REPUTAÇÃO
Infelizmente, a reputação do FMI, aqui no nosso pobre país, é pra lá de ruim. O curioso nisto tudo é que esta má imagem foi construída a partir das importantes exigências que o Brasil precisou cumprir quando o Fundo foi chamado a colaborar no enfrentamento das nossas sérias crises financeiras.SOBERANIA
Face a uma pregação persistente, constante, da irresponsável e perigosa turma da esquerda, contando com grande apoio da mídia aberta, o FMI ganhou fama de instituição diabólica, do mal, como já mencionei em editoriais anteriores. Foi taxado, principalmente, de ameaçar a nossa soberania (?)ÚNICA REFORMA
Pois, ainda que nada pode ser feito para recuperar a imagem de Instituição de Última Hora, o fato é que, não fosse a imposição do FMI o Brasil não teria realizado a importante reforma macro-econômica. Atenção: a reforma (única) que deixou o nosso país menos vulnerável aos efeitos da complicada crise financeira internacional.OUTRAS REFORMAS
O que é de se lamentar nisto tudo, embora não obtenha compreensão, é que o FMI, ao conceder o último empréstimo que fez ao Brasil (que estava literalmente quebrado), não tenha condicionado e exigido outras reformas antes de liberar os recursos.COMPETITIVIDADE
Caso, naquele instante, o FMI tivesse fincado o pé, exigindo, além da reforma macroeconômica também a Previdenciária, a Fiscal e a Trabalhista, a economia brasileira estaria nadando de braçada. Esbanjando competitividade para todos os lados. O FMI, portanto, errou por não exigir as reformas.SALÁRIO MÍNIMO
Com um detalhe: o salário mínimo não estaria na pauta das discussões desgastantes do Congresso. O salário mínimo sairia, definitivamente, do âmbito da legislação para entrar, de uma vez por todas, no saudável ambiente da negociação entre as partes.POPULARIDADE DE LULA
Como o Brasil, graças a reforma macroeconômica, passou a acumular reservas que hoje já superam U$ 300 bilhões, a probabilidade do FMI vir a ser chamado, no curto prazo, é nula. Uma pena, gente, pois só o Fundo poderia impor as reformas que o país sempre se negou a fazer. E que muito precisa.Mesmo não gozando de boa reputação por aqui, uma coisa é indiscutível: foi graças ao FMI que o ex-presidente Lula subiu aos píncaros da glória. Se Lula fosse minimamente educado deveria agradecer ao Fundo pelo que fez pelo Brasil. Ao dar continuidade ao programa imposto pelo Fundo, Lula colheu a sua enorme popularidade.DIFICULDADES PARA EXPLICAR
O governo está enfrentando enormes dificuldades para explicar aos sindicatos e à sociedade em geral, que o valor máximo para o Salário Mínimo do país não pode exceder em R$ 545,00. Vejam, por exemplo, três problemas:REAJUSTE
A primeira dificuldade é quanto ao percentual de reajuste, considerado insignificante, zero, se comparado com o aumento suculento, inescrupuloso e desproporcional, de mais de 70%, que os deputados e senadores se concederam.ROMBO DA PREVIDÊNCIA
A segunda encrenca reside no aumento brutal do magnífico rombo da Previdência Social (entenda-se aí o RGPS ou, simplesmente, INSS) que o reajuste do Salário Mínimo proporciona. Como o governo não admite falar em reforma da Previdência, a cada reajuste mais cresce o buraco. O fato é que, ao se aposentar, o indivíduo entra na Folha de Pagamento do governo. Este, por sua vez, paga os proventos com o dinheiro dos contribuintes de impostos e não dos contribuintes dos planos de previdência. Pode?MUNICÍPIOS
Já a terceira diz respeito aos municípios. Segundo estudo feito pela Confederação Nacional dos Municípios, caso o valor do mínimo fique em R$ 545,00, o impacto na folha de pagamento do conjunto de municípios brasileiros será de R$ 1,3 bilhão. Alguém vai pagar esta conta, não?LÓGICA DE RACIOCÍNIO
Observem o seguinte: enquanto uma minoria de trabalhadores ganha o mínimo, a maioria dos aposentados, ao contrário, recebe o Salário Mínimo.A lógica do raciocínio, que não é o forte dos políticos, e muito menos dos governantes e sindicalistas, é que Salário Mínimo é coisa de país atrasado, de subdesenvolvido.PISO SALARIAL
Já em ambientes frequentados por pessoas inteligentes o que existe é Piso Salarial, cujos valores são discutidos e negociados entre empregados e empregadores via seus sindicatos.RELAÇÃO DIRETA
Concluindo: em país decente, desenvolvido, a Previdência nada tem a ver com Salário Mínimo. Os proventos das aposentadorias são frutos dos planos escolhidos e adquiridos por quem está na ativa. Trata-se portanto, de uma relação direta entre o custo da contribuição com o valor do provento a ser recebido no futuro. Sem essa, portanto, de mínimo.NEOLIBERALISMO CUBANO
Enquanto os petistas, pedetistas e outros istas do Bloco dos Atrasados condenam, de todas as formas, o neoliberalismo, a Ilha de Fidel Castro, cujo regime é comunista pra mais de metro, está entrando de cabeça no modelo que é rejeitado aqui.REDENÇÃO
Na realidade, esse tal de neoliberalismo que nossos políticos atrasados tanto deploram, sequer foi experimentado no nosso país. Da mesma forma como o liberalismo, que faria do Brasil um vigoroso país de primeiro mundo. A nossa redenção.MAIS UM PASSO
Pois, para desespero dos seguidores da ideologia do caos, o atual ditador cubano, Raul Castro, para enfrentar a crise econômica da Ilha deu mais um passo na jornada da redução do papel do Estado na economia e no incentivo à iniciativa privada.AÇÚCAR LIBERADO
Depois de regulamentar a criação de micro e pequenas empresas, assim como do trabalho de autônomos, o ditador de Cuba decidiu liberalizar a venda de açúcar. Após várias décadas subsidiando o preço do produto, um dos seus principais itens de exportação, Raul deu um basta.CRISE ECONÔMICA
Este, repito, é o mais recente passo que o ditador deu na direção do neoliberalismo. Que, em outras palavras, significa reduzir o papel do Estado na economia e incentivar a iniciativa privada na Ilha comunista, em resposta a uma grave crise econômica.FRUSTRAÇÃO
Levando em conta que o regime cubano é o modelo a ser seguido pelos membros do Foro de São Paulo, com Venezuela, Bolívia e Equador em estado mais avançado, o grau de frustração e indignação dos ditadores desses países deve ter aumentado muito de ontem para hoje.O MODELO DEMONÍACO
O curioso é que os principais ocupantes do governo brasileiro são, junto com os irmãos Castro, fundadores do Foro de São Paulo. Que tem como principal objetivo combater o neoliberalismo. Creio, sinceramente, que a partir de hoje a Ilha de Cuba e os irmãos Castro correm o risco de serem expulsos do Foro de São Paulo. Sim, porque foram buscar como saída para a crise, o demoníaco modelo neoliberal. Ou seja: passaram a ser sócios do diabo. Quem diria. Xô,Diabo!JURAMENTO
Antes que alguns leitores classifiquem os meus editoriais como pessimistas preciso fazer um juramento: escrever sobre inflação em alta; despesas de governo para lá de excessivas e sem controle; e, por consequência disso tudo, a nossa carga tributária é muito elevada, não me faz nem um pouco feliz.REPUTAÇÃO
Aliás, nem preciso provar que não sou pessimista. Afinal, o governo, através de uma administração pública altamente burocrática, equivocada e incompetente, impede que a minha reputação fique prejudicada. Isto, sem levar em consideração algo que muito me apavora: a educação pública é falha, a segurança é pífia e a saúde deficiente. Coisas fundamentais que o governo também não corrige.ECONOMIA A PERIGO
Não sinto, portanto (faço questão de frisar), prazer algum quando chamo a atenção sobre as questões que levam a nossa economia a perigo, face ao absurdo aumento de despesas públicas. Cujo efeito faz com que os brasileiros deixem de ser cidadãos, para se transformarem em exclusivos pagadores de impostos.VACA NO BREJO
Mas, deixando de lado estas observações, o fato é que a inflação, depois de muito tempo adormecida, voltou. E com muita força. Tudo porque o governo fez só a reforma macro-econômica. Se foi bom para o país, como realmente aconteceu, a falta das outras reformas está levando a vaca brasileira para o brejo. Que, aliás, é o lugar que sempre foi dela.INDUZIDO AO ERRO
Infelizmente, aqueles que sabem o que é causa e o que é conseqüência são poucos. Inclui-se aí, lamentavelmente, muitos comunicadores que trabalham nas principais mídias abertas. Assim, o povo fica prejudicado, pois, com má informação, além de desconhecer o que realmente se passa, ainda é induzido ao erro.DESCONHECENDO AS CAUSAS
Vejam, por exemplo, a reação apresentada pela mídia diante do aumento das tarifas de transporte público. Por se recusarem a conhecer as causas que estão levando as concessionárias a reajustar os preços das tarifas, preferiram incitar o povo dizendo que o reajuste é abusivo. Pronto.TUDO VAI PARA A TARIFA
Quando os trabalhadores vão às ruas, instigados pelos sindicatos, pretendendo aumento de salários, poucos entendem que, qualquer que seja o reajuste, a conta vai para o preço das tarifas. Assim como vão, também, os aumentos de toda a cadeia produtiva. A economia é assim. Só falta o entendimento.COMENTÁRIOS DE ONTEM
Eu tinha certeza de que vários produtores rurais abominariam os meus comentários de ontem, quanto às compras feitas pelo governo federal, de 360 toneladas de arroz e 100 toneladas de feijão, anunciadas nesta semana.CULTURA EQUIVOCADA
Não há como concordar com a reação dos arrozeiros, e explico isto mais adiante. Acontece que a cultura dos agricultores brasileiros é de que o governo deve garantir os preços das safras quando o mercado não está disposto a pagar o mínimo que exigem para cobrir os custos de produção.FUNDO
Já a reação demonstrada pelos leigos, no entanto, muito me impressiona. Se entendem como justo o governo assumir o risco dos produtores, com todo o respeito que merecem sugiro que montem um Fundo, com seus próprios recursos, para que possam financiar os agricultores mal sucedidos.FUGINDO DO RISCO
Assim como acontece com moedas(câmbio), ações e juros, por exemplo, os exportadores, importadores, investidores e especuladores que não querem enfrentar os riscos de oscilação de preços de mercado, tratam de fazer operações de HEDGE.PARA O MERCADO
Os mecanismos que propiciam as operações de Hedge, já muito conhecidos no mundo todo, e no Brasil também, já estão disponíveis nas bolsas de mercadorias e de futuros mundo afora. Através da comercialização de contratos futuros, a transferência do risco de preços vai para o mercado.AGRIBUSINESS
Antes da revolução industrial a agricultura representava praticamente 100% de tudo que era produzido. Daí a preocupação dos governos em garantir o exercício da atividade. Hoje, o agribusiness envolve todos os setores (industrial, comercial e de serviços).IMPREVIDÊNCIA
Com a organização dos mercados e o avanço da tecnologia, ao analisar o mercado (oferta e demanda), qualquer pessoa tem a possibilidade de negociar produtos conforme as perspectivas que têm de alta ou baixa de preços. Esta operação de compra ou venda nos mercados futuros significa que o mercado está assumindo os riscos de preços. Como o mercado é futuro, as safras podem ser negociadas antes do plantio. O que informa o produtor da vantagem ou não de produzir. Com isso os governos não precisam fazer hedge ou dar garantias de preços mínimos a quem quer que seja. Afinal, quem é imprevidente é porque gosta de assumir seus próprios riscos.RISOTERIA?
Tudo leva a crer que o governo federal está prestes a abrir mais uma empresa pública. Pela enorme quantidade de arroz que está comprando imagino que será um restaurante estatal. Especializado em risotos. Uma risoteria, certamente.SUGESTÕES
Como ainda não foi divulgado o nome da Risoteria, assim como os pratos que serão servidos, o governo poderia deixar esta tarefa aos seus eleitores. Eles também poderiam contribuir com sugestões sobre o cardápio da casa. Que tal?COM FEIJÃO
O ganhador teria direito, por exemplo, a frequentar a casa durante um ano sem precisar pagar pela refeição, que inclui, além do arroz também uma boa dose de feijão, que o governo também adquiriu em grande quantidade.FELIZES DA VIDA
Como o povo brasileiro é majoritariamente inocente, ingênuo e idiota, é possível que muita gente nem saiba do eu estou falando. O fato é que os arrozeiros e os feijoeiros estão felizes da vida. Afinal, quando não é vantajoso para eles o preço oferecido pelo mercado, o governo vai lá e resolve: compra tudo. Bom, não?PREÇO MÍNIMO
Na semana passada, como já foi amplamente divulgado, o governo adquiriu 360 toneladas de arroz e 100 mil toneladas de feijão. No total, só com o setor arrozeiro o governo vai gastar R$ 313 milhões. Detalhe: a compra não foi feita por leilão, mas pelo preço ?mínimo- (?). Pode?DEMAIS SETORES
A minha preocupação é que os demais setores produtivos do país também exijam este mesmo tratamento dado aos arrozeiros e feijoeiros: quando não conseguem vender seus produtos por um preço -mínimo-, o governo deveria comprar tudo que é produzido.ESTRAGA-PRAZER
É possível que este editorial leve muita gente a me condenar por tentativa de -estraga prazer-. Seria ótimo. Mas, infelizmente, na prática, isto não vai se confirmar. Nem mesmo se for levado em consideração que já sumiram 15 mil sacas de arroz que o IRGA (Instituto Rio Grandense do Arroz) havia depositado num depósito em Cachoeira do Sul, RS. Dinheiro para Educação, Saúde e Segurança não existe em quantidade suficiente. Já para ajudar arrozeiros, feijoeiros e outros eiros os recursos são ilimitados.Mas, atenção: quando o preço de mercado é alto, aí o ganho é, exclusivamente, do produtor. Quando não cobre o custo, o contribuinte de impostos assume o prejuízo. Tá bom assim?