido de Lula, a fim de discutir o processo de impeachment [...] onde pude constatar a relação entre eles e os constantes encontros que eles mantinham”, escreveu o peemedebista.

Mais: que o encontro com Joesley e Lula pode ser comprovado pelos seguranças da presidência da Câmara que o acompanharam na ocasião, além de registros do carro alugado para transportá-lo em São Paulo.


PROJETO PETISTA

Aliás, só o fato de Joesley ter gravado apenas o presidente Temer e o senador Aécio, e com isto ganhar perdão de seus graves pecados, já foi o bastante para entender que o objetivo do projeto petista era o de melar por completo as REFORMAS. Para tanto os interessados trataram de influenciar a opinião pública dizendo que Temer era o efetivo chefe da Orcrim.   


A MAMATA ACABOU

O certo e evidente é que Temer, a quem jamais colocaria a minha mão no fogo, acabou com a festa das Campeãs Nacionais, onde as empresas J&F e JBS se destacavam. Vejam, por exemplo, que desde o momento que Maria Silvia assumiu a presidência do BNDES (um ano atrás), a mamata acabou. E continua assim com o novo presidente, Paulo Rabello de Castro. Idem, aliás, no Banco do Brasil e na Caixa. 


TÉCNICOS DE ALTO NÍVEL

Mais: a Petrobrás, tão logo Temer assumiu a presidência do país, deixou de ser alvo da corrupção. Ao convidar Pedro Parente para presidir a estatal, a situação da empresa começou a mudar e muito. Ora, se o presidente Temer fosse o tal chefe da Orcrim, como Joesley insiste (apenas para as empresas da Rede Globo), como se explica o fato de ter escolhido técnicos de alto nível para presidir as nossas maiores estatais???  Com certeza, além de mentiras e interesses imundos, AÍ TEM. E como...



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19 jun 2017

LANTERNA NA PROA


LEITURA SEMPRE OPORTUNA

O livro -Lanterna na Proa-, editado pela Livraria Resistência Cultural Editora (contato@resistenciacultural.com.br), organizado pelo editor José Loredo Filho e os pensadores Ives Gandra Martins e Paulo Rabello de Castro, é uma leitura importante e pra lá de oportuna. 


SATISFAÇÃO ENORME

Não escondo a minha enorme satisfação por fazer parte do rol dos 62 convidados que se dispuseram a fazer um relato sobre a vida do grande liberal, que no dia 17 de abril passado faria 100 anos. Entretanto, entre as apreciações sobre a obra, aquela que mais me chamou a atenção, até o presente momento, foi a seguinte resenha, feita por Victor Ribeiro. Eis:


RESENHA

O menino pobre de Guaxupé (MS) que na juventude foi seminarista e que desistiu da ordenação em se tornar padre, chegou ao Rio de Janeiro na década de 30 com uma bagagem cultural impressionante (10 anos dedicados ao estudo de Filosofia, Teologia, Grego e Latim), mas que aos olhos da burocracia brasileira era classificado como um analfabeto.

Numa trajetória brilhante, Roberto Campos participou nas negociações de insumos brasileiros na 2ª Guerra Mundial, esteve presente na conferência de Bretton Woods, nas discussões sobre a criação do FMI, do BNDE (ainda sem o S), embaixador nos EUA e Inglaterra, foi Diretor e Presidente do BNDE, Ministro do Planejamento, Senador e Deputado e prestou inigualável contribuição ao debate nacional.


CRÍTICO FERRENHO DA CONSTITUIÇÃO DE 1988

Foi crítico ferrenho da ilusória e demagógica Constituição de 1988. Muitos de seus comentários tornaram-se emendas constitucionais anos depois e demonstram-se urgentes e válidas até o presente momento. Criador do FGTS, do Banco Central, do Banco Nacional de Habitação, das reformas administrativas que modernizaram a gestão pública em 1967, e principalmente, as suas importantes contribuições na política econômica que proporcionou, anos depois, o chamado Milagre Econômico Brasileiro. 


PREGAÇÃO POR 5 DÉCADAS

Ao mesmo tempo em que a biografia de Roberto Campos nos alegra pela singular inteligência e serviços prestados ao país (não há registro na história de um intelectual do seu porte tenha atuado tanto tempo e com tamanha competência na política), ela também nos entristece ao vermos tantas oportunidades perdidas que o Brasil teve em tornar-se um país rico e desenvolvido. Caminho em que Roberto Campos praticamente pregou no deserto por 5 décadas. 


RELATOS 1

O livro expõe 62 deliciosos relatos divididos em três partes: "Roberto por nossos olhos", "Roberto por seus próprios olhos" e "Roberto pelos olhos do futuro". Passo a citar alguns deles:

Gustavo Franco relata uma das Leis Secretas da Economia, livro que escreveu e que deu continuidade a uma das obras de Roberto Campos (A técnica e o riso) que explica muito o desastre que estamos presenciando: "Lei geral do protecionismo: a eficiência competitiva está na razão inversa do grau de intervencionismo governamental".

Alex Catharino aborda as influências da Escola Austríaca na formação de Roberto Campos, em uma interessantíssima abordagem sobre Mises, Hayek, Eugênio Gudin e o compromisso moral da honestidade intelectual na atuação do Economista cuja tarefa deve explicar as consequências da ação humana.

José Luiz Alquéres aborda os inusitados "esbarrões" com Roberto Campos, na sua infância e no desenvolvimento do Setor Elétrico Brasileiro.


RELATOS 2

Rodrigo Constantino expõe como Roberto Campos sempre esteve certo ao defender que a Petrobrás não detivesse o monopólio da exploração de petróleo (provavelmente estaríamos livre do Petrolão) e sobre como uma privatização mais profunda teria beneficiado o Brasil. Até porque, como dito por Roberto "os riscos da incompetência privada são limitados; os erros da incompetência pública, ilimitados."

Gastão Reis detalhou o estrago que o voodoo economics - a Nova Matriz Econômica - no governo Dilma fez ao país. O exercício perverso da política de compadrio, tudo ao contrário de que Roberto Campos estabeleceu na criação do BNDE(S) e pregou no exercício da vida pública.

Paulo Roberto de Almeida expõe como Roberto Campos se aproximou de ser um digno renascentista no exercício da vida diplomática e política, exercendo as qualidades de brilhante economista, mas ao mesmo tempo com enorme capacidade prática de trabalho de transformar a realidade. As propostas de Roberto Campos continuam válidas e urgentes até hoje.

Adolfo Sachsida comenta a criação do FGTS por Roberto Campos, um marco importante na época e as mudanças necessárias para modernizar as leis trabalhistas no país.

Aristóteles Drummond relata as campanhas difamatórias que Roberto Campos sofreu, importantes bastidores da vida política da época, tal como a recusa de Roberto Campos em votar pela cassação de JK, chegando inclusive a oferecer a sua demissão do cargo de Ministro do Planejamento.


AUTOBIOGRAFIA

Na sua autobiografia, "Lanterna na Popa", Roberto Campos menciona que ao entrar no mundo da política percebeu sua ingenuidade: viu que antes de fazer o bem, a tarefa mais importante e urgente era tentar desarmar o mal praticado pelos colegas de profissão.

Conforme também relata na sua autobiografia, Roberto campos fez de tudo para escapar da mediocridade, que sua experiência seria uma lanterna de popa de um pequeno barco que iluminaria apenas as ondas deixadas para trás. Neste prognostico, o profeta do pragmatismo errou: Ele se transformou em um farol para futuras gerações.


AMOR PELO BRASIL

Poderíamos dizer que talvez o Brasil não merecesse ter um Roberto Campos. Assim como Eugênio Gudin desabafou "O Brasil foi o maior amor que tive, e o que mais me corneou". Do ponto de vista estritamente pessoal, talvez Roberto Campos teria uma "vida mais tranquila" se tivesse aceito o convite de Schumpeter ao terminar o mestrado na Columbia University e continuar os estudos em um doutorado em Economia em Harvard. Mas talvez a formação escolástica, teológica e o restinho de quase padre falou mais alto e tentou exorcizar a incompetência política e irracionalidade econômica na condução do país.


MEU RELATO

Na página 119 do LANTERNA NA PROA está publicado o meu relato, com o título: -ROBERTO CAMPOS - HOMEM DO SEU SÉCULO. Eis:

Foi com grande honra que aceitei o convite para participar, com este breve depoimento, da obra que homenageará o inesquecível economista Roberto Campos, a quem tinha na conta de amigo e mestre.
Dentre as suas várias e admiráveis características, uma havia que me chamava especialmente atenção: a de ser ele um homem de seu século, em sua busca pelo desenvolvimento econômico. E boas razões para tal não lhe faltavam. Ao contrário: sobravam, em grande quantidade.
Primeiramente, um esclarecimento: o site Ponto Crítico, que criei e edito diariamente, iniciou as suas atividades no dia 11 de outubro de 2001, ou seja, dois dias após o falecimento de Roberto Campos. Tal decisão / vontade se deu por dois importantes motivos: 1 – O desejo de prestar a minha homenagem ao grande economista liberal e 2 – Dar continuidade, ainda que de forma modesta e muito singela, à sua trajetória, constante e precisa, que teve como baliza evidenciar as vantagens inequívocas do sistema capitalista.
Desde o momento em que escrevi o primeiro editorial do Ponto Crítico, já se passaram mais de 15 anos. E, ainda que publique, sistematicamente, frases e conteúdos produzidos por R. Campos, em todas as datas de aniversário do site (11/10) nunca deixo de prestar a minha homenagem ao nobre e autêntico liberal, publicando um dos seus tantos e sempre oportunos textos.
Conheci-o pessoalmente em março de 1995, em Porto Alegre, quando eu era apresentador de um programa de TV, na emissora Pampa, Canal 4. Na ocasião, o economista veio à capital do Rio Grande do Sul, a convite do IEE – Instituto de Estudos Empresariais –, para participar do VIII Fórum da Liberdade. Na noite anterior ao Fórum, dia 25 de março, tive o prazer de entrevistá-lo ao vivo, junto com Donald Stewart Jr (criador do Instituto Liberal), Eduardo Mascarenhas (psicanalista) e Paulo Francis (jornalista). Como falávamos o mesmo idioma – liberal –, em todas as oportunidades que Campos vinha a Porto Alegre, o nosso bate-papo era certo, assim como a sua participação no programa Pampa Boa Noite, que ia ao ar diariamente, ao vivo, a partir das 22:30hs.
Vale registrar que ao longo das diversas entrevistas que fiz com Campos, o que mais ele apreciava, confessadamente, eram as provocações que eu lhe fazia quanto às reais vantagens do liberalismo. Sem jamais perder o bom humor, de forma sempre muito didática, o economista discorria sobre o tema mostrando o quanto a liberdade é capaz de conferir acertos e o quanto a falta dela impõe resultados danosos para a sociedade.
Nos seus últimos quatro anos de sua intensa vida, sempre dedicada ao desenvolvimento da lógica do raciocínio, conversamos inúmeras vezes. E, em todas, sempre de forma muito objetiva. Lembro bem que, em quase todas as vezes que nos encontramos, Roberto Campos, de forma sempre incansável, repetia: as armas que dispomos para convencer pessoas são os nossos argumentos. Quanto mais claros e precisos, mais efetivos. O que nunca pode existir é a dúvida. Apenas a certeza.
Com base nestes ensinamentos, em 2009, em reunião que contou com alguns economistas – liberais –, resolvemos formar o grupo Pensar+, que integra, atualmente, mais de 60 pensadores com um único objetivo-proposta: produzir conteúdos que mostrem, efetivamente, a relação causa/efeito sobre as decisões e propostas emanadas por aqueles que governam o país.
Não posso deixar de mencionar, nesta breve homenagem, por se tratar de algo muito importante, que um exemplar do livro Lanterna na Popa me foi entregue pessoalmente pelo saudoso Roberto Campos. E das suas memórias copio e repercuto grande parte das profecias que o grande economista liberal fazia quanto aos destinos do país.
Enquanto muitos brasileiros, insuflados pelos brados de maus jornalistas e/ou intelectuais, tidos como formadores de opinião, ainda insistem na falácia de que o maior responsável pelos nossos fracassos é o sistema capitalista, Campos, de forma irretocável, afirmava: – isto só seria possível, embora bastante improvável, depois que o Brasil viesse a praticar o capitalismo. E para que não pairasse qualquer dúvida, o economista completava: capitalismo é algo que não admite adjetivo.
 



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16 jun 2017

DESORIENTADOS PELA MÍDIA


CÂNCERES

Antes de tudo é sempre preciso afirmar, com o máximo de clareza, que para voltar a ser um país com real esperança de prosperidade, o Brasil precisa, com igual intensidade, se livrar de dois enormes e destruidores CÂNCERES: a CORRUPÇÃO e o ATRASO.

 

 


CONDENADOS AO FRACASSO

Livrar o nosso pobre país apenas da CORRUPÇÃO, ainda que seja imprescindível, urgente e absolutamente necessário, não será o bastante. Mais do que nunca, se o povo, através dos governos que elege, não atacar as CAUSAS que levam o país ao fracasso econômico e social, aí continuamos condenados ao fracasso. 


IDEOLOGIA DO ATRASO

É mais do que sabido que quanto menos educado, mais os meios de comunicação ficam à vontade, e tiram proveito, para influenciar a opinião pública. Neste aspecto, infelizmente, o que mais se vê, lê e ouve, é uma contínua pregação de comunicadores formados em ambientes onde impera a ideologia do atraso. 


DESORIENTADOS

O resultado desta objetiva empreitada midiática, como se percebe, é um quadro de preocupante DESORIENTAÇÃO POPULAR, onde a maioria das pessoas repetem, cheias de convencimento, tudo que é dito através dos microfones. Notadamente dos microfones da maior empresa de comunicação do país, que está extremamente focada no Fora Temer.

 


TORPEDEADO

Neste grave momento, o mais importante para o país, além do COMBATE À CORRUPÇÃO, são, inequivocamente, as REFORMAS. Pois, mesmo que as propostas de reformas TRABALHISTA e PREVIDENCIÁRIA sejam tímidas, nem assim recebem atenção e apreciação por parte da mídia. Ou seja, tudo aquilo que pode recolocar o Brasil nos trilhos do crescimento, ou é ignorado ou é torpedeado. Pode?  


ÚNICO OBJETIVO

Confesso que não tenho admiração por Temer. Entretanto, o que está mais do que claro e evidente é que tudo que vem sendo feito não visa a sua saída da presidência. Volto a insistir: o real e único propósito desta forte empreitada é evitar a aprovação das REFORMAS.  


PERIGO

Ainda assim, o que realmente preocupa é que na tentativa de aprovar as Reformas, Temer vem recuando muito no que diz respeito ao controle das despesas. Aí é que mora o perigo. Como bem diz o economista Marcos Lisboa, em entrevista concedida ao Valor,  - “Com a volta do crédito subsidiado, conteúdo nacional, estímulo a grupos de interesses, o Brasil não vai voltar a crescer. Essa foi a rota que trouxe o Brasil à crise. Se essa agenda volta, volta a crise”.
 



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14 jun 2017

MUITA EMOÇÃO E POUCA RAZÃO


EMOÇÃO MAIOR DO QUE A RAZÃO

É muito importante que tenhamos sempre em mente que diante de um público visivelmente tomado pela EMOÇÃO, não há como fazer com que prevaleça a RAZÃO. Isto só será possível, ainda que não seja uma tarefa fácil, depois que os ânimos ficarem menos exaltados e/ou mais controlados.


REVOLTA E INDIGNAÇÃO

Ora, considerando que o número de falcatruas só aumenta, atingindo níveis até então impensáveis para qualquer ser vivo deste planeta, não há como exigir que o justo sentimento de revolta e indignação, que tomou conta da abalada sociedade brasileira, dê lugar a alguma racionalidade. 


CRUCIFICADO

Pois, na medida em que a perplexidade vai tomando conta da sociedade, mais ela se torna propícia para desconfiar de tudo e de todos. Isto significa que basta sugerir que alguém foi visto apertando a mão de um político ou empresário envolvido em falcatruas para que este alguém seja imediatamente julgado, condenado e crucificado. 


SEM COMPROMISSO COM A VERDADE

É neste clima de absoluta desconfiança que o Brasil vive, infelizmente. Como se não bastasse este ar fortemente poluído, os principais meios de comunicação do país se comportam como se estivessem participando de uma ferrenha competição, onde sai vitorioso aquele que publica mais notícias e informações, independente do compromisso com a verdade.  


BOATOS

Entretanto, como a sociedade em geral prefere acreditar em tudo que vê, ouve ou lê nos jornais da sua região e/ou do país, por certo que as mentiras publicadas e defendidas pelos seus âncoras e colunistas são absorvidas como se verdades fossem. 


INSTITUIÇÕES FUNCIONANDO?

Vejam, por exemplo, que a mídia segue dizendo que, apesar de tudo que o Brasil está passando, as Instituições, estão funcionando. Só não dizem o principal: as Instituições estão funcionando, sim, apenas para garantir impunidade, vantagens e privilégios para seus ocupantes. O resto, que está fora, que se exploda.


AOS TRANCOS E BARRANCOS

Pois, como se vê, só no momento em que a EMOÇÃO vier a dar lugar a RAZÃO será possível a tomada de atitudes e medidas corretas e sensatas, do tipo que produzam bons efeitos para o nosso sofrido país. Até lá, gostem ou não, vamos vivendo aos trancos e barrancos.  



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