PLEBISUL
Li, ontem, no jornal -Gazeta do Povo- do Paraná, que está programada para o próximo sábado, 07/10, uma CONSULTA POPULAR, denominada PLEBISUL, com o propósito de saber se os eleitores do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul querem ou não que esses TRÊS ESTADOS deixem de fazer parte do Brasil. Que tal?
O SUL É MEU PAÍS
O movimento, que leva o nome -O SUL É MEU PAÍS- (uma associação privada sem fins lucrativos), tem como propósito alcançar a EMANCIPAÇÃO de forma pacífica e democrática, levando a construção de uma nação soberana.
EXPECTATIVA
A expectativa dos organizadores do PLEBISUL, segundo diz o jornal, é contar com a participação de um milhão de moradores dos três estados do Sul (PR, SC e RS)– o equivalente a quase 5% do eleitorado da região, composto por 21,28 milhões de pessoas. A conferir, portanto.
FARDO MALDITO
Pois, o que mais me chama a atenção é o quanto o movimento - O SUL É MEU PAÍS- dá a entender que simplesmente desconhece a real situação financeira do Estado do Rio Grande do Sul. Só por aí, quem acabaria festejando, e muito, com a emancipação seria o restante do Brasil, que deixaria de carregar o maldito fardo.
SITUAÇÃO FALIMENTAR
Pois, a título de esclarecimento, digo, com toda a convicção, que esta possível -vontade- de separação não tem como prosperar. Até porque, no momento em que os eleitores de SC e PR tomarem conhecimento da real situação -falimentar- do RS, o Movimento -O SUL É O MEU PAÍS BRASIL- vai desistir por completo.
ESTRONDOSO PASSIVO
Observem que diante de tanta injustiça que é praticada no RS, somada a uma já crônica má administração, até os ventos se mostram revoltados. Mais: nada garante que a formação de um país independente, formado por PR, SC e RS, acabe com os DIREITOS ADQUIRIDOS, que produziu o estrondoso e impagável passivo representado pela FOLHA DOS SERVIDORES, quer ATIVOS e, principalmente, INATIVOS.
INVESTIMENTO
Enganam-se redondamente aqueles que ainda veem o Rio de Janeiro como o Estado que mostra maior vocação turística entre os demais que compõem nosso imenso Brasil. Sem medo de errar, quem mais investiu nesta modalidade de uns tempos para cá foi, indiscutivelmente, o Rio Grande do Sul.
GRAMADO
Antes de tudo é preciso esclarecer que esta importante vocação para o turismo, recentemente descoberta pelo Estado do RS, nada tem a ver com o as atrações desenvolvidas pelo povo, empresários e governantes da belíssima cidade de Gramado, localizada na Serra Gaúcha.
DISTÂNCIA
O Rio Grande do Sul, como se sabe, nunca conseguiu desenvolver bons e suficientes produtos turísticos capazes de atrair muitos interessados. Leve-se em conta, por exemplo, o fato do litoral gaúcho não ser minimamente atrativo. Além disso, a capital do RS, Porto Alegre está muito distante das capitais com maior densidade populacional (500 km de Florianópolis; 1000 km de São Paulo; 1400 km do Rio; 1000 km de Montevideo, etc.).
RUÍNAS E DESTRUIÇÃO
Entretanto, de uns anos para cá os governantes gaúchos vem provando ao mundo todo o quanto são capazes de desenvolver, com enorme competência, diversos produtos turísticos que gozam de grande interesse da humanidade, a maioria voltada para RUÍNAS e DESTRUIÇÃO.
ATRAÇÕES TURÍSTICAS
Quem visita Porto Alegre já pode assistir, sem precisar pagar ingresso, as seguintes atrações:
1- inúmeros presos algemados a viaturas da polícia, em frente às delegacias;
2- escolas públicas totalmente fechadas por força de greves intermináveis dos professores;
3- emocionantes assaltos, com ou sem mortes, a toda hora em vários bairros da cidade;
4- servidores públicos recebendo altíssimos salários, sem qualquer obrigação de prestar serviços públicos;
5- povo, ainda que mostrando indignação (apenas nas redes sociais), cheio de OTIMISMO, acreditando que no final tudo acabará bem.
A CONFERIR
Tomara que o governo perceba o quanto esta profusão de produtos turísticos é capaz de ajudar e muito em termos de arrecadação. Temo, no entanto, que a vocação maior, qual seja a de cobrar tributos cada vez maiores, acabe por afastar os turistas que gostam de fortes emoções, em conhecer de perto as RUÍNAS do RS. A conferir.
TAXA DE APROVAÇÃO
Li com muita atenção e interesse a pesquisa encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), na qual apenas 3% dos entrevistados consideram a gestão do governo Temer como ÓTIMA ou BOA. Vejam que no atual levantamento, se comparado com o anterior (julho), houve um aumento da reprovação.
SÓ PODE
Pelo resultado da pesquisa dá a clara impressão de que a grande maioria das 2 mil pessoas entrevistadas nos 126 municípios:
1- é composta por funcionários públicos;
2- foi fortemente influenciada pela mídia; e,
3- apresentou carteira ideológica comprovando ser petista ou assemelhado. Só pode.
OS ACERTOS NÃO AGRADAM
Sem entrar no mérito das denúncias que pesam contra Temer e seus assessores mais diretos, que nada têm a ver com as decisões econômicas que o governo vem tomando, fica muito claro que quanto mais o governo propõe medidas mais adequadas para o país, menor é a sua aprovação. Ou seja: governo que acerta não é aprovado. Pode?
ACOSTUMADO COM POPULISMO
Também fica provado, por A+B, que o povo brasileiro se acostumou com governos POPULISTAS. Como o presidente Temer já mostrou que é bem menos POPULISTA do que os anteriores, o preço que o seu governo está pagando por não ter este perfil é o altíssimo índice de DESAPROVAÇÃO.
ESTOU NOS 3%
Pois, ao encerrar a minha cuidadosa leitura do levantamento, por questões de consciência devo dizer que faço parte do universo ínfimo dos 3% que aprova o governo Temer. Esta minha aprovação, por certo, não significa que esteja de acordo com todas as propostas apresentadas e/ou aquelas já aprovadas. Mas é inegável o quanto a maioria delas já fez bem a Brasil.
MATRIZ BOLIVARIANA
Só o fato de ter abandonado a Matriz Econômica Bolivariana, que fez com que o nosso empobrecido Brasil ficasse bem mais distante da situação vivida pela Venezuela, já foi uma grande vitória do governo Temer. Isto, repito, já é motivo suficiente para obter a minha aprovação. Mais: a confiança na recuperação da economia é mera CONSEQUÊNCIA do sepultamento da Matriz Bolivariana do Atraso.
FILME DE HORROR
A cada dia que sai algum relatório produzido por qualquer um dos inúmeros institutos que existem mundo afora, contendo análises e/ou medições comparativas de desempenhos econômico, social, político, etc., mais claro fica o quanto o Brasil andou para trás, de forma dramática, enquanto o PT esteve no comando do país. É como assistir um filme de HORROR!
PRAZO E FOCO
Através dos dados pesquisados é possível entender que a tarefa de reconstrução da imagem e de resultados não é uma tarefa fácil. Uma prova de que para melhorar, e com isso ganhar algumas posições no ranking mundial, exige foco total com boa dose de paciência. Mais: o sucesso, pelo tamanho do estrago, não acontece em prazo curto.
TRIBUTAÇÃO, CORRUPÇÃO E INEFICIÊNCIA
Nesta semana, por exemplo, o Fórum Econômico Mundial, em parceria com a Fundação Dom Cabral, divulgou o ranking que mede a COMPETITIVIDADE de 137 países, onde o Brasil aparece na triste 80ª colocação. Mais: além da má colocação, o nosso empobrecido país ostenta uma das PIORES TRIBUTAÇÕES DO MUNDO; uma CLASSE POLÍTICA VISTA COMO CORRUPTA; e um ESTADO EXTREMAMENTE INEFICIENTE. Que tal??
VOLTANDO A CRESCER
Vejam que em 2012 o Brasil estava na 48ª posição no ranking. Desde então, quando o mundo percebeu, definitivamente, o quanto de maldade estava contido no projeto Bolivariano-Petista, a maionese desandou de vez. Felizmente, como mostra o estudo, no último ano, já com o governo Temer, o Fórum Econômico admite que o Brasil encerra, enfim, uma longa tendência de queda e dá sinais de recuperação econômica e de competitividade. Diz o relatório: “O País avança comparativamente a outros em pontos chaves para retomada do crescimento e desenvolvimento".
MENOS COMPETITIVO
Mesmo que esta afirmação mais otimista feita pelo Fórum Econômico nos deixe mais entusiasmado, o fato é que o Brasil continua sendo a economia menos competitiva entre os países que compõem o BRICS. Mais: somos menos competitivos que Irã, Romênia ou Albânia, por exemplo.
ÚLTIMO COLOCADO
No aspecto POLÍTICO, o brasileiro é quem menos confia em sua classe de representantes públicos. Em 2008, o Brasil era o 122º entre 134 economias. Em 2013, ocupava a 136ª posição de um total de 148 países avaliados. Em 2017, o Brasil é o ÚLTIMO COLOCADO entre 137 países.
Agora a cereja do bolo: no que se refere a desvio de recursos públicos, o País está entre os três piores no ranking. Já no critério sobre eficiência dos gastos governamentais, aparece entre os quatro piores. (Estadão)
RAZÕES PARA TANTO ÓDIO
No seu blog, como compartilhou o jornalista Políbio Braga, o administrador e consultor de empresas, Stephen Kanitz, comentou algo que a maioria dos jornalistas e professores detestam lembrar: em 1964, tão logo assumiram o governo (daí a razão para tanto ódio que destilam contra os militares), os militares decidiram dar fim, por emenda constitucional, ao artigo 213 que garantia um escandaloso e nojento privilégio a todos os jornalistas, escritores e professores.
NENHUM IMPOSTO
Para quem não sabe, ou não lembra, entre 1934 e 1964 (30 anos), como dizia o artigo 113 nº 36 da Constituição Federal de 1934, “Nenhum imposto gravará diretamente a profissão de escritor, jornalista ou professor”.
SEGREDO BEM GUARDADO
Segundo Kanitz, este é um dos segredos mais bem guardado pelos nossos professores de história, a ponto de nem os novos militares, jornalistas, professores de história e escritores de hoje saberem o que ocorreu de fato.
O fato, comprovado, é que por 30 anos foi uma farra: algumas faculdades vendiam diplomas de jornalista. Mais: até arcebispo era jornalista. Com esta medida (não era para menos) os militares de 1964 antagonizaram, em menos de dois meses de poder, toda a elite intelectual deste país.
ÓDIO
O ódio foi de tal tamanho, que até hoje muitos jornalistas seguem fazendo o coração e as mentes das novas gerações. Vale lembrar o que escreveu o historiador João Amado: “A maior parte da grande imprensa participou do movimento que derrubou o Presidente João Goulart e foi, sem dúvida, um dos vetores de divulgação do fantasma do comunismo”.
PERSEGUIÇÃO CLASSISTA
O próprio João Amado considerou que o fato de ter que pagar imposto de renda foi uma legítima “perseguição” classista. Já o professor e escritor Antônio Calado escreveu dizendo que “O Golpe foi certo, mas seus desdobramentos errados”. Calado se tornou um de seus grandes opositores, um ano depois.
DIREITA
Se os militares fossem de fato de -direita-, como jornalistas, professores de história e escritores não pararam de divulgar, eles provavelmente teriam sido incluídos nesta lista classista, conclui Kanitz. Que tal?
ADMINISTRAÇÃO DENTRO DO RAZOÁVEL
No meu entender, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, está fazendo uma administração dentro daquilo do razoável. Não vai muito além disso porque muito daquilo que gostaria de fazer para o bem dos cidadãos que residem na capital do RS está na linha do possível.
IPTU REAL
Entretanto, quando vejo o prefeito Marchezan empenhado, de forma alucinada, em aumentar o IPTU, alegando que a planta está desatualizada, tenho todos os motivos para lamentar. Mais ainda depois que ouvi o prefeito dizer, de viva voz, que O IPTU REAL é o imposto mais justo que temos, pois ele incide sobre o valor do imóvel, da propriedade, independente de bairro. Mais: - Precisamos fazer justiça com aqueles que há anos pagam mais que deveriam, e com aqueles que estão deixando de dar a sua contribuição justa para a saúde, segurança, educação do município".
EUA
Ora, para quem não sabe, em qualquer município dos EUA, o que determina o valor do IPTU é o valor de custo dos imóveis. Isto significa que a prefeitura tributa os imóveis pelo custo (terreno mais a construção, se for o caso). A partir daí, o valor do imóvel, assim como o IPTU, só ganhará valor se for reformado. Aí, o custo da reforma é acrescido ao custo inicial do imóvel. Da mesma forma, se o imóvel for negociado, o IPTU incide sobre o valor da compra (atualização de valor pela via de mercado).
GUIA DO IPTU
Além disso, a prefeitura se obriga, anualmente, a publicar no verso da guia do IPTU o destino dos recursos arrecadados. Vale dizer que além das despesas -obrigatórias-, como educação, saúde e segurança, cujos custos são previstos pelo orçamento, outras despesas, como renovação de asfalto, obras de manutenção, etc., compõem o valor a ser cobrado dos proprietários de imóveis.
JUSTO??
Portanto, meu caro prefeito, esta alucinação que o senhor demonstra para aumentar o IPTU, carece de melhores informações sobre o que é JUSTO. Antes de tudo, a tal justiça se faz respeitando os moradores mais antigos que compraram seus imóveis por valor menor. Pouco importa, para muitos, o valor de mercado. Afinal, tributar a valorização nada mais é do que expulsar o proprietário que não manifesta vontade em se desfazer da sua casa.
ESCLARECIMENTO AOS VEREADORES
Como o projeto que visa o aumento do IPTU está para ser votado hoje na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, o que me cabe é esclarecer aqueles que não perceberam que aumentar a tributação dos imóveis pelo valor de venda e não de custo é mais do que INJUSTO. É obra de quem só pensa naquilo, ou seja, em tirar mais e mais dinheiro do povo para garantir privilégios aos de sempre. Pode?