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05 set 2011

SETEMBRO ESCURO


NEGRO

Se o mês de agosto já ganhou fama de mês do desgosto, face a inúmeros fatos e situações negativas que insistem em acontecer no período, o mês de setembro por sua vez, já é chamado de negro.

JORDÂNIA

A história recente dá conta de que o termo Setembro Negro foi aplicado em função do grave confronto ocorrido em 1970, entre o exército da Jordânia e a OLP, o que resultou em milhares de mortos e muita confusão na região.

VÔO 93

Mesmo que aquele acontecimento tenha sido muito grave e sério, nenhuma data é considerada mais trágica do que o 11 de setembro de 2001. Os ataques terroristas que liquidaram com as torres do World Trade Center (NY) e uma ala do Pentágono (Washington), só não foram maiores porque os passageiros do vôo 93 da United Airlines lutaram com os terroristas,colocando a aeronave fora do alvo, supostamente o Capitólio.

10 ANOS DA TRAGÉDIA

Nesta semana, para marcar a passagem de uma década da tragédia, várias emissoras de rádio e televisão estão com programas voltados para o tema. Todos com depoimentos, cenas e gravações sobre os fatos que antecederam as explosões e seus desdobramentos.

LEMBRANÇAS

Diante de tantas imagens, gritos e depoimentos que são mostrados a todo momento, e que até hoje ainda permanecem intactas na minha mente, nem parece que já se passaram 10 anos daqueles terríveis ataques terroristas.

REVOLTA

Pois, com a mesma tristeza que lembro sobre a forma escolhida pelos assassinos para atacar os EUA e o mundo todo, no fatídico 11 de setembro, fico revoltado ao lembrar da malvada declaração feita, pouco depois da tragédia, pela então deputada Luciana Genro. De forma bem pensada, alto e bom som, ela disse: BEM FEITO!

A NOSSA DATA

Como se vê, motivos não faltam para fazer do mês de setembro um mês NEGRO. Quem sabe, para nós brasileiros, o dia 7 de setembro de 1822 não é a nossa data fatídica? A maioria dos brasileiros está convencida de que ali o Brasil se tornou independente. Independente de Portugal, mas totalmente dependente das corporações e dos políticos corruptos. Vamos festejar a data?

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02 set 2011

PRIMAVERA DOS EQUÍVOCOS


ESTAÇÃO PERDIDA

Nem bem o mês de setembro começou pra valer, e a enxurrada de equívocos governamentais já está a mil por hora. Como os Poderes estão ocupados por populistas e/ou gente despreparada, o que dá no mesmo, a nossa primavera não será, mais uma vez, uma estação de renovação.

ÁRVORES FRONDOSAS

Aqui, para infelicidade dos poucos que ainda têm bom senso, o negócio é plantar despesas públicas por todos os cantos. O resultado, como se vê, é que o nosso quintal está repleto de árvores frondosas, cuja função exclusiva é servir de abrigo para rombos e mais rombos do caixa do Tesouro Nacional.

FLORESTA

Para manter esta imensa floresta, que não para de crescer, mais e mais impostos, taxas e contribuições são criados. O curioso é que poucos admitem a necessidade urgente da poda e da eliminação da maioria das árvores. O que prova o tamanho da estupidez do povo e dos governantes.

CMF

Diante de tanta desorganização, excesso de corrupção e total falta de administração, o governo agora anda às voltas com a necessidade de encontrar uma fonte de recursos para financiar a Saúde Pública. E, pelo que tudo indica acabará recriando a estúpida Contribuição sobre Movimentação Financeira.

CASSINOS

Para desespero de quem tem cérebro, o governo já descartou qualquer possibilidade de buscar mais recursos através da legalização de jogos no país. Pode? Isto explica o imenso número de brasileiros que lotam, principalmente, os cassinos de Punta Del Este e Rivera, no Uruguai. Ou seja: quanto mais o governo inviabiliza a existência de cassinos por aqui, mais vamos contribuindo com o país vizinho, que mostra ser bem mais adiantado.

IDELI DO ATRASO

Dentro da lógica do atraso, da imbecilidade e da total falta de bom senso, a péssima ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, está batendo pé insistindo pela recriação do indecente imposto sobre movimentações financeiras. Pode?

O PT SEMPRE ATRASADO

Com exceção do PT, os demais partidos da base discutem, como forma de financiamento para a saúde, outras propostas: uso dos recursos de royalties do pré-sal; aumento da alíquota do DPVAT; taxações extras para bebidas e cigarros, etc. Apenas alguns (poucos) admitem a legalização de alguns jogos no Brasil. É duro, não?

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01 set 2011

O BC VOLTOU A SER DEPENDENTE


CRIVO DOS SINDICALISTAS

No início desta semana, quando o ministro Guido Mantega anunciou a intenção do governo em elevar a meta de superávit primário deste ano, a decisão precisou passar pela aprovação dos sindicalistas, que tiveram um encontro com a presidente Dilma Rousseff.

IMPOSIÇÃO EQUIVOCADA

Os presidentes da Central dos Trabalhadores do Brasil, Wagner Gomes, e da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, impuseram ao governo que o aumento do superávit primário, em R$ 10 bilhões, só seria aceito desde que, em troca, houvesse redução das taxas de juros. Se os sindicalistas fossem pessoas sérias e inteligentes deveriam propor uma redução da carga tributária. Coisa que, por si só, levaria a uma redução dos juros.

BANCO CENTRAL DEPENDENTE

Para não deixar transparecer o compromisso acertado com os sindicalistas, Mantega se apressou em informar que a definição das taxas de juros (SELIC) é uma decisão exclusiva do Banco Central, através do COPOM, que trabalha de forma independente.

INTERVENCIONISMO

Ora, até as pedras e os peixes sabem que este governo se pauta pelo atrasado intervencionismo. Portanto, se Mantega não tivesse dito nada seria bem melhor. Ao fazer tal afirmação, a única coisa que ficou bem clara é que a até então pouca independência do BC deixou de existir.

GOVERNO PORTA-VOZ

Resumindo, gente: para bom ou mau entendedor, o fato é que desta vez a redução da taxa SELIC, de 12,50% para 12% não foi decidida pelo COPOM. No início da semana, os sindicalistas resolveram o assunto. O governo serviu, simplesmente, de porta-voz da vontade das corporações, que mandam e desmandam no país.

REFORMAS

Antes de tudo somos todos favoráveis à redução das taxas de juros. Só que o êxito da redução depende de importantes atitudes prévias. Entram aí as reformas estruturais que, lamentavelmente, os governos não se interessam; e que os sindicalistas, infelizmente, abominam.

EXEMPLO IRREFUTÁVEL

Enquanto o governo faz um enorme estardalhaço dizendo que vai aumentar em R$ 10 bi o superávit primário, o déficit nominal continua existindo. Financiado, obviamente, por títulos públicos. Vejam o seguinte: só com a reforma da Previdência, o governo economizaria mais de R$ 110 bilhões/ano. Dinheiro suficiente para que as contas públicas apresentassem superávit nominal. Que, por sua vez, poderia levar a uma redução da carga tributária. Que tal?

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31 ago 2011

MAIS UM TESTE


EM TODOS OS NÍVEIS

Assuntos não faltam para escrever diariamente o Ponto Crítico. Principalmente quando os editoriais tratam das atitudes dos nossos governantes, em todos os seus níveis de Poder.

DECISÕES

Sim, porque a maioria deles se destaca, de forma colossal e impressionante, 1- por decisões equivocadas; 2- pela falta de decisões; ou, 3- por decisões que visam, exclusivamente, benefício próprio.

SONHO INFANTIL

Como este comportamento nojento já faz parte da cultura política brasileira, e muitas dessas más atitudes já estão protegidas por leis de difícil remoção, qualquer pretensão que a sociedade aponte para endieitar as coisas não passa de um sonho infantil e ingênuo.

FORÇA DAS CORPORAÇÕES

Diante desse quadro lamentável, em que a democracia se tornou uma arma frágil, de brinquedo, o povo não tem como enfrentar o farto poderio armado das corporações, que já assumiram o poder assim como tudo aquilo que deveria ser público.

ALCANCE ZERO

Ora, como estamos diante de um fato, ou seja, nada tem de especulação, a única reação admitida pelo povo acovardado, é a indignação. Porém, como se trata de sentimento individual, de alcance zero, mais parece um choro silencioso.

SEM SURPRESA

Portanto, o fato da Câmara dos Deputados ter absolvido, ontem, a flagrante criminosa Jaqueline Roriz, não pode ser visto como uma surpresa. Serve, issto sim, como mais um teste para provar que somos imbecis, fracos e desorganizados. Pior, somos meros torcedores. Passivos.

DANDO RAZÃO

Pois, no fundo, mesmo enquadrado como um fracassado, confesso que fiquei satisfeito com a decisão dos deputados federais. Sim, porque a absolvição significa que esses políticos deram total razão às críticas e opiniões postadas, sistematicamente, aqui no Ponto Crítico. Ah, antes que eu me esqueça, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT/RS), é está entre os deputados federais que concorrem ao sexto Prêmio Congresso em Foco como parlamentar que melhor representa a população no Congresso Nacional. É finalista, gente.O objetivo da premiação, promovida pelo site de cobertura política Congresso em Foco, é valorizar o trabalho dos parlamentares que se destacam positivamente no cumprimento de seus mandatos. Que tal? Pois é, gente. Marco Maia, do PT-RS é aquele que usou aviões particulares para viajar nos fins de semana pelo País. No sábado passado, ele embarcou em um avião e em um helicóptero da Uniair, empresa de transporte aéreo da Unimed do RS, seu reduto eleitoral, para participar de eventos partidários do PT nas cidades gaúchas de Erechim e Gramado. Nós merecemos...

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30 ago 2011

PACOTE MAL COMPREENDIDO


COMOVIDA

Ontem, ao anunciar que o governo vai destinar R$ 10 bilhões para pagar títulos públicos (reduzir a dívida), o ministro Guido Mantega deixou grande parte da sociedade brasileira comovida.

APLAUSOS

Desta feita, só jornalistas foram convidados para ouvir o ministro Mantega. Assim, não tivemos os aplausos frenéticos da claque habitual, ao vivo, que tradicionalmente ocupa as primeiras filas dos ambientes usados para pronunciamentos do governo.

DESTINO

No entanto, considerando o comportamento da Bovespa, o governo foi muito aplaudido. E, como sempre, de forma precipitada. Sim, porque o governo não está prometendo outra coisa senão mudar o destino da superarrecadação, que a cada mês bate um novo recorde.

ARDILOSO

Ou seja: o governo, ardiloso, para afirmar o seu mau-caratismo, sequer cogitou um eventual alívio na carga tributária, que é um terrível obstáculo ao consumo e ao investimento. De forma esperta iludiu os agentes econômicos, que ficaram convencidos de que a medida tomada vai abrir espaço para redução das taxas de juros.

MÍSEROS 0,55%

Os tais R$ 10 bilhões, que diz que vai engrossar o superávit primário, e com isso reduzir a dívida pública, é simplesmente insignificante. Basta dividir pelo total da dívida em poder do mercado (que não é, portanto, a total), que anda por volta de R$ 1,800 tri, para chegarmos a míseros 0,55%.

PIB EM BAIXA

Como os sinais de desaceleração da economia já começam a ser sentidos, o que é inevitável, a arrecadação só pode permanecer tão alta desde que a carga tributária aumente. Vide que as projeções do PIB para este ano, que não param de ser revistas para baixo, atestam isto.

MANUTENÇÃO DOS GASTOS

É óbvio que qualquer medida que reduza gastos públicos deva ser festejada. Este, no entanto, não é o caso. O governo não só vai manter os exagerados gastos, como está pronto para admitir alguma elevação. A economia que pretende fazer, como anunciada ontem, é fruto exclusivo de uma arrecadação maior.

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29 ago 2011

O RETRATO DA ESTUPIDEZ


GREVES

Em geral, as greves só têm como objetivo o aumento de salários. Como as diversas classes de trabalhadores são lideradas, basicamente, por sindicalistas cujo perfil tem como ingredientes altas doses de ignorância e farta agressividade, as greves não se propõem a atacar as causas das eventuais baixas remunerações.

PRODUTIVIDADE

Na semana passada, por exemplo, um desses líderes equivocados disse, alto e bom som, que aumento de salário não promove inflação. Ora, como fator de produção, o salário só não promove alta de preços dos produtos e serviços quando traduzido por um equivalente grau de produtividade.

IMPOSTOS

Quando as greves atingem os serviços públicos, aí tudo fica ainda mais complicado e caro para os cidadãos/contribuintes. Além da qualidade, que sempre deixa a desejar, qualquer reajuste salarial só consegue ser pago por impostos, o que é absolutamente inflacionário. Não há, infelizmente, outra forma.

PISO DOS PROFESSORES

Depois das considerações acima vamos ao que interessa: os governos estaduais, para não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal, já estão fazendo as contas e as projeções para saber quando e como poderão pagar o piso salarial nacional dos professores, no valor de R$ 1.187 conforme decisão do STF.

NA JUSTIÇA

No caso do RS, para não fugir à regra da estupidez que sempre acompanhou o pensamento de seus líderes, o Cpers Sindicato não quer saber de projeção ou escalonamento. Assim, como informou a sua presidente, o Cpers vai entrar na Justiça exigindo pagamento imediato do novo piso. Pode?

NOVO IMPOSTO

Vale lembrar que o impacto do aumento nas contas do Estado do RS é de mais de 1,8 bilhão de reais/ano. Como o orçamento não permite um gasto tão significativo, a única saída para o governo é criar um novo imposto.Isto, no entanto, não impressiona os professores. Tampouco alguns comunicadores de rádio e televisão, que pregam aumento de salários para professor e policiais, mas não querem mais impostos. Pode? O pior é que os ditos professores se consideram como EDUCADORES. Você acha isto possível?

ENDIVIDADOS

Pois, da mesma forma agressiva, os contribuintes gaúchos deveriam procurar imediatamente a Justiça, para exigir uma qualidade de ensino equivalente, na mesma proporção. Coisa que, indiscutivelmente, os ditos professores vêm sonegando há muitos anos. A comprovação está no resultado recentemente divulgado da prova aplicada em seis mil estudantes das redes pública e privada, em todas as capitais brasileiras: mais da metade dos alunos sai da 3ª série do ensino fundamental sem saber o que deveria em matemática.O dado aparece em um estudo inédito que, pela primeira vez, faz uma avaliação externa, sem interferência da escola, com crianças nessa fase em todo o Brasil.Além de país de mal educados, em breve seremos o país dos endividados. Para poder pagar impostos sem retorno algum.

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