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A LINHA VERMELHA - 01.09.25


Por Percival Puggina

 

Governos petistas não têm o hábito de levar a sério imposições da razão. Entende-se. Grupos políticos de extrema esquerda são pouco racionais. Embora digam defender a ciência, rejeitam as mais elementares lições da Economia, Antropologia, Sociologia, Política, etc. O critério ideológico é determinante, até mesmo, da escolha do jardineiro e dos ingredientes gastronômicos. Girassóis da Rússia. Camarões de esquerda. Lagostas trotskistas. Pato de Pequim. E, claro, conselheiros chineses. 

Por vezes, o que um extremista de esquerda diz corresponde ao que algumas pessoas desejam, mas o que ele faz, nunca encaixa no que disse. Eis a trágica marcha rumo às grandes burradas, como as que nos trouxeram às atuais dificuldades, e provocam a doentia ansiedade de controlar as opiniões e seu trânsito no corpo social.  

Depois de 2011, como consequência das sucessivas eleições de petistas para a presidência da República, a esquerda radical nunca teve menos de seis representantes entre os 11 ministros do Supremo. Com a adesão de ministros indicados por outros governos, como Gilmar Mendes (por FHC) e Alexandre de Moraes (por Michel Temer) chega-se à atualidade, quando a minoria conta com apenas dois e eventualmente com três dos 11 votos.

Era inevitável que o STF, pela maioria de seus membros, atravessasse a linha vermelha. O petismo não brinca com ideologia nem com o que possa afetar seu acesso e permanência no poder. Assim, com ares missionários, cobrando silêncio e submissão do rebanho, o STF se tornou uma esponja de prerrogativas, drenando-as do Parlamento, espaço legítimo da representação popular. 

O advento das redes sociais pôs fim a um tempo em que essa maioria “era feliz e não sabia”, para dizer como o ministro Luís Roberto Barroso, hoje visivelmente infeliz, desejoso de ir embora. De fato, as redes sociais acabaram com a intermediação da opinião pública pelas grandes emissoras e grandes jornais. Como ela passou a se expressar de modo vigoroso pelas vozes próprias dos cidadãos em proporções que se revelaram decisivas na eleição de 2018, para elas confluiu parte expressiva das verbas publicitárias.

Selou-se assim um compromisso dos “editores da nação” no STF com os editores da velha mídia, repetindo juntos, à moda Goebbels, sem cessar, narrativas à margem dos fatos. Os editores da nação usam e abusam da intimidação proporcionada por mandados de busca e apreensão, celulares escrutinados, bloqueios de contas, supressão de direitos; muita gente pra prender e multa pra aplicar. Os editores da velha mídia agem como trombonistas da banda oficial, controlando música e letra à vontade dos donos. Fora isso, restam as redes sociais, porque tudo mais, no Brasil de hoje, é apenas paisagem. Com a verdade já decidida pelo Estado, quem precisa da opinião pública?

Ao observar pela primeira vez uma decisão ser tomada pelo STF em frontal antagonismo com teor explícito da Constituição, sob silêncio do Congresso e da mídia, redigi este prefácio do futuro em artigo publicado por Zero Hora.
 

“Foi escancarada a porta para o totalitarismo jurídico. Passou o bezerrinho. Atrás vem a boiada. Doravante, se um projeto de lei não tiver guarida no Congresso, recorra-se ao Supremo. Sempre haverá um princípio constitucional para ser espremido no pau-de-arara das vontades presentes.” 
 

Corria o ano de 2011. Quanto eu quis estar errado!


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A TEORIA E A PRÁTICA DA DESFAÇATEZ - 29.08.25


Por Alex Pipkin - PHD

 

É curioso como certos teóricos parecem acreditar que a realidade deve se curvar às suas abstrações, ignorando que, na prática, os líderes podem agir de forma diametralmente oposta às teorias, convertendo princípios em caricaturas. Como, por exemplo, já se perguntaram o que sentem os judeus no Brasil — que tanto contribuíram para o desenvolvimento econômico e social do país e ajudaram pessoas de todas as raças e religiões — ao ver o governo se alinhar com inimigos da civilização e desrespeitar a memória do Holocausto?
Esses teóricos vivem como marionetes de suas próprias hipóteses, encenando realidades que jamais existirão fora do papel. Criam modelos sofisticados, suposições engomadas, hipóteses coloridas, tudo para se deliciar com sua própria inteligência em círculos de autoelogio. O problema não está em simplificar para iluminar um princípio, está em confundir o cartaz didático com o mundo real: cruel, imprevisível, inexorável.
Essa confusão não se limita a salas universitárias ou artigos ignorados. Ela invadiu a diplomacia brasileira. Durante décadas, a política externa do Brasil foi benchmarking global. Era respeitada por sua moderação, prudência e racionalidade, capaz de dialogar com todos os blocos sem se render ao populismo ou ao ressentimento. Esse patrimônio, construído com paciência e competência, agora é dilapidado com a mesma displicência que certos acadêmicos dedicam a papers irrelevantes.
O presidente Lula, acompanhado de seu assessor especial Celso Amorim — notório antissionista, cuja retórica frequentemente flerta com o antissemitismo — transformou a diplomacia em palco de devaneios ideológicos, de antissemitismo e de provocações grotescas. Vimos o Brasil, historicamente mediador ponderado, envergonhar-se ao comparar a defesa legítima de Israel contra terroristas assassinos — que estupraram, queimaram vivos e sequestraram inocentes — ao Holocausto. O Holocausto! Cuspindo na memória das vítimas, no rosto da civilização e na esperança de todos que ainda acreditam na bondade humana.
Não se trata de gafe, mas de desfaçatez. Não é um tropeço verbal; é uma escolha política: alinhar-se com terroristas, assassinos, ditadores, autocratas, teocracias como a do Irã — em suma, com o próprio eixo do mal. Uma guinada consciente, mas destruidora, que lança o Brasil na contramão da civilização. Alinhando-se ao rancor, ao ressentimento e a uma narrativa que flerta abertamente com o antissemitismo, Lula arrasta consigo não apenas a imagem do governo, mas a própria credibilidade da nação.
A ironia maior é que esse tipo de postura confirma o que muitos críticos sempre disseram, ou seja, de que teorias, sejam de relações internacionais ou filosofia política, são simplificações imperfeitas da realidade. Podem ser úteis, desde que reconhecidas como abstrações. Mas quando confundidas com prática, produzem catástrofes. Lula é um experimento vivo daquilo que não deve ser feito: uma diplomacia que despreza incentivos, custos e consequências, como se o mundo fosse um seminário de “clube inglês” globalista, sectário e manipulador, que governa ideias independentemente da verdade, regozijando-se com seus próprios delírios.
O resultado é trágico! A destruição da credibilidade de um país que já foi admirado por sua prudência. Hoje, em vez de respeito, colhemos desconfiança. Em vez de liderança, caricatura. O Brasil, que já soube ser protagonista equilibrado, agora é visto como aprendiz de agitador, convertido em bufão internacional, transformado em piada em salões que antes respeitavam o país. Triste, para ser econômico.


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O SIMULACRO DO BEM COMUM - 26.08.25


Por Alex Pipkin - PHD

 

O que é, afinal, o bem comum? Não reside ele em proteger, preservar e valorizar o povo, o verdadeiro coração de qualquer república digna? No Brasil, porém, o que se vê é o oposto. Governantes proclamam palavras como “democracia” e “estado de direito” com altivez, mas são ecos vazios, bonitos apenas no som. A cada ciclo político, uma minoria organizada, uma deselite, ocupa o poder não para servir ao povo, mas para alimentar projetos ideológicos e interesses particulares. Dizem governar “pelo povo”, mas governam contra ele, sequestrando a própria ideia de democracia.

Desde sempre, observa-se um padrão inescapável. Tem-se uma minoria, autoproclamada “civilizada” ou “especialista”, que assume o papel de decidir pelo restante da sociedade, como se o povo fosse incapaz de compreender seu próprio destino. Intelectuais, políticos e estrategistas legitimam essa lógica, impondo decisões que ignoram os interesses da coletividade. É essa deselite que traça regras, definindo prioridades e ditando rumos — em oposição aos desejos e necessidades do cidadão comum — mantendo o simulacro de democracia enquanto subverte o verdadeiro bem comum.

Na economia, a ilusão é igualmente flagrante. Retratam o povo como figurantes na engrenagem dos capitalistas, como se estes fossem donos absolutos de nossas vontades. Mas, em uma economia de mercado genuína, não são os capitalistas que decidem: é o consumidor. Ninguém pode ser coagido a comprar o que não deseja; apenas um monopólio estatal teria esse poder. O povo, em suas escolhas diárias, determina o que deve ser produzido, em que quantidade e qualidade. A soberania econômica reside nele, e toda tentativa de subvertê-la é uma violência contra a liberdade.

O Estado de Direito, tão proclamado, revela-se um simulacro. Não há democracia quando os poderes se desequilibram, quando tribunais invadem competências alheias e decidem pelo povo em lugar do povo. A hipertrofia do Judiciário transforma-o em árbitro moral supremo, autoproclamado dono da verdade, dissolvendo o próprio Estado de Direito. Em lugar da autocontenção, há imposição; em lugar do respeito, o medo. A vontade popular, que deveria sustentar toda ordem democrática, é substituída pela arrogância de quem se coloca acima dela.

O Legislativo, que deveria ser o espelho da sociedade, converteu-se em refém. Muitos parlamentares, acuados pelo medo, já não legislam; resignam-se a obedecer. Outros, capturados pelo Executivo, alinham-se a projetos de poder que nada têm de populares, servindo apenas a interesses ideológicos e impondo agendas contrárias ao povo e ao bem comum. O Parlamento, que deveria ser o coração da democracia representativa, sucumbe ao medo e à conveniência.

Eis a tragédia brasileira! Em vez de freios e contrapesos a serviço da liberdade, temos um conluio tácito de poderes que, cada qual à sua maneira, se volta contra o cidadão. Executivo, Legislativo e Judiciário, em vez de garantirem a soberania popular, a subvertem; em vez de preservarem o bem comum, o traem; em vez de respeitarem o povo e o consumidor, arrogam-se o direito de decidir por eles. Não é democracia. Não é Estado de Direito. É apenas o simulacro de uma república que governa contra aqueles a quem deveria servir.

E, assim, neste país de palavras grandiosas e ações perversas, o povo não governa. O consumidor não decide. O bem comum é apenas uma sombra, perseguida e desfigurada por aqueles que deveriam protegê-lo, enquanto todos os poderes, cada qual à sua maneira, conspiram para seu esquecimento.


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E O PL DA -ADULTIZAÇÃO- NADA DIZ SOBRE EMISSORAS DE TV? -25.08.25


Por Percival Puggina
 
        No início dos anos 90, preocupados com a erotização precoce de crianças e adolescentes, levando à gravidez, ao aborto e à prostituição, criamos em Porto Alegre um grupo de leigos para formação da “consciência crítica” das famílias através de palestras em paróquias da Igreja Católica. Cumprimos essa missão por uns poucos anos. Éramos jovens e a vida nos dispersou para outras paragens e responsabilidades.
 
Naquela época, a internet sequer operava comercialmente no Brasil. Não havia algo que merecesse o nome de “ambientes digitais”. Não existiam redes sociais. Salvo falha da memória, apenas um membro do grupo, com atuação na área jurídica, tinha computador com impressora. O que mais nos preocupava eram as novelas, os programas de TV e sua influência na erotização precoce.
 
Por isso, louvei, outro dia, a manifestação do Alexandre do bem, o Garcia, chamando a atenção da audiência do “Oeste Sem Filtro” para o fato de que a tal “adultização” acontece principalmente na programação de emissoras de TV. Ao discorrer sobre o tema, Alexandre Garcia mostrou que o PL contra a adultização chega tarde e esquece o principal.
 
O foco desse projeto, de tanto interesse do governo, não são crianças e adolescentes. É o controle das redes e a autorização para regulamentar uma “autoridade nacional”, ideia fixa da esquerda que dá as cartas, joga de mão, apita o jogo político, parou o relógio em 8 de janeiro de 2023, e culpa a oposição por todos os erros que comete em cascata.
 
Se o projeto contra a adultização fosse o que dele é dito, incluiria, obrigatoriamente, a programação das emissoras de TV. Nem uma única vez, porém, o projeto menciona as palavras TV, emissora ou televisão, deixando tudo como víamos no início dos anos 90.


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PELO CAOS À HEGEMONIA: UMA ESTRATÉGIA DE PODER - 22.08.25


Por Dagoberto Lima Godoy

 

Há bastante tempo cogito que a crise brasileira não se deve apenas à incompetência do governo Lula na condução da economia. A sucessão de erros, abusos e decisões controversas parece seguir uma lógica mais profunda. Lembro-me do que fizeram os bolcheviques em 1917: sem maioria popular ou força institucional aparente, assumiram o poder explorando o caos econômico, político e social, valendo-se de disciplina partidária férrea e de cálculo tático implacável. Não será exagero perguntar se o petismo — em aliança com setores da esquerda e grupos oportunistas — não estaria, à sua maneira, tentando algo semelhante.

A analogia pode soar ousada, mas os elementos que a sustentam estão à vista. O Brasil atravessa retrocesso econômico e instabilidade institucional e, longe de se empenhar em corrigir rumos, o governo parece tirar proveito da confusão. Paralelamente, o Supremo Tribunal Federal, outrora guardião da Constituição, converteu-se em protagonista de um ativismo sem freios, restringindo liberdades e perseguindoopositores. O discurso oficial insiste na defesa da democracia, mas o que se observa é um cerco crescente à liberdade de expressão e a criminalização da dissidência política.

A situação brasileira não replica a Rússia de 1917. O roteiro é mais próximo do chavismo na Venezuela: tribunais cooptados, opositores judicializados, economia conduzida ao colapso até que a sociedade aceite uma solução autoritária como mal menor.

O agravante está na dimensão internacional. As sanções já impostas pelos Estados Unidos — sob a justificativa de violações à liberdade de expressão e perseguições políticas —, somadas ao desgaste da imagem brasileira perante a comunidade internacional, não apenas marginalizam o país diplomaticamente, mas também impõem custos concretos à economia. E, ainda assim, o governo instrumentaliza esse desgaste, apresentando-o como ataque à soberania nacional e insistindo — sobretudo nas falas do presidente — em realimentar a desavença, como quem “cutuca onça com vara curta”.

A essa atitude belicosa soma-se o descaso de ministros do STF diante das desastrosas consequências do eventual descumprimento da Lei Magnitsky, reforçando a impressão de que há, de fato, um propósito estratégico de construção do caos. 

O risco é claro: a ordem democrática brasileira pode ser corroída por dentro, num processo intencional de destruição econômica e erosão institucional.

A pergunta que se impõe é se a sociedade brasileira terá lucidez e força para resistir antes que seja tarde — ou se repetirá, em nova roupagem, a velha história de um país conduzido ao autoritarismo em nome da própria democracia.

 


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A FILOSOFIA BONDOSA DO FRACASSO - 21.08.25


Por Alex Pipkin - PHD

 

Sou um opinador compulsivo, uma espécie de viciado em ideias. Incapaz de guardar silêncio. Talvez fosse mais prudente calar. Mas confesso: seria um tédio. Escrevo porque vejo como missão desmascarar o grande truque do nosso tempo, a mais elegante das farsas políticas: o coletivismo. Essa filosofia tem a resistência das ervas daninhas. Mesmo cortada, renasce, com novos slogans e velhas promessas.

E como seduz! O coletivismo se apresenta com os trajes mais nobres: solidariedade, pertencimento, boa consciência. Nada soa mais sublime do que “fazer o bem ao próximo”. Melhor ainda quando essa generosidade não custa um centavo a quem a oferece — pois a conta é paga por terceiros, aqueles que produzem, trabalham, inovam. É a caridade terceirizada ao Estado: confortável, moralmente conveniente e, sobretudo, coercitiva. Ser coletivista, afinal, é uma beleza. É nobre, elegante — e fácil. A generosidade, quando paga com o dinheiro dos outros, é o luxo moral mais barato do mercado.

Para os coletivistas, engajar-se em programas sociais impostos pelo governo equivale a cumprir um dever moral e satisfazer a ânsia de pertencimento. O ser humano deseja participar de algo maior que si mesmo, e o Estado oferece essa ilusão sob a forma de políticas públicas “solidárias”. O poder de atração do coletivismo também está em oferecer supostas soluções para grandes ansiedades difusas: o medo da grandeza corporativa, da competição estrangeira, da desigualdade. Nada mais confortável do que acreditar em slogans generosos.

Na prática, o coletivismo opera um truque vulgar: transfere recursos de quem cria para quem nada produz. Quem trabalha sustenta quem não trabalha; quem inova banca quem nada inventa. Não é justiça — é confisco. Paradoxalmente, é esse sistema que, sob a máscara da compaixão, perpetua a miséria. O mundo, no entanto, não será salvo pelos caridosos, mas pelos eficientes — aqueles que, com disciplina e esforço, fazem a economia girar e a sociedade avançar.

As medidas que realmente trazem prosperidade são quase sempre impopulares. A disciplina fiscal, por exemplo, não rende aplausos de palanque nem manchetes apaixonadas. Mas é ela que evita o estouro da dívida, o aumento de preços, a inflação que corrói salários e, ironicamente, castiga os mais pobres, justamente os que o coletivismo jura proteger.

Basta olhar para Gaza e Israel. Jovens, embriagados por slogans de “justiça” e “resistência”, tomam partido sem conhecer história ou geopolítica. Israel, alvo de terroristas que declaram querer eliminá-lo do mapa, é acusado de agressor. O verniz humanitário esconde um antissemitismo reciclado, travestido de compaixão. Mais uma vez, a bondade de vitrine se torna cumplicidade com o mal.

É preciso resistir. Não podemos permitir que palavras como justiça, caridade, solidariedade sejam sequestradas e distorcidas para servir a projetos de poder. A linguagem é o campo de batalha.

O coletivismo, afinal, é isso: a filosofia bondosa do fracasso. Sempre promissora, sempre encantadora — e sempre derrotada. Como toda bondade que se impõe com o bolso alheio.

 

 


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