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06 mar 2009

O GRANDE CULPADO


DISCURSOS

O presidente Lula adora fazer discursos. Quando a oportunidade aparece fala pelos cotovelos. Agora, então, que se convenceu de que a crise chegou pra valer no Brasil, o que mais tem feito, nos seus pronunciamentos diários, é apontar os grandes culpados pela desaceleração da nossa economia.

SETOR DECENTE

O que mais impressiona é que até o presente momento Lula só enxergou responsáveis no setor privado e no mercado. No seu governo, onde as despesas crescem absurda e irresponsavelmente, o presidente não comenta o descalabro e o crime. Para ele, se existe um setor bem comportado, decente e correto este é o Setor Público. É duro, não?

CRESCIMENTO DAS DESPESAS

De forma muito irresponsável, Lula jamais cita, por exemplo, que os gastos da União com o funcionalismo e com outras despesas correntes cresceram a um ritmo bem superior ao dos investimentos no primeiro bimestre deste ano. Só em janeiro e fevereiro deste ano (2009), o governo federal gastou R$ 27,547 bilhões com pessoal e encargos sociais, 23% a mais do que nos dois primeiros meses de 2008, ao mesmo tempo em que elevou as despesas com investimento em 16%, para R$ 2,248 bilhões.

IRRESPONSÁVEL

Já outras despesas correntes, como benefícios do INSS, custeio da máquina e programas como o Bolsa Família, subiram 41% no período, para R$ 91,587 bilhões. Justamente num momento marcado pela queda das receitas do governo. É óbvio que nesta toada o governo só terá uma saída: cortar investimentos, que no primeiro bimestre de 2009, com recursos do Orçamento deste ano subiram tão somente 7,4% do total. Isto, nos seus discursos enlouquecidos, Lula não aponta como irresponsabilidade ou culpa pela crise. Ao contrário, cheio de razão ainda afirma que não vai cortar despesas.

INTEGRAÇÃO

O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, que nutre uma indisfarçável simpatia pelo comunismo, coisa mais do que sabida, disse, ontem, que a integração dos países da América do Sul pode ser uma resposta da região à crise financeira internacional.

CADERNOS DO CÁRCERE

Ora, como representante do PT nas reuniões da organização comunista Foro de São Paulo, Garcia aproveita a crise para oficializar a união dos países latinos que já praticam o que Antônio Gramsci defende na sua obra: Os Cadernos do Cárcere.

O PREGADOR DA UNACOM-SUL

Tome-se por base que tais ensinamentos, defendidos e operados por mais de 50 anos pelo grande líder comunista Fidel Castro, já estão sendo muito praticados por Chávez (Ven), Soares (Equ), Morales (Bol), Ortega (Nic), Kirchner (Arg), Lugo (Par), etc. Desta forma, o que Marco Garcia está pregando é a definitiva formação da UNACOM-SUL - União das Nações Comunistas da América do Sul. Viva!

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05 mar 2009

QUERO SER EXCOMUNGADO


DUAS VEZES

Quero ser excomungado. Com urgência. Duas vezes. Primeiro, pela atitude infeliz e estúpida do arcebispo de Olinda e Recife, José Cardoso Sobrinho, que condenou os médicos pela interrupção da gravidez da menina de 9 anos, estuprada pelo padrasto, na cidade de Alagoinha, PE.

PENA DE MORTE

E em segundo lugar, porque sou totalmente a favor da pena de morte, coisa que a Igreja certamente também abomina. Portanto, enquanto o mau arcebispo estiver na linha de frente da nossa Igreja Católica, não tenho o mínimo interesse em ser católico. Pro inferno o arcebispo e suas malvadas atitudes. Prefiro ser excomungado.

CONSCIENTE

Quero que entendam que estou sempre absolutamente consciente quando manifesto esta e tantas outras indignações. Portanto, além de assumir e justificar tudo aquilo que digo e escrevo, estou certo de que as minhas contrariedades e propostas não se devem a meros desequilíbrios emocionais.

JARBAS, O INGÊNUO

O senador Jarbas Vasconcelos, embora tenha demonstrado tardiamente a sua indignação, que de resto mereceu os nossos aplausos, mostra ser um político muito despreparado e ingênuo. Ao propor a criação de uma agência anticorrupção mostrou excesso de ingenuidade.

OCUPAÇÃO COMPLICADA

Como o objetivo revelado por Jarbas é traçar um plano nacional anticorrupção, a agência que pretende teria representantes do Executivo, do Judiciário, do Legislativo, do Tribunal de Contas da União e da sociedade civil. Ou seja, a Agência seria ocupada por muitos corruptos, malfeitores e corporativistas. É duro, Jarbas.

FHC

É por estas e por outras que concordo -ipsis literis- com o ex-presidente FHC, quando disse que é preciso inventar uma maneira efetiva de comunicar a indignação e as críticas que toque realmente na alma das pessoas.

ATITUDE EFETIVA

Este é o enigma da mensagem política, de governo ou de oposição. Tanto o modelo-chacrinha como o do discurso de pregador chega à alma das pessoas. Está faltando algo assim para alguma coisa aconteça de verdade e que transforme a mera indignação numa atitude efetiva.

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04 mar 2009

A EMBRAER E OS IMPOSTOS


EMBRAER

Nesta semana o presidente Lula, usando a sua frenética verborragia, disse, alto e bom som, que estranha o fato de que só empresas estrangeiras compram aviões da Embraer. E arrematou: se as empresas aéreas nacionais fizessem o mesmo as demissões poderiam ser evitadas. Maravilha, não?

NOVIDADE

A primeira reação que a imprensa aberta teve, mesmo diante do impropério, foi endossar a declaração de Lula. Boa parte da nossa sociedade, que repete tudo o que a imprensa diz, ficou perplexa e maravilhada com a novidade informada por Lula.

ISENÇÃO DE IMPOSTOS

Pois, a bem da verdade é preciso dizer e repetir, à exaustão, que a forte razão que impede negócios internos com a Embraer é a carga tributária.Os estrangeiros compram os aviões com isenção de impostos, enquanto as empresas brasileiras são taxadas com uma carga tributária impressionante.

PALIATIVO

Lula deveria ser advertido do problema antes de dizer as bobagens que alegrou muita gente despreparada. Dar subsídio à Embraer, como Lula e os sindicatos querem é paliativo. Redução definitiva da carga tributária é para sempre. É o que anima o mercado.

BRASIL AFETADO

A cada dia que passa fica mais complicada a afirmação de que o Brasil não será muito afetado pela crise global. O desfile diário dos números da atividade industrial de todo o país, com piora constante, é uma pista de como estamos nos preparando para este campeonato mundial de perdas globais.

POVO INFLUENCIADO

O povo brasileiro, por enorme influência dos sindicatos e da imprensa, principalmente, só reclama da onda de desempregos. Com baixo nível de raciocínio não entende que a maior razão das dispensas reside na nossa falta de competitividade e na adoração que temos por pagar altos impostos. Em suma: somos um país de masoquistas.

VOCAÇÃO PARA SER POBRE

Sei que não tenho poder algum para decidir. Mas tenho todo o direito de advertir. Da forma como estamos tratando a crise, sem reformas adequadas, alta burocracia e invejável corrupção, não demora muito para entrarmos, de cabeça, na disputa do título das Nações em recessão. Espero que o alerta feito pelo diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn fique registrado. Para ele os países pobres poderão passar por uma calamidade econômica e humanitária. Seria, segundo Kahn, a -

TERCEIRA ONDA

da crise financeira. Como não queremos ser um país rico...

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03 mar 2009

PAIXAO POR CRIMINOSOS


A HISTÓRIA DO BRASIL

A história nos informa que, com o descobrimento do Brasil muitos presos e degredados portugueses passaram a ser enviados para cá. Ou seja, a pena para os desajustados e criminosos, de todos os tipos, era viver no Brasil.

PAÍS HOSPITALEIRO

Isto, de certa forma, explica a forte paixão que boa parte dos brasileiros passaram a nutrir, ao longo dos anos, em hospedar, acudir e dar bom abrigo a qualquer criminoso. Apesar de haver uma multidão de bandidos por aqui, ainda assim o governo Lula quer degredados de outros lugares.

ÚTLIMOS CASOS

Depois do recente caso do assassino italiano, Cesare Batisti, que o ministro Tarso Genro faz questão de dar refúgio, agora é a vez ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, entrar em cena. Ele está oferecendo o Brasil para acolher os terroristas que estão na prisão de Guantánamo.

RECEPÇÃO CALOROSA

O fantástico ministro Vannuchi, na sua perspectiva dos direitos humanos (?), se diz favorável em receber os bandidos. Ora, com este forte sentimento por ele declarado, só nos resta preparar uma calorosa recepção aos enviados. Se possível peçam ao presidente Chávez que os traga no seu avião presidencial. Que tal?

O MELHOR DO MUNDO

O que mais tenho ouvido e lido nos últimos meses é que o Brasil vai se sair muito bem desta crise global. Todos os dias alguém declara que nós somos os melhores do mundo e tudo vai dar certo por aqui. Tomara que assim seja, pois é o que eu também mais desejo.No entanto, palavras de conforto e esperança, ditas e repetidas à exaustão, não têm qualquer sentido caso o Brasil fique como está: esperando que a crise passe, tal qual um forte vento que tem duração de um dia ou uma noite.

ARMAS EFICAZES

Esta crise e as crises que virão precisam ser enfrentadas com armas modernas e eficazes. Sem as reformas, pelas quais me bato diariamente, o enfrentamento será muito mais difícil. Antes de ficar implorando que as empresas não desempreguem o governo precisa tirar o excessivo peso dos impostos e da burocracia dos nossos ombros.

FRASE DE UM LIBERAL

Mesmo observando a pouca vontade existente para uma boa soluçao confesso que fiquei bem mais otimista, ontem, quando ouvi o sincero e liberal Lula dizer a seguinte frase:

A saída para essa crise é mais mercado, mais livre comércio e mais concorrência, como o mundo desenvolvido sempre falou nesses últimos 30 anos.

Gente, ainda estou me beliscando para ter certeza de que não era um sonho. Será que Lula disse isto? Não acredito. Viva Lula.

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02 mar 2009

COMO SERÁ O MERCOSUL?


MUITO ASSUNTO

Ultimamente, pela importância que os assinantes do PontoCrítico estão dando à crise econômica global, assunto é o que não falta para escrever todos os dias. Principalmente, porque se depender da estrita vontade firme dos brasileiros, o que nos basta é fazer algumas boas reformas para que o país dê um salto espetacular de qualidade.

MERCOSUL

Porém, como estamos às vésperas da aprovação, pelo nosso Parlamento, da entrada definitiva da Venezuela no complicado Mercosul, não posso deixar de escrever alertando, mais uma vez, sobre as grosserias praticadas pelo maior líder latino-americano, Hugo Chávez, que de resto é bastante adorado por aqui.

A ÚLTIMA DO DITADOR

A mais recente atitude do ditador aconteceu sábado. Como que pretendendo estar nas manchetes dos noticiários do mundo todo, Chávez tomou mais uma de suas atitudes ditatorial. Igual, aliás, a todas as demais que vem tomando dia após dia.

ARROZ

Desta vez os prejudicados foram os donos das fábricas de processamento de arroz. No sábado, Chávez simplesmente ordenou que seus soldados tomassem o controle de todos os engenhos da Venezuela. Um horror.

EM BONDS

Não satisfeito em desapropriar as indústrias, o ditador ainda foi além na sua fúria injusta. Disse que só pagará os donos dos engenhos com bonds do governo. Com dinheiro, nunca, afirmou o irritado ditador. Mais: ainda acusou as empresas de desorganizar a cadeia de suprimentos alegando que se recusam a produzir arroz nos preços estabelecidos pelo governo. Que tal?

SILÊNCIO PREOCUPANTE

Chávez não surpreende nem um pouco com as suas decisões. Assim como não é surpresa o lamentável silêncio dos brasileiros. Ninguém vai se manifestar diante do nosso Parlamento para evitar a aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul. Nem as constantes atitudes malucas de Chávez são o bastante para impedir a estupidez, infelizmente.

SEM NOTIFICAÇÃO

Os pobres membros da associação dos produtores de arroz da Venezuela, totalmente apavorados e cheios de ingenuidade, informaram que só estavam produzindo aquilo que podiam com os estoques disponíveis, e que nunca foram oficialmente notificados sobre as ordens absurdas de Chávez.

MONTADORAS

Chega a ser impressionante a determinação de presidentes de inúmeros países em salvar suas empresas montadoras de veículos. Dá uma impressão de que a solução da crise global está em conceder mais recursos para ajudar as montadoras da Europa que estão com problemas para sobreviverem à desaceleração da economia global.Afinal, será que só as montadoras foram atingidas pela crise?

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27 fev 2009

SÓ FALTA O FINANCIADOR


MEGA-DÉFICIT

O presidente americano, Barack Obama, apresentou um Orçamento para um horizonte de dez anos. Como as coisas por lá estão para lá de complicadas, só para este primeiro ano fiscal o déficit projetado atinge US$ 1,75 trilhão. Um déficit e tanto, não?

ALÉM OBAMA

Como a proposta de recuperação das contas públicas dos EUA, segundo revela a peça orçamentária, está prevista para um prazo de dez anos, o prazo já se mostra superior ao mandato de Obama. Deverá, portanto, ser respeitado pelo próximo presidente.

FINANCIAR O ROMBO

Até aí tudo bem. Mas, como o papel aceita tudo, basta escrever o que se quer e pronto. Explico: quando os orçamentos são feitos, por mais necessárias que sejam as proposições, quando há um déficit previsto é imperioso que se informe de onde sairão os recursos para financiar o rombo.

PATRIOTA

Em suma: os EUA precisam, enfim, de algo equivalente a um PIB brasileiro. Quero ver se haverá algum patriota interessado em comprar lotes de títulos americanos, recebendo as atuais taxas de juros extremamente baixas, só para financiar o déficit apresentado no Orçamento.

CONFIANÇA ZERO

O baixo nível de confiança dos consumidores, em praticamente todos os países, revela uma triste realidade: há gente demais no mundo para produzir a quantidade de bens e serviços que todos estão dispostos a consumir. Ou seja: está sobrando gente no planeta para as atividades exigidas.

MAIS LUCRATIVOS

Com todos os problemas que a crise está impondo ao mundo todo, os bancos brasileiros ainda se apresentam como os mais lucrativos do mundo. No geral as nossas instituições estão bem capitalizadas, apesar da rápida expansão do crédito e dos problemas com a inadimplência bem presente.

RETORNO MÉDIO

O retorno médio dos bancos no Brasil, no primeiro semestre de 2008, foi de 23,5% do patrimônio líquido, acima do observado no ano imediatamente anterior em países como o México (20,2%), África do Sul (18,4%), Chile (16,2%), Canadá (12,5%) e Argentina (9,7%).

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