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O BRASIL NO ATOLEIRO IDEOLÓGICO - 27.10.25


 

Por Percival Puggina
 
 
         É fácil compreender por que o Brasil perde posições nos rankings internacionais e por que, salvo exceções, nossa representação política é tão precária. Todo ano, cerca de 3 milhões de brasileiros festejam sua chegada à maioridade. Em imensa proporção, tiveram suas mentes oprimidas pela “pedagogia do oprimido” e suas potencialidades contidas pelas urgências da “luta política”. Vários anos de “Ideologia para idiotas” enfiada em diferentes conteúdos pedagógicos, impingiu-lhes que a esquerda, sempre moderada, é boa, generosa e bem sucedida e que a direita, sempre extremada, é sinônimo de fascismo. Agora, saiam de dentro da bolha e espiem o resultado.
 
Basta observar esses jovens para entender que foram vítimas passivas do persistente combate cultural e espiritual travado contra o Ocidente. Aliás, é bom saber que essa foi a linha mais bem sucedida da velha Guerra Fria. É um combate que atacou e continua atacando de modo permanente o Bem, a Verdade, a Justiça e a Beleza. Seu produto final é perversão, falsidade e, claro, o desastre da ética e da estética. Em ambientes universitários, quando bem encaminhada em direção aos próprios fins, essa “cultura” confere aos coletivos e a seus ambientes o conhecido aspecto de legião de zumbis indignados.
 
Menciono aqui, com pesar, observações que jamais têm o devido destaque fora das redes sociais. É como se para as emissoras e veículos do oficialismo, os pilares da civilização fossem temas superados e estivessem, em fratura exposta, ante os olhos de todos. Regrediram à pedra lascada, isto sim! Mas se veem como sofisticados joalheiros na Amsterdam das ideias.
 
O consagrado teatrólogo alemão Bertold Brecht, em “A medida punitiva”, depois de prescrever aos comunistas o abandono de toda coerência e o descarte das regras morais e dos sentimentos humanos, conclui: “Quem luta pelo comunismo tem, de todas as virtudes, apenas uma: a de lutar pelo comunismo”.
 
Capturados pela militância esquerdista, brechtianos sem o saberem, milhões de jovens brasileiros sobre cujos ombros recairia tanta responsabilidade no futuro do país, têm, na própria incoerência, sua “best friend”. Dela lhes vem o inesgotável estoque de pesos e medidas que usam no mesmo modo flex aplicado por certas autoridades da República a preceitos da Constituição Federal.
 
Estamos assistindo, ao vivo, a tolerância com a corrupção dos companheiros. Há um silêncio nas redações. Ainda que a corrupção seja de uso e benefício privado, fazer de conta que não existe é menos danoso do que reconhecer a culpa. No Brasil de hoje, apesar das provas em contrário, todo direitista é tão culpado quanto Filipe Martins, um inocente; todo esquerdista, tão inocente quanto Nicolás Maduro, um bandido. Essa é a escandalosa lição que as instituições republicanas, em mal ensaiada coreografia, proporcionam à nação.


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A PÁTRIA DO IMPOSTO E DA ILUSÃO - 24.10.25


Por Alex Pipkin  

 

Um dos maiores males do Brasil, e creio eu do mundo, é a ignorância econômica. O brasileiro médio não entende como o dinheiro público é criado, gasto ou desperdiçado. Paga imposto em tudo, do pão ao caixão, e ainda acredita, tristemente, que o Estado é o protetor benevolente. De tempos em tempos reaparece a conversa burlante sobre revisão de despesas ou controle de gastos. Desconfie. É enganação. Estão tentando enganar você de novo.
Desde o início do governo Lula, já foram 24 novas medidas tributárias — uma média grotesca de um novo tributo a cada 37 dias. É o milagre da multiplicação dos impostos, versão tropical. Enquanto isso, a carga tributária sobe como se fosse virtude. Segundo o IBPT, a carga sobre o PIB pode atingir 40,82% em 2025 . Será o maior índice da história recente. O brasileiro paga como sueco e recebe como venezuelano. É o retrato perfeito do país do confisco.
E, como sempre, surge o discurso moralista de que é preciso “fazer os super-ricos pagarem mais”. Medida comprovadamente ineficiente, que destrói incentivos à inovação, mina processos criativos e reduz soluções reais para os problemas da sociedade. O governo posa de Robin Hood, mas age como Sherife de Nottingham. Ele tira dos que produzem para sustentar o castelo da burocracia.
O Estado brasileiro é como um bufê caríssimo que serve comida azeda. Cobra couvert, sobremesa e gorjeta antes mesmo de o prato chegar, e, quando chega, está frio.
A gestão pública virou mistura de ineficiência, privilégio e chantagem moral. O cidadão paga caro por serviços medíocres e ainda acredita que está sendo solidário. Um verdadeiro gênio do engano não faria melhor.
A ignorância econômica é o combustível do populismo. Sustenta a falácia de que imposto alto é justiça social, gastar mais é progresso e o assistencialismo é virtude. O governo rouba pela via tributária, chama de redistribuição e ainda é aplaudido. A população, como sempre ludibriada, confunde dependência com cidadania e transforma o privilégio estatal na ilusão da bondade do Estado.
O resultado é visível: menos investimento, menos produtividade, menos inovação, menos futuro. A iniciativa privada, sufocada, desiste de crescer. O empresário vira vilão, o rentista vira herói e o Estado, esse glutão inconsequente sem limite, engole a energia de quem produz. A roda da economia gira mais devagar, mas o discurso oficial segue otimista, pois o populismo é a droga popular mais consumida nesse país.
Enquanto o brasileiro não compreender que riqueza não se redistribui, se cria, e evidentemente não é o Estado que a cria, continuará explorado com o sorriso de quem acredita estar sendo salvo.
O país do confisco seguirá marchando alegremente rumo à pobreza, acreditando que avança rumo à justiça. É o triunfo da ignorância econômica, a mais cara de todas as nossas tragédias.


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LIÇÃO AOS ALUNOS JORNALISTAS - 14.10.25


Por Roberto Rachewsky

 

Se eu desse aula na Famecos, já estudei lá, eu repetiria essa lição para meus alunos de jornalismo todos os dias:

 

Você não precisa ser gênio para entender os fatos. Basta não ser cego para a realidade, basta não se submeter aos seus caprichos e viéses, basta ser intelectualmente honesto com a tua própria consciência.

 

A chance de acertar previsões sobre o futuro, obviamente, aumenta exponencialmente quando você deixa de inventar teses sobre os fatos passados e presentes reduzindo assim a possibilidade de entrar em contradições que farão você perder a credibilidade.

 

É claro que aderir de tal maneira à verdade pode frustrar seus colegas jornalistas, fazendo você perder muitas amizades. Na realidade, também, é preferível estar só por falar a verdade do que mal acompanhado por quem vive da mentira.

 

É claro que vocês podem expressar a sua opinião, mas ela deve estar baseada nos fatos e ser resuktado de uma analise lógica desprovida se impulsos sentimentalóides. A primeira função de um jornalista de verdade é proteger a verdade dos seus próprios caprichos e dos seus valores que podem não respeitar o que de fato está ocorrendo na realidade.

 

Fatos são fatos e eles podem ser indesejados segundo a sua opinião. Você pode não gostar do que você vê mas mentir sobre os fatos nunca pode ser uma opção. Se sua audiência te pede para mentir, te abraçar à verdade como se ela fosse teu colete salva-vidas em meio a uma tempestade num oceano bravio.

 

Se você só fala ou escreve o que a tua audiência quer ou o que você gostaria que fosse, mas não é, existe uma outra faculdade no mesmo prédio que é a de publicidade e propaganda. Será que você não optou pela profissão errada?


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O BALCÃO DE NEGÓCIOS - 10.10.25


Por Alex Pipkin - PhD em Administração

 

Não sou cientista político, mas vivo nesta republiqueta verde-amarela vai fazer sessenta anos. Portanto, sinto os cheiros da feira, conheço o gosto da lama institucional. Digo com convicção hobbesiana: o homem não é perfeito, é egoísta, além de outras características nada elogiosas. O homem é assim, por natureza imanente. E, no Brasil, fisiologicamente, esses homens transformam-se em ministros.
Vejam o caso do ministro André Fufuca, do Progressistas, responsável pelo Esporte. Jovem, simpático, médico, mas acima de tudo especialista em fisiologia política. Quando seu partido decidiu desembarcar do governo lulopetista, Fufuca quis permanecer. Por convicção? Por coerência? Ora, poupe-me. Apenas apego ao conforto, ao tapete vermelho e, sobretudo, àquilo que se chama “estrutura de governo”, ou seja, boquinha garantida.
Também temos Celso Sabino, do União Brasil, ministro do Turismo, outro resistente ao suposto “ultimato” partidário. Disse que permanece por “convicção pessoal”. Convicção, sim, de que sair do poder seria um ato de generosidade que ninguém mais pratica.
E, como se não bastasse, estamos vivendo a emocionante, sentimental aposentadoria do ministro Luiz Roberto Barroso, candidatíssimo ao prêmio Nobel do “iluminismo”, que, no alto de seu “iluminismo”, deixa o STF, aludindo já ter contribuído para o grande avanço da republiqueta vermelho, verde e amarela. Mais um exemplo de como, no Brasil, virtude, erudição e fisiologia institucional podem coexistir sem qualquer atrito.
O fisiologismo, essa palavra sofisticada que tenta dar aparência nobre ao velho toma-lá-dá-cá, é o nome científico do balcão de negócios. E o balcão anda movimentado. Fufuca; Celso Sabino…
Convicções? Causas? Nenhuma. Apenas o velho instinto de sobrevivência política, travestido de pragmatismo. A retórica é o verniz; o conteúdo é o balcão de negócios.
É curioso observar como a política, essa ficção de bons propósitos, continua sendo vendida como uma arena de ideias. Quanta ingenuidade, meu caro Watson! Aqui, o que move a engrenagem não são ideais, mas interesses. Causas? Só se forem aquelas que garantem cargo, emenda e influência.
Vivemos, afinal, nesta republiqueta verde-amarela. Terra sem lei, da impunidade, da ditadura da toga e da corrupção desenfreada. Uma nação em que o crime compensa, o mérito incomoda e a coerência é tratada como excentricidade. A previsibilidade é quase científica: os incentivos que deveriam inibir o fisiologismo o estimulam; o sistema que deveria punir o desvio o recompensa.
Todo mundo sabe disso, é mais claro que água cristalina. O fisiologismo não é um acidente, é um projeto. E, enquanto a ciência política continua debatendo o país que deveria ser, nós, aqui fora, continuamos sobrevivendo ao país que é. Desafortunadamente, uma feira de vaidades, um leilão de princípios, uma coreografia cínica em que a virtude sempre dança sozinha.
Porque, no Brasil, o fisiologismo não morre. Ele apenas muda de gabinete.


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O TIRO NO PÉ DA GERAÇÃO Z - 06.10.25


Por Alex Pipkin, PhD em Administração

 

Os especialistas adoram diagnosticar a Geração Z. Dizem que estão exaustos, deprimidos, sem horizonte, atolados em dívidas e incertezas. E que merecem empatia. Na verdade, quando falam em “especialistas”, já leio esses artigos com um certo pé atrás. Hoje, ao ler revistas de negócios — como a Harvard Business Review — parece que até artigos técnicos viraram manual de autoajuda. É surreal, na minha honesta avaliação. Normalmente vêm com aquele tom de quem descobriu uma verdade superior, como se o mundo fosse um experimento social que não deu certo por culpa do “capitalismo selvagem”. O grande comedor de criancinhas.

Quase sempre escrevem transpirando pelos poros algo que me causa aversão, a sinalização de virtude. A necessidade de parecer bom enquanto distorcem fatos e tratam o indivíduo como incapaz.

Concordo que há cansaço real, que a vida se tornou incerta e que o futuro assusta. Mas quando a vida não foi incerta? O que é certo é que, quando dependemos da padronização da pobreza feita pelo Estado, a vida é certa — na pobreza. Não é o capitalismo que destruiu a esperança; é a crença de que o Estado pode substituir esforço e responsabilidade. Como dizia Adam Smith: “O interesse e a ação de cada indivíduo movem a sociedade”. Crescimento vem do trabalho, da liberdade e da responsabilidade pessoal, não de decretos nem de frases feitas.

As gerações anteriores enfrentaram crises, e talvez piores. Mas acreditavam que o esforço compensava. Que o mérito fazia sentido. Hoje, parte da juventude foi ensinada a duvidar disso. Aprendeu que lucro é exploração, sucesso é injustiça, que o governo deve corrigir e “salvar” o mundo.

Não tiveram uma educação de berço que os afastasse dessas narrativas. Ao mesmo tempo, o ensino martela na cabeça desses jovens idealistas os fantasmas da opressão e da injustiça, sempre com o velho comedor de criancinhas como vilão de estimação.

O ensino, não a educação — porque educação é de berço —, portanto, consolidou a dependência. Incentivou-a. Formou pessoas que não conhecem o essencial, que não compreendem a realidade. E a vida é dura. Gente que espera, em vez de agir.

O problema não é a falta de oportunidade, é a falta de autonomia. Quando o indivíduo terceiriza a própria vida, a esperança morre junto. Por isso, os jovens precisam acreditar mais em si mesmos. Mesmo que se autoenganem, precisam confiar que têm potencial para construir suas vidas. O esforço e o mérito recompensam. É hora de deixar de lado o canto da sereia ideológica do coletivismo e perceber que podem evoluir com suas próprias pernas.

A saída é simples, mas exige a coragem de que assumam suas próprias vidas. Que trabalhem, escolham e avancem. Depois que se decide avançar, a vida é feita de escolhas, e as escolhas importam. Como os incentivos nacionais hoje consolidam esse coletivismo destruidor, é preciso criar os próprios incentivos. Caminhar na trilha do autodesenvolvimento, da responsabilidade e do esforço individual gera esperança real. Alguns já começaram. Os outros continuam atirando no próprio pé — e chamando o disparo de justiça social. Que ironia.

Liberdade e futuro se conquistam, servidão se herda.

O resto?  O resto é ilusão....

 


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ÉTICA DESTRUTIVA, MISERÁVEL E NIILISTA - 30.09.25


Por Roberto Rachewsky

 

Se ilude quem acha que o Brasil se tornará uma república constitucional na qual cada cidadão terá seus direitos individuais inalienáveis reconhecidos e protegidos por um governo estabelecido para prover segurança e justiça quando elas forem violadas por bandidos..
Isso é e sempre será uma impossibilidade enquanto o governo for comandado por gente sórdida, pérfida, hipócrita, cruel, que não faz outra coisa senão parasitar. Tiram com as duas mãos o que as pessoas criam, para devolverem migalhas, com uma mão apenas, aos que não criam nada. Esses, como os governantes, adoram tirar uma vantagem que envolve ganhos imerecidos.
Os partidos que transformaram o roubo e o assassinato em ideologia, como PT, PSOL, PCdoB e outros, com o que fizeram nas últimas décadas já deveriam ter sido proscritos e seus dirigentes presos incomunicáveis. São terroristas.

Partidos dessa estirpe não estão cobertos pela liberdade de expressão quando agem politicamente. Eles não defendem ideias. Eles incitam a violência estatal para tirar dos indivíduos sua felicidade, propriedade, liberdade e até a vida, como vimos ocorrer na esteira de 08/01. São tão terroristas que apoiam e se associam aos piores terroristas que apareceram neste século: os palestinos de Gaza governados pelo Hamas. Sim. Lula, está sempre do lado errado porque ele não vê, não concebe que ele é o próprio mal.
Essa gente tem uma ética destrutiva, miserável, niilista. Não para si. O egoísmo deles é irracional, é aquele tipo de ganância pervertida que não vê mal algum em pisotear o próximo para alcançar bens materiais que nunca alcançariam se tivessem que criar valor para trocarem, em vez de saquearem o povo, o erário, as estatais, os aposentados.


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