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ESTADOS UNIDOS, SEU PNB E SEU IMPACTO DE ULTRADOMINÂNCIA MUNDIAL - 17.07.25


Por Diogo Muguet  - Economista, Matemático, Assessor Parlamentar, Analista Político, Calvinista e de Direita. 

 

O mundo ainda está tentando entender o que é poder. A maioria olha para o tamanho do exército, o número de habitantes, a quantidade de portos ou a balança comercial. Mas isto é visão de colônia. De peão. De quem pensa que estatística faz império.

   

Poder de verdade não está no que você tem, mas no que você não precisa pedir.

Os Estados Unidos são a única nação do planeta que, se quiser, pode desligar o mundo. Não no botão da guerra, mas no da produção. Porque enquanto os analistas aplaudem o PIB, o verdadeiro trono está no PNB — o Produto Nacional Bruto. E ele não é só número. É o retrato de um império que lucraria mesmo se estivesse em coma.

   

Trinta trilhões de dólares. Este é o PNB dos EUA. Trinta trilhões produzidos, investidos ou controlados por americanos — mesmo quando a fábrica está em Xangai, o chip em Taiwan e o navio ancorado em Singapura. Agora pare e imagine: e se metade disso fosse trazido de volta? Não o lucro, não os dividendos — mas a linha de produção inteira. As fábricas. O maquinário. Os operários. O suor. O aço. A inteligência. O código. Não é repatriação de capital. É repatriação do mundo.

   

Coloca isto dentro das fronteiras americanas e você cria uma economia de 45 trilhões de dólares, com base energética própria, consumo interno inigualável, inovação autogerada, inteligência artificial a serviço da fábrica — e tudo isto blindado por porta-aviões e pelo dólar.

   

A China - Sufoca. Porque o milagre chinês não foi criado em Pequim. Foi criado em Michigan, Silicon Valley, Kansas, Indiana — quando empresas americanas decidiram terceirizar a espinha dorsal do mundo para reduzir custos. O que Trump propõe agora é simples: a espinha dorsal volta para casa. E com ela, o comando central.

   

Enquanto isto, o chinês médio ainda vive com mil reais por mês. O yuan continua sendo uma moeda que ninguém quer guardar. E a população, que é gigantesca no número, continua rasa no poder de compra. É uma economia de escala sem densidade. Um colosso estatístico de pés comunistas e caixa ocidental.

   

E aqui está o truque: os EUA não precisam exportar para sobreviver. Eles exportam por esporte. O consumo interno americano movimenta 70% do próprio PIB — algo que nenhum país sequer ousa sonhar. Isto significa que eles podem produzir, vender e lucrar sem sair do próprio quintal. E quando exportam, exportam para aliados que dependem deles militarmente, diplomaticamente, energeticamente, tecnologicamente — em tudo.

   

Japão-  Protetorado elegante.

Alemanha- Satélite OTAN com vinho e culpa.

Brasil- Buffet de commodities esperando bênção alfandegária.

Coreia do Sul-  Base militar com Wi-Fi.

Europa-  Museu com bandeira azul.

China- O fornecedor descartável da festa para a qual não foi convidado.

   

Isto não é arrogância. Isto é estrutura. Isto é o que acontece quando um país descobre que pode dominar o mundo sem invadir ninguém, apenas trazendo tudo de volta e dizendo: “agora é daqui pra fora”.

   

E quando o mundo perceber que está preso ao dólar, à proteção militar, ao algorítmo americano, ao suprimento de semicondutores, aos satélites americanos que geram dentre outras coisas o sistema de GPS mundial, às redes sociais, à cultura e ao sistema financeiro, já será tarde demais.

Não haverá terceira via. Não haverá BRICS. Não haverá multipolaridade. Só haverá órbita. E no centro estará um país que parou de emprestar sua produção para os outros e decidiu trabalhar para si.

Esta não é uma revolução. É uma retomada divina do que sempre foi deles. O império está de volta. Mas desta vez, sem pedir desculpas.

   


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ERROS CRASSOS DE ALGUNS CONSERVADORES, EM UM EMBATE CRUCIAL - 15.07.25


Por Ricardo Alfaya Saravia

 

             Quando penso na negligência de alguns conservadores ao se deixarem ludibriar por embustes culturais e políticos como a linguagem metonímica (https://midiasemmascara.net/linguagem-metonimica-e-ilusionismo-vocabular/), o “Globalismo” e a recorrente encenação do Teatro das Tesouras entre socialistas e comunistas, não consigo enxergar imagem mais expressiva que a de pássaros que mesmo podendo voar alto, permanecem em voo rasteiro hipnótico ao alcance de serpentes ardilosas, até serem predados por elas.

                Objetivamente:

O que é o “Globalismo”, senão concentração de poder político, econômico, e cultural, nas mãos de agentes socioeconômicos privados aparentemente independentes dos agentes estatais, mas que na realidade atuam em consonância com estes na concentração de poder para manipulação e controle social no Ocidente?

Em que sentido atuam sistematicamente os agentes, públicos e privados, do “Globalismo”, senão no sentido de obliterar as referências fundamentais da Civilização Ocidental? Em outras palavras: contra que princípios lutam esses agentes, senão contra: a moral e a espiritualidade cristãs, o respeito ao indivíduo e seu livre-arbítrio, o respeito à propriedade privada, e o respeito às garantias legais que assegurem aos indivíduos defesa contra o despotismo de agentes estatais? 

                Efetivamente, o que vem a ser esse “Globalismo”, senão uma repaginação do velho e mau socialismo, na qual é introduzida a figura dos grandes agentes socioeconômicos aparentemente alheios ao estado, mas que de fato, assim como os socialistas, atuam no sentido de concentrar poder de controle social nas mãos dos agentes do estado, e lutam contra os mesmos valores culturais contra os quais sempre lutaram os socialistas?

                Dois tipos de agentes de um mesmo sistema... Duas vertentes de uma mesma fonte convergentes para o mesmo estuário.

                Assim sendo, por que aceitar esse embuste, designando o socialismo repaginado de “Globalismo”? ...em vez de desmascarar o que ele realmente é:  Neossocialismo!

Por que adotar o comportamento do touro que em vez de atacar diretamente o toureiro, se exaure atacando uma capa vermelha que este usa para ludibria-lo enquanto se deleita com a ingenuidade do pobre animal conduzido à morte com requintes de crueldade?

Enquanto alguns conservadores ocidentais atacam hipnoticamente uma capa de toureiro chamada “Globalismo”, toureiros neossocialistas ocidentais, neobolcheviques russos, neocomunistas e islamistas orientais, se deleitam contracenando em um Teatro das Tesouras geopolítico urdido para aniquilar o conservadorismo ocidental com requintes de ardileza.

                Globalmente, quais foram as realizações efetivas dos “globalistas” no Século XXI, senão promover internamente a obliteração dos fundamentos culturais do Ocidente e promover externamente o reerguimento de tiranias socialistas, comunistas e islamistas, no sentido da criação de uma “Nova Ordem Mundial”?

                Observe-se como os agentes do chamado “Globalismo” promoveram a transferência massiva de recursos e tecnologias ocidentais para as mãos dos agentes do neocomunismo chinês, até transformarem a decadente ditadura comunista chinesa do final dos anos 1980, na mais vigorosa e ascendente ditadura comunista da atualidade. Proporcionando aos ditadores neocomunistas chineses tanto a condição de provedores mundiais de produtos industrializados... quanto condições para rivalizarem econômica, política e militarmente com os governantes dos Estados Unidos.

                Observe-se como os agentes “globalistas” sempre dispostos a usar a causa ambiental para frear empreendimentos socioeconômicos no Ocidente, silenciam estrondosamente com relação a enormes impactos ambientais causados por empreendimentos dos neocomunistas chineses. Por exemplo, a destruição de recifes de valor biológico inestimável, para a construção de ilhas artificiais militarizadas no Mar do Sul da China.

                Mais ainda: observe-se a forma como políticos e burocratas “globalistas” que governam a maior parte dos países ocidentais trataram de reprimir investigações sobre a origem do vírus chinês e de sua disseminação pelo mundo, bem como a forma como aproveitaram essa pandemia para ensaiar uma brutal ditadura sanitária global, no melhor estilo comunista chinês.

Observe-se como burocratas e políticos “globalistas” que governaram os principais países ocidentais nas últimas décadas atuaram no sentido do reerguimento do império Socialista Soviético na Rússia:

Culturalmente, propagaram a imagem de Putin como um defensor de valores conservadores contra a degradação vigente no Ocidente... enquanto na realidade essa degradação cultural ocidental fora planejada e promovida nos porões da KGB soviética, sendo o próprio Putin agente chefe dessa KGB.

Economicamente, governantes “globalistas” europeus promoveram a dependência europeia do abastecimento de gás e petróleo da Rússia, em nome da nobre causa da proteção à natureza, enquanto na realidade os neobolcheviques russos destruíam a natureza à vontade. Basta o exemplo da desertificação do Mar de Aral.

No âmbito militar, em 1994, os agentes “globalistas” ocidentais induziram os governantes ucranianos a entregarem suas armas nucleares aos agentes do governo neobolchevique russo, assinando compromisso de defender o povo e o território ucranianos em caso de agressão por parte dos russos. Não obstante, em 2014, esses mesmos agentes “globalistas” abandonaram os ucranianos à própria sorte, quando os neobolcheviques russos invadiram e anexaram a Crimeia, depois que um levante popular de patriotas ucranianos conseguiu derrubar um presidente aliado servil dos neobolcheviques russos. Já em 2022, os governantes “globalistas” ocidentais demoraram meses para começar a enviar armas e suprimentos aos patriotas ucranianos que resistiram heroicamente à ampla invasão do território ucraniano pelos neobolcheviques russos sempre comandados por Putin, eterno agente da KGB. ...E mesmo quando os governantes “globalistas” ocidentais resolveram enviar armas e suprimentos aos bravos patriotas ucranianos, passaram a fazê-lo em quantidade insuficiente para os patriotas ucranianos equipararem o arsenal dos agressores neobolchebiques russos, e com indecorosas restrições de uso contra o território russo.

Como não perceber nisso mais uma encenação do velho Teatro das Tesouras, na qual os chamados globalistas são coadjuvantes em vez de protagonistas?

Quando alguns conservadores ocidentais conseguirem perceber essas obviedades talvez consigam perceber que os chamados “globalistas” são na realidade neossocialistas ocidentais, cuja proposta de “governança global” não passa de amenização do Komintern dos socialistas soviéticos, idealizado pelo imperador bolchevique Lênin, ídolo do imperador neobolchevique Putin cruelmente obcecado por restaurar o Komintern soviético.

Quando alguns conservadores conseguirem perceber essas obviedades, talvez percebam que aliarem-se a neobolcheviques russos ou neocomunistas chineses para combater “globalistas” ocidentais é uma estupidez tão grotesca quanto feministas aliarem-se a islamistas para combater conservadores ocidentais.

                Quando alguns conservadores conseguirem perceber essas obviedades, talvez consigam perceber também que, por exemplo, confundir a Rússia com os governantes russos, e estes com o povo da Rússia, ainda que em figura de linguagem, é um erro culturalmente desastroso, porque confusão verbal induz confusão mental.... Talvez então, entendam que precisam se desintoxicar de drogas culturais como a linguagem metonímica e outros ilusionismos vocabulares, usados à exaustão para ludibria-los.

                Talvez quando alguns pássaros conservadores conseguirem elevar seus voos acima do alcance das ardilosas serpentes tirano-coletivistas de todos os matizes, consigam perceber a magnitude do embate civilizacional em que nos encontramos: De um lado, adeptos um cânone civilizacional de emersão e expansão de consciências individuais, voltado ao exercício responsável e altruísta do livre-arbítrio... De outro lado, adeptos um cânone de limitação e subjugação de consciências individuais, voltado à imersão de massas humanas em alguma forma de tirania coletivista. De um lado, o formidável cânone originado e desenvolvido no Ocidente, que oferece a democracia, o capitalismo e, sobretudo, a moral e a espiritualidade cristãs.... De outro lado, o cânone ancestral que desde a noite dos tempos da humanidade oferece múltiplas matizes de tirania... atualmente manifesto na “Nova Ordem Mundial Multipolar”, na qual sobressaem os polos do despotismo oriental laico e do tribalismo espiritualista islâmico.

                Talvez então, alguns conservadores ocidentais percebam a gravidade de se deixarem ludibriar tão crassamente por embustes como a linguagem metonímica, o “globalismo” e a estratégia das tesouras.


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O BRASIL DOS 12% - 14.07.25


Texto do Pensador Alex Pipkin

 

No Brasil, aproximadamente 12% da população carregam nas costas quase um terço dos habitantes. São cerca de 25 milhões que trabalham, investem e pagam impostos para sustentar mais de 60 milhões que vivem do assistencialismo estatal. Essa disparidade não é acidente, mas o produto de um projeto político que converteu o mérito em crime e premiou a dependência como virtude.

Vivemos num país onde a carga tributária é servidão legalizada. Trabalhamos 149 dias por ano apenas para alimentar um Estado que não liberta, mas que aprisiona. Mantém sua legião de dependentes e uma elite funcionalista que desfruta privilégios — penduricalhos e mais penduricalhos — enquanto o contribuinte sua para pagar a conta. O Estado brasileiro se comporta como um agiota com toga, cobrando juros impagáveis sob a desculpa da ordem social. O discurso oficial pinta o Estado como salvador, mas ele é o entrave que sufoca a liberdade, o empreendedorismo e o crescimento.

Esse modelo da “lógica bom-mocista” ilógica é obra de uma elite que lucra com o esforço alheio. O Estado não emancipa, ele reprime e controla, premiando a inércia e punindo a iniciativa. Gera dependência em troca de votos, e pobreza em nome da justiça social. É uma engrenagem que converte risco em culpa e sucesso em opressão.

Tudo começa na base — ou melhor dito, no que se convencionou chamar de educação. Nossas escolas não formam profissionais competentes; formam militantes da dependência. Em vez de ensinar matemática, física, programação ou empreendedorismo, preparam jovens para recitar ideologias e repudiar o mérito. O ensino técnico, a formação prática e a inovação foram sacrificados no altar do discurso político. O jovem que deveria ser o motor do desenvolvimento é treinado para ser espectador passivo de um Estado que o tutela.

A universidade não é o caminho para todos, e isso não é problema. O problema é a ausência de escolas técnicas e de ensino profissionalizante livres de doutrinação, em que mérito e esforço sejam valorizados. O modelo público de ensino tornou-se aparelho ideológico, e não um mecanismo de capacitação real para o trabalho, para a independência e para a prosperidade.

O exemplo da Argentina está escancarado: após décadas de submissão ao estatismo decadente e ao assistencialismo asfixiante, o país agora, sob nova liderança, começa a inverter o jogo. Pela primeira vez em muito tempo, a prioridade é tirar o Estado do caminho e colocar o indivíduo como protagonista da economia. Uma mudança que exige coragem, apontando o caminho que o Brasil insiste em não seguir.

Enquanto isso, a elite estatal, de taças erguidas em camarotes, assiste ao contribuinte arcar com a conta, suar o suor da exploração legalizada e ser acusado de opressor. Enquanto o contribuinte luta no campo de batalha da sobrevivência, a burocracia dança um bailado financiado com seu suor, e com sua paciência. Esse cenário não é apenas injusto; é uma afronta à lógica, à ética e ao futuro da nação.

Os impostos escorchantes sufocam o ambiente de negócios. Cada aumento tributário é uma facada na inovação, um desestímulo a quem ousa empreender e a quem cria empregos. O Brasil tornou-se um campo minado para investidores, onde o risco é alto demais e a recompensa incerta. Isso não é acidental. É o preço de sustentar um modelo que alimenta o parasitismo e destrói o empreendedorismo. Se o mérito virou crime, o Brasil deveria estar prendendo empreendedores em massa. Mas o que se pune aqui é a ousadia de produzir. Quem cria amarras e regulamentos segue no topo, imune.

Ainda há tempo. Mas é preciso que os que carregam o Brasil nas costas parem de pedir desculpas e comecem a dizer: basta. Basta de servir a um Estado que os trata como fonte inesgotável de recursos e não como cidadãos livres. O Brasil não precisa de mais Estado — precisa de mais coragem. Coragem para abraçar a liberdade, a responsabilidade e o mérito.

Somos um país onde quem empurra a carroça carrega, e quem senta dentro dela reclama do sol. O mérito é punido como crime, e a dependência premiada como virtude. Essa é a realidade que precisamos encarar.

É hora de abandonar o coitadismo que enaltece os vícios da pobreza e, em vez disso, valorizar as virtudes do sucesso, do progresso e da liberdade. Crescer, inovar, arriscar, criar. Essa é a receita para romper o ciclo de estagnação e miséria institucionalizada.

O Brasil vive um remake tropical do ciclo da decadência, em que a mão pesada do Estado estrangula a galinha dos ovos de ouro e promete um banquete de ossos para todos. O futuro não pertence aos que clamam por mais tutela, mas aos que ousam viver com menos amarras. Enquanto o Estado continuar a confiscar nossa liberdade sob a desculpa do bem coletivo, continuaremos a ver o país afundar em sua própria contradição.

O Estado não salva! Ele se apresenta como remédio, mas é a própria doença.

E enquanto isso não for compreendido, os 12% que produzem seguirão sustentando todos os outros.

Os criadores de riqueza estão cansados — mas atentos. Porque esse castelo de cartas progressista, sustentado por narrativas, está tremendo nos alicerces. E quando ele ruir, não será a tragédia. Será a libertação.

O Brasil só deixará de ser uma sombra do que poderia ser quando os que carregam a pátria resolverem que não nasceram para puxar carroça sob chicote, mas para erguer um novo Brasil. Um país com liberdade, produtividade e coragem. Longe das narrativas pseudo-humanistas, e enfim, próximos do progresso real.


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TRAMA GOLPISTA? - 09.07.25


Oportuno texto do advogado Jeffrey Chiquini

 

Quanto mais me aprofundo no labirinto processual da chamada "trama golpista" para entender o caso do Filipe Martins, mais evidente se torna a razão pela qual Donald Trump qualificou esse processo como uma autêntica caça às bruxas contra Jair Bolsonaro, seus filhos, aliados e qualquer um que ouse apoiá-lo.

O que se vê é um esforço meticuloso e obsessivo de desconstrução de uma figura política pela via judicial. Há sete anos reviram a vida de Bolsonaro, buscando qualquer fiapo de irregularidade que permita o espetáculo da destruição pública. Vasculharam contratos, doações, extratos, imóveis, cartões corporativos, despesas médicas, registros de viagem, mensagens privadas, lives, agendas, discursos, reuniões — tudo o que vocês imaginarem.

E o que encontraram? Nada! Absolutamente nada. Nenhuma propina. Nenhuma mala de dinheiro. Nenhum contrato fraudulento. Nenhuma empreiteira amiga. Nenhuma offshore. Nenhuma conta secreta em paraíso fiscal. Nenhuma ligação com empreiteiras, doleiros, operadores ou lobistas. A ausência de provas, no entanto, não os dissuadiu. Pelo contrário: inflamou a sanha inquisitorial. Diante do fracasso em construir um caso verdadeiro, optaram por fabricar casos falsos e por arquitetar o maior enredo de ficção penal da história recente: a tal "tentativa de golpe".

Estamos diante de um aparato voltado à destruição de opositores políticos, ao custo da verdade, do direito e da própria democracia. E cada página que leio, cada detalhe que descubro, reforça em mim uma certeza: o que se passa no Brasil não é um julgamento, é uma tentativa de destruir o maior líder político que temos na atualidade. Querem destruir ele primeiro para depois destruir toda a direita. Por isso sempre digo e volto a dizer que apoiar Jair Bolsonaro para a Presidência da República em 2026, independente das circunstâncias, e se indignar com toda a perseguição que ele, seus familiares, assessores e apoiadores vêm sofrendo é um dever moral e um compromisso que todo brasileiro de bem deve assumir.

Como advogado e cidadão brasileiro, recuso a covardia da neutralidade. Me calar diante disso seria trair a justiça. Não serei cúmplice pelo silêncio. Farei a minha parte dentro e fora do processo para ajudar a frear essa marcha autoritária contra a liberdade do Brasil e dos brasileiros.


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O SIGNIFICADO DO 4 DE JULHO PARA NÓS, BRASILEIROS - 07.07.25


Por Thomas Korontai

 

Quando o FEDERALISMO PLENO estiver na mente e no coração de cada brasileiro, este será Brasiliano, cidadão de primeira, dono de seu nariz, livre e autônomo! Deixará de ser subserviente, de esperar por um salvador da pátria, será o protagonista do futuro de si próprio, e será neste momento que Deus vai ajudar.

Deus é justo, só ajuda a quem se determina a um propósito, e ajudará a todo um Povo quando este se determinar a adotar o federalismo, mesmo que seja pelo Poder Auto Instituinte!

A liberdade e autonomia têm de ser conquistadas! Deus só abençoou os EUA com a prosperidade porque eles a conquistaram, lutando contra a mais poderosa força armada do mundo! E venceram porque receberam as bençãos que vieram de diversas formas, até mesmo da França.

Nós não temos de lutar com armas bélicas, nossas armas são a palavra escrita e proferida, o posicionamento constante nos campos de batalha da informação, enfrentando as minas da ignorância com paciência e determinação, até mesmo com amor e perdão, pois são as lições que Cristo nos deixou.

A ignorância se vence com a luz da informação que traz a liberdade e autonomia, esteios da prosperidade em todos os sentidos.

Este é o significado do 4 de Julho! Basta transportá-lo para o nosso 7 de Setembro!

Que os já despertos se inscrevam como fundadores do Ação Federalista no formulário disponível em www.federalista.org.br agora!
Vamos em frente!


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GILMARPALOOZA: O DIREITO EM FÉRIAS REMUNERADAS - 03.07.25


Por Alex Pipkin

 

Dizem que Lisboa é um destino de sonhos. Sol, pastéis, tram elétrico, e — com alguma sorte — um fórum jurídico onde se discute o Estado de Direito entre uma taça de vinho do Porto e um jantar à base de lagosta. Chamam isso de evento institucional. Mas o nome que melhor cabe é Gilmarpalooza. É uma criação tão brasileira quanto a feijoada, só que menos digestiva.

A cena é sempre parecida — ministros do STF, governadores, deputados, empresários com pendências judiciais, todos reunidos sob o teto nobre de uma universidade portuguesa para trocar elogios, cartões e, se possível, favores. O mote é a democracia. O subtexto é a promiscuidade. O cardápio é luxuoso. O povo? Fica com a conta moral.

A justificativa oficial é lírica! Trata-se de um fórum para debater os grandes temas do Direito contemporâneo. A verdade, como sempre, mora nos bastidores: os ministros do STF — aqueles que deveriam ser os guardiões silenciosos da Constituição — transformaram-se em palestrantes itinerantes de si mesmos. Passam mais tempo fora do país do que nos autos dos processos. São especialistas em falar sobre liberdade, pluralismo e Estado de Direito em lugares onde isso ainda faz algum sentido. Por aqui, entre nós, a toga virou instrumento de arbítrio. Um espetáculo travestido de jurisprudência.

Lisboa, nesse contexto, não é cidade — é cenário. Um palco onde a toga atua, o empresário financia e o cidadão assiste da plateia, atônito. Boa parte das passagens, diárias e mordomias é bancada por instituições privadas — inclusive empresários cujos interesses repousam delicadamente nas mãos dos mesmos que discursam sobre ética, Estado e equilíbrio institucional. Se isso não é o retrato perfeito de um conflito de interesses, então talvez devêssemos redesenhar o conceito — claro, na novilíngua orwelliana, onde tudo que é escândalo vira “institucionalização”, e todo arbítrio, “equilíbrio institucional”.

Fui executivo de multinacional durante vinte e cinco anos. Nas empresas sérias, há código de ética, há compliance, e há consequências. Conflito de interesses não se transforma em coquetel — transforma-se em crise. E, quando acontece, os holofotes se acendem, interna e externamente. Já no setor público brasileiro, a reação é outra — serve-se vinho, tiram-se fotos, e se escreve um discurso sobre virtudes republicanas.

Nos Estados Unidos, juízes da Suprema Corte são figuras rarefeitas. Falam pouco, viajam menos, e, quando o fazem, evitam zonas nebulosas. Há regras, limites e vigilância pública. Por lá, conflito de interesses é constrangimento. Por aqui, é protocolo. Nenhum justice americano ousaria posar sorridente ao lado de um empresário com ações em julgamento. Já no Gilmarpalooza, isso é quase cláusula contratual. O juiz não apenas julga, ele janta, brinda e dá palestra para o réu.

Eis então que surge Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, convidado para falar sobre infraestrutura. Seu discurso, técnico, sóbrio, até coerente com sua trajetória. Mas o ambiente o trai. O palco, viciado. A companhia, constrangedora. É como ver um engenheiro tentando discutir drenagem num bordel — por mais honesto que seja o argumento, ninguém está ali para isso. Tarcísio parecia deslocado — e estava mesmo.

Nelson Rodrigues dizia que, no Brasil, até o passado é incerto. E no Gilmarpalooza, até a ética é performance. O evento se tornou símbolo daquilo que há de mais corrosivo na elite institucional brasileira: o casamento entre poder e conveniência. A toga se senta à mesa com o réu, o ministro brinda com o financiador, o deputado posa com o investidor. E todos brindam numa festa onde a impunidade é convidada de honra.

Nunca se falou tanto em democracia por quem menos a pratica. Como se repetir a palavra fosse suficiente para encobrir o abuso do poder. O escândalo, aqui, não é o desvio, é sua naturalização. A promiscuidade foi estetizada. O conflito de interesses, institucionalizado.

Enquanto isso, o Brasil verdadeiro segue no saguão. Não é convidado para Lisboa. Não participa dos jantares. Não aparece na foto. Mas paga tudo isso, com impostos, inflação e a erosão diária da confiança na Justiça. O povo olha de longe, com aquela suspeita típica de quem já sabe como a peça termina: todos absolvidos, todos premiados, todos livres para a próxima rodada.

Se a toga é o símbolo da Justiça, no Brasil ela virou fantasia de gala. E em Lisboa, seu baile anual. O Gilmarpalooza não é um fórum. É uma ópera, uma dissonante, autofágica, tragicômica. Só não é inédita. Porque aqui, a tragédia sempre se repete. A diferença é que agora ela tem trilha sonora, vinhos finos e hashtag.

Se os autos falassem, gritariam por decoro. Mas aqui, até o silêncio é cúmplice. E nós, espectadores silenciosos dessa ópera tragicômica, continuaremos a aplaudir ou exigiremos que o palco seja limpo?

 


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