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20 jun 2005

ESTÁ TUDO DOMINADO


INVASÃO ORIENTAL

Os orientais, notadamente os chineses e coreanos, literalmente invadiram o ocidente. Aqui nos EUA eles estão por toda à parte, tanto representados por seres humanos como, e principalmente, por suas mercadorias. A conclusão é que eles mesmos vêm aqui para consumir o que produziram no oriente, ou fazer - in loco - aquilo que todos os viventes consomem no dia a dia. Se a fama anterior dos chineses era por venderam quinquilharias, esta realidade mudou bastante. Hoje os produtos de grife, de ótima qualidade também são produzidas na China e arredores.

ALTA COMPETITIVIDADE

E não há mais qualquer restrição. Eles estão hoje em todas as atividades e em todos os setores da economia. Disputam tudo e com preços sempre mais vantajosos pelo seu alto grau de competitividade. Na mão de oba, nos impostos e no custo China. Esse, aliás, é o diferencial significativo. Sem o custo Judiciário, que para nós é muitíssimo elevado, e sem o custo trabalhista, onde o nosso é indecente, pois além de caro não traduz em beneficio, nem para o empregado.

TUDO OCUPADO

A antiga e romântica, Litle Italy, já não existe mais. O território nova-iorquino, antes destinado aos restaurantes e lojas italianas já foi ocupado pelos orientais, cujospersonagens se misturam. São chineses, coreanos, indianos, etc, convivendo com seus negócios sempre crescentes. Até quem combate a pirataria, provavelmente não deixa de comprar alguma coisa por lá. É possível, inclusive, encontrar o mesmo produto que é vendido nos magazines. Aliás, a pirataria já tem nova definição hoje. É aquilo que é feito com o mesmo design e o mesmo material, com rótulo, embalagem e tudo o mais, sem passar pelo dono da grife. Efalsificação é aquilo que tem o mesmo design, mas é produzido com materiais de qualidade inferior. São, portanto, mais baratos ainda.

BLOCOS

Enquanto se discute a formação de blocos econômicos a exemplo da União Européia, osasiáticos fazem parte sem consulta ou permissão. E dificilmente deixarão de continuar avender freneticamente para o mundo todo. Ninguém acredita que algum tipo de certificaçãovenha a dificultar a entrada de produtos orientais. Até porque o consumidor nunca vaipermitir. E aqui o consumidor manda mesmo.

BRASIL

Os produtos brasileiros que conseguem ser mais notados estão mais nas lojas de calçados. Como insistimos em vender commodities, a marca dos produtos brasileiros nunca fica muito visível no universo de produtos expostos à venda. Uma prova de quem agrega a mão de obra da produção, da embalagem e da distribuição é quem detém e promove a marca do produto.

ALCA

Conversando com alguns empresários daqui, sobre a ALCA e as dificuldades para unir o Brasil e os EUA, uma coisa fica bem clara: sem o Brasil a ALCA é capenga. Mas todos já estão convencidos de que, independente das continuadas negociações que precisam acontecer para afinar os pontos de interesse de cada país, a ideologia e a aversão do governo brasileiro dificultam um possível acordo.

APROVEITANDO O TEMPO

Fico mais uns poucos dias por aqui e aproveito para conversar com quem mora e vive aqui e como vai a segurança, educação e a saúde dos americanos. Mas não descuido de saber um pouco sobre o sentimento dos empresários com relação ao Brasil e o resto do mundo. Continuo amanhã com o que pude observar durante as conversas. Até.

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17 jun 2005

NOVA IORQUE - UMA OUSADIA BRASILEIRA


AULA DE EMPREENDEDORISMO

Se já é fato corriqueiro para muitas empresas fazerem exportações de seus produtos para o além-mar, colocar os pés, as mãos e a própria cabeça fora do Brasil, nem tanto. Por isso é muito importante registrar, saudar e parabenizar os pioneiros, os desbravadores destas atitudes ousadas. Ontem, na inauguração da primeira loja Florense no exterior, começando exatamente pela chamada capital do mundo - Nova Iorque - percebi o passo firme e consciente que Gelson Castellan, sua diretoria e seus colaboradores estão tomando.

PIONEIRA

A Florense já se tornou muito conhecida pelas suas atitudes pioneiras. Uma delas é o invejável modelo de franquias montado no Brasil, onde fabricantes do setor moveleiro e de outros, identificam como o melhor exemplo existente de comercialização. Portanto, sem deixar de registrar a emoção percebida, de começar esta outra etapa aqui por NY, com promessas de abrir mais duas lojas ainda neste ano nos EUA, a Florense mostra mais um pioneirismo. Vai, certamente, abrir as portas para que novos empreendedores façam o mesmo.

O PONTO

Abrir uma loja exige, primeiramente, a escolha de um ponto que possa ser visto e visitado pelos consumidores. A decisão de estabelecer a Florense NY na Lexington Ave com a 31 Street, mostra ter sido acertada. Inúmeras lojas ao redor trabalham com moveis residenciais e recebem visitas constantes de compradores. Isto ficou provado mesmo antes da inauguração. Enquanto estava sendo preparada, faltando os retoques finais, um consumidor americano entrou e comprou, de imediato, por impulso, dois grandes estofados.

NEW YORK

A capital do mundo continua fantástica. Praticamente recuperada do trauma do 11 de setembro de 2001, a Big Apple está novamente repleta de turistas do mundo todo. As ruas mostram um movimento incrível e as lojas estão entupidas de compradores que, pacientemente, fazem filas enormes em frente aos caixas para pagar por suas compras abundantes. Os hotéis, lotados. E o Central Park promovendo espetáculos a todo o momento nestas tardes e noites de um verão que já deu as caras e promete ser muito quente pelo que vem mostrando nos últimos dias cheios de sol.

TURISMO

Enquanto as agencias de turismo européias estão voltando a vender NY para seus clientes, principalmente em função da cotação euro x dólar, as agencias americanas estãodesaconselhando os americanos a viajarem para o Rio de Janeiro. O Brasil, para quem tem vontade de aproveitar o litoral, resume-se na região nordeste, com Salvador e Fortaleza, e a região norte com a Amazônia. O Rio é sinônimo de assalto e seqüestro.

COMPRAS

Além dos vários passeios, restaurantes e shows, as compras representam um grande fascínio para os turistas. O interessante é que para nos brasileiros isto é algo paradoxal. Os americanos, que tem renda per capita dez muito maior do que a nossa, tem acesso a mercadorias e bens de consumo duráveis a preços bem inferiores do que os nossos. Inclusive os produtos fabricados no Brasil que aqui saem mais em conta.

ELETRÔNICOS E IMPOSTOS

Os produtos eletrônicos e de som e imagem, que os americanos também não produzem, saem por 60 a 70% do preço aí no Brasil. E mais: muitos produtos são bem mais atualizados, recém lançados no mercado. É duro. Isto tudo sem falar nos impostos, pois o consumidor daqui paga um -tax- de só 8,375% sobre o valor de suas compras. Isto já deixa qualquer vivente brasileiro desesperado. Principalmente os gaúchos.

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16 jun 2005

ENTRE O DESTINO E A REALIDADE


A ESPERA DO DESTINO

Os países latinos sempre se caracterizam pela indolência de seus habitantes e pela expectativa de que é a natureza quem cuida do futuro das pessoas. Seus povos, exatamente por isso, geralmente atribuem ao destino todas as conquistas alcançadas e os fracassos obtidos. Daí a razão pela qual se ouve, repetidas vezes, aquele velho e surrado - se Deus quiser - para tudo o que está para acontecer. Esta máxima vale mesmo para tudo. Para eleições, empregos, namoros, casamentos, competições esportivas, vendas, saúde etc, etc.

OS MAIS CONVENCIDOS

Para quem vive nos países da Europa e na América do Norte há um grau menor de crenças de que as coisas em geral já estão reservadas para suas vidas. Eles estão bem mais convencidos de que o futuro está só nas suas mãos, nos seus atos e nas suas decisões. Investem muito, portanto, para tentar obter resultados e participar deles. E treinambastante para enfrentar a concorrência, usando a educação para obter melhora no trabalho. Procuram, por conseguinte, saber o máximo dos candidatos apolíticos para errarem o menos possível.

SEM DEPENDÊNCIA

Não é à toa, portanto, que eles fazem parte de países já desenvolvidos. Pela índole de procurarem constantemente mudar o mundo, transformando suas vidas antesda morte chegar, não mostram o espírito de vencidos ou perseguidos. Nada de coitadismo e de acomodação. Sabem que quem quer crescer não pode depender do clima ou das riquezas vegetais ou minerais. É preciso antes de tudo muito conhecimento para fazer as transformações. Os últimos a perceberem esta lógica e esta situação foram os povos asiáticos.

RESISTÊNCIA

Nós, brasileiros, mesmo sabendo que a roda já foi inventada, e por isto bastaria copiá-la, ainda resistimos drasticamente para ter os melhores modelos. O curioso é que aqueles paises que mais estão crescendo também não têm recursos suficientes para tanto.Mas, devido ao uso dos capitais internacionais e ao mercado de capitais, o atalho está sendomuito utilizado e as conquistas acontecendo muito rapidamente. E não se ouve em momento algum é que tudo está sendo mera obra do destino.

MODELANDO O FUTURO

Tenho sido indagado em diversas ocasiões sobre aquilo que este governo estaria fazendo para definir, ou melhor, delinear o nosso futuro. Ou, como estaremos daqui a dez ou vinte anos à frente? A pergunta já identifica que muita gente ainda não percebeu claramente o que este governo está fazendo e que está mudando o nosso perfil. Pelo fato de que a política macroeconômica do governo anterior estar sendo mantida por este, e até aperfeiçoada em alguns pontos, deixamos de observar o câncer, o tumor maligno e destruidor que está liquidando outras áreas.

NACIONALISMO

Aproveitando a simpatia muito antiga que o nosso povo nutre pelo ultranacionalismo, o governo vem demonizando, dia após dia, os investimentos internacionais assim como a própria formação da ALCA. Esta estratégia, embora conhecida por muitos, não despertou na sociedade o sentimento do equivoco ao qual estamos sendo levados.

FUNCIONALISMO

Neste campo é de assustar o número de contratações que vem sendo feitas. A cada mês o aumento das despesas com pessoal contratado é acima de qualquer expectativa e não acompanha, na proporção, o ritmo que é bem menor do crescimento das receitas fiscais. São as contratações dos governantes e seus aliados que no futuro, em qualquer situação, dificilmente deixarão de existir.

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15 jun 2005

LEI DO ATRASO


VEREADOR MÍOPE

Ao invés de se preocupar com a liberdade, com a abertura de mercado e com os consumidores, o vereador de Porto Alegre, Reginaldo Pujol, que se diz liberal, mostra não ter a mínima vocação para tanto. Ele é que foi o autor da ridícula e protecionista Lei Complementar nº 532, de 02 de maio de 2005, que impede a construção de novas lojas de varejo de gêneros alimentícios (supermercados e hipermercados) com área superior a 2.500 m2.

DITADOR

Incapaz de procurar entender a questão, o edil preferiu defender a bobagem cometida dizendo que foi uma solicitação das redes estabelecidas na Capital. Afinal, o vereador está no cargo para defender interesses dos cidadãos ou de certas redes varejistas? Isto é demais para a minha compreensão. E quando afirma que os mega empreendimentos ocasionam problemas ambientais e viários mostra muita capacidade para ser ditador. E mau.

EMPRESÁRIO?

O presidente da Associação dos Minimercados de Porto Alegre vai mais além: disse que é contra a vinda do Wall-Mart porque os preços que esta empresa pratica, por serem sabidamente menores, prejudica todo o mercado. Aí está: não admite que os consumidores tenham alguma vantagem. Só para os empresários. Assim, crê que a lei é boa por limitar a entrada de concorrentes. É duro, gente.

PÉSSIMA REPRESENTAÇÃO

As Donas de Casa, lamentavelmente, também estão muito mal representadas. A presidente do movimento da classe, Edy Mussoi, foi impressionante quando disse que a restrição beneficia o consumidor. Onde? Quando? É o contrário Sra. Mussoi. Com gente assim na representação o melhor mesmo é sair daqui.

AGAS

Se ainda pode haver algo de pior nestas declarações catastróficas, a que foi dada pelo presidente da AGAS ? Associação Gaúcha dos Supermercados ? é uma verdadeira pérola. Típico de quem tem forte vocação para interventor, o dirigente afirma que as lojas menores são as que mais crescem e que, por isso, atendem a maioria da população. Fantástico, não? Tomara que a empresa que este presidente está à frente jamais cresça para não sofrer com as leis que ele mesmo apóia.

O MERCADO É SOBERANO

Embora cheio de equívocos, mas, ainda assim admitindo o que declara o tal ditador, qual a razão, finalmente, para fazer uma lei impositiva? Por favor, senhor dirigente, deixe que os maiores corram o risco. Deixe que eles façam o que acharem melhor e deixe, principalmente, que os consumidores façam o seu papel. Não é preciso que alguém diga o que deve e o que não deve ser feito. O mercado é que cuida disso, gente.

EMPECILHOS

Espero que o povo tenha um mínimo de discernimento para compreender estas coisas e como estamos sendo governados. Cada dia que passa é mais e mais suprimida a pouca liberdade que ainda existe. Tudo aquilo que deveria ser feito pela negociação, pela avaliação dos riscos de mercado, o governo se mete e cria mais empecilhos. E com o apoio dos mercantilistas. Um horror.

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14 jun 2005

PROTECIONISMO BRASILEIRO


AULA IMPERDÍVEL

A aula sobre avaliação de empresas que deve ser ministrada por Aswath Damodaran, na próxima 5ª feira, 16, em Porto Alegre, deveria ser assistida pelo Brasil todo. Principalmente pelo meio estudantil em todos os níveis. Pela sua formação e convicção, deverá dizer o que pensa sobre o protecionismo que as empresas brasileiras adoram e reivindicam. Como somos um país puramente mercantilista, a concorrência nunca é bem vinda por aqui.

ATITUDES IDÊNTICAS

Como a formação ideológica de muitos empresários é socialista e nacionalista, vivem querendo cada vez mais proteção. E não descuidam de pedir isto diariamente ao governo. E para atingir seus objetivos até fazem bloqueios de estrada além de outras chantagens lamentáveis. Mas criticam o MST pelas mesmas atitudes. O governo, cuja ideologia é pior ainda, ao invés de deixar estas questões para o mercado resolver, acaba sempre cedendo e não percebe que quem precisa mesmo de proteção é o consumidor. De novo: o remédio, para que se obtenha o máximo de proteção, é pela via do estímulo à concorrência. Nunca satisfazendo apelos empresariais viciados.

VINHO AZEDO

Um dos exemplos do que estou me referindo é o que está acontecendo com o setor vitivinícola do RS, onde os maus empresários estão cheios de surtos. Maus empresários, naturalmente, pois querem proteção para os vinhos que produzem no RS. Para ficar em vantagem querem agora impedir a importação de vinhos argentinos e chilenos, que além de fazerem vinhos melhores são, ainda por cima, bem mais baratos. Incapazes para competir e para anunciar seus produtos, chegam a ponto de não concordarem que os consumidores venham a gostar de vinhos importados. Ridículo.

ELITISTAS

O pessoal do Ibravin ? Instituto Brasileiro do Vinho-, pasmem, pediu aos supermercadistas para que deixem de comprar vinhos argentinos. Como se nós, consumidores, estivéssemos de acordo. Elitistas, os produtores de vinhos não se mostram, sequer, a favor do social, pois, com suas atitudes medíocres querem impedir que até os mais pobres tenham acesso ao produto. Este é o tal protecionismo reivindicado, típico de um país extremamente mercantilista. Sai dessa.

RUMO A NOVA IORQUE

Chego nesta 4ª feira a NY para participar da inauguração da primeira loja Florense fora o Brasil, que acontece no dia 16. A Florense NY já está instalada na Lexington Avenue, 179 junto a 31 Street. Conforme Gelson Castellan, dirigente da empresa, esta é a primeira de uma séria de novas lojas franqueadas que devem ser abertas nos EUA e Canadá muito brevemente. De lá mandarei novidades e informações sobre o que está acontecendo no país da liberdade. Até.

COMPULSÓRIO

A Argentina tomou precauções para evitar a valorização do peso frente ao dólar. Criou um compulsório, sem remuneração, de 30% dos recursos que queiram entrar no país, exceto investimentos diretos e compra de ações ou bônus. O pedágio é alto, mas a regra só vale para as novas entradas de dinheiro, respeitando assim tudo o que já foi enviado anteriormente. Quem vai avaliar melhor a medida é o mercado. Vamos observar.

LEI DO ATRASO

Diante de inúmeros comentários a respeito da equivocada lei que restringe a construção de lojas de varejo acima de 2.500m², volto amanhã a tratar do mesmo assunto. Se por um lado é um assunto de grande prejuízo para os investimentos em Porto Alegre, por outro é importante que o Brasil todo saiba como tratamos quem gostaria de investir por aqui. Vale o alerta geral. Aguardem.

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13 jun 2005

BRIGA DE COMADRES


CONFIDENTES

As comadres, no jargão popular, são aquelas senhoras que tudo sabem umas das outras. Confidentes de todos os momentos trocam, sistematicamente, conversas sobre suas vidas e suas intimidades, tudo com a maior naturalidade. Sempre muito seguras e confiáveis nutrem, assim, uma absoluta certeza de que o silêncio está garantido e os seus segredos mantidos.

VINGANÇAS

Tudo vai bem até que, por alguma razão, elas se desentendem. Sendo possuidoras de segredos importantes de suas vidas pessoais, os quais podem se transformar em destruidores da honra, viram predadoras. A partir daí começam a praticar as mais célebres vinganças: contam ao mundo, como convém, tudo os que sabem umas das outras. Tudo vira um verdadeiro inferno, pois se mistura coisa com não coisa. E no processo certas informações ficam comprometidas por não haver a necessária transparência.

CONFESSIONÁRIO PÚBLICO

É desta mesma forma que estamos assistindo as declarações de petistas que deixaram o partido e outros que não estão concordando com o que está acontecendo. Virou um verdadeiro confessionário público das atitudes das quais todos eram e sempre foram cúmplices. A entrevista de Gabeira, nas páginas amarelas da Veja desta semana, por exemplo, é uma delas.

TUDO IGUAL

Convenhamos: se Gabeira fosse, em algum momento, um ser inteligente, jamais poderia se deixar levar pelo conto da sereia do PT. Na realidade ele sempre foi um igual. Até admite isto na sua entrevista quando diz que a escolha pelo socialismo foi uma incompreensão sobre o momento histórico. Ora, ele já não era mais tão criança, levou muito tempo para raciocinar. Não tem mais, portanto, estatura suficiente para tentar ficar fora da mesma espécie. Apesar do seu arrependimento tardio. Depois de tudo que fez e pensou não acredito em Gabeira. Assim como também não creio nas demais comadres. São, como se sabe, farinha do mesmo saco.

DECLARAÇÕES RIDÍCULAS

Chega a ser impressionante também, como os petistas adoram se notabilizar por declarações ridículas. E quase todas desprovidas de qualquer fundamento. A mais recente, e nem por isso menos boba, foi a declaração dada a uma emissora de Porto Alegre, pelo deputado federal Henrique Fontana, para mostrar o seu ódio com relação às privatizações. Sem a mínima compreensão da realidade, o deputado afirmou que a Vale do Rio Doce obteve no ano passado um lucro maior do que o valor apurado na venda da então estatal.

FALTA DE INTELIGÊNCIA

Se fosse um pouco, um pouquinho só mais inteligente, ao invés de colocar suspeita no negócio, deveria entender que o lucro atual obtido foi por forte correção administrativa de seus condutores, coisa que nunca aconteceu quando a empresa era da União. Fontana já deveria ter percebido, nestes anos todos, que a saúde da empresa ocorreu exatamente por ter saído das mãos do Estado e passado definitivamente para quem conhece o assunto.

SEM CONTESTAÇÃO

Se os petistas, assim como todos os demais espertos que ainda adoram empresas estatais, fossem mais corretos, deveriam impedir que existissem estatais. E, se ainda assim elas precisassem existir, jamais deveriam permitir que os políticos assumissem suas diretorias. Só a profissionalização é que poderia impedir tanto fracasso empresarial. O pior é que a declaração de Fontana não sofreu qualquer contestação por parte do entrevistador. Que, pela atitude, certamente, pensa do mesmo jeito.

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