RELAÇÃO DÍVIDA/PIB
O governo não está sendo nada correto quando informa que a relação Dívida/PIB do país piorou, e muito, neste ano, devido aos benefícios fiscais representados pela redução do IPI de alguns produtos.VERDADE ABSOLUTA
A tal receita que o governo diz ter renunciado simplesmente inexiste. Ela jamais aconteceria com o IPI cheio, gente. Portanto, a euforia dos consumidores se justifica pelos preços mais atrativos. O bastante para confirmar uma verdade antiga e absoluta, mais uma vez provada pelo mercado: reduzir impostos leva a um aumento de vendas, na mesma proporção.COMPENSAÇÃO
Com o comércio bastante aquecido, tanto pelo crédito quanto pela redução do IPI, a consequência é o crescimento natural de empregos e da própria arrecadação de impostos. Ora, diante deste fato incontestável, o governo não pode afirmar que a perda fiscal deriva do benefício concedido. A redução do IPI vem sendo plenamente compensada pelo aquecimento da economia.ESCALA GEOMÉTRICA
A razão, portanto, para o aumento brutal do déficit nominal, que está deixando as contas públicas em frangalhos e em estado de alerta, é uma só: as despesas do governo estão crescendo numa escala absurdamente geométrica.ATITUDE MESQUINHA
O que chama a atenção nisso tudo é que o ministro Mantega resolveu comemorar a elevação do consumo dos produtos que foram beneficiados pela redução do IPI. Esta atitude mesquinha e covarde prova que o consumo dos demais produtos não atingidos pela redução do IPI também poderiam estar bombando.DISCRIMINAÇÃO ODIOSA
Esta discriminação odiosa, que o ministro Mantega demonstra com relação aos setores da indústria que não tiveram o mesmo tratamento fiscal, prova determina o quanto este governo despreza quem produz e quem consome aqueles produtos. E, pior, o quanto detesta os trabalhadores dos ramos não beneficiados.MERCOSUL
Ontem, finalmente, os nossos bravos senadores se renderam: aprovaram o ingresso da Venezuela no Mercosul. Criado para ser um Bloco Comercial, o Mercosul de hoje está para uma nova URSS - União das Repúblicas Socialistas do Sul. Um triste Bloco Político-Ideológico, cujos países membros são dirigidos por líderes da pior esquerda deste mundo.IRÃ: PAÍS IRMÃO
Como a presidência do Mercosul é rotativa, a vez de Hugo Chávez assumir a nova URSS latina - não vai demorar muito. Agora, o próximo passo a ser dado é fazer um convite formal para que o Irã ingresse no Mercosul. Como país irmão. Viva!UM DOS PIORES
Se a economia brasileira conseguiu se recuperar em 2009, a educação, infelizmente, fecha o ano como um dos piores da história. Se não bastassem as costumeiras greves, e a consagrada má qualidade do ensino, para deixar os alunos mais despreparados, o ano ainda foi marcado pela Gripe A, que encurtou em muito o fraco ano escolar.COMPETIÇÃO
Se o problema atingiu o Brasil como um todo, a situação no RS foi muito pior. Aliás, entra ano e sai ano e os professores do ensino público gaúcho, liderados pelo CPERS (sindicato da categoria), se comportam como se estivessem numa competição onde sai vencedor aquele que menos educa seus alunos.EM BRANCO
Considerando que o conhecimento adquirido pelos alunos da rede pública de ensino é praticamente nulo no seu conteúdo, mas consistente na ideologia manifestada pelos ditos professores, este ano letivo, especificamente, não existiu. Ficou totalmente em branco.NEM AÍ
Com um detalhe: o incrível CPERS, que não esteve nem aí para a atividade escolar em 2009, está promovendo mais uma greve, a partir de hoje, 15/12. Pode? A razão? Pasmem: tudo porque o governo do RS resolveu conceder um aumento de salários aos professores. É isto mesmo, gente. E não é um aumento qualquer, não. Trata-se de um fantástico aumento de R$ 862,00 para R$ 1.500,00. Que tal?OS IDEOLÓGICOS
Ora, em matéria de formação ideológica eu imaginava ter visto quase tudo. Jamais imaginei que uma absurda proposta de aumento de quase 100% dos salários fosse motivo para greve. Confesso que essa me pegou. Isto comprova a fantástica capacidade que os ideológicos têm para nos surpreender.MERA CONSEQUÊNCIA
A situação nada invejável pela qual passa o Estado do RS, como se vê, é uma mera consequência da educação recebida pelo povo. E não poderia ser diferente. Com má educação, ou a inexistência dela, as decisões só podem ser lamentáveis. Daí a razão para que os servidores da Brigada Militar não entendam que contribuição para a previdência significa uma poupança a ser gozada na aposentadoria.ESTE É O RS
Dotados de pouco conhecimento e excesso de esperteza, os brigadianos não aceitam contribuir com percentuais que a matemática atuarial aponta como necessários para o plano de previdência do Estado. A negação significa que a conta deverá ser paga pelos contribuintes de impostos. Cômodo, não? Este é o Rio Grande do Sul, gente. O Estado que nomeia deputados com ficha muito suspeita para integrar o TCE. Pode?SITUAÇÃO FISCAL
Pelo visto não é só o Ponto Crítico que vem fazendo advertências sobre a gastança que vem sendo promovida pelo governo Lula. A agência de classificação de risco Standard & Poors, ao renovar o grau de investimento para o Brasil, na semana passada, também fez menção à situação fiscal do País.GASTOS PÚBLICOS
Mesmo considerando a perspectiva de que a evolução da dívida brasileira ainda se mantenha estável por algum tempo, a agência alertou para o risco de que os gastos públicos continuem a aumentar no próximo ano.OPORTUNIDADE
Embora diga que é preocupante o quadro fiscal do Brasil no médio prazo, a S & P fez questão de destacar que a recuperação econômica representa uma oportunidade de melhoria da gestão das contas públicas em 2010. Isso porque a arrecadação aumentará e os juros, que foram reduzidos para estimular a economia durante a crise financeira, permanecerão baixos por algum tempo, ajudando a reduzir a dívida.POR ANALOGIA
Se já estamos convencidos de que 2010 será um ano de forte crescimento econômico, por uma questão de analogia, e, principalmente, por índole, tornamos os sucessos pouco duradouros. Até hoje, infelizmente, não aprendemos a controlar o ímpeto da gastança, que poderia prolongar o período de fartura.NA CAÇAPA
Como o Brasil, em 2009, foi chamado de Bola da Vez, o maior risco que corremos é que, em 2010, esta elevação brutal dos gastos públicos acabe se revelando com um poderoso taco que levará a Bola da Vez à caçapa, dando o jogo por encerrado.SENTIDO INVERSO
Chamo atenção, mais uma vez, de que sem boas reformas na Constituição o Brasil vai patinar. E neste aspecto o ano de 2010 inicia nada próspero. Basta observar que a única reforma em andamento, com grandes chances de ser aprovada, é a Trabalhista. Com um detalhe: no sentido totalmente inverso do que o Brasil necessita.VAMOS COMEMORAR?
Urdida no meio sindicalista (com força total neste governo), a encrenca começa com a quase certa redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais. Sem perda relativa de salários. Vamos comemorar? Que tal?PAGODE
O ministro Guido Mantega é mesmo um pagode. Pela incrível capacidade que tem para dizer bobagens, só não ganha mais fama porque os profissionais da imprensa sabem muito pouco de economia. Daí, a razão pela qual não conseguem captar o farto besteirol que sai da boca do ministro.PIBÃO E PIBINHO
Ontem, quando o ministro Mantega divulgava o PIB do 3º trimestre de 2009, que apresentou alta de 1,3% em relação ao 2º trimestre, fez uma confusão absurda. Ao explicar que ficou abaixo dos 2% previstos inicialmente, o ministro disse que ainda era um PIBÃO, se comparado com o PIBINHO da União Européia, que mostrou crescimento de pífios 0,4%. Uma bobagem gigantesca.OS NÚMEROS
Para quem não sabe, em 2008 o PIBINHO da União Européia ficou acima de U$ 14 trilhões. E o nosso PIBÃO foi de U$ 1,8 bilhão. Ou seja: nosso PIBÃO não passa de 12% do PIB europeu. E mesmo assim o ministro trapalhão diz que a UE é dona de um PIBINHO. Pode?RENDA PER-CAPITA
A renda per-capita da UE, em 2008, foi de U$ 32 mil, enquanto a nossa foi de U$ 9.500. Que tal? O curioso nisso tudo é que Mantega ainda consegue se sair melhor que os comunicadores de suas besteiras. Por não contestarem os absurdos que o homem diz, muitos profissionais da imprensa têm se revelado como verdadeiros analfabetos funcionais.PAÍS DO (MAU) JEITINHO
A Lei de Responsabilidade Fiscal foi um dos instrumentos mais importantes para que o Brasil ganhasse maior credibilidade. Nacional e internacional. Junto com as medidas de ordem financeira e econômica, a LRF também contribuiu bastante para a conquista do cobiçado Investment Grade, que deu visibilidade ao país no mercado financeiro mundial.BESTEIRAS
Como os governos têm uma capacidade ilimitada para fazer besteiras e criar impostos, os nossos senadores já conseguiram aprovar um projeto, na Comissão de Assuntos Econômicos, que visa uma flexibilização da LRF. Entenda-se que flexibilizar significa tão somente afrouxar o cumprimento da lei.ÁGUA ABAIXO
Como se vê, tudo aquilo que conquistamos, a duras penas, de que só pode haver despesa desde que haja uma fonte de receita, está indo por água abaixo. Não demora e os Estados e municípios também ficarão liberados para emitir moedas, através de títulos de crédito. Este é, enfim, o país do momento. A bola (de neve) da Vez.FRASES DE EFEITO
Aqueles que tiveram acesso ao Balanço de 2009 e Perspectivas para 2010, apresentado pela FIERGS nesta semana, antes de tudo precisam olhar o estudo com atenção para não ficar repetindo as mesmas frases de efeito que foram apresentadas na coletiva de imprensa.JUSTIFICATIVAS INEXISTENTES
O fato é que entra ano e sai ano e o Estado do RS continua mostrando que cresce cada vez menos, na comparação com o Brasil. O curioso é que as explicações encontradas nunca são lógicas. Tampouco verdadeiras. E, as lideranças empresariais, quando indagadas a respeito, apontam justificativas inexistentes.A HISTÓRIA REVELA TUDO
Quem estiver disposto a saber a verdade, que comece pela história: na década de 40, o RS tinha uma participação relativa de 10,2% do PIB nacional. De lá para cá esta participação só vem caindo. Ano após ano. Hoje, a participação do RS na economia brasileira é de pouco mais do que 6%.A QUESTÃO É OUTRA
Ora, se ao longo dos últimos 60 anos a queda foi uma constante, não há como admitir a existência de um fenômeno recente para explicar um crescimento menor do que o Brasil, no ano de 2009. A questão, portanto, é bem outra. Entenda:SAGA NEGATIVA
Ao longo desses anos de perda relativa do PIB, cada governante tratou de fazer a sua parte na trajetória que resultou nesta confirmada paralisia da economia do RS. Na década de 90, o governo Britto até que tentou interromper a saga negativa, mas acabou sucumbindo quando o povo gaúcho elegeu o desgovernado Olívio Dutra. Dotado de um incrível espírito arrasa-quarteirão, o petista simplesmente liquidou com as pretensões de crescimento que se desenhavam para o Estado, coisa que ainda será comentada por muitas décadas.CONTENDO A QUEDA
No atual governo, ao menos já há algo a ser comemorado. É o caso das novas economias, representadas pelos Pólos: Naval (região sul), Leiteiro (noroeste), Silvícola (centro-sul) e de Alta Tecnologia (região central). Embora importantes, no curto prazo não têm condições de melhorar a tal participação relativa. No máximo a queda poderá ser contida.CHAVÕES DO PASSADO
Dizer que o RS é um Estado exportador, coisa que por tabela faz o dólar baixo de vilão, também já virou um péssimo chavão gaúcho. Idêntico aquele que os Estados do nordeste usaram, por muitos anos, com relação à seca. Hoje, como se sabe, o Nordeste não fala mais em seca. Todos eles aproveitaram os benefícios da guerra fiscal e receberam grandes investimentos. Um acerto estratégico, portanto.O INCONTESTÁVEL
Enquanto isso acontecia por lá, o RS, passava a ser (mal) administrado pelo PT, com objetivos claros:1- de expulsar os investimentos que já haviam sido confirmados; 2- não dar a mínima chance para novos investimentos que tinham interesse no RS; 3- acabar com incentivos que o governo Britto concedeu. Isto basta para explicar a aceleração constante da perda relativa. Alguém contesta?PREVISÕES CONSISTENTES
Não há um estudo econômico sequer, em todo mundo, que não aponte para um crescimento de, no mínimo, 4,5% para o PIB brasileiro em 2010. Mesmo assim são poucos os que admitem números tão tímidos. A maioria dos analistas fazem previsões que chegam a 6,2% de crescimento.CERTIFICADO DE GARANTIA
Esta confiança mundial, que mais parece um Certificado de Garantia de ótimo desempenho para o Ano Novo, foi conquistada ao longo do segundo semestre de 2009, quando o Brasil ganhou fama de país do momento, de bola da vez.ABDICAMOS DE 10%
Se o crescimento robusto para o PIB já está garantido para 2010, fato que será muito festejado na noite do Réveillon, é preciso que todos tenham em mente uma outra certeza incontestável: estamos abdicando de uma taxa de crescimento de, no mínimo, 10%, caso o governo tivesse feito, meramente, as reformas da Previdência e a Fiscal.NO ESTILO
Estou absolutamente convencido de que pouca gente vai dar importância para este comentário. Será considerado como FORA DE HORA, INCONVENIENTE, etc. Afinal, quando a economia vai bem, o que todos querem é comemorar o bom momento. Não é a hora de falar em reformas, certo? Bem no estilo: Em time que está ganhando não se mexe.PRAZO MÉDIO
No entanto, só para não passar por omisso deixo registrado que, ao invés de nos prepararmos para comemorar décadas de crescimento vigoroso, estamos muito felizes por ter um ou dois anos de crescimento razoável. Aliás, este é o prazo médio da maioria dos Certificados de Garantia, não?INFRA-ESTRUTURA
Como todos os governos sempre foram péssimos para administrar a Previdência Social, por exemplo, que se transformou numa poderosa fábrica de rombos, nada mais óbvio de que farão o mesmo com a economia do país. A prova disso está estampada na falta de infra-estrutura, que impede maior crescimento.COMPETITIVIDADE DENTRO DE CASA
Ah, não posso esquecer de um detalhe que julgo importante: muitas empresas estão investindo grandes somas para atingir altos índices de produtividade e competitividade. Quando seus produtos saem da fábrica, e esbarram na péssima infra-estrutura e no excesso de burocracia, percebem que a suada competitividade foi totalmente para o brejo. Resultado: a culpa é o real valorizado.