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DIREITOS DESUMANOS - 31.10.25


Por alex Pipkin - PhD em Administração
 

O Brasil vive uma inversão moral grotesca, para dizer o mínimo. E nenhuma tribo a encarna melhor do que a esquerda togada, composta de vários subgrupos e letrinhas. Entre esses doutores de sofá, advogados de porta de cadeia e professores de cátedra, que, entre uma live e um tweet indignado, posam de defensores da civilização. Não são advogados, são militantes — sectários da ideologia do fracasso, do velho coletivismo que adora transformar o bandido em vítima e o policial em algoz. Autodenominam-se “dos direitos humanos”. Eu, por honestidade semântica, prefiro chamá-los advogados dos direitos desumanos.
Esses moralistas dos holofotes enxergam heroísmo onde há terror e opressão. Chamam terroristas de “resistentes”, traficantes de “vítimas sociais”, assassinos de “injustiçados”. E, de quebra, veem Israel como o agressor e o Hamas, esse que usa civis como escudo humano, como vítima. O mesmo script, a mesma empáfia teórica, a mesma covardia moral.
No Rio de Janeiro, a história se repete. A operação policial recente, realizada nos complexos do Alemão, da Penha e em outras comunidades, teve como alvo o Comando Vermelho, organização criminosa — e terrorista — que aterroriza famílias inteiras, tortura e mata. O resultado factual e nefasto é a morte de quatro policiais em combate. Quatro policiais que saíram de casa para defender a lei e voltaram em caixões cobertos por bandeiras. Heróis, embora o Brasil dos direitos desumanos prefira ignorar.
Para esses militantes travestidos de juristas, o morro é um campo de “resistência” e o fuzil, uma metáfora social. Querem que a polícia suba o morro com flores, abraços e livros, enfrentando traficantes que usam arsenal de guerra. Uma ficção tão absurda quanto o moralismo que a sustenta.
Mas o povo — aquele que de fato vive entre tiros e ameaças — não é ingênuo. Quase 70% da população carioca aprovou a operação policial. É a voz das ruas dizendo que o Brasil não aguenta mais ajoelhar diante do crime.
Coragem. Essa palavra já parece antiga. Hoje, relativizar a violência é visto como gesto sofisticado; ajoelhar-se à impunidade, como o progresso social, evidente, por parte de sectários vermelhos e de “burgueses culpados”. Mas ainda há quem afirme o óbvio: bandido é bandido, e a polícia — mesmo com todas as falhas — é o último dique entre a civilização e o caos.
Vivemos num país onde o Estado perdeu o monopólio da força, e a esquerda “bom-mocista”, o monopólio da vergonha. Defender a lei virou acusação de violência; violá-la, ato de resistência legítima. Quando morre um policial, morre um pedaço da nossa esperança de que o Brasil possa ainda ser um país com justiça.
É isso que os brasileiros esperam? Que a coragem seja reconhecida, que a lei seja respeitada, que atos de fato civilizatórios — mesmo na mais dura das batalhas — ainda encontrem o apreço da população. Pois, apesar de tudo, é no julgamento consciente do povo que reside a esperança de um Brasil que não se curva à violência, mas honra aqueles que a enfrentam em nome dos reais valores civilizatórios.
Que os heróis sejam lembrados. Que os criminosos sejam punidos. E que, um dia, os “direitos humanos” deixem de pertencer aos desumanos — e voltem a ser, de fato, aquilo que deveriam ser; direitos de humanos.


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AMANTES DO CAOS, DA DESORDEM E DA CONFUSÃO - 30.10.25


Por Roberto Rachewsky

 

Todo sujeito que lucra do caos, não vai fazer nada para impor a ordem. Gente que nada produz só se dá bem com quem quer destruição. No dia 08/01, Flávio Dino observava da janela do seu gabinete os atos de vandalismo. Se não foi armação,  naquele dia surgiu a ideia de transformar aquilo numa farsa: a farsa do golpe.

Dino nada fez porque sabia que dali podia tirar um ganho político e econômico. Quer dizer, nada fez é força de expressão. Nada fez para impedir que o caos se instaurasse. Mandou as forças coercitivas abrirem caminho para os vândalos. Inclusive teve gente do governo recepcionando os vândalos com água mineral e tapinha nas costas. Cadê o GDias? Eu vi pelas redes sociais ao vivo. Dino não fez só isso. Ele deletou ou escondeu provas que atestam ter havido uma orquestração. O sumiço dos vídeos é por si só prova do crime ou obstrução da justiça.

Nesta semana, Lewandovski, assistiu uma verdadeira guerra entre o governo do Rio e a máfia do tráfico. Não fez nada. Cruzou os braços. Tanto o Dino quanto o Lewandovski ocupavam o cargo de Ministro da Justiça, que inclui a segurança porque  sob o seu comando estão a Polícia Federal e a Guarda Nacional, quando eventos caóticos ocorreram sob as suas barbas.

Qual a reação do Lewandovski ao pedido do governador por ajuda federal? Ele deu uma barrigada no chefe da Polícia Federal que disse ter sido avisado e convidado a participar da operação policial militar nos morros do Rio.
Usou a barriga para afastar seu subordinado dos microfones em uma entrevista em rede nacional.

Quem vive da destruição, do roubo, da corrupção, da coerção lesiva, ama o caos, a desordem, a confusão. Esse é o cenário perfeito para os criminosos do colarinho branco com camiseta vermelha se locupletarem e sairem de fininho.

O que Dino e Lewandovski têm em comum? A amizade e a confiança do Lula.


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O BRASIL NO ATOLEIRO IDEOLÓGICO - 27.10.25


 

Por Percival Puggina
 
 
         É fácil compreender por que o Brasil perde posições nos rankings internacionais e por que, salvo exceções, nossa representação política é tão precária. Todo ano, cerca de 3 milhões de brasileiros festejam sua chegada à maioridade. Em imensa proporção, tiveram suas mentes oprimidas pela “pedagogia do oprimido” e suas potencialidades contidas pelas urgências da “luta política”. Vários anos de “Ideologia para idiotas” enfiada em diferentes conteúdos pedagógicos, impingiu-lhes que a esquerda, sempre moderada, é boa, generosa e bem sucedida e que a direita, sempre extremada, é sinônimo de fascismo. Agora, saiam de dentro da bolha e espiem o resultado.
 
Basta observar esses jovens para entender que foram vítimas passivas do persistente combate cultural e espiritual travado contra o Ocidente. Aliás, é bom saber que essa foi a linha mais bem sucedida da velha Guerra Fria. É um combate que atacou e continua atacando de modo permanente o Bem, a Verdade, a Justiça e a Beleza. Seu produto final é perversão, falsidade e, claro, o desastre da ética e da estética. Em ambientes universitários, quando bem encaminhada em direção aos próprios fins, essa “cultura” confere aos coletivos e a seus ambientes o conhecido aspecto de legião de zumbis indignados.
 
Menciono aqui, com pesar, observações que jamais têm o devido destaque fora das redes sociais. É como se para as emissoras e veículos do oficialismo, os pilares da civilização fossem temas superados e estivessem, em fratura exposta, ante os olhos de todos. Regrediram à pedra lascada, isto sim! Mas se veem como sofisticados joalheiros na Amsterdam das ideias.
 
O consagrado teatrólogo alemão Bertold Brecht, em “A medida punitiva”, depois de prescrever aos comunistas o abandono de toda coerência e o descarte das regras morais e dos sentimentos humanos, conclui: “Quem luta pelo comunismo tem, de todas as virtudes, apenas uma: a de lutar pelo comunismo”.
 
Capturados pela militância esquerdista, brechtianos sem o saberem, milhões de jovens brasileiros sobre cujos ombros recairia tanta responsabilidade no futuro do país, têm, na própria incoerência, sua “best friend”. Dela lhes vem o inesgotável estoque de pesos e medidas que usam no mesmo modo flex aplicado por certas autoridades da República a preceitos da Constituição Federal.
 
Estamos assistindo, ao vivo, a tolerância com a corrupção dos companheiros. Há um silêncio nas redações. Ainda que a corrupção seja de uso e benefício privado, fazer de conta que não existe é menos danoso do que reconhecer a culpa. No Brasil de hoje, apesar das provas em contrário, todo direitista é tão culpado quanto Filipe Martins, um inocente; todo esquerdista, tão inocente quanto Nicolás Maduro, um bandido. Essa é a escandalosa lição que as instituições republicanas, em mal ensaiada coreografia, proporcionam à nação.


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A PÁTRIA DO IMPOSTO E DA ILUSÃO - 24.10.25


Por Alex Pipkin  

 

Um dos maiores males do Brasil, e creio eu do mundo, é a ignorância econômica. O brasileiro médio não entende como o dinheiro público é criado, gasto ou desperdiçado. Paga imposto em tudo, do pão ao caixão, e ainda acredita, tristemente, que o Estado é o protetor benevolente. De tempos em tempos reaparece a conversa burlante sobre revisão de despesas ou controle de gastos. Desconfie. É enganação. Estão tentando enganar você de novo.
Desde o início do governo Lula, já foram 24 novas medidas tributárias — uma média grotesca de um novo tributo a cada 37 dias. É o milagre da multiplicação dos impostos, versão tropical. Enquanto isso, a carga tributária sobe como se fosse virtude. Segundo o IBPT, a carga sobre o PIB pode atingir 40,82% em 2025 . Será o maior índice da história recente. O brasileiro paga como sueco e recebe como venezuelano. É o retrato perfeito do país do confisco.
E, como sempre, surge o discurso moralista de que é preciso “fazer os super-ricos pagarem mais”. Medida comprovadamente ineficiente, que destrói incentivos à inovação, mina processos criativos e reduz soluções reais para os problemas da sociedade. O governo posa de Robin Hood, mas age como Sherife de Nottingham. Ele tira dos que produzem para sustentar o castelo da burocracia.
O Estado brasileiro é como um bufê caríssimo que serve comida azeda. Cobra couvert, sobremesa e gorjeta antes mesmo de o prato chegar, e, quando chega, está frio.
A gestão pública virou mistura de ineficiência, privilégio e chantagem moral. O cidadão paga caro por serviços medíocres e ainda acredita que está sendo solidário. Um verdadeiro gênio do engano não faria melhor.
A ignorância econômica é o combustível do populismo. Sustenta a falácia de que imposto alto é justiça social, gastar mais é progresso e o assistencialismo é virtude. O governo rouba pela via tributária, chama de redistribuição e ainda é aplaudido. A população, como sempre ludibriada, confunde dependência com cidadania e transforma o privilégio estatal na ilusão da bondade do Estado.
O resultado é visível: menos investimento, menos produtividade, menos inovação, menos futuro. A iniciativa privada, sufocada, desiste de crescer. O empresário vira vilão, o rentista vira herói e o Estado, esse glutão inconsequente sem limite, engole a energia de quem produz. A roda da economia gira mais devagar, mas o discurso oficial segue otimista, pois o populismo é a droga popular mais consumida nesse país.
Enquanto o brasileiro não compreender que riqueza não se redistribui, se cria, e evidentemente não é o Estado que a cria, continuará explorado com o sorriso de quem acredita estar sendo salvo.
O país do confisco seguirá marchando alegremente rumo à pobreza, acreditando que avança rumo à justiça. É o triunfo da ignorância econômica, a mais cara de todas as nossas tragédias.


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LIÇÃO AOS ALUNOS JORNALISTAS - 14.10.25


Por Roberto Rachewsky

 

Se eu desse aula na Famecos, já estudei lá, eu repetiria essa lição para meus alunos de jornalismo todos os dias:

 

Você não precisa ser gênio para entender os fatos. Basta não ser cego para a realidade, basta não se submeter aos seus caprichos e viéses, basta ser intelectualmente honesto com a tua própria consciência.

 

A chance de acertar previsões sobre o futuro, obviamente, aumenta exponencialmente quando você deixa de inventar teses sobre os fatos passados e presentes reduzindo assim a possibilidade de entrar em contradições que farão você perder a credibilidade.

 

É claro que aderir de tal maneira à verdade pode frustrar seus colegas jornalistas, fazendo você perder muitas amizades. Na realidade, também, é preferível estar só por falar a verdade do que mal acompanhado por quem vive da mentira.

 

É claro que vocês podem expressar a sua opinião, mas ela deve estar baseada nos fatos e ser resuktado de uma analise lógica desprovida se impulsos sentimentalóides. A primeira função de um jornalista de verdade é proteger a verdade dos seus próprios caprichos e dos seus valores que podem não respeitar o que de fato está ocorrendo na realidade.

 

Fatos são fatos e eles podem ser indesejados segundo a sua opinião. Você pode não gostar do que você vê mas mentir sobre os fatos nunca pode ser uma opção. Se sua audiência te pede para mentir, te abraçar à verdade como se ela fosse teu colete salva-vidas em meio a uma tempestade num oceano bravio.

 

Se você só fala ou escreve o que a tua audiência quer ou o que você gostaria que fosse, mas não é, existe uma outra faculdade no mesmo prédio que é a de publicidade e propaganda. Será que você não optou pela profissão errada?


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O BALCÃO DE NEGÓCIOS - 10.10.25


Por Alex Pipkin - PhD em Administração

 

Não sou cientista político, mas vivo nesta republiqueta verde-amarela vai fazer sessenta anos. Portanto, sinto os cheiros da feira, conheço o gosto da lama institucional. Digo com convicção hobbesiana: o homem não é perfeito, é egoísta, além de outras características nada elogiosas. O homem é assim, por natureza imanente. E, no Brasil, fisiologicamente, esses homens transformam-se em ministros.
Vejam o caso do ministro André Fufuca, do Progressistas, responsável pelo Esporte. Jovem, simpático, médico, mas acima de tudo especialista em fisiologia política. Quando seu partido decidiu desembarcar do governo lulopetista, Fufuca quis permanecer. Por convicção? Por coerência? Ora, poupe-me. Apenas apego ao conforto, ao tapete vermelho e, sobretudo, àquilo que se chama “estrutura de governo”, ou seja, boquinha garantida.
Também temos Celso Sabino, do União Brasil, ministro do Turismo, outro resistente ao suposto “ultimato” partidário. Disse que permanece por “convicção pessoal”. Convicção, sim, de que sair do poder seria um ato de generosidade que ninguém mais pratica.
E, como se não bastasse, estamos vivendo a emocionante, sentimental aposentadoria do ministro Luiz Roberto Barroso, candidatíssimo ao prêmio Nobel do “iluminismo”, que, no alto de seu “iluminismo”, deixa o STF, aludindo já ter contribuído para o grande avanço da republiqueta vermelho, verde e amarela. Mais um exemplo de como, no Brasil, virtude, erudição e fisiologia institucional podem coexistir sem qualquer atrito.
O fisiologismo, essa palavra sofisticada que tenta dar aparência nobre ao velho toma-lá-dá-cá, é o nome científico do balcão de negócios. E o balcão anda movimentado. Fufuca; Celso Sabino…
Convicções? Causas? Nenhuma. Apenas o velho instinto de sobrevivência política, travestido de pragmatismo. A retórica é o verniz; o conteúdo é o balcão de negócios.
É curioso observar como a política, essa ficção de bons propósitos, continua sendo vendida como uma arena de ideias. Quanta ingenuidade, meu caro Watson! Aqui, o que move a engrenagem não são ideais, mas interesses. Causas? Só se forem aquelas que garantem cargo, emenda e influência.
Vivemos, afinal, nesta republiqueta verde-amarela. Terra sem lei, da impunidade, da ditadura da toga e da corrupção desenfreada. Uma nação em que o crime compensa, o mérito incomoda e a coerência é tratada como excentricidade. A previsibilidade é quase científica: os incentivos que deveriam inibir o fisiologismo o estimulam; o sistema que deveria punir o desvio o recompensa.
Todo mundo sabe disso, é mais claro que água cristalina. O fisiologismo não é um acidente, é um projeto. E, enquanto a ciência política continua debatendo o país que deveria ser, nós, aqui fora, continuamos sobrevivendo ao país que é. Desafortunadamente, uma feira de vaidades, um leilão de princípios, uma coreografia cínica em que a virtude sempre dança sozinha.
Porque, no Brasil, o fisiologismo não morre. Ele apenas muda de gabinete.


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