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DEMOCRACIA TOTALITÁRIA - 26.01.26


Por Percival Puggina

 

Viver numa democracia é privilégio cada dia mais raro. Minha geração cresceu bebendo democracia à americana, de canudinho, como Coca-Cola ou saboreando à europeia, como barrinha de chocolate suíço. Europa Ocidental do pós-guerra e Estados Unidos eram as referências culturais e políticas. Hoje, o Ocidente oferece sua cultura, tradição, princípios, valores e convicções em sacrifício no altar do multiculturalismo, do globalismo e os EUA só não estão fazendo o mesmo porque Trump não está deixando. O balaio de renúncias descarta, igualmente, a Verdade e o Bem. Vá e veja. Informe-se e saiba.
 
Em 2019, ano que marcou o fim de uma era no Brasil, as poucas virtudes nacionais foram jogadas num corredor polonês como resíduos da “ultradireita”. Observe, nestes dias, a conduta de quantos – quantos! – racharam os dedos aplaudindo os excessos no uso do poder do Estado, mesmo quando aplicado com voluntariedade de causar arrepios à mais prosaica letra da mais corriqueira lei. O que antes era defendido com unhadas e dentadas retóricas em qualquer microfone ou mesa de bar, agora é afastado com fingido desprezo, que parece extraído de uma página de Esopo: “Não estou acompanhando”. Uvas maduras da hipocrisia...
 
A experiência da modernidade mostra que, fora dos controles, o poder age como o álcool sobre o alcoólatra de quem demanda doses crescentes do vício com o qual se perdeu. O título deste artigo reproduz o título de um livro importante, ao qual o autor acrescentou subtítulos que informam sobre o conteúdo abordado nessa contradição em termos do título principal: Natureza e origens; e Psicopatologia e Psicologia Social. 
 
Tive o privilégio de desfrutar, durante vários anos, do convívio frequente e da amizade do saudoso José Antônio Giusti Tavares, autor de Democracia Totalitária. Ele era doutor em Ciência Política, destacado professor, escritor de inúmeras outras obras e um incansável garimpeiro da verdade. Nessa bateia encontrou à fé dos Apóstolos.
 
Publicado em 2015, o livro entrega seu produto, também, à posteridade. Ao relê-lo, passada uma década da primeira leitura, percebo que a competência do amigo Tavares se revela ainda mais contundente, como se o escrevesse mirando o Brasil de 2026. Quando escrutina as características das sociedades de massa e as consequentes perdas da individualidade, Tavares aponta as dificuldades inerentes à compreensão da democracia por pessoas simples, levando-as a preferir líderes e regimes totalitários, que reduzem os riscos e as incertezas inerentes ao exercício da liberdade. Páginas adiante, salta aos olhos do leitor de hoje o retrato falado do líder paranoico, missionário de uma causa para cujo êxito “deve eliminar inimigos perigosos, que conspiram contra ele num conflito do qual resultará como único sobrevivente” ...
 
Por isso, numa sociedade de massa, em que as misérias cultural, material e moral caminham lado a lado, aos tropeços, em meio à mistificação e autoritarismo, mais do que nunca, esclarecer é preciso. A marcha firme, corajosa e virtuosa de Nikolas Ferreira é um exemplo de quanto podem um homem e sua fé.


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CANGOCRACIA: ONDE TUDO FUNCIONA NA NARRATIVA - 20.01.26


Alex Pipkin, PhD em Administração

 

Aqui, repetem com tranquilidade quase terapêutica, não há ruptura alguma. As instituições funcionam. O Estado do bem-estar segue firme. A democracia resiste.
É preciso, com certo constrangimento, concordar. Funciona, sim, na narrativa. Funciona exatamente como foi desenhada para funcionar. Não para elevar o indivíduo, nem para produzir prosperidade sustentável, mas para conservar um arranjo em que o custo é pulverizado e as vantagens se acumulam junto aos que gravitam o poder.
Esse arranjo tem nome: cangocracia. Um sistema que fala em coletividade enquanto organiza privilégios privados; que invoca direitos humanos para justificar a erosão do mérito; que prega igualdade aos governados e concede exceções aos intermediários do Estado. Em nome de alguma causa superior, sempre nobre no discurso, sempre opaca na prática, exige-se sacrifício dos muitos e oferece-se proteção aos rentistas e corruptos no poder. A linguagem é compassiva; o efeito é dependência e atraso.
Aqui, políticas públicas não são julgadas por resultados, mas por intenções proclamadas. O erro não apenas persiste. Não, ele ascende, desde que saiba se apresentar como qualidade. O fracasso econômico se transforma em nobre prova de sensibilidade social. A estagnação é vendida com muito zelo. 
Submeter o Estado à lógica elementar da realidade, ou seja, incentivos, custos, consequências, passa a ser demonizado, tratado como desumanidade.
O intervencionismo estatal cumpre, então, seu papel central dentro da cangocracia. Ele desorganiza a economia, desestimula a produção, infantiliza a cidadania e amplia o raio de influência do poder. 
Não se trata de ignorância histórica. A experiência econômica humana é vasta e clara. Trata-se de uma estratégia que troca prosperidade por controle e chama isso de justiça.
Nesse ambiente, o “grande” STF deixou de ser apenas guardião da Constituição para operar, crescentemente, como justiça seletiva, funcional aos objetivos desse arranjo. A lei não desaparece; ela é administrada. Quando a aplicação varia conforme o alvo e a conveniência, a justiça deixa de ser contrapeso e passa a ser engrenagem do perverso sistema.
A cangocracia se sustenta menos por entregar bons resultados do que por construir uma blindagem moral contra a crítica. 
Fora da narrativa coletivista, evidente que o sistema não funciona. Os dados estão à vista: crescimento pífio, serviços públicos caros e ineficientes, pobreza persistente, imoralidade sem disfarce, corrupção escancarada, e uma sociedade treinada a pedir em vez de exigir responsabilidade.
Romper com isso não começa com uma grande reforma estatal. 
Começa com a recusa individual em aceitar mentiras bem embaladas em papel vermelho. Com a singela, mas dura decisão de mudar a si mesmo, antes de querer “transformar o mundo”, de caminhar com as próprias pernas e assumir a dignidade que a tutela promete proteger enquanto asfixia. 
A experiência brasileira com essa esquerda mentirosa e irresponsável demonstra, com clareza cruel, até onde um país pode afundar quando transformam o fundo do poço em projeto.
Pior, ainda chamam isso de “governo da união e da reconstrução”, prometendo progresso e justiça social.
Mas fora da narrativa peçonhenta, a única coisa que entregam é pão ralo, picanha inexistente e, claro, cervejinha morna.


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O SILÊNCIO PREMIADO - 20.01.26


Por  Alex Pipkin, PhD em Administração

 

A polêmica em torno de Wagner Moura, como quase sempre, não é o filme. É a declaração. E, como quase sempre, ela gira em torno das ditaduras certas. 
Sim, daquelas já enterradas, domesticadas pelo tempo, seguras para serem condenadas sem risco. A controvérsia parece interminável não porque o tema seja complexo, mas porque a seletividade moral se transformou em um — mau — hábito. É daí que tudo começa.
Há ditaduras que ocupam o imaginário cultural com eficiência simbólica. A ditadura militar brasileira, por exemplo, tornou-se presença recorrente em discursos enfáticos, roteiros eloquentes e cerimônias solenes. Nesse sentido, é preciso reconhecer que Wagner Moura é do métier, tem experiência comprovada, conhece o ofício e domina a linguagem. Como ator, demonstra talento de sobra. Ele vem, há anos, expondo o caráter nefasto daquele período passado, e o faz com competência técnica e convicção estética.
O que chama atenção não é isso. O que constrange é a curadoria moral do horror. É curioso — ou revelador — como apenas esse tipo específico de ditadura, retrospectiva, segura no tempo e inofensiva ao presente, parece digna de circular no mercado cultural. Ditaduras vencidas rendem aplausos. Ditaduras em curso rendem silêncio. E o silêncio, curiosamente, é premiado.
Por que não um filme sobre Cuba? Não o cartão-postal folclórico, mas o cotidiano real, encharcado de censura, miséria, dissidentes presos, gerações inteiras confinadas à escassez e ao medo. Por que não a Venezuela de Maduro, onde prisões políticas são banalizadas, a fome deixou de ser nota de rodapé e um terço da população precisou fugir do país? Quando se fala na captura de Maduro, escandalizam-se em nome da soberania. A soberania, nesse caso, está muito, mas muito bem cuidada. O povo, grotescamente, nem tanto.
O problema não é falta de roteiro. A realidade escreve sozinha. O problema é que esses roteiros exigiriam confrontar o próprio campo, e isso não rende tapete vermelho. Rende constrangimento. Constranger o próprio campo se transformou no maior pecado artístico.
Há também o verniz institucional, essa “respeitabilidade” de notas técnicas, carimbos solenes e juridiquês formal — muitas vezes mal escrito — que apenas concede toga ao arbítrio. Políticos disfarçados de ministros, amigos do amigo do meu amigo, operam prodígios surreais. Esses protegem interesses espúrios e libidinosos em nome da legalidade abstrata, enquanto chamam censura de zelo democrático. Igualmente, de defesa do Estado democrático de Direito.
Talvez por isso esses filmes não existam. Não falta talento. Como ator, Wagner Moura demonstra isso com sobra. Falta coragem. Falta disposição para perder convites, prêmios e a confortável unanimidade do aplauso “progressista”. O silêncio, afinal, segue sendo a escolha mais segura. Como se vê, segue sendo amplamente recompensado.
É, por isso, no mercado cultural, a coragem ainda não dá prêmio, mas o silêncio, quase sempre, garante o “nobre” pertencimento.


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A POBREZA COMO ATIVO POLÍTICO



Por Alex Pipkin, PhD em Administração

 

O progressismo construiu sua autoridade moral sobre uma contradição rara. Seus apologistas afirmam governar para erradicar a pobreza, mas dependem politicamente de sua permanência. Não é desvio; é modelo de poder cuja estabilidade exige gestão contínua da carência.
Na biologia evolutiva, o parasita bem-sucedido não elimina o hospedeiro. Mantê-lo enfraquecido garante sobrevivência; matá-lo seria autodestruição. 
Transposta à política social, essa lógica não é metáfora; é funcional. Há também uma dimensão ética que a sustenta, ou seja, um altruísmo distorcido que transforma dependência em qualidade moral e autonomia em ameaça.
A economia chama de “poverty trap” o conjunto de políticas que aprisiona indivíduos em baixa renda, baixa produtividade e baixa autonomia. Transferências permanentes sem incentivos claros. Programas sem saída. O progressismo denomina isso de justiça social. Recompensar a dependência é perpetuá-la.
Programas nascem como exceção e morrem como regra. Emergências se eternizam. A autonomia econômica vira suspeita de ameaça. O pobre ideal não é o que prospera, mas o que permanece elegível: forte o suficiente para sobreviver, fraco o bastante para agradecer. 
Como ironizava Roberto Campos, nada é mais duradouro que um programa estatal temporário.
A elite progressista administra à distância, protegida de custos e blindada de consequências. Quando não há preço pelo erro, o erro se consolida. Corrupção deixa de ser anomalia; indisciplina fiscal deixa de ser falha. Ambas se tornam rotina. A ética se corrompe, fazendo com que o fraco seja celebrado, o forte demonizado; o dependente, necessário; e o autônomo, questionável.
O progressismo não fracassa apesar da pobreza persistente. Funciona graças a ela. Seu maior medo não é a desigualdade. É a autonomia. A pobreza deixa de ser problema e se torna recurso. Mais que isso, ele sequestra valores, redefine qualidade moral e transforma o dependente em figura central da ordem política.
A política social, longe de justiça, revela-se pelo que sempre foi e é. É um mecanismo de poder estruturado sobre dependência, ética corrompida e temor da autonomia. 
Quem acredita que a pobreza é acidente ainda não despertou. Quem entende sua função vê, por trás da retórica, o coração frio e calculista do sistema.


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FÉ CEGA E PAPAI NOEL POLÍTICO - 13.01.26



Por Alex Pipkin, PhD em Administração

O Brasil de hoje é um circo de ilusões, e nós somos os contempladores da enganação. 
Quarenta por cento aplaudem Lula como se fosse o redentor da ética; trinta e quatro por cento seguem Bolsonaro como se fosse a encarnação do pragmatismo perdido. O problema não é a divergência — cada um pensa como quer —, mas a recusa obstinada em enxergar fatos. É dissonância cognitiva em estado puro: acreditar que desastre é privilégio, que incompetência é qualidade e que corrupção é detalhe menor.
O desgoverno atual é um festival de absurdos. Educação ideologizada que mantém o país nos últimos lugares dos rankings internacionais, saúde pública à beira do colapso, infraestrutura de faz-de-conta, elites corroídas pela corrupção, INSS transformado em playground para saque. Ainda assim, o governo produz vídeos celebrando o “imagina não ser brasileiro”, como se administrar o caos fosse um privilégio civilizacional. A ironia é tão pesada que poderia esmagar um cavalo.
Do outro lado, Bolsonaro e seus seguidores não estão imunes à mesma cegueira. Muitos defendem políticas corretas não por convicção racional, mas porque estão associadas a um nome que lhes agrada. A lógica é acessória; a fé é central. Cada provocação da esquerda se transforma em declaração de guerra; cada crítica ao desgoverno, ataque existencial. Não há debate de projetos, há sentimentalismo ideológico. O pragmatismo econômico existiu quando houve equipe técnica; Bolsonaro escolheu Paulo Guedes. Lula escolheu Haddad como “técnico econômico”, apesar de ações e resultados que expõem sua incapacidade como especialista. A comparação é desproporcional, mas irrelevante para o fiel. É Lula. Logo, tudo se justifica.
O ativismo completa o espetáculo. A esquerda milita por causas distantes — do “rio ao mar”, à blindagem de tiranos como Maduro, sempre invocando soberania seletiva e indignação sob medida. A coerção externa incomoda; a doméstica é relativizada. Mas ninguém sai às ruas pela saúde sucateada, pela escola que não ensina, pela segurança inexistente ou pela infraestrutura precária. À direita, repete-se o padrão: defende-se o nome, não a realidade concreta que sufoca o país. Nenhum lado luta por causas; ambos lutam por símbolos.
Isso acontece porque a mente humana prefere conforto à verdade. Admitir falhas do líder ou inconsistências da própria tribo dói. 
A dissonância cognitiva funciona como anestesia moral: “Ele não errou”, “ele não roubou”, “eu não fui enganado”. A política vira fé infantil. Pergunta-se: “Você acredita em Papai Noel?” — e ambos respondem “sim”, com convicção inabalável. Risível.
A saída existe, mas exige coragem rara. Demanda trocar nomes por ideias, líderes por políticas, fé por razão. Exige autocrítica, exige aceitar fatos, exige maturidade cívica. 
Até lá, o Brasil seguirá aplaudindo o espetáculo, acreditando que desastre é privilégio e incompetência é qualidade.
O Brasil, país de fé cega, milagres anunciados e desastres celebrados, continua a acreditar em Papai Noel e na sua própria santidade ilusória.


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UE-MERCOSUL: O ACORDO E O -PACTO- DE LULA - 12.01.26


Por Dagoberto Lima Godoy


Há décadas o acordo União Europeia–Mercosul parecia aquele trem internacional que vive anunciado, mas nunca encosta na plataforma. De repente, encostou — e, como numa dessas ironias da história que dispensam roteirista, a foto do desembarque cai no colo de Lula. Não porque ele tenha inventado o trilho (as negociações começaram em 1999), nem porque tenha sido o maquinista solitário; mas porque a locomotiva geopolítica resolveu acelerar agora, justamente no seu turno de plantão.
O empurrão veio de fora. A Europa vive um duplo aperto: de um lado, a competição chinesa corroendo fatias do comércio, sobretudo em bens industrializados; de outro, a pressão do protecionismo americano, reeditado por Trump e seus tarifaços.  A própria lógica do acordo passou a ser vendida como “diversificação” e “autonomia estratégica”  — uma globalização com colete à prova de choque.
O Conselho da UE deu sinal verde para avançar, mas ainda falta o consentimento do Parlamento Europeu e as etapas de ratificação previstas. Ou seja: não é “fim da novela”, mas é, sim, um capítulo que por 25 anos parecia proibido de existir.
Agora, é esperar as reações domésticas. A movimentação veio acompanhada de protestos de agricultores e de forte resistência em países como a França, com o repertório já conhecido: concorrência “assimétrica”, receio de importações agrícolas, cláusulas ambientais insuficientes, risco de incentivar desmatamento — e a sensação de que o campo europeu paga a conta da geopolítica urbana.
Do lado de cá, Lula já celebra o acordo como vitória do multilateralismo em tempos de protecionismo. E aqui entra o componente preferido dele: a narrativa. Em política, o mérito não raramente é menos o que se faz — e mais o que acontece durante o mandato, desde que o governante seja habilidoso o bastante para carimbar “feito em casa” no pacote que chega do mundo.
Que pacto com o destino teria esse homem? No primeiro mandato, surfou o ciclo das commodities e a maré internacional simpática aos emergentes; agora, colhe um acordo empurrado por uma Europa acuada e por uma ordem comercial em fratura. Se a história fosse romance, alguém desconfiaria de coincidência demais.
Mas o pacto — se existe — costuma cobrar juros. O mesmo acordo que abre mercado para exportadores pode pressionar segmentos industriais brasileiros diante da competição europeia. E o “sucesso geopolítico” vem com contrapartidas: governança ambiental, rastreabilidade, padrões sanitários, contenciosos. Tudo isso vira munição tanto para protecionistas europeus quanto para opositores internos. O Brasil pode ganhar muito; pode também perder, se tratar o tema como troféu retórico, e não como agenda dura de competitividade, tecnologia e produtividade.
No fim, talvez o tal “pacto” seja menos metafísico e mais banal: Lula tem um faro raro para perceber quando a maré virou — e uma vocação ainda mais rara para posar como responsável pela Lua. A Europa, pressionada, precisa de acordos. O Mercosul precisa de oxigênio comercial. E Lula… precisa da foto.


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