Artigos

18 jul 2025

STF: L'ÉTAT C'EST MOI


JURAMENTO À CONSTITUIÇÃO

Antes de tudo, a título de amplo esclarecimento, o Art. 5º da -CONSTITUIÇÃO FEDERAL- DETERMINA QUE TODA E QUALQUER PESSOA -OU AUTORIDADE-, QUE EXERCE CARGO, EMPREGO OU FUNÇÃO PÚBLICA, DE NATUREZA CIVIL OU MILITAR, AINDA QUE TRANSITORIAMENTE E SEM REMUNERAÇÃO, DEVE PRESTAR -JURAMENTO FORMAL- SE COMPROMETENDO A CUMPRIR AS LEIS DO NOSSO PAÍS. Mais: o Art. 6º determina que o ABUSO DE AUTORIDADE SUJEITARÁ O SEU AUTOR À SANÇÃO ADMINISTRATIVA E PENAL.


COMPROMISSO

Mais: além do JURAMENTO FORMAL existem outras formas de COMPROMISSO COM A CONSTITUIÇÃO, como a -ASSINATURA DE TERMOS DE POSSE-, a -PARTICIPAÇÃO EM PROGRAMAS DE TREINAMENTO SOBRE A CONSTITUIÇÃO- e a -DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE OS DIREITOS E DEVERES DOS CIDADÃOS-. 


CUMPRIMENTO DE ORDENS

Ora, a partir destes importantes ESCLARECIMENTOS, fica plenamente entendido que toda e qualquer AUTORIDADE CONSTITUÍDA TEM COMO -DEVER- CUMPRIR AS ORDENS QUE ESTEJAM DE ACORDO COM O QUE PREGA A CONSTITUIÇÃO. Ou seja, CASO UMA AUTORIDADE -SUPERIOR- EMITIR UMA OU MAIS ORDENS QUE ESTEJAM EM DESACORDO COM A CONSTITUIÇÃO, a AUTORIDADE -SUBORDINADA- TEM COMO -DEVER- NÃO CUMPRI-LA. Caso contrário estará, por óbvio, DESCUMPRINDO COM O SEU JURAMENTO À CONSTITUIÇÃO. 


JURAMENTO AO STF

Como o STF, quer por via monocrática ou colegiada, resolveu copiar o Luis XIV, Rei da França e Navarra, que 1655, perante o Parlamento de Paris, declarou - L'ÉTAT C'EST MOI-, que em português significa -O ESTADO SOU EU-, a partir daí os ministros da Suprema Corte se PROCLAMARAM -AUTORIDADE MÁXIMA CONSTITUÍDA- do tipo que -ESTÁ SOBERANAMENTE ACIMA DA LEI-. A partir daí, as AUTORIDADES -SUBORDINADAS- entenderam, de pronto, que DEVERIAM CUMPRIR COM A CLARA OBRIGAÇÃO DE ACATAR AS DECISÕES EMANADAS PELA -AUTORIDADE-SUPERIOR-. Ou seja, O -JURAMENTO À CONSTITUIÇÃO- FOI SUBSTITUÍDO PELO -JURAMENTO AO STF-


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17 jul 2025

XIXI E COCÔ NO CONGRESSO


PARA SEMPRE

Ontem, como até os mais inocentes já esperavam, o TIRANO-MOR DA REPÚBLICA, atendendo aos INDECENTES INTERESSES -IDEOLÓGICOS E TRIBUTÁRIOS do GOVERNO PETISTA-DITATORIAL, fez valer -PARA SEMPRE- o AUMENTO DO ESTÚPIDO IOF. 


FECHAR O CONGRESSO

Na real, aqui entre nós e o mundo, o TIRANO-MOR DA REPÚBLICA apenas fez questão de ACHINCALHAR o que ainda restava do INÚTIL E CARCOMIDO PODER LEGISLATIVO. Mais: ao tomar conhecimento da -esperada- decisão, muita gente foi às redes sociais para sugerir ao TIRANO-MOR DA REPÚBLICA o FECHAMENTO DEFINITIVO DO CONGRESSO NACIONAL, que, a rigor, nada mais é do que um ENORME CENTRO DE CUSTO PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA. 


XIXI E COCÔ

Pois, para este contingente de brasileiros pra lá de desencantados e/ou revoltados, o FATO é que -da mesma forma como os cães usam os postes para FAZER XIXI e marcar território, o TIRANO-MOR DA REPÚBLICA, com idêntico propósito, usa -sistematicamente- o PODER LEGISLATIVO para fazer -XIXI E COCÔ- a qualquer tempo.


MARCAR TERRITÓRIOS

De novo: como se percebe, mais do que nunca, pedir que o TIRANO-MOR DA REPÚBLICA feche o CONGRESSO NACIONAL é o mesmo que pedir aos CÃES para que ACABEM COM OS POSTES. Afinal, estes instrumentos são utilizados, antes de tudo, para MARCAR TERRITÓRIOS. 


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16 jul 2025

BRASIL: NAÇÃO AMIGA DE DITADURAS


SITUAÇÃO CALAMITOSA

Mais do que sabido, a situação FINANCEIRA -CALAMITOSA- do Estado do Rio Grande do Sul nada tem de recente. Na real, gostem ou não, a ENCRENCA foi sendo cultivada ao longo de décadas, sempre com a aprovação da maioria absoluta e relativa dos eleitores gaúchos.  


APENAS COM OS EFEITOS

Partindo desta inquestionável realidade, por certo que ninguém, de sã consciência, ficou minimamente surpreso ao saber que o presidente da FIERGS está preocupado -APENAS- com os -EFEITOS- do TARIFAÇO de 50% sobre as exportações gaúchas para os Estados Unidos. Mais do que lamentável, o líder empresarial permanece SURDO e MUDO com relação às -NÍTIDAS CAUSAS- que levaram Donald Trump a tomar a drástica decisão.


NAÇÃO AMIGA

Pois, para quem ainda não acordou, apesar do SOM produzido pelo intenso RUFAR DOS TAMBORES SOCIALISTAS-COMUNISTAS, operados pelos EXÍMIOS PERCUSSIONISTAS -LULA, ALEXANDRE DE MORAES e outros TIRANOS, vale lembrar -DE FATO- que o tal TARIFAÇO simplesmente -NÃO EXISTIRIA- ou -PODE DEIXAR DE EXISTIR-, caso os Estados Unidos passem a ser tratados como -NAÇÃO AMIGA-. Ou seja, da mesma forma como o GOVERNO BRASILEIRO trata -abertamente- os PAÍSES GOVERNADOS POR DITADORES.  


ABERTURA DOS PORTOS

A propósito, vale lembrar que a primeira medida decretada pelo Príncipe Regente D. João quando chegou à Bahia, em Janeiro de 1808, foi a ABERTURA DOS PORTOS AO COMÉRCIO DAS NAÇÕES AMIGAS. Hoje, como se percebe, nitidamente, tanto o príncipe Lula quanto o rei Alexandre do Moraes, AMIGAS são as NAÇÕES COMUNISTAS; e INIMIGAS são as NAÇÕES DEMOCRÁTICAS.



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15 jul 2025

EMPATIA NÃO RECOMENDADA


EMPATIA

A título de informação, EMPATIA significa a CAPACIDADE DE SE COLOCAR NO LUGAR DO OUTRO, COMPREENDENDO SUAS AÇÕES, SENTIMENTOS, PERSPECTIVAS E NECESSIDADES, mesmo que sejam diferentes das suas. Como tal é uma habilidade que envolve não apenas entender intelectualmente, mas também SENTIR O QUE O OUTRO ESTÁ EXPERIMENTANDO.


COGNITIVA, EMOCIONAL E COMPASSIVA

De forma geral, são três os tipos de EMPATIA: 

1- COGNITIVA - a capacidade de entender intelectualmente os sentimentos e pensamentos de outra pessoa;

2- EMOCIONAL - envolve o sentimento de emoções da outra pessoa, como se fossem suas; e,

3- COMPASSIVA- a combinação da EMPATIA COGNITIVA E EMOCIONAL que leva a pessoa a querer ajudar a outra a superar a situação. 


EMPATIA COM LULA

Pois, com base nesses esclarecimentos, tudo leva a crer que todos aqueles que fizeram uso da EMPATIA para -ENTENDER E COMPREENDER AS AÇÕES, SENTIMENTOS, PERSPECTIVAS E NECESSIDADES do PRESIDENTE LULA- passaram:

1- a GASTAR DESMEDIDAMENTE;

2- ENTENDER QUE O CAOS ECONÔMICO É O CAMINHO A SER PERCORRIDO; e,

3- a ACEITAR A CORRUPÇÃO COMO NORMA E PRAZER.    


EMPATIA COM O STF

Mais: aqueles que se aventuraram -perigosamente- procurando se colocar -ativamente- no lugar da maioria dos MINISTROS DO STF, notadamente do superministro ALEXANDRE DE MORAES, aí o PRINCÍPIO DE JUSTIÇA, baseado -tanto nas leis quanto no entendimento que emana nas mentes sãs e/ou corretas- foi totalmente para o espaço. Mais: todos, sem exceção, PASSARAM A AGIR COMO VERDADEIROS E PRAZEROSOS TIRANOS. Que tal?  


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14 jul 2025

DEFINITIVAMENTE, NO BREJO!


A CAMINHO DO BREJO

Lá no ano de 2016, quando o Brasil vivia dias de enorme sofrimento, por conta da tenebrosa -MATRIZ ECONÔMICA PETISTA-BOLIVARIANA-, idealizada pela Organização Comunista FORO DE SÃO PAULO e colocada em prática pela então presidente Dilma Rousseff e seu péssimo ministro da Economia Guido Mantega, a jornalista Cora Rónai, do jornal O GLOBO, publicou o artigo - A CAMINHO DO BREJO- A SOCIEDADE DÁ DE OMBROS, VENCIDA PELA INÉRCIA.


A SOCIEDADE DÁ DE OMBROS

No seu texto, Cora dizia que -UM PAÍS NÃO VAI PARA O BREJO DE UM MOMENTO PARA O OUTRO -como se viesse andando na estradinha, qual vaca, cruzasse uma cancela e, de repente, saísse do barro firme e embrenhasse pela lama. Um país vai para o brejo aos poucos, construindo a sua desgraça ponto por ponto, um tanto de corrupção aqui, um tanto de demagogia ali, safadeza e impunidade de mãos dadas. Há sinais constantes de perigo, há abundantes evidências de crime por toda a parte, mas a sociedade dá de ombros, vencida pela inércia e pela audácia dos canalhas.


DOIS ANOS DEPOIS...

Dois anos depois, na ELEIÇÃO DE 2018, a maioria dos eleitores brasileiros, muito por conta das propostas liberais defendidas pelo economista Paulo Guedes, achou por bem ABANDONAR O CAOS, OU O BREJO. Para tanto elegeu como presidente o então candidato Jair Bolsonaro. Daí para frente, mais do que sabido:

1- inúmeros economistas, notadamente aqueles que ocuparam cargos em governos anteriores, passaram a DESTILAR UM FORTE SENTIMENTO DE INVEJA ao ministro Paulo Guedes;

2- a MÍDIA TRADICIONAL -ABUTRE-, em clara resposta à PERDA SUBSTANCIAL DE VERBA DE PUBLICIDADE GOVERNAMENTAL-, se organizou em forma de CONSÓRCIO com o propósito de CRITICAR -SISTEMATICAMENTE- tanto as AÇÕES DO GOVERNO BOLSONARO como de seus APOIADORES;

3- o STF, fortemente APARELHADO, deu início a um AVANÇADO PROCESSO DE ATIVISMO POLÍTICO com o OBJETIVO DE INVIABILIZAR -COM SUCESSO- A REELEIÇÃO DE JAIR BOLSONARO, não permitindo, inclusive, qualquer questionamento do resultado da ELEIÇÃO DE 2022. 


CARTA DE APOIO A LULA

Vale sempre lembrar que, com o APOIO INCONDICIONAL de ECONOMISTAS, DIVERSOS BANQUEIROS, EMPRESÁRIOS E ACADÊMICOS DE UNIVERSIDADES NACIONAIS -aqueles que fizeram o L- todos assinaram UMA CARTA DE APOIO A LULA CONTENDO DURAS CRÍTICAS À GESTÃO DE JAIR BOLSONARO NAS ÁREAS DE ECONOMIA, SAÚDE E SEGURANÇA PÚBLICA. Que tal?


LEI DE RECIPROCIDADE

O resultado aí está, sem tirar nem pôr: O BRASIL VOLTOU COM TUDO PARA O BREJO. Mais: se a TARIFA DE 50% IMPOSTA PELO -SOBERANO- GOVERNO TRUMP, produz perdas econômicas importantes, mais NOCIVA AINDA SERÁ A APLICAÇÃO DA LEI DE RECIPROCIDADE, defendida com unhas e dentes por Lula e sua decrépita equipe. Aí o CAMINHO DEFINITIVO PARA O BREJO ESTARÁ DEVIDAMENTE PAVIMENTADO. 


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11 jul 2025

VOZES SENSATAS


PURA CONSEQUÊNCIA

Por mais esforço que se faça, é mais do que percebido que a grande maioria dos INSENSATOS SOCIALISTAS-COMUNISTAS jamais vai admitir que o -TARIFAÇO DE 50% que incidirá sobre as exportações de produtos brasileiros aos EUA- é PURA CONSEQUÊNCIA da soma de xingamentos e/ou inúmeras atitudes IDEOLÓGICAS que vem sendo tomadas a todo momento -tanto pelo presidente Lula quanto pelo seu dileto amigo e companheiro Alexandre de Moraes, do STF-. 


SENSATOS E IDEOLÓGICOS DE ESQUERDA

Pois, em meio ao inevitável BATE-BOCA INTERMINÁVEL entre 1- os SENSATOS, do tipo que se preocupam em DISCUTIR VIVAMENTE A RELAÇÃO CAUSA/EFEITO-, e, 2- os IDEOLÓGICOS DE ESQUERDA -, cujos cérebros atrofiados promovem o convencimento definitivo de que PETISTAS, PSOLISTAS, PEDETISTAS, ETC., NUNCA TÊM CULPA DE NADA, achei por bem dar espaço à DUAS VOZES SENSATAS.


A GOTA D`ÁGUA

A primeira VOZ SENSATA é do pensador Percival Puggina, como pode ser muito bem-visto -a seguir- através do oportuno texto -A GOTA D`ÁGUA-: - Pôr a culpa nos outros é e sempre foi a grande perícia do grupo político que hoje governa o Brasil. A nação inteira vê o que está em curso desde a vitória alcançada pela direita em 2018. Veem os que vaiam e veem os que aplaudem, ou seja, ver, todos veem. É inútil, portanto, fazer de conta que está tudo normal porque ninguém vaia ou aplaude a normalidade, como tentam os veículos do Consórcio Goebbels, cuja tarefa consiste em colar narrativas e versões com cuspe e saliva.
 Quando o Brasil fez o L (ou o L foi feito), o poder político foi assumido por um grupo que reúne o velho antiamericanismo da UNE, o revolucionarismo latino-americano que teve espelho e alma em Havana e um ativismo extremista que faz estragos ortodoxos e heterodoxos na educação, na cultura, na economia e na política brasileira desde os anos 60.
 No 6º Congresso do PT em 2017, Lula advertiu: “Portanto, gente, eu não fiquei mais radical, apenas fiquei mais maduro, mais maduro”, numa alusão à sua admiração pela ditadura venezuelana. Esse, aliás, foi um dos muitos temas a que a arbitragem da eleição de 2022 proibiu qualquer menção, impedindo a necessária antevisão do que aconteceu ontem, 9 de julho de 2025.
 Há dois anos e meio, Lula recebeu o diploma presidencial numa solenidade em que a plateia, de modo inusitado, serviu ao presidente do TSE aplausos tão longos e mais entusiasmados do que ao presidente diplomado. Seguiu este, desde então, o caminho de todos os revolucionários e ditadores esquerdistas que sempre reverenciou. Cheio desse tipo de “amor” para dar e levando o Brasil de arrasto, deu pitacos na eleição norte-americana e proferiu desaforos a Donald Trump. Aproximou-se dos adversários do Ocidente, do Irã (a cujas pretensões nucleares dá apoio) e dos terroristas que o Irã subsidia. Busca transformar o BRICS – e a reunião desta semana foi a gota d’água – num polo esquerdista para fazer frente aos Estados Unidos e à União Europeia.
 “Tantas vezes vai o cântaro à fonte que um dia deixa lá sua asa” diz o conhecido provérbio. É o que está acontecendo. Tantas fez o presidente brasileiro, tantas fizeram e seguem fazendo seus apoiadores dentro dessa “casa Brasil” onde todos estamos, que um dia a casa caiu. Ontem foi esse dia. A casa caiu sobre a cabeça de todos nós.
 O que faz o petismo desde ontem? Repensa sua conduta? Certifica-se de que Lula está em seu perfeito juízo? Dá uma calibrada no desastroso senso de justiça da esquerda brasileira? Pondera a correção moral de seus atos? Avalia a causa das perdas de apoio que teve? Percebe que se estreitam as paredes do cárcere onde foi enfiada a liberdade de opinião, oxigênio da democracia? Tem um olhar para os pisoteados pelo cavalo de Átila? Escrutinou a natureza de seus parceiros?
 Não! Passa a fazer o que mais caprichosamente fazem todos os irresponsáveis: põe a culpa nos outros! Os supostos culpados, então, são buscados no elenco das vítimas, ou seja, o coitado do Bolsonaro, a discriminada direita e os Estados Unidos, frontalmente ameaçados pela ira esquerdista brasileira.  


A CONTA DO ISOLAMENTO CHEGOU

A segunda VOZ SENSATA é do empresário Dagoberto Lima Godoy, através do texto -TARIFAÇO DE 50% -A CONTA DO ISOLAMENTO CHEGOU-: A decisão do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros é um marco de ruptura que não pode ser dissociado das ações e omissões do atual governo brasileiro. A justificativa política dada por Trump — em reação à condenação de Jair Bolsonaro e à escalada de censura às plataformas digitais no Brasil — encontra terreno fértil numa diplomacia brasileira cada vez mais militante, reativa e afastada da realpolitik internacional.

Trata-se de um tarifaço com motivação política clara, mas cujos efeitos econômicos serão concretos e duradouros: queda nas exportações, perda de competitividade, inflação, fuga de capitais e retração do setor produtivo. E tudo isso em um momento em que o Brasil já mostra sinais de desaceleração.

Ao longo do último ano, o governo Lula fez questão de adotar posturas confrontacionistas no cenário internacional — ora atacando Elon Musk, ora insinuando que empresas americanas deveriam se submeter à legislação brasileira sob pena de expulsão. Essas atitudes, embaladas em retórica nacional-populista, negligenciam um dado óbvio: o Brasil depende de relações econômicas sólidas com as maiores potências mundiais.

A insistência em tratar plataformas digitais como inimigas do Estado e o fato do Judiciário perseguir vozes dissidentes não passaram despercebidos no exterior. Ao contrário do que o governo apregoa, o Brasil não está mais respeitado no mundo — está isolado. E agora, começa a colher os frutos dessa arrogância diplomática.

Os principais prejudicados serão os setores que mais empregam, mais geram divisas e mais sustentam a base produtiva do país: agroindústria, mineração, aviação, papel e celulose. Empresas que investiram em acesso ao mercado americano agora se veem penalizadas por decisões ideológicas tomadas em Brasília. O empresariado, até aqui em silêncio ou conformado, tem que enfrentar a conta que chegou — e ela não será pequena.

A retaliação brasileira, se vier, corre o risco de aprofundar o problema. Trump já deixou claro que reagirá com novas sanções. Diante disso, o Itamaraty se vê encurralado: ou recua e se humilha, ou avança e rompe pontes. Nenhuma das opções interessa ao país — ambas são resultado de escolhas políticas mal feitas no passado recente.

O governo Lula tentará, sem dúvida, capitalizar eleitoralmente o episódio. Vai pintar Trump como imperialista, o Brasil como vítima e a si próprio como defensor da soberania nacional. Mas essa retórica tem prazo de validade. Não sustenta empregos perdidos, nem contratos cancelados. É uma estratégia de guerra de narrativas, enquanto o setor real da economia sofre com as consequências de uma guerra comercial de verdade.

O fato é que o tarifaço de Trump não surgiu no vazio. Ele foi facilitado por um ambiente interno de insegurança jurídica, perseguições políticas travestidas de legalidade e uma diplomacia de palanque que substituiu o pragmatismo histórico do Brasil por um ativismo ideológico voluntarista.

O governo Lula perdeu o controle da política externa, não porque foi ousado, mas porque foi imprudente. E agora tenta, mais uma vez, terceirizar a culpa. Mas o empresariado e a sociedade civil já deviam saber que quem semeia isolamento, colhe sanções.



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