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28 jul 2009

O TRATADO E O ACORDO


SEM PRAZER

Antes de tudo devo esclarecer que as minhas críticas ao governo Lula não fazem parte de meus melhores prazeres, ou esportes preferidos. Ao contrario: os comentários que faço, sistematicamente, sobre o que acontece no Planalto, não me fazem mais prazeroso. Nem melhor fisicamente.

REDUTO NEO-COMUNISTA

Também não fico surpreso quando vejo o nosso presidente envolvido, e comprometido ideologicamente, com seus amigos e lideres sul-americanos, cujo compromisso firmado nas reuniões do Foro de São Paulo, desde 1989, é o de fazer da América Latina um reduto neo-comunista.

É REAL. EXISTE DE FATO

Como o compromisso é real, existe de fato, e não pode ser contestado, não há como alguém afirmar que tal propósito é uma fantasia criada na mente dos críticos, ou que tudo não passa do imaginário daqueles que escrevem sobre o assunto.

NÃO SÃO FANTASMAS

Queiram ou não, gente, o Foro de São Paulo é uma realidade tangível, cujas atas das reuniões comprovam -ipisis literis- tudo aquilo que seus membros, comunistas, decidem. Por óbvio, quem integra o Foro também existe. São pessoas físicas reais, com certidão de nascimento, como é o caso de Lula, Fidel, Chávez, Soares, Lugo, Ortega, Kirchner, Morales, etc... Ou seja, nenhum desses é fantasma, embora todos muito perigosos.

SEM ESCOLARIDADE

Ora, considerando que estamos diante de uma pura realidade, absolutamente incontestável, o que poderíamos esperar da recente reunião entre Lula e Lugo? A resposta é óbvia: tudo aquilo que é bom e necessário para a harmonia dos países-membros do clube.

FALTA ALCANCE

Vai sobrar pra quem, afinal? Esta resposta também é acaciana: para o povo brasileiro, cuja escolaridade não tem qualquer alcance. Um povo que sequer sabe que vai pagar a conta e que também não sabe qual a diferença entra Tratado e Acordo.

LULA CELESTIAL

Ontem, só para concluir e confirmar tudo que escrevo acima, Lula disse alto e bom som, depois de ter assinado o -des-tratado-, entre Brasil e Paraguai, que não poderá haver aumento na tarifa de energia elétrica para os consumidores. Enfim, além do mais Lula também já virou milagreiro. Melhor: ilusionista. Os incautos devem estar felizes da vida, pois mesmo que o Paraguai receba recursos enormes do Brasil, ninguém por aqui será onerado. O presidente ainda vai parar na Bíblia, como Lula Celestial.

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27 jul 2009

POUPAR OU GASTAR, EIS A QUESTÃO


DILEMA

Quando as taxas de remuneração das aplicações financeiras oferecidas no mercado ficam pouco atraentes, quem dispõe de alguma sobra passa a enfrentar o seguinte dilema: poupar ou gastar.

FATOR QUE MAIS PESA

O fator, portanto, que mais pesa na hora da decisão do que fazer com a sobra, ou quantia poupada, é, indiscutivelmente, a taxa oferecida para remunerar a disponibilidade financeira.

CONSEQUÊNCIA

A consequência de uma taxa de juro baixa, coisa pra lá de conhecida ao longo dos tempos, é a seguinte: quanto menor for o rendimento oferecido para uma aplicação financeira, maior será o consumo de bens e serviços. Daí o receio da inflação de demanda.

SELIC

É notório que nem todos os investidores têm cacife para obter taxas iguais a Selic (hoje em 8,75%), coisa que implica na obtenção de rendimento menor ainda. Vale notar que, mesmo aqueles que ainda conseguem a taxa máxima, só vão receber 7%, líquido, ao ano (já descontado o IR) .

CONSUMO MAIOR

Assim, caso a satisfação produzida pelo bem que eventualmente venha a ser adquirido, seja maior do que a taxa atual de remuneração do capital, o provável é que o poupador dará por encerrado o período de protelação das compras futuras e passará a consumir já.

RISCO DE CRÉDITO

Dependendo do porte do poupador é óbvio que nem todo o recurso poupado irá para o consumo. Assim, diante da realidade atual das taxas oferecidas, caso ainda prefira aplicar em ativos financeiros onde o risco é de crédito, aí só resta aceitar as taxas existentes.

RISCO DE MERCADO

Por outro lado, caso entenda que as taxas atuais já deixaram de ser estimulantes, o negócio é começar a dar maior preferência para investimentos em ativos onde o risco é de mercado, como ações, obras de arte e outros do gênero.

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24 jul 2009

MEIA VERDADE, MEIA MENTIRA


TEXTO

Na edição de hoje (final da semana), por ser oportuno, publico o texto de autoria do economista Marco Túlio Ferreyro, membro do - Grupo Pensar Econômico, recém criado no RS. Vejam:

DESONERAÇÃO DO IPI

O governo Lula informou que deixará de arrecadar R$3,2 bilhões com a prorrogação da desoneração do IPI. Mas não diz o quanto vai crescer a arrecadação em impostos, tipo IOF (sobre automóveis, materiais de construção e linha branca comercializados com financiamentos), COFINS, PIS, CSLL, CIDE. Isto fora os incrementos em impostos estaduais (ICMS, IPV-A) e municipais (ITBI, ISSQN, IPTU), visto que a venda de materiais de construção propicia reformas em imóveis já existentes mais as construções de novas moradias.

MAIOR COMPENSAÇÃO

Estou convencido de que a desoneração do IPI não implicará em renúncia fiscal, uma vez que o incremento do fisco no âmbito da União, Estados e Municípios, através da movimentação econômica advinda do maior ritmo de negócios, mais do que compensará a União, pela perda da arrecadação inicial.

BOLO TRIBUTÁRIO

Além disso, não pensem que o governo federal está sendo benevolente com Estados e Municípios, que estariam sendo beneficiados sem serem sacrificados. Afinal, o que temos mesmo é uma república federativa às avessas, onde a União detém 61,8% do bolo tributário, enquanto que os Estados ficam com 32,6% de tal bolo, e os Municípios, lugar onde a vida acontece de fato para os cidadãos, ficam com 5,6% do bolo tributário

SÓ NO BRASIL

Diga-se, de antemão, que tais desonerações representam valores absolutos pesados, mas ainda assim, em termos relativos são migalhas tributárias concedidas pelo governo federal, considerando os aspectos já abordados. Além do fato de que o IPI representa apenas 3,74% do bolo tributário. Pergunto: - Por que não desonerar toda indústria nacional desse imposto obsoleto que somente é praticado no Brasil?

PACTO FEDERATIVO

Se no Brasil sobra imposto, no mesmo nível falta um efeito pacto federativo, que defina corretamente o tamanho do Estado brasileiro que a sociedade contribuinte (famílias e empresas) aceita e necessita pagar para custear educação, saúde, segurança, habitação e justiça. E só depois deve promover uma divisão do bolo de forma equânime e compatível com tais atribuições.

CONSULTA POPULAR

Fica aqui, portanto, registrada a sugestão de que se realmente o governo federal deseja ampliar a tal da democracia participativa, que faça uma grande consulta à sociedade contribuinte, que efetivamente paga a conta, através da próxima declaração de ajuste de imposto de renda. Que tal? Se houvesse uma redução do gasto público corrente que, hoje já representa mais de 25% do PIB, o governo federal poderia reduzir a sua carga tributária. E, consequentemente, aumentaria a renda pessoal disponível para consumo de bens e serviços, além de ampliar a capacidade de investimentos das empresas. Com isto haveria uma maior dinamização da economia. O comércio venderia mais, o que faria aumentar suas encomendas à indústria; ampliaria investimentos em bens de capital e plantas industriais, num segundo momento, gerando empregos, renda e impostos, que verteriam para os cofres públicos nas diversas esferas. Tão simples, no entanto tão distante das ações de política econômica. Vejam, por exemplo, que através das migalhas tributárias oferecidas através da desoneração do IPI para automóveis, linha branca e materiais de construção, os governos - federal, estaduais e municipais - aumentaram suas arrecadações mediante a movimentação de negócios advinda de tal política contra-cíclica. Por que, então, não estendê-la para os demais setores industriais, como por exemplo, a indústria de máquinas e equipamentos e moveleira? Ou melhor: por que não acabar de uma vez com o IPI, um imposto atrasado e fora de contexto, que gera distorções na eficiência alocativa dos fatores de produção? Afinal, o IPI representa apenas 3,74% do bolo tributário. Uma migalha do bolo...

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23 jul 2009

FORMAS DE COMPORTAMENTO


TRÊS FORMAS DISTINTAS

A maioria dos políticos eleitos por este Brasil afora se caracterizam por três formas distintas de comportamento. Eles se apresentam como: 1- incompetentes, porém honestos; 2- incompetentes, mas também desonestos; e, 3- exclusivamente corruptos.

OS PIORES

As duas primeiras categorias, onde a incompetência é a tônica, identificam o que há de pior para toda a sociedade. São aqueles que maiores prejuízos dão aos cofres públicos.

MISTURA

Ora, se a mistura de incompetência com desonestidade já é terrível, os incompetentes honestos são igualmente prejudiciais, pela falta de discernimento que têm para avaliar o custo das coisas que decidem, propõem ou aprovam.

PREJUÍZO MENOR

Mesmo com o crescimento extraordinário do número de corruptos, os prejuízos que nos dão, pelos roubos que praticam em benefício próprio, não se comparam com os rombos causados pelos incompetentes. Isto significa que, entre um ladrão e um incompetente, o melhor é sempre ficar com o ladrão. O prejuízo é bem menor.

DIÁLOGO ESTAMPADO

Depois de tudo que já saiu na mídia sobre as safadezas de José Sarney e Família, só para ficar com o tipo, o diálogo que foi estampado no Estadão de ontem vai além do imaginável. Sarney, por exemplo, é aquele político que além de incompetente é safado.

NA MESMA TRILHA

É impressionante a capacidade que o senador mostra para se apropriar de dinheiro público. O homem é incrível, gente. Excede. Vai pegando tudo que vê pela frente. E permanece no cargo. É de tirar o chapéu para o safado. A família toda, educada com os mesmos princípios, está indo na mesma trilha.

O NAMORADO DA BIA

A gravação do telefonema que envolve Sarney, o seu filho Fernando e a neta Bia não identifica um privilégio desfrutado somente pela família do senador. Esta é uma cultura brasileira trazida pelos descobridores e acentuada com a vinda da Corte de D. João VI.Nesse aspecto, portanto, o setor público é exemplo em safadezas. São muitos os privilegiados, mas o namorado da Bia é que agora está na vitrine. Dizem que ele será demitido, como se bastasse para resolver o problema. Viva!

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22 jul 2009

AS MÁS NOTÍCIAS


FELICIDADE

Por princípio, notícia ruim não produz felicidade. Daí a razão para que todos queiram ficar longe das más notícias. Como estamos diante de uma séria crise financeira mundial e, mais recentemente, também fomos atingidos pela gripe A, já estamos além da conta em termos de más notícias.

ENFRENTAMENTO

Mesmo sendo detestadas, o fato é que as boas e más notícias existem e sempre vão existir. E as mais sérias e comprometedores exigem enfrentamentos no mesmo nível. Ou seja, quanto mais cedo houver conserto ou correção de rumo, menos dificuldades existirão mais adiante.

INFELICIDADE MAIOR

Quem abomina, não avalia adequadamente, ou simplesmente quer saber dos problemas, não se livra deles. Deixar que coisas ruins aumentem de tamanho só tem um propósito: produzir infelicidade ainda maior quando a bomba estourar.

PREVIDÊNCIA SOCIAL

Empurrar qualquer problema com a barriga dificulta em muito a sua solução mais adiante, além, é claro, de tornar bem mais oneroso o seu conserto. Quanto maior a gravidade pior será a notícia.Exemplos de enormes problemas que foram criados, e que estão sendo empurrados com a barriga, pelos nossos sucessivos governantes, todos com custos extraordinários para os contribuintes, é o que não faltam por aqui. Um dos maiores está na Previdência Social.

DÉFICIT BRUTAL

Vejam: só no primeiro semestre de 2009, o valor do pagamento de benefícios da Previdência superou a arrecadação e provocou um déficit de R$ 21,55 bilhões. Ou seja: uma piora de 10,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso o governo espera fechar o ano com um déficit de R$ 40,8 bilhões, acima dos R$ 38,2 bilhões registrados em 2008.

BOMBA

Pois, como se essa notícia ruim não bastasse, muitos aposentados e pensionistas, aliados a outros tantos que estão prestes a se aposentar, estão fazendo campanha para estourar de vez a bomba da Previdência: além de querer o fim do fator previdenciário, ainda estão exigindo reajuste igual ao concedido pelo salário mínimo. O projeto até já foi aprovado pelo Senado e deve estar chegando na Câmara.

REFORMA

Infelizmente, essa massa ignara de aposentados e pensionistas, não está exigindo aquilo que o Brasil mais precisa, com urgência ímpar: uma definitiva reforma da Previdência. Se o déficit já é brutal do jeito que as coisas estão, imaginem como ficará com a aprovação dos dois projetos. O inferno será o paraíso.

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21 jul 2009

A ECONOMIA MAIS CONFIANTE


MELHOR NOTÍCIA

A melhor notícia do ano, até o presente momento, para a economia brasileira, foi revelada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI): o índice de confiança dos empresários da indústria do país cresceu e com ele o otimismo passa a ganhar força para a retomada de um novo ciclo.

TAMANHO DA SATISFAÇÃO

Boas notícias na área econômica são sempre muito bem vindas e precisam ser festejadas. E quem melhor informa o tamanho da satisfação dos investidores são os índices das Bolsas de Valores, através das valorizações dos papéis mais sensíveis às melhoras esperadas.

COPOM

Considerando que a taxa Selic pode cair para 8,75%, como o mercado está esperando da reunião do Copom de amanhã, as ações que pagam bons dividendos ficam ainda bem mais atrativas.

DIVIDENDOS ATRATIVOS

Com a queda da Selic, os dividendos e juros de capital próprio que muitas empresas pagam regularmente aos seus acionistas, passam a apresentar rentabilidade bem mais atraentes, se comparadas com a remuneração mais reduzida dos títulos de renda fixa.

DUAS VIAS NOCIVAS

Se a economia começa a entrar num bom caminho, o que é saudável, a área política, por sua vez, está tratando de afundar o país em águas muito profundas. Como os políticos agem sempre por duas vias muito nocivas: 1- enorme incompetência; e, 2- excesso de safadeza, o rombo nas contas públicas só aumenta.

CARO E SEM COMPETITIVIDADE

Ora, esse duplo desperdício não pode ser suportado, mesmo que a economia mostre boa recuperação. Mais adiante, quando os países mais adiantados se recuperarem da crise mundial, vamos observar o quanto o Brasil é um país extremamente caro e sem competitividade.

DOENÇA SEM CURA

Chamar a atenção do tamanho da ineficiência do setor público, neste momento, é sempre inoportuno. Dá uma impressão de quebra de otimismo. O fato, porém, é que os voos de galinha, que país sempre experimentou, tem uma razão: o desperdício do dinheiro público. Um doença que nunca curamos.

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