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O PODER QUE TUDO PODE - 09.03.26


Por Percival Puggina
 
 
             Durante o governo Bolsonaro, bem mais de uma centena de decretos, MPs, programas e políticas de governo e de Estado foram barrados pelo STF. Muitas dessas medidas eram antigas aspirações nacionais, outras tantas haviam sido explicitadas na campanha de 2018 e receberam a bênção das urnas, outras, por fim, eram iniciativas inéditas do governo. Tais intervenções do Supremo foram solicitadas pela oposição e levadas à Corte pelo senador Randolfe Rodrigues, então filiado à Rede, que foi muito exitoso na transformação do Supremo em longa manus da oposição ao governo Bolsonaro.
 
Lembremos alguns desses casos. O Supremo impediu, por exemplo, a nomeação de Alexandre Ramagem como diretor-geral da PF. Impediu a redução do número de sovietes (os tantos conselhos que o petismo cria e com os quais passa a controlar administrações e governos). Frustrou medidas que facilitariam o porte de armas. Protegeu a UNE, travando a criação da carteira estudantil digital gratuita, fornecida pelo governo. Impediu a transferência da demarcação de terras indígenas para o Ministério da Agricultura, e por aí vai. A lista é imensa.
 
Quando a polêmica chegava à sociedade, vinha da Corte a explicação: tratava-se do exercício da “função contramajoritária” do STF. Assim, caberia àquele colegiado o papel de preservar direitos inerentes às minorias numa sociedade democrática. Há quem aprecie esse tipo de explicação e se dê por satisfeito. No entanto, chama muito a atenção o fato de que após a eleição de Lula, nunca mais esse papel contramajoritário enfeitou qualquer argumento do Supremo...
 
Lembro, então, das pessoas simples, idosas, impotentes para praticar os crimes que lhes são imputados na narrativa do 8 de janeiro, sem que isso mobilize as energias protetivas do STF. Sou levado a crer, então, que o papel contramajoritário foi cumprido e se esgotou nas conveniências daquele período. Agora, ele vai para a mesma gaveta em que jaz, pedindo para ser esquecida, a vergonhosa carta da USP que tanto malefício sacramentou em agosto de 2022.
 
Quem conhecesse a conduta do banqueiro Vorcaro sabia que aquilo não ia acabar bem. O excesso de excessos é um pecado capital. Mas não era apenas em Vorcaro que se manifestava a impetuosidade do poder em desatino. Mais grave ainda e com consequências mais danosas: a mesma nocividade inerente ao poder que julga poder tudo se foi fazendo visível e ameaçadora no Brasil. O STF se descolava da melhor tradição e de regras básicas sobre moderação e autocontenção.
 
Relatos de poderes que podem tudo cruzam milênios de história num catálogo de tragédias políticas e sociais pela ação de indivíduos ou juntas governativas. Sua trajetória inicia com a concentração do poder, evolui para o ufanismo e a autodivinização (“Nós somos os supremos!”), padece com a subsequente paranoia e entra em colapso.
 
Isso é tão sabido que parece resposta de almanaque.


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O FIM DA INFÂMIA E O RESGATE DA REPÚBLICA - 05.03.26


Por Alex Pipkin, PhD em Administração

 

O Brasil não atravessa uma crise; o país atravessa um sequestro institucional.
Chegou a hora de rasgar o véu do "juridiquês" elegante que, na prática, serve apenas como a luva de pelica que esconde o soco de uma máfia.
O que vemos de forma cristalina hoje é a metamorfose do Estado em um labirinto de conveniências, em que a toga se confunde com o escudo e a lei se torna o esconderijo dos gângsters.
Não estamos mais falando de meros desvios financeiros ou burocracia lenta. Estamos assistindo e falando de um sistema que convive com métodos de barbárie enquanto encastela figuras de olhar enviesado e protegidos das cortes. Onde está o "fiscal da lei"? A Procuradoria foi reduzida a um "caramelo" institucional, pronto para latir apenas sob comando, enquanto o país sangra em insegurança jurídica.
A verdade nua e crua é devastadora, pois a lei sem a coerção é apenas um conselho que os poderosos ignoram com o cinismo de quem murmura, de maneira singela, “fazemos o que queremos".
Para romper essa infâmia, a resposta não virá de uma reforma tímida, mas de um choque terminal de virtude.
Precisamos de senadores que não temam a "gaveta" de ministros, mas que temam a história. É preciso coragem legislativa para extinguir a vitaliciedade e impor mandatos fixos no STF, garantindo que ninguém se sinta dono do destino da nação por décadas. É urgente implodir o absolutismo das decisões monocráticas e exigir a responsabilização real de quem transforma a justiça em balcão de negócios.
Mas o Congresso só terá espinha dorsal se sentir o hálito da indignação popular nas nucas de Brasília. As redes sociais são o pavio, mas o transbordamento das ruas é o fogo que purifica.
A autoridade da Justiça não nasce de normas frias, mas do solo sagrado da confiança pública. Sem ela, os tribunais são apenas prédios caros habitados por sombras.
Salvar a Justiça de sua própria estrutura não é um ataque; é um ato de legítima defesa da República.
Definitivamente, é o grito final de uma nação que recusa ser governada pelo arbítrio disfarçado de processo.
Não há mais como procrastinar, ou restauramos o império da lei com a força da coragem, ou entregamos nossas chaves aos sicários do sistema.
O Brasil não espera mais prudência. O Brasil exige justiça.


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O BRASIL E O BEIJO NO CARRASCO - 02.03.26


Por Alex Pipkin, PhD em Administração

 

Desde 1979, o regime iraniano não deixa margem para dúvidas. “Morte à América” e “Morte a Israel” não são figuras de linguagem. São metas explícitas.
O que opera em Teerã não é uma diplomacia convencional; é uma patologia teocrática que pendura dissidentes em guindastes, açoita mulheres e terceiriza o sadismo para grupos terroristas como o Hamas.
Eu me pergunto: como chegamos ao ponto de ignorar o óbvio “lulante”? O financiamento do terror e a negação do Holocausto não são “detalhes” de percurso; são a espinha dorsal de um projeto de aniquilação. E é aqui que a nossa diplomacia mergulha na infâmia.
Ao condenar Israel e os EUA por tentarem frear o arsenal nuclear iraniano, o governo brasileiro faz uma escolha sórdida. Invoca-se a “soberania” como se ela fosse um salvo-conduto para tiranos que juram riscar o Estado de Israel do mapa. Transforma-se o Direito Internacional em um biombo de conveniência para esconder a face nua de um regime que odeia tudo o que o Ocidente representa.
Existe um padrão de cegueira deliberada no Itamaraty. Sempre que o tabuleiro opõe democracias imperfeitas a ditaduras absolutas, o Brasil se inclina com uma mesura servil em direção aos carrascos. É o velho e mofado “anti-imperialismo” de quem prefere abraçar déspotas a admitir que a liberdade dói, mas é o único caminho a seguir.
Lula não apenas se omite; ele escolhe. Ao flertar com a narrativa do Hamas após o massacre de 7 de outubro e retirar o Brasil da IHRA, ele tripudia sobre a tradição humanista brasileira. Sinto que, se o mal absoluto ressurgisse hoje sob uma bandeira “anti-hegemônica”, este governo o batizaria de “resistência”.
O sectarismo produz essa paralisia moral. O Brasil não está sendo independente. Está sendo pequeno, covarde e cúmplice.
A história não tem amnésia. Ela não perdoa quem disfarça o alinhamento ideológico com o verniz da prudência diplomática.
Ao se postar como advogado do abismo, o Brasil abandona sua grandeza para ser o conselheiro do eixo que quer ver o mundo em chamas, o eixo do mal.
É cristalino. É vergonhoso.
O rastro de sangue dessa escolha não será apagado por nenhuma nota oficial emitida de dentro de gabinetes vermelhos, verde-amarelos refrigerados.
O silêncio diante do mal é a assinatura da própria queda.
E lembrem. A história não perdoa quem estende o tapete vermelho para carrascos.


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SERVIDÃO CONSENTIDA -24.02.26


Por Alex Pipkin, PhD em Administração

 

Apresentam-se como engenheiros do amanhã. Falam em progresso como quem promete salvação. O desenho é elegante, o discurso é sedutor. 
Mas, quando o projeto se materializa, surge sempre o mesmo detalhe estrutural, isto é, limites impostos de cima para baixo. Antes de ampliar o poder, rebatizam-no. O controle ganha verniz moral e passa a exigir uma fé inabalável.
O Estado é elevado à condição de força motriz da história, tutor das imperfeições humanas, corretor dos rumos do coletivo abstrato. O mercado torna-se desvio ético, o vilão; o indivíduo, instabilidade a ser administrada; e o empresário, figura sob permanente suspeita. Em contraste, a máquina pública — impessoal, crescente, imune à concorrência — é tratada como expressão superior de responsabilidade social. Como se concentrar autoridade fosse sinônimo de virtude.
A lógica ilógica se organiza em termos simples. Quem produz precisa justificar; quem prospera deve desculpas; quem enriquece carrega culpa. Já quem tributa absolve-se pelo próprio ato de tributar.
Quando a burocracia se expande, protege-se e distribui benefícios a si mesma, e o fenômeno é celebrado como justiça. O setor privado permanece sob fiscalização contínua; o Estado acumula competências e redefine seus próprios limites. Tudo isso é apresentado como libertação.
Os defensores da emancipação não hesitam em transferir escolhas fundamentais a conselhos técnicos e a gabinetes distantes. 
Diante de qualquer tensão econômica, tecnológica ou cultural, a resposta é expansão normativa. Acrescentam-se camadas, pareceres, instâncias. Quase nunca se considera que adultos possam deliberar sem supervisão “babá” permanente.
Se a tecnologia evolui, intervém-se. Se hábitos mudam, regulamenta-se. Se alguém discorda, enquadra-se.
Essa visão deposita confiança na estrutura, não na consciência. Parte da convicção de que, sob direção adequada, o poder ajustará a sociedade. Esquece apenas que poder acumulado raramente se retrai; ele avança até encontrar fronteiras reais.
Nesse ambiente, a dependência assume aparência de qualidade cívica. Quanto menor a esfera de decisão individual, maior o prestígio social. Autonomia passa a soar imprudente; responsabilidade pessoal, insensibilidade.
A sedução está na promessa de conforto. A liberdade implica risco, erro e consequência. Já a tutela oferece previsibilidade, desde que se aceite a condição de obedecer. Substitui-se a incerteza da escolha pela tranquilidade da autorização.
O resultado não é acidental. À medida que o poder se amplia, o espaço da pessoa diminui na mesma proporção. Cada nova lei, cada nova norma ocupa território antes pertencente à consciência; cada regulação adicional estreita a margem de ação espontânea.
Sem limites claros ao poder, cidadão torna-se palavra expressamente vazia.
Permanece o administrado. O administrado não decide, apenas aguarda permissão.
Quem vive de permissão não é livre; é tutelado e adestrado a chamar limitação de redenção.


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A AVENIDA SENTE O PANFLETO - 19.02.26


Por Alex Pipkin, PhD em Administração

 

Antes da primeira nota ser aberta, eu já sabia onde aquilo ia terminar. Não era vidência, era puro instinto. 
Quando a arte popular troca a ambiguidade pela cartilha, a vibração muda. E essa não mente.
Bingo: Acadêmicos de Niterói e sua tentativa de propaganda lulopetista foram para o lugar que mereciam; o rebaixamento.
Há quem cite Gustave Le Bon para dizer que a multidão é emocional e facilmente conduzida. Sempre achei essa leitura preguiçosa. A multidão é emocional, sim, mas tem faro. Ela pode se deixar arrebatar; não gosta de sentir a mão que a empurra. Quando o símbolo nasce com dono, quando o enredo vem com intenção ideológica explícita, programática, panfletária, algo nasce quebrado. O encanto não resiste à pedagogia.
Vivemos na era dos sentimentalismos baratos. Indignações instantâneas, aplausos automáticos, comoções que duram menos que um feriado prolongado. O sentimentalismo barato produz estrago, inflamando, dividindo, e espalhando faíscas. Mas não cria laço. É incêndio de palha, alto, vistoso e curto.
Identificação profunda é outra coisa. Ela não berra, enraíza. Não mobiliza por choque; mobiliza por reconhecimento. É a identificação que cria vínculo, aquilo que sustenta uma manifestação popular de pé. Sem vínculo, resta espuma. A espuma não atravessa a quarta-feira.
Ideologia rígida não combina com arte popular. Arte é sugestão, camada, convite. Ideologia é conclusão pronta, frase sublinhada, dedo apontado. 
Quando a conclusão chega antes da criação, o público deixa de participar. E sem participação não há entrega, inexiste adesão.
Propaganda funciona enquanto parece espontânea, simplesmente “tocando a alma”. Quando se exibe como propaganda, orgulhosa da própria intenção, perde mistério. Emoção dirigida demais soa ensaiada. Evidente que o público percebe o ensaio como truque.
A avenida pode acolher crítica, política, provocação. O que ela não tolera é sermão com fantasia. Não é gabinete com confete, nem palanque com pluma. 
É território de experiência compartilhada, que não aceita cabresto simbólico.
O rebaixamento não foi acidente técnico. Foi consequência estética e psicológica. A nota apenas formalizou o que já estava no ar. Claro, magnetismo não se decreta. 
No final, a avenida faz o que sempre fez.
Até sorri para o discurso, dança com a fantasia, deixa passar o burburinho.
Mas quando a música cala e a ficha cai, ela cruza os braços. E dá nota.
Não para a ideologia, mas para a verdade que sobreviveu ao desfile.
A avenida pode até perdoar o exagero.
O que ela não absolve é o sermão — ainda que venha fantasiado de redenção vermelha — disfarçado de samba.


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MARX NA FAZENDA: TEORIA DEMAIS, BRASIL DE MENOS - 13.02.26


TEXTO DO JORNALISTA E PENSADOR FELIPE VIEIRA 

 


O novo livro de Fernando Haddad, Capitalismo Superindustrial, chega às livrarias num momento em que o Brasil enfrenta juros elevados, fragilidade fiscal e crescimento anêmico. A obra revisita ideias de Marx que nunca deram certo em lugar nenhum para interpretar o capitalismo contemporâneo e sustenta que vivemos uma etapa “superindustrial”, marcada pela centralidade do conhecimento e da tecnologia.
O problema não é um ministro da Fazenda escrever — isso é ótimo. Democracias maduras valorizam o debate intelectual. O problema é a dissonância entre teoria e realidade.
O titular da Fazenda não ocupa uma cadeira na academia; está sentado na poltrona responsável pela estabilidade econômica de um país endividado, pressionado por déficits recorrentes e dependente da confiança de investidores.
Enquanto o livro propõe revisões conceituais sobre capitalismo, classes e tecnologia, a economia brasileira lida com problemas objetivos: endividamento crescente, dificuldade de consolidar o ajuste fiscal, baixa produtividade e insegurança jurídica. O investidor não reage a metáforas históricas. Reage a números, credibilidade e previsibilidade.
Não se trata de disputa ideológica superficial. Trata-se de evidência histórica. Reembalar ideias que falharam onde foram aplicadas não as transforma em solução moderna. Atualizar o vocabulário não corrige erros antigos.
O fato de Haddad encontrar tempo em sua agenda para revisitar o marxismo fora da “ilha da fantasia” de Brasília, enquanto o país convive com juros de dois dígitos, pressão inflacionária e déficit persistente, sugere um deslocamento preocupante de prioridades. Parece mais um mergulho no século XIX de Marx e suas ideias retrógradas do que um enfrentamento dos desafios fiscais do século XXI.
A Faria Lima — tão atacada por setores da extrema-esquerda, do PT e por integrantes do próprio governo — apoiou Lula em 2022. Ex-ministros, economistas e formuladores do Plano Real fizeram essa escolha acreditando em moderação, responsabilidade e previsibilidade. Hoje, boa parte desses mesmos nomes aponta frouxidão fiscal, ataques ao Banco Central, dirigismo estatal e ausência de reformas estruturais. O resultado primário deteriorou, a dívida cresce e o risco fiscal pressiona juros e investimentos.
Enquanto o livro propõe revisões conceituais sobre capitalismo, classes e tecnologia, a economia brasileira lida com problemas reais e objetivos: endividamento crescente, dificuldade de consolidar o ajuste fiscal, baixa produtividade e insegurança jurídica. O investidor não reage a metáforas históricas; reage a números, credibilidade e previsibilidade.
No fim das contas, livros explicam o mundo, porque o papel aceita tudo, mas é a economia que revela quando teorias erradas produzem governos errados — e governos errados produzem problemas reais para o povo. Ideias podem e devem ser revisitadas; as contas públicas, mais ainda.
O governo está gastando mais do que arrecada, criando déficit fiscal. Seu João, seu Zé, dona Joana e milhões de brasileiros sabem, na prática, que o orçamento precisa caber dentro do salário. Quando não cabe, a dívida cresce, o cartão estoura e a conta chega. O povo não paga à vista, mas a prazo. Na casa deles não há revisionismo histórico: há orçamento, responsabilidade e consequência.
Lula prometeu picanha farta. Hoje, o brasileiro sente o peso no preço da carne no supermercado, no bolso — a parte mais sensível do corpo humano — e na alma. A conta da ideologia aparece no carrinho de compras.
Não é contra livro. Livros são essenciais.
É contra prioridade trocada.
Como contraponto às revisitações marxistas, valeria a leitura — pelos apoiadores do governo e pelo próprio ministro — de três obras clássicas da tradição liberal que tratam menos de teoria abstrata e mais de resultados concretos. “Capitalismo e Liberdade”, de Milton Friedman, mostra como estabilidade monetária e limitação do Estado foram decisivas para prosperidade em economias abertas. “O Caminho da Servidão”, de Friedrich Hayek, alerta para os riscos institucionais do dirigismo e da concentração de poder econômico nas mãos do governo. E “Por Que as Nações Fracassam”, de Daron Acemoglu e James A. Robinson, demonstra com evidência histórica que instituições inclusivas, segurança jurídica e incentivos ao investimento — e não planejamento central — explicam o sucesso ou o fracasso dos países. São leituras que ajudam a lembrar que crescimento sustentável não nasce de intenção ideológica, mas de regras estáveis, responsabilidade fiscal e liberdade econômica.
Enquanto ocupar o Ministério da Fazenda, Haddad não pode se dar ao luxo de revisitar teorias do século XIX quando o desafio é imediato, concreto e fiscal. O presente e o futuro do Brasil não serão construídos olhando para um passado fracassado. Serão construídos com foco, disciplina e resultado — porque, no fim, quem paga a conta não é Marx. É o povo.


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