DILEMA DO PASSADO
Até pouco tempo atrás, se alguém, diante de um INCOMPETENTE e um CORRUPTO, fosse obrigado a escolher um dos dois, com toda a certeza escolheria o CORRUPTO. Até porque, enquanto a CORRUPÇÃO -envolvia- o DESVIO DE VERBAS E PRÁTICAS DESONESTAS -LIMITADAS-, a INCOMPETÊNCIA -produzia- decisões desastrosas, causando -ILIMITADOS- PREJUÍZOS À POPULAÇÃO, mesmo que não havendo intenção direta de ROUBOS.
MESMO DIREITO
Hoje, no entanto, por conta das repetidas decisões -AUTORITÁRIAS- da maioria dos ministros do STF, a situação mudou drástica e radicalmente. Com isso, tanto os INCOMPETENTES quanto os CORRUPTOS, independente do cargo que ocupam, ganharam o MESMO DIREITO: todos estão LIVRES E AUTORIZADOS A ROUBAR E/OU CAUSAR PREJUÍZOS -ILIMITADOS-, sem ser minimamente incomodados. Ao contrário; quanto maior o ROUBO E/OU O ROMBO, MAIS BENEFÍCIOS RECEBEM.
PREJUÍZOS ILIMITADOS
Se tudo já estava transitando em MODO -SAFADEZA-, a ESCANDALOSA forma adotada pelos TIRANOS-MINISTROS -Alexandre de Moraes e Dias Toffoli-, na condução do rumoroso caso -BANCO MASTER-, minou de vez COM A FRÁGIL E OU PRATICAMENTE INEXISTENTE CREDIBILIDADE DO STF. A atitude de ambos deixa claro que pouco ou nada importa se as decisões são baseadas em INCOMPETÊNCIA OU CORRUPÇÃO. O que rola no mercado da -ESPECULAÇÃO- é que, do jeito e forma como agem e decidem, há quem acredite, intimamente, que estamos diante de uma eventual VENDA DISFARÇADA DE SENTENÇA.
PRISÃO PERPÉTUA
Caso se confirme tudo aquilo que o povo imagina, inclusive a MÍDIA TRADICIONAL -que se diz TRAÍDA- aí não cabe mais falar em IMPEACHMENT. O caso -GRAVÍSSIMO- sugere, antes de tudo, a PRISÃO. PRISÃO PERPÉTUA!
CAIO GOTTLIEB
A propósito, eis o texto do Jornalista e publicitário, Caio Gottlieb, com o título -BANCO MASTER E O COLAPSO MORAL DO SUPREMO-
O escândalo do Banco Master já não é mais, como se isso fosse pouco, apenas a maior fraude financeira da história do país. O rombo astronômico, estimado em mais de R$ 12 bilhões, provocado por operações lastreadas em títulos sem valor real, que lesaram investidores e correntistas, seria, por si só, matéria suficiente para ocupar manchetes por semanas e meses.
Mas o que se revelou em torno desse episódio ultrapassa em muito a esfera bancária. O caso tornou-se um retrato escancarado da degradação institucional do Brasil.
O ponto de inflexão não está no banco. Está no Supremo Tribunal Federal.
Nos últimos anos, o STF passou a conviver com uma prática que corrói sua credibilidade: a naturalização de conflitos de interesse envolvendo ministros e escritórios de advocacia de familiares diretos — esposas, filhos, parentes próximos — atuando em causas bilionárias que orbitam o próprio poder que deveriam ser julgadas com distância, sobriedade e isenção.
Criou-se um ambiente onde a promiscuidade institucional deixou de ser exceção e passou a ser método.
Nesse contexto emerge a fraude do Master.
Reportagens amplamente documentadas revelaram que o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes firmou contrato com o banco prevendo representação jurídica junto ao Banco Central, à Receita Federal, ao Cade e ao Congresso Nacional. O detalhe devastador: nenhuma dessas instituições recebeu petições, pedidos formais ou qualquer atuação processual concreta do escritório em nome do banco.
Não houve trabalho técnico. Não houve advocacia no sentido clássico. Houve lobby. Influência. Pressão.
A partir daí, a história ganhou contornos ainda mais graves.
Segundo apuração da imprensa, o ministro Alexandre de Moraes chegou a telefonar seis vezes, no mesmo dia, ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar da operação de venda do Banco Master ao BRB, o Banco de Brasília. Não se tratou de um contato isolado, mas de uma sequência de conversas, em meio à análise de uma operação que poderia salvar uma instituição cliente do escritório de sua esposa.
As versões oficiais, divulgadas em notas, sustentaram que os contatos teriam tratado exclusivamente de temas genéricos, como os efeitos da Lei Magnitsky, que havia sido aplicada a Moraes pelo governo Trump por violação dos direitos humanos. A imprensa, porém, amparada em fontes do meio jurídico e financeiro com acesso direto aos bastidores, desmentiu essa narrativa.
E aqui entra o episódio que escancara, com tintas ainda mais fortes, o cinismo com que os brasileiros vêm sendo tratados.
O ministro Dias Toffoli, no mesmo período em que avocava para si processos relacionados ao caso, assumia o comando da investigação e decretava sigilo absoluto, viajava em jatinho particular de um empresário, ao lado de um advogado diretamente ligado a um dos diretores do Banco Master, para assistir a uma partida do Palmeiras em Lima, no Peru. A explicação oficial, oferecida com naturalidade desconcertante, foi a de que “não se tratou do assunto”.
Sim, claro. Nós acreditamos. Conversaram apenas sobre futebol.
Do mesmo modo, espera-se agora que o país acredite que seis telefonemas, no mesmo dia, e ao menos cinco conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central não tenham tido qualquer relação com a situação de um banco que pagava mensalidades milionárias ao escritório de sua esposa — escritório que, por contrato, deveria atuar justamente junto ao Banco Central, entre outros órgãos. Também aqui, segundo as notas oficiais, nada se discutiu além de temas laterais. Sim, claro, nós acreditamos.
É um cinismo que pressupõe um país de ingênuos, carimbados como inocentes úteis, convidados a engolir que nada foi tratado, nada foi pedido, nada foi pressionado — apesar do dinheiro, dos contratos, das relações e das evidências convergentes.
Felizmente, o Banco Central manteve uma postura institucional, não cedeu à pressão e liquidou o banco, já quebrado, falido e responsável por um dos maiores golpes financeiros recentes contra o país.
Quando o lobby informal se converte em pressão direta sobre a autoridade monetária máxima da nação, deixa-se o terreno da mera inadequação ética. Entra-se no campo da advocacia administrativa, do conflito de interesses explícito e do crime de responsabilidade.
Esse episódio retira de vez a máscara da imagem que Alexandre de Moraes tentou construir ao longo dos últimos anos.
O magistrado que se apresentou como salvador da democracia, acumulando as funções de investigador, polícia, promotor, acusador e juiz, conduziu ações que atropelaram garantias básicas do devido processo legal, especialmente na perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ancorada numa narrativa fantasiosa de tentativa de golpe de Estado sem soldados, sem tanques e sem comando militar.
Sob o pretexto de proteger a pátria de supostos golpistas violaram-se salvaguardas jurídicas elementares, para encarcerar um adversário político e impor penas desproporcionais — inclusive a cidadãos que, embora responsáveis por atos de vandalismo, jamais poderiam receber condenações de 15 ou 20 anos de prisão.
A aura de austeridade e rigor moral transmitida nesse período se desfaz agora, revelando não um guardião da República, mas um negociador instalado no coração da Suprema Corte.
Os números dão materialidade ao escândalo. O contrato firmado renderia, se cumprido integralmente, cerca de R$ 129 milhões. Até sua interrupção, aproximadamente R$ 80 milhões já haviam sido pagos. Em 2024, a distribuição de lucros do escritório destinou à esposa do ministro cerca de R$ 57 milhões. Em apenas um ano, seu patrimônio pessoal saltou de R$ 24 milhões para quase R$ 80 milhões. Valores sem paralelo, inclusive entre os maiores e mais caros escritórios de advocacia do país.
Não se paga isso por trabalho inexistente. Paga-se por acesso. Por influência. Por resultado.
A situação torna-se ainda mais simbólica quando se observa a criação de novas estruturas jurídicas da mesma família em Brasília, em datas que coincidem com episódios sensíveis envolvendo sanções internacionais e investigações. A advocacia, aqui, deixa de ser meio técnico e passa a ser instrumento político.
O envolvimento de Dias Toffoli no rolo do Master foi o prenúncio. O envolvimento de Alexandre de Moraes foi a consolidação. Não se trata mais de aparência de conflito. Trata-se de fatos convergentes.
A palavra impeachment, antes tratada como exagero retórico da oposição, entra agora no vocabulário institucional com outro peso. Não por decisões polêmicas ou divergências ideológicas, mas por condutas. Por relações. Por dinheiro. Por pressão indevida.
Tudo isso ocorre sob o silêncio cúmplice de uma Corte que, ao longo dos últimos anos, anulou condenações, descondenou corruptos confessos, desmontou sentenças e consolidou um ambiente de impunidade estrutural. O Supremo, que deveria ser o fiscal da Constituição, tornou-se um poder sem fiscalização. A pergunta é inevitável: quem fiscaliza o fiscal?
O Banco Master é apenas o gatilho. O escândalo real é institucional. A moral do Supremo, já profundamente avariada, encontra-se hoje em estado avançado de decomposição. Não se trata mais de crise de imagem. Trata-se de falência ética.
Ignorar isso é aceitar que o país seja governado por um condomínio de poder no qual interesses privados, o governo Lula e a cúpula do Judiciário se confundem, operando sem freios e sem pesos e contrapesos reais.
Enfrentar essa realidade é o único caminho para que o Brasil volte a ter instituições que inspirem respeito e poderes verdadeiramente independentes, com controles efetivos e limites claros. Fora disso, estaremos seguindo, a passos acelerados, o caminho da Venezuela.
AMOR AO PRÓXIMO
Mais do que sabido, e praticado, a troca de PRESENTES E MENSAGENS de NATAL simbolizam, basicamente, -AMOR AO PRÓXIMO, SOLIDARIEDADE E CARIDADE-. Mais: é uma forma pra lá de TRADICIONAL de demonstrar CARINHO E APREÇO POR PESSOAS E/OU PARENTES COM AS QUAIS NUTRIMOS APRECIADA E VALORIZADA CONVIVÊNCIA.
MALDITOS CHEFES
Entretanto, para infelicidade geral da Nação brasileira, nos últimos NATAIS, os MALDITOS CHEFES DOS PODERES CONSTITUÍDOS, sob a batuta dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, do STF, PASSARAM A ENVIAR ENORMES CAIXAS DE PRESENTES AOS LARES DO POVO BRASILEIRO, RECHEADAS DE -TIRANIA, IMPOSTOS DE TODOS OS TIPOS, DÉFICITS PÚBLICOS, ROMBOS INCOMENSURÁVEIS E OUTRAS SAFADEZAS INOMINÁVEIS-.
INFELIZES PRESENTEADOS
Pois, alimentados pelo provérbio popular português, que diz: - NÃO HÁ BEM QUE SEMPRE DURE, NEM MAL QUE NUNCA SE ACABE-, os INFELIZES PRESENTEADOS, movidos por uma FÉ INFINITA, DO TIPO QUE MOVE MONTANHAS, nunca deixam de acreditar que -mais dia menos dia- esses BANDIDOS INESCRUPULOSOS RESULTARÃO TOMBADOS. Tomara que estejam certos... Aliás, se for bem conduzida a GRANDE SAFADEZA que envolve os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, no rumoroso CASO -BANCO MASTER-, não é de duvidar que um ou outro, ou ambos, sejam PRESOS E CONDENADOS À PRISÃO PERPÉTUA.
FELIZ NATAL
Em meios a desenvolvimento da ESPERANÇA só me resta desejar um FELIZ NATAL aos meus gloriosos leitores e familiares.
LIMITE
Há quem comungue da ideia de que HÁ LIMITE PARA TUDO. Esse conceito, que abrange aspectos FÍSICOS (corpo), EMOCIONAIS (tolerância) e SOCIAIS (relações, liberdade) funciona em forma de -ALERTAS- contra a SOBRECARGA E INCENTIVANDO O AUTORRESPEITO E A BUSCA POR EQUILÍBRIO.
NÃO DÁ!
Como bem afirmam TODOS OS INICIANTES E/OU INICIADOS EM PSICOLOGIA -TEM COISAS QUE SIMPLESMENTE NÃO DÁ. EXISTE UM LIMITE DE ATÉ ONDE VOCÊ PODE IR, SER UMA PESSOA COMPREENSÍVEL É UMA COISA. SER DESRESPEITADO É ALGO TOTALMENTE DIFERENTE.
QUEM TEM LIMITE É MUNICÍPIO
Entretanto, no nosso empobrecido Brasil, a LÓGICA MILENAR e UNIVERSAL -que pressupõe a EXISTÊNCIA DE LIMITE PARA TUDO- é desafiada, diariamente, com absoluto sucesso, pela maioria -simples ou mesmo qualificada- dos ministros do emporcalhado STF. Para esses SERES SUPREMOS, mais do que sabido e lamentado, -QUEM TEM LIMITE É MUNICÍPIO-.
CARTA AO PRESIDENTE DO STF
Ainda assim, movidos pela JÁ -ILÓGICA- ESPERANÇA, felizmente uma boa parte da sociedade mostra que NÃO VÃO DESISTIR. Até porque os sons dos -ALERTAS INSISTENTES- dão conta de que há um sério e claro DESRESPEITO ILIMITADO CONTRA A LEI, ORDEM, DECÊNCIA E TUDO MAIS....
A propósito, eis o conteúdo da CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DO STF, escrita e publicada no Poder 360, pelo economista Adolfo Sachsida:
- Senhor Presidente, Permita-me, antes de qualquer consideração pessoal, ocupar-me da glória institucional que Vossa Excelência representa e adverti-lo de que essa glória corre o risco de receber uma mancha vergonhosa e indelével se permanecer silente diante do que hoje se passa no coração das instituições que juram servir à Constituição e ao Direito.
O processo movido contra Filipe Martins, e a forma como ele evoluiu, constitui –aos olhos de qualquer observador imparcial– uma paródia do ESTADO DE DIREITO: um homem foi acusado e condenado com base em fatos inexistentes tal qual uma viagem que nunca ocorreu e uma reunião da qual existem relatos consistentes de que não participou.
EU ACUSO (1)
Um conjunto probatório, no mínimo, altamente questionável; sua suposta participação em eventos foi atribuída sem provas e transformada em fundamento de sentença; e a narrativa oficial tem sido construída com base em relatos de uma “testemunha” cujo papel na história é contestado por múltiplos indícios. Eu acuso o ministro Alexandre de Moraes de ter se colocado, na condução de certas peças deste processo, no papel de um acusador que ignora o princípio constitucional da presunção de inocência, que transforma suposições em certezas e que confunde suspeita com certeza jurídica.
Desnecessário dizer que em nosso processo legal QUEM ACUSA NÃO PODE JULGAR, QUEM É VÍTIMA NÃO PODE JULGAR, QUEM INVESTIGA NÃO PODE JULGAR. Princípio consagrado não apenas em nosso ordenamento jurídico, mas também clausula pétrea de qualquer sociedade civilizada. Eu acuso o mesmo ministro de proibir Filipe Martins de conceder entrevista a este Poder360, à Folha de S.Paulo e à Gazeta do Povo, sob a alegação de que a entrevista não seria “conveniente para a investigação”, restringindo, assim, o direito de expressão e a participação informada da sociedade no processo, elevando a censura a um nível institucional.
EU ACUSO (2)
EU ACUSO o desvirtuamento de mecanismos que deveriam proteger direitos fundamentais em instrumentos que, ao contrário, os restringem: a Justiça não pode administrar silêncio judicial e mídia censurada como se fossem garantias processuais. A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) chegou a manifestar que a decisão que proibiu uma entrevista com Martins afronta o interesse público e a liberdade de imprensa –princípios que, segundo a entidade, não conflitam com medidas cautelares no processo. Esse método de silenciamento –que transforma o isolamento informacional em instrumento processual– remete, em perspectiva histórica, ao Caso Dreyfus, episódio vexaminoso que marcou de forma duradoura a degradação moral e institucional de autoridades francesas que, até então, gozavam de prestígio e confiança pública.
EU ACUSO (3)
EU ACUSO a Ordem dos Advogados do Brasil de silenciar sobre essas afrontas ao devido processo legal e direito ao amplo contraditório. Eu acuso a retórica vazia de setores culturais, intelectuais e artísticos que bradam como leões contra uma ditadura finda há 50 anos, mas se comportam como vassalos, quando não apoiadores descarados, frente aos desmandos e atropelos constitucionais atuais. A vocês falo numa linguagem que lhes é acessível: Filipe Martins ainda está aqui. Eu acuso aqueles poderosos que se calam –em particular setores influentes da grande imprensa brasileira– de cumplicidade moral com a injustiça.
EU ACUSO (4)
EU ACUSO portanto, não apenas as decisões isoladas, mas o método e a cultura jurídica e institucional que se consolidaram, em que decisões monocráticas se sobrepõem à participação do Ministério Público, o contraditório é relativizado e a imprensa fica impedida de cumprir seu papel de informar, questionar e constranger o exercício do poder. Esta não é apenas uma queixa processual: é uma acusação de que o Estado de Direito foi substituído por um regime de arbitrariedade jurídica em pleno século 21. Que fique aqui registrado que este manifesto não é apenas uma crítica protocolar: é um grito em defesa das garantias que sustentam a própria ideia de Estado democrático de direito —garantias consagradas nos artigos 5º e 93 da Constituição Federal e em toda a tradição jurídica que protege a ampla defesa, o contraditório e a liberdade de expressão.
EU ACUSO (5)
E, por isso, EU ACUSO –em nome da verdade, do Direito e da história. Que fique aqui registrado: nem todo brasileiro se calou. Nem todo brasileiro se omitiu —nem diante do arbítrio, nem diante do risco. Que conste para a história que, nesta nação, ainda houve quem não abdicasse da própria consciência. Houve quem permanecesse de pé quando o silêncio parecia mais seguro; houve quem ainda vestisse calças, quem ainda fosse capaz de se encarar no espelho de cabeça erguida —mesmo com o rosto banhado em lágrimas e o coração dilacerado. Cedo ou tarde, todos estaremos diante do único juiz que verdadeiramente importa. E, perante o nosso Criador, alguns ainda poderão dizer que, no entardecer da esperança e na noite espessa da covardia que se abateram sobre o país, nós não nos calamos. Ou, para usar as palavras imortais: combati o bom combate. E isso, senhoras e senhores –isso é tudo o que uma pessoa pode oferecer.
TEMPOS AUTORITÁRIOS
No artigo que publicou no Estadão deste domingo, 21, o pensador Fernando Schüler discorre sobre um caso que até então DESCONHECIA e que -se for adiante- prova -mais uma vez- que vivemos em TEMPOS AUTORITÁRIOS. Eis:
“Tempos atrás listei aqui dez CASOS DE CENSURA NO BRASIL RECENTE. Hoje trato apenas de um. Um caso simbólico do País que vamos nos tornando. O foco da vez é Thomas Crisóstomo, jovem advogado pernambucano.
CENSURA ESTATAL
Em uma tarde qualquer do Recife, ele postou na rede - que “a EBC virou cabide de emprego para a mulher do ex-presidiário Lula”. Há outras críticas ácidas e não entro no mérito. Perto da onda de palavrões e escatologia que vejo todo dia, nos comentários digitais, ele soa algo angelical. Cada um pode julgar.
Uma incrível engrenagem de censura estatal se pôs em marcha. Ministro da Justiça, Polícia Federal, Ministério Público. Tempo precioso de agentes públicos que ao invés de tratar do PCC se dedicam a coletar postagens de um cidadão, no Instagram. ?
Finalmente, uma denúncia do MP por ofensa à “honra” do presidente. Razão principal: chamar o presidente de “ex-presidiário”. Logo ele que de fato ficou preso por 580 dias, se é que isto ainda não foi decretado como um fato “incomentável” em nossa pujante democracia.
ESSENCIAL É O GESTO
Um acordo foi proposto a Crisóstomo e ele disse “não”. “Não acredito”, disse ele, “que um cidadão comum criticar o governo seja crime”. A frase resume muito do que define uma república. Mas o essencial é o gesto.
Diante do Estado, do medo, ele diz “não”. Quando leio sobre isto, uma longa história me vem à cabeça. Do “não” de Rosa Parks quando o motorista pediu que ela se levantasse e fosse para o “seu lugar” naquele ônibus, em Montgomery, nos anos 50. Lembro de Zola se recusando a engolir aquela farsa contra Dreyfus.
Um acordo foi proposto a Crisóstomo e ele disse “não”. “Não acredito”, disse ele, “que um cidadão comum criticar o governo seja crime”. A frase resume muito do que define uma república. Mas o essencial é o gesto.
TODOS SEREMOS PUNIDOS
Diante do Estado, do medo, ele diz “não”. Quando leio sobre isto, uma longa história me vem à cabeça. Do “não” de Rosa Parks quando o motorista pediu que ela se levantasse e fosse para o “seu lugar” naquele ônibus, em Montgomery, nos anos 50. Lembro de Zola se recusando a engolir aquela farsa contra Dreyfus.
Há “nãos” imensos, como estes, na história da liberdade, e recusas simples, como a de Crisóstomo. E algo em comum, nessas histórias: um direito é agredido e o cidadão recusa sua obediência. O sentido público de tudo isso é simples: se a sua frase trivial for um crime, há milhões de criminosos, neste exato momento, na barafunda digital.
Se ele de fato for punido, todos seremos punidos. Pelo fato simples de que teremos que imaginar o que pode ser ofensivo para alguma autoridade antes de criticar qualquer coisa, nas redes.
POLÍTICA DE ESTADO
E se você acha que isto está bem saiba que se um presidente que você não gosta se eleger, à frente, e você resolver chamá-lo de “fascista” ou quem sabe até de “ex-presidiário”, está autorizando o Ministro da Justiça a acionar a Polícia Federal contra você. Porque não se trata de punir um cidadão, mas de chancelar uma regra sobre nossos direitos. Não acho que desejamos viver em um País deste tipo.
Este caso mostra algo sombrio em nossa democracia. Que a intolerância ande hoje espalhada por aí é algo fora do nosso controle. Mas que ela se converta em política de Estado, no Brasil, é algo que definitivamente não podemos aceitar.
De modo que sugiro acompanharmos este caso. Em um País em que todos estamos sendo treinados para abaixar a cabeça, um cidadão comum, lá do Recife, se recusou. E apenas por isto, neste quase final de ano, seu gesto merece nosso respeito.”
ESPAÇO PENSAR +
No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: CLIMA MEDIEVAL, por Alex Pipkin. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar
RESUMO DO ANO
Quando o final do ano se aproxima, a grande maioria dos meios de comunicação apresenta um tradicional RESUMO dos principais acontecimentos vividos nos últimos doze meses, com destaques POLÍTICOS, ESPORTIVOS, CULTURAIS, CIENTÍFICOS e, lamentavelmente, lembrando TRAGÉDIAS E SUAS DOLOROSAS CONSEQUÊNCIAS.
RETROSPECTIVA BRASIL 2025
Assim, quem se propõe a fazer a RETROSPECTIVA BRASIL 2025, só os CASOS DE NOTÓRIA CORRUPÇÃO, DESMANDOS, ROMBOS, MÁ ADMINISTRAÇÃO, TIRANIA , MUITA INJUSTIÇA E AUMENTO DE IMPOSTOS preenchem por completo todos os espaços destinados aos principais acontecimentos. Ou seja, com LULA NO COMANDO, o ano 2025 foi, sem dúvida, o ANO TRÁGICO, carregado de muita SAFADEZA MISTURADA COM FARTO POPULISMO.
PERSPECTIVA 2026
Pois, com base em tudo que se viu ao longo de 2025, tudo leva a crer que o ano de 2026 será ainda mais trágico. Até porque a SANHA COMUNISTA, que ocupa desde sempre as mentes do PT e da esquerda em geral, é a de dar continuidade aos PROCESSOS DE DESTRUIÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL, com a ajuda implacável da maioria dos ministros do STF, que faz valer -todos os dias- o CUMPRIMENTO DA DITADURA BRASILEIRA.
RETROSPECTIVA 2026
Diante dessa triste realidade, o que nos resta é concentrar forças e olhar firme nas ELEIÇÕES 2026, na tentativa de fazer com que a RETROSPECTIVA DO PRÓXIMO ANO -2026- mostre, como ACONTECIMENTO PRINCIPAL as necessárias VITÓRIAS DE CANDIDATOS DE DIREITA - PARA PRESIDENTE, SENADO, CÂMARA FEDERAL E ESTADUAL E GOVERNADORES. Que tal?
MENSAGEM ESTÚPIDA
Dias atrás, sem causar mínima surpresa, a estúpida petista Gleisi Hoffmann, Secretária de Relações Institucionais da Presidência da República, postou a seguinte mensagem, também estúpida, na sua conta da PLATAFORMA X:
- A Mídia registra uma corrida das empresas de capital aberto para antecipar a distribuição de dividendos para seus acionistas neste final de ano. É uma MANOBRA INDECENTE, para fugir da cobrança de imposto de renda sobre dividendos que ainda são isentos e terão de pagar até 10% a partir do ano que vem, para isentar quem ganha até R$ 5 mil. Tem até empresa tomando empréstimo para antecipar lucros que ainda nem foram realizados. É o retrato do andar de cima da sociedade brasileira, que não tem preocupação com o desenvolvimento do país, a não ser com o seu próprio.
DESPREZO
Ora, em condições normais de temperatura e pressão, o sentimento mais adequado no tratamento de pessoas que pensam, dizem e escrevem com o mesmo ódio destilado constantemente pela estúpida petista Gleisi Hoffmann é o DESPREZO. Entretanto, por questão de JUSTIÇA, apenas JUSTIÇA, é preciso que se diga , com todas as letras, que NÃO EXISTE, MUNDO AFORA, MANOBRA MAIS INDECENTE do que o AUMENTO DE IMPOSTOS. Mais ainda quando o GOVERNO USA -INJUSTA E DESCARADAMENTE- GRANDE PARTE DO DINHEIRO ARRECADADO COM TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES PARA ALIMENTAR OS MAIS VARIADOS FOCOS DE CORRUPÇÃO, como acontece no nosso país.
INSTRUMENTO LEGAL DE DEFESA
Antes de tudo é preciso que todos entendam, claramente, que tudo que as empresas estão fazendo para fugir do IR sobre DIVIDENDOS que AINDA ESTÃO ISENTOS do pagamento de 10%, que passará a ser cobrado a partir de 2026, além de absolutamente -LEGAL- deve ser visto como MEDIDA DE DEFESA CONTRA PODEROSOS ASSALTANTES DO DINHEIRO PÚBLICO.
GOVERNOS INDECENTES
Portanto, para que não paire dúvida, INDECENTE mesmo é a MANOBRA DO GOVERNO PETISTA, pelo fato de impor -coercitivamente- a alíquota de 10% de IR sobre DIVIDENDOS e de 17,5% sobre JUROS DE CAPITAL PRÓPRIO, aprovado nesta semana na Câmara e no Senado. Lembrando: ACIONISTAS são pessoas físicas e jurídicas que INVESTEM EM EMPRESAS. Como tal utilizam os recursos -POUPADOS- para INVESTIR EM PROJETOS com a perspectiva -arriscada- de RETORNO FUTURO. Como se vê, só GOVERNOS INDECENTES detestam INVESTIDORES. Ao contrário: ADORAM PARASITAS. QUE NADA PRODUZEM.
ESPAÇO PENSAR +
No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: O COLAPSO DAS CONTAS FEDERAIS EM 2027, por Darcy Francisco. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar