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A NEGAÇÃO DO JORNALISMO - 19.01.22


Por J.R.Guzzo  

 

A impressão é que o sonho de muito jornalista brasileiro é trabalhar num grande Pravdanacional, com redação única e Lula na cadeira de redator-chefe.

 

Parece destinada em breve ao cemitério, por falência progressiva dos motivos que tinha para manter-se viva, uma das piores ideias que a imprensa brasileira já teve em seus 200 e poucos anos de existência. Com a diminuição dos casos de covid, e o seu desaparecimento das manchetes e do horário nobre da televisão, pode estar caindo em exercício findo, como se diz em português de funcionário público, o “consórcio” dos principais veículos da mídia brasileira para divulgar em conjunto os mesmos números diários sobre mortos na epidemia. Virou uma coisa de religião. Só esses números, segundo os jornalistas, são (ou eram) a verdade, o caminho e a luz. Ficou a cargo do “consórcio”, desde o dia em que foi criado, o direito exclusivo de dizer quantas pessoas tinham morrido na véspera — nenhum outro poderia ser admitido, sob pena de incentivo ao genocídio e sabe lá quanta desgraça ainda pior. Não haveria mais perigo, a partir daí, de que “o Bolsonaro” inventasse números e acabasse, em sua estratégia de “desinformação”, com os objetos de desejo mais intensos que a imprensa brasileira já teve em tempos modernos: o “fique em casa”, a máscara e o uso do álcool em gel.

Durante meses a fio, ou até mais, era o momento do dia mais empolgante para muito jornalista deste país: a hora de fechar os mortos da edição com o número sagrado que baixava do “consórcio”. Quanto mais alto o número, maior a alegria nas redações, secreta ou sem disfarce. “Yesssss!”, exultava-se intimamente, a cada vez que os números produzidos pelo “consórcio” batiam recordes — diários, mensais, quinzenais, nos dias ímpares, nos dias de chuva, nas vésperas de feriados, nos dias santos e por aí afora. Era sinal, então, que a covid continuava a toda. Isso, no tumulto mental de muito comunicador, iria enfraquecer o governo Bolsonaro, apressar o fim do capitalismo e dar um impulso decisivo nas lutas pela diversidade, por mais terras para os índios e contra o aquecimento global.

Foi um momento de ruptura violenta com a vida inteligente, mas, até aí, tudo mais ou menos bem — são coisas que acontecem e depois, com o passar do tempo, se dissolvem em sua própria mediocridade orgânica. O que chama a atenção no “consórcio de mídia” é a brutalidade do equívoco profissional cometido por quem imaginou e criou essa deformidade. É simples. O consórcio é a própria negação da ideia mais elementar do jornalismo independente: a capacidade, por parte de cada órgão de imprensa, de apurar, escrever e publicar as notícias que julga de interesse para o público, sem consulta aos vizinhos, sem a sua licença e sem a interferência de ninguém. Não deveria ter existido, em nenhuma circunstância — até por uma questão mínima de amor-próprio.

Os editores, nesse episódio, não apenas levaram os veículos a abrir mão do principal patrimônio que podem ter: a sua identidade como órgão de fé pública. Nessa condição, espera-se que um jornalista não renuncie à sua liberdade de publicar o que acha correto para os leitores, ouvintes ou expectadores — e que assuma a responsabilidade plena pelo que está publicando. Os criadores do “consórcio” deram, além disso, uma demonstração de vacilo profissional. Por que pedir ajuda ao concorrente para publicar uma notícia? Será que a gente não tem competência para apurar as nossas próprias informações? Onde foi parar a vontade de competir e de dar matéria melhor que a do competidor? É a vitória do conformismo de rebanho — o importante é obedecer a ordens, ser igual ao colega, aceitar, colocar “limites” na liberdade individual, seguir um comando político. Disso não sai nada que preste. Só um Saara mental — um deserto sem sombra, sem vida e sem alegria.

Não adianta nada, obviamente, dizer que cada órgão de imprensa tem um representante no “consórcio”. Por que diabo, então, o representante não entrega ao seu próprio veículo o que está entregando ao “consórcio”? A partir daí, cada veículo que cuide da sua vida e trate de fazer mais e melhor que a concorrência. Se é para o sujeito colaborar com o conjunto e doar a todos os outros membros do “consórcio” a sua informação, em vez de levá-la ao lugar onde ele próprio trabalha, porque tanto jornal, rádio ou emissora de televisão assim? Por que quando cai um avião, por exemplo, não se junta todo mundo para dar o mesmo número de mortos e feridos? Vidas são vidas, é o que a mídia diz sem parar há quase dois anos. Morto de desastre de avião seria menos importante, então, que morto de covid? Não faz nexo. É uma busca inédita, insaciável e irracional pelo coletivo; a impressão é que o sonho de muito jornalista brasileiro é trabalhar num grande Pravda nacional, com redação única, Lula na cadeira de redator-chefe e nenhum outro veículo em circulação.

É a mesma coisa, ou uma ideia ainda pior, com as “agências de verificação” que se dedicam a verificar aquilo que os seus donos consideram “notícias falsas”, ou fake news. São os censores de 2021 — uma criação não da autoridade pública nos regimes de força, como sempre é o caso nos mecanismos de censura, mas dos próprios jornalistas. Seria difícil, tempos atrás, acreditar que um jornalista profissional pudesse se tornar um defensor extremado da proibição de dar notícia — ou do castigo, inclusive penal, para quem publicar notícias proibidas pelas “agências”. Mas é isso, exatamente, o que aconteceu. Grupos particulares, sem identidade jurídica ou fiscal, sem diretores legais ou endereço, deram a si próprios o direito de dizer o que é verdade e o que é mentira em tudo o que a mídia publica ou pode publicar. É claro que têm um viés político, e mais claro ainda que viés é esse: não há uma única agência de fake newsfazendo vigilância sobre notícias falsas contra o governo federal, por exemplo. Todas, sem exceção, variam da esquerda para a esquerda. “Falso”, naturalmente, é tudo aquilo que o grupo não quer que seja publicado.

Ao se associarem às “agências de verificação”, os órgãos de imprensa, mais uma vez, estão entregando a terceiros uma parte essencial de sua alma: definir sem interferência de ninguém o que é correto e, portanto, passível de publicação. Um veículo de respeito está aí para isso: apurar as suas próprias informações, publicar o que considera fiel aos fatos e assumir a responsabilidade pelo que publicou. “Se saiu impresso, ou foi ao ar, é porque nós fizemos o nosso trabalho, verificamos exatamente o que aconteceu e garantimos que isso aqui é verdade. É por esse motivo que o público paga para ter acesso ao que nós publicamos. É esse o nosso trabalho. Não é o governo, nem uma empresa, nem uma entidade qualquer, seja qual for, que estão nos instruindo ou autorizando a dizer isso ou aquilo; somos nós mesmos.”

Um órgão de imprensa de verdade não precisa de agência de fake news — faz o seu trabalho de verificação por conta própria, e o selo de qualidade de suas informações não tem de ser dado por ninguém, a não ser por ele mesmo. Também não faz o papel de polícia do conteúdo alheio, e nem terceiriza a própria credibilidade. Se essa ou aquela notícia não saem, é porque os jornalistas deste ou daquele veículo constataram que ela não é verdadeira; não é porque a “agência de verificação” não deixou. Não dá para entregar a outros, para quem está interessado em fazer jornalismo a sério, a tarefa de apurar nada do que é publicado. Ou você é responsável por tudo o que publica, ou não é. Não há meio-termo.

Os jornalistas brasileiros adoraram o “consórcio” e as “agências”. Não há nada de bom, em nada disso aí, para leitores, ouvintes e telespectadores.


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TIRANIAS NÃO BATEM À PORTA - 18.01.22


por Percival Puggina - https://www.puggina.org/home

 

O que queres que faça? Almoçar cada dia um sapo e não ter nojo? Trazer os joelhos encardidos? Exercitar a espinha em todos os sentidos? Gastar o próprio ventre a caminhar de bojo? Não, muito obrigado! (Edmond Rostand, em Cyrano de Bergerac).

         Eis o que nos está sendo cotidianamente pedido. A isso também digo – Não, muito obrigado!

Se alguém imagina que os perigos que rondam a nação chegarão batendo à porta e pedindo licença, está muito enganado. Tal expectativa é de alto risco.

Tenho lido frases escritas por cidadãos brasileiros nas redes sociais defendendo censura e prisão para quem não vacinar filhos na faixa etária de 5 a 14 anos! Tenho visto cidadãos brasileiros falando como alguns ministros do STF falam; e isso é péssimo!  Tenho visto cidadãos brasileiros entregarem espontaneamente seu discernimento, sua liberdade de pensamento e expressão e aceitarem que a verdade possa ser estatizada! Tenho ouvido aplausos à prisão de brasileiros por atos que não constituem crimes e à soltura de bandidos condenados para retorno expedito às urnas e à vida pública! A tudo assisto em uma nação que, certo dia, acreditou serem para pessoas com ficha limpa as disputas eleitorais!

Em respeito a todos os leitores, não diria o que afirmarei agora se não estivesse tão evidente que parcela significativa da sociedade entregou a liberdade e perdeu a autonomia, e essa perda já é o próprio perigo tomando posições, ou seja, desorientando corações e mentes.

Do exterior, vem a pergunta insistente: “O que acontece com o Brasil? O povo quer confiar-se a corruptos condenados?”

A resposta sai sofrida porque exige falar de um país onde as formas de autoridade – seja moral, intelectual, ou espiritual – entraram em colapso. Em muitos casos, restou apenas o poder, sem autoridade. Onde essa autoridade (auctoritas de que falavam os romanos) definha, vai-se a moral das gentes. Por erosão constante, ela definha nas famílias, nas escolas, na política, nos meios intelectuais e nos religiosos, nas cortes.

Esse não é o meu Brasil! Esse Brasil é obra de mãos maliciosas e gananciosas pelo poder. Ele, o poder, é sempre o tema, como Celso Daniel veio a saber pelo pior modo possível.

Este Brasil forma cidadãos proporcionando uma educação militante e deficiente junto com uma ruptura dos vínculos com as fontes de verdadeira autoridade intelectual e moral. Mas isso está acontecendo em todo o Ocidente, não é mesmo? E a tirania entra sem bater à porta.

Felizmente, alguns, ainda, dizem –  “Não, muito obrigado!”. 


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QUER RECLAMAR DA INFLAÇÃO? VEJA AQUI SE PODE. 13.01.22


por Percival Puggina - http://www.puggina.org
 
         Acabo de ler em Epoch Times que a inflação medida no Índice de Preços ao Consumidor norte-americano pelo Bureau of Labor Statistics alcançou 7%, o maior salto em 12 meses desde o ano de 1982.  É o efeito lá, em dólares, da chamada inflação mundial. No Brasil a alta de preços foi medida em 10% no ano de 2021. 

         O resultado afeta o bolso de todos e, claro, sofre mais quem pode menos.

         O mal estar social é grande. As pessoas reclamam. A oposição se refestela! Seus economistas põem a culpa em Bolsonaro e recheiam seus candidatos com criativas inutilidades.

         No entanto, caro leitor, há um problema. A queixa é grátis, mas não deveria ser totalmente liberada. Na minha perspectiva, cá no meu observatório, só deveriam ter direito a reclamar aqueles cidadãos que se opuseram ao fique-em-casa, ao fecha-tudo, ao lockdown e ao discurso segundo o qual “a economia a gente vê depois”.

         Convenhamos, durante meses a fio tivemos que defender o direito ao trabalho e a liberdade num ambiente em que éramos vistos como seres insensíveis, para os quais o dinheiro valia mais do que a vida... Sim, até esse tipo de insulto tivemos que ler e ouvir.

         Agora, infelizmente, o depois e a inflação vieram para todos.


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AQUI HÁ RESISTÊNCIA! - 10.01.22


por Percival Puggina - www.puggina.org



         Qual foi o principal problema enfrentado por Bolsonaro no exercício da presidência da República? Sobre a resposta a essa pergunta eu não tenho dúvida: o combate sem trégua a Bolsonaro se deve a ter ele sido eleito pela parcela conservadora da sociedade. Omisso e silencioso, esse eleitorado ganhou, com ele, súbita expressão política. E isso foi visto como ato de guerra pelos “progressistas” de todos os matizes (e de todos os países).

Fosse Bolsonaro um “progressista”, sua vida seria mais tranquila. Até então, a guerra cultural estava em curso e era vencida pela esquerda com facilidades análogas às encontradas pela máquina de guerra nazista ao invadir a Europa Ocidental.

 

Na vitória de Bolsonaro, porém, o Brasil disse ao mundo que, aqui, haveria resistência.


Você não enfrenta máquinas de guerra poderosas e vencedoras sem determinar reações em contrário. E elas foram severíssimas nos ambientes culturais propriamente ditos, no mundo acadêmico, nas poderosas e endinheiradas fundações da Nova Ordem Mundial, nos meios de comunicação, no aparelho burocrático do Estado e nos poderes de estado, notadamente nos Tribunais Superiores.

Bolsonaro poderia ser exatamente como é, mas se não tivesse despertado e mobilizado o eleitorado conservador – favas contatadas nas disputas entre duas esquerdas durante um quarto de século – o governo teria tido outro curso e enfrentado dificuldades bem menores.

Examine o leque dos candidatos presidenciais. Exceto Bolsonaro (PL) com 30%, todos os demais são esquerdistas e isso dá boa ideia sobre para onde aponta o ano eleitoral cuja folhinha já está rolando. Depois, olhe detidamente os nomes e conviva com a realidade: eles são tudo que os partidos políticos têm a apresentar após quatro anos fazendo fumaça e barulho, impedindo o governo de governar, atacando-o por tudo  e por nada, criando despesa para um orçamento já estourado, fazendo negócios, batendo à porta do STF para fazer “política”. Nada revela tão bem o quanto são inaproveitáveis nossas legendas partidárias do que os nomes que apresentam ao eleitorado!

Lula (PT), com 40%. É um candidato zumbi, que surfa pesquisa, mas não aparece em público e deve fugir de espelho. Seu pior inimigo é sua biografia.

O governador João Dória (PSDB), dito Bolsodória na campanha de 2018, passou quatro anos criando problemas ao presidente e conseguiu apenas 3% de intenções de voto na última pesquisa que li. 

Sérgio Moro (Podemos) está longe de ser um conservador, ou um liberal, como Bolsonaro descobriu tarde demais. Seu papel de hoje não é aquele com que o atraíram; é o que a história já lhe reservou: tirar votos de Bolsonaro para ajudar a eleição do ex-presidiário. Diante de apenas 11% de intenções de voto, seus próximos já o aconselham a disputar cadeira de senador para não ficar desocupado.

Ciro Gomes (PDT) contabiliza 7% e se vê em meio a uma calmaria, com o velame caído, sem receber uma lufada de ar que lhe permita esperar terra à vista em algum ponto de seu monótono horizonte.

A senadora Simone Tebet (do outrora grande MDB), picada pela mosca azul, fez o possível para se pôr em evidência, sempre infernizando a vida do presidente e descobre, agora, que conseguiu atrair a atenção de apenas um em cada cem eleitores brasileiros.

O senador Rodrigo Pacheco (PSD), o omisso “Pachecão”, fez muito mau uso de seu poder no Senado, ajoelhou-se perante o STF, virou as costas ao clamor popular, precisou fechar suas redes sociais, e ainda quer (?) ser presidente. Com 0,6% perde até para a colega Simone Tebet. 

Não me tiram a esperança de ter meu país de volta. Aqui resistiremos.


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COMUNISMO, ESSE INSEPULTO - 07.01.22


por Percival Puggina - www.puggina.org
 
Diferentemente do que acontece com os socialismos e com o comunismo, as liberdades econômicas não tiveram um fundador, não tiveram um Marx com sinal trocado para concebê-las. Ninguém apareceu na humanidade para excitar, na mente da plebe, legítimos anseios de realização pessoal por meios próprios. Ninguém preconizou: "Monta tua empresa, cria teu negócio, põe tua criatividade em ação, persegue teus ideais!". No Rio Grande do Sul, 188 mil pessoas assim pensaram e agiram nos nove primeiros meses do ano passado. Tais bens da civilização foram conquistas dos indivíduos, no mundo dos fatos, na ordem da natureza, e têm sido o eficiente motor do progresso econômico e social.

Autores esquerdistas querem fazer crer que a miséria de tantos no mundo de hoje é produto ou subproduto inevitável da economia de empresa. Deve-se supor, então, que os miseráveis da África e da Ásia viviam na abundância, na mesa farta e na prodigalidade dos frutos da natureza, até que o famigerado capitalismo aparecesse para desgraçar suas vidas. O fato de que nas regiões do mundo onde se perenizam as situações descritas não exista uma economia livre, não haja empresas, nem empregos, parece passar ao largo de tais certezas ideológicas. Vale o mesmo para a inoperância, nessas regiões, do braço do Estado, que o comunismo apresenta como sempre benevolente e eficiente.

São realidades esféricas, identificáveis sob qualquer ponto de observação: 1) a fome era endêmica na Europa até meados do século passado e foi a economia de mercado que criou, ali, a prosperidade; 2) sempre que os meios de produção viraram propriedade do Estado a fome grassou mesmo entre os que plantavam; 3) enquanto as experiências coletivistas conseguiram, como obra máxima, nivelar a todos na miséria, a China, com o capitalismo mais rude de que se tem notícia, em poucas décadas, resgatou da pobreza extrema mais de meio bilhão de seres humanos; 4) não é diferente a situação no Leste da Ásia, inclusive no Vietnã reunificado e comunista, no Camboja do Khmer-Vermelho, no Laos e na Tailândia; 5) quem viaja pelo Leste Europeu sabe quanto as coisas melhoraram por lá desde que as economias daqueles países, infelicitados pelo dogmatismo comunista, se libertaram do tacão soviético.

A história mostra, enfim, que o comunismo é imbatível quando se trata de gerar escassez, miséria e aviltamento da dignidade humana. A nossa Ibero-América, onde as prescrições políticas e econômicas do Foro de São Paulo ditam regras para muitos países, parece nada aprender das constatações acima. Consequentemente, as coisas andam mal e é preciso botar a culpa em qualquer um que não nos vendedores de ilusões, nas utopias que se requebram como odaliscas, nos delírios do neocomunismo, nos corruptos e nos corruptores.

Decreta-se, então, para todos os males, a responsabilidade da economia de empresa, do capitalismo e, sim, claro, dos Estados Unidos.


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Para evitar que você seja feito de trouxa novamente! - 30.12.21


Por Thomas Korontai

 

Se você não leu este texto ainda, leia-o com atenção, por favor. E se já leu, vá direto para o comentário que faço (e assumo diante do TSE), sobre e vã esperança desenvolvida sobre o cadáver insepulto da democracia no Brasil e a razão disso.

“O Chile tem 67% de Classe Média, 12% de indice de pobreza, o PIB cresceu 11% e inflação abaixo de 6%.  Guardem bem esses números para comparar daqui a 01 ano.

Portanto o Chile é o melhor país da América Latina nos aspectos sociais e econômicos. Mas ELEGEU um radical da extrema esquerda com processos nas costas por uso de drogas e assédio sexual, uma mistura podre de  Boulos com Freixo. Como isso aconteceu? Simples, 53% de abstenção no pleito!!!

Ele foi eleito pela minoria que foi votar.

A esquerda vota em seus corruptos de estimação, enquanto a direita quer achar um político perfeito.

O povo de bem preferiu ficar em casa assistindo TV a ir votar.

O velho mantra: quem não corre atrás do que quer, aceita o que vier.

Espera-se que o mesmo não aconteça aqui em outubro de 2022. O voto tem que ser exercido.”

 

* COMENTÁRIO do Thomas Korontai*

Pois é, mas, aqui tal raciocínio não tem o menor sentido,  pois o *controle da contagem dos votos é do TSE.*  As eleições são *ilegais, pois não possuem escrutínio público,*  e ninguém está dando importância para isso! Nem o TSE, nem o STF, nem os políticos e, infelizmente, nem o PR, que já foi muitas vezes avisado.  E nem os militares... Como pode? E a direita, os liberais e os conservadores ainda acham que vão ganhar a eleição? Acham mesmo que a esquerda ou a NOM vão perder esta chance??

Enquanto lá no Chile a Direita errou por não ter ido votar, em processo eleitoral seguro e confiável (veja artigo publicado no link/site abaixo descrito),  aqui, *a Direita aceita a ilegalidade e ainda acredita em Papai Noel... Pelo amor de Deus acordem!* Comecem a bater nisso, todos os dias! Vamos formar uma massa crítica nacional pela legalização do processo eleitoral. Só a pressão popular pode fazer andar uma sugestão/projeto legislativo pela regulamentação do escrutínio público parado no Senado, e termos eleições honestas ainda em 2022. Esqueçam o discurso de fraudes, esqueçam voto impresso, esqueçam voto auditável,  porque o TSE agora disse que vai prender todos que falarem disso. Mas não podem nos prender por demonstrarmos a *ILEGALIDADE DO PROCESSO ELEITORAL, PELO SIMPLES FATO DE NÃO EXISTIR O TAL DO ESCRUTÍNIO PÚBLICO.* *A publicidade do escrutínio é exigência constitucional (art. 37)!* É simples e cristalino, não precisa ser jurista para perceber isso! A contabilização dos votos feita imoral e ilegalmente pelas urnas eletrônicas não é a mesma coisa que *contagem feita publicamente por mesários, em cada seção eleitoral, ao final do dia da eleição, gravados e na presença de fiscais de partidos e eleitores sorteados.* Lembrando... prosperidade econômica não garante eleições, como bem demonstrado no Chile.

 

Se quiser saber mais, veja as matérias que tratam disto com riqueza de detalhes em www.convergencias.org.br


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