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A VOLTA DOS ZUMBIS - 21.07.25


Por Percival Puggina

         Em seminário na Universidade de Coimbra, o ministro Alexandre de Moraes professorou que o século XIX foi o século do Parlamento, o século XX foi do Executivo e o século XXI é ... do Judiciário.

Por um lado, sorte de Sua Excelência que, segundo essa História do Futuro, ganhou um século para chamar de seu. Sorte nossa, também, que já ficamos sabendo quando terminará o sufoco em curso. Três vivas ao Barão de Montesquieu por ter pensado em apenas três poderes, permitindo-nos supor que aí adiante, no final deste século (o tempo passa ligeirinho) haverá um período para nós, os cidadãos, de quem emana todo poder, titulares de direitos e deveres.

Realmente, não tinha como ser do Senado o século XXI. Não com as presidências, às vezes reincidentes, de José Sarney, Renan Calheiros, Garibaldi Alves Filho, Eunício Oliveira, Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco. Nem tinha como ser da Câmara, presidida por Michel Temer, Severino Cavalcanti, Arlindo Chinaglia, Marco Maia, Henrique Eduardo Alves, Eduardo Cunha, Rodrigo Maia, Arthur Lira e pelo intrépido Hugo Motta. Tampouco podia ser dos governos, este século, com o petismo eleito para cumprir mandato presidencial em 20 dos 26 anos que se completam no final do ano que vem.

Então, estamos ultrapassando o primeiro quarto do “século do Judiciário” com as mensagens de Trump fazendo prodígios. Recobrou das trevas multidão de nacionalistas exacerbados que invadiram os espaços digitais como zumbis egressos vocês sabem de onde. Desajeitados pelos longos anos de terceirização da política – vejam só! – aparecem, de súbito, interessados em cidadania brasileira sem passar pela imigração... Depois de vários anos, também o Consórcio Goebbels, como um motorzinho de dois tempos ou em simplificado raciocínio binário entre tico e teco, volta a contar hashtags, eles e nós, eles e nós, eles e nós. Lindo de ver, não é mesmo?

Não vai bem o “século do Judiciário”. O IDH brasileiro cresce abaixo da média mundial, perde posições. Democracia e liberdade somem. Ao longo dos últimos anos, nosso tempo de atenção cívica é tomado por estravagantes manifestações judiciais, nosso direito positivo é afetado por inusitadas “ordenações” alexandrinas, jurisprudências oscilantes, etc. A História em curso não é mais feita pelo labor social, nem pela política dos com voto, mas pelo que dizem as sentenças e pelo que seus redatores do século chamam de cenário mais amplo, “sem recortes que descontextualizem os eventos do dia 8 de janeiro”.

Curiosamente, porém, os principais protagonistas da história vivida, membros da cúpula do Judiciário, em pleno “século do Judiciário”, recortam-se do cenário onde desempenharam e continuam desempenhando intensa atividade. Vale dizer, descontextualizam, como se escrutinassem a realidade desde seu lugar constitucional de estar (de onde não deveriam ter saído) e como se fossem observadores imparciais de acontecimentos protagonizados exclusivamente pelos seus jurisdicionados. Não tem sido nem é assim.

Os maus humores do século XXI, “século do Judiciário”, trouxeram imenso desconforto político, ativaram a censura, as prisões políticas e as palavras passaram a morrer na garganta. Não mais de um punhado de bravos se expõe à fúria dos censores enquanto a nação empobrece e emburrece num mundo que prospera.

Porque têm cabine reservada na Arca de Noé do dilúvio que já se vê no horizonte, os novos donos do poder se agitam com as próprias bravatas ante a plebe que aplaude a tragédia. Afinal, todos são iguais perante a lei.


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O BÊBADO, O EQUILIBRISTA E O ANTISSEMITA - 18.07.25


Por Alex Pipkin

 

A história se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.

    Como diria o pai do pai dos pobres, Karl Marx.

    No Brasil, ela se repete como política pública.

    A esquerda que um dia cantou esperanças hoje entrega ao país um trio que mistura oportunismo, amadorismo e revisionismo: o bêbado, o equilibrista e o antissemita. Todos de volta, como se nada tivesse acontecido. Ou pior, como se tudo devesse ser repetido.

    Lula, o bêbado original, não tropeça mais nas ruas — tropeça nas ideias. Quando abre a boca, não fala: ressoa. É um repositório de chavões, ressentimentos e metáforas confusas. Tudo gira em torno dele. O “grande” operário-mártir-redentor. Só que agora sem carisma, sem brilho, mas com muita raiva.

    O espetáculo, claro, é montado. Lula só discursa em palcos domesticados, rodeado de câmeras cúmplices e plateias treinadas para rir das suas ironias fáceis. Aliás, piadas que fariam um adolescente de 16 anos corar de vergonha. Não há risco.

    A narrativa operária virou um monólogo para ignorantes voluntários.

    Fernando Haddad, o equilibrista, apresenta-se como técnico, mas age como sacerdote do nacional-desenvolvimentismo. É o ministro da Economia Soviética, com diploma, mas sem imaginação.

    Acredita em decretos como motor de crescimento, em subsídios como solução para tudo, e em palavras bonitas e em siglas como instrumento de política fiscal.

    Contudo, a realidade é um inconveniente que ele tenta dobrar com retórica.

    Evita a matemática da responsabilidade, prometendo equilíbrio, mas financiando a fantasia.

    É o adulto da sala que ainda acredita em Papai Noel, desde que o trenó seja estatal.

    Celso Amorim, o antissemita da vez, retorna como a consciência diplomática do lulismo. Mas sua bússola moral é viciada: sempre aponta para o eixo anti-Ocidente.

    Com ele, o Brasil não se posiciona. Ou pior, ajoelha-se ao lado do eixo do mal.

    Israel é opressor. Hamas é resistência. Ditadores são apenas mal compreendidos.

    Sua diplomacia é feita de ressentimento e bajulação, sempre voltada para os que desdenham, clamorosa e vergonhosamente, da liberdade.

    Enquanto isso, o trio “Calafrio” assiste ao mundo real agir.

    Independente do que se diga sobre Donald Trump, ele negocia. Diga o que disser, Trump negocia os interesses americanos com clareza, pragmatismo e um olho no lucro nacional.

    Já o nosso trio, ao contrário, perde-se em desculpas, fantasias ideológicas e culpa alheia.

    São especialistas em apontar bodes expiatórios — a imprensa, o mercado, o imperialismo — mas incapazes de governar na realidade que exige ação, não discurso.

    E quando tudo falha, contam com o auxílio luxuoso da toga militante: um STF que protege narrativas, silencia adversários e exerce, sem voto, o poder de veto.

    Ali, já não se interpreta a Constituição. Reescreve-se a realidade conforme a conveniência do regime.

    Esse trio não governa: reencena.

    Não pensa o Brasil: reproduz uma mitologia de fracassos com entusiasmo reciclado.

    O lulismo, na sua terceira encarnação, não é mais ideologia; é a insanidade de quadruplicar a aposta no erro.

    E o Brasil, como sempre, paga a conta, na forma de dívida, desemprego, ou desalento.

    A tragédia todos já conhecemos. A farsa também.

    Mas aplaudi-la — até quando? Eis a verdadeira questão.


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ESTADOS UNIDOS, SEU PNB E SEU IMPACTO DE ULTRADOMINÂNCIA MUNDIAL - 17.07.25


Por Diogo Muguet  - Economista, Matemático, Assessor Parlamentar, Analista Político, Calvinista e de Direita. 

 

O mundo ainda está tentando entender o que é poder. A maioria olha para o tamanho do exército, o número de habitantes, a quantidade de portos ou a balança comercial. Mas isto é visão de colônia. De peão. De quem pensa que estatística faz império.

   

Poder de verdade não está no que você tem, mas no que você não precisa pedir.

Os Estados Unidos são a única nação do planeta que, se quiser, pode desligar o mundo. Não no botão da guerra, mas no da produção. Porque enquanto os analistas aplaudem o PIB, o verdadeiro trono está no PNB — o Produto Nacional Bruto. E ele não é só número. É o retrato de um império que lucraria mesmo se estivesse em coma.

   

Trinta trilhões de dólares. Este é o PNB dos EUA. Trinta trilhões produzidos, investidos ou controlados por americanos — mesmo quando a fábrica está em Xangai, o chip em Taiwan e o navio ancorado em Singapura. Agora pare e imagine: e se metade disso fosse trazido de volta? Não o lucro, não os dividendos — mas a linha de produção inteira. As fábricas. O maquinário. Os operários. O suor. O aço. A inteligência. O código. Não é repatriação de capital. É repatriação do mundo.

   

Coloca isto dentro das fronteiras americanas e você cria uma economia de 45 trilhões de dólares, com base energética própria, consumo interno inigualável, inovação autogerada, inteligência artificial a serviço da fábrica — e tudo isto blindado por porta-aviões e pelo dólar.

   

A China - Sufoca. Porque o milagre chinês não foi criado em Pequim. Foi criado em Michigan, Silicon Valley, Kansas, Indiana — quando empresas americanas decidiram terceirizar a espinha dorsal do mundo para reduzir custos. O que Trump propõe agora é simples: a espinha dorsal volta para casa. E com ela, o comando central.

   

Enquanto isto, o chinês médio ainda vive com mil reais por mês. O yuan continua sendo uma moeda que ninguém quer guardar. E a população, que é gigantesca no número, continua rasa no poder de compra. É uma economia de escala sem densidade. Um colosso estatístico de pés comunistas e caixa ocidental.

   

E aqui está o truque: os EUA não precisam exportar para sobreviver. Eles exportam por esporte. O consumo interno americano movimenta 70% do próprio PIB — algo que nenhum país sequer ousa sonhar. Isto significa que eles podem produzir, vender e lucrar sem sair do próprio quintal. E quando exportam, exportam para aliados que dependem deles militarmente, diplomaticamente, energeticamente, tecnologicamente — em tudo.

   

Japão-  Protetorado elegante.

Alemanha- Satélite OTAN com vinho e culpa.

Brasil- Buffet de commodities esperando bênção alfandegária.

Coreia do Sul-  Base militar com Wi-Fi.

Europa-  Museu com bandeira azul.

China- O fornecedor descartável da festa para a qual não foi convidado.

   

Isto não é arrogância. Isto é estrutura. Isto é o que acontece quando um país descobre que pode dominar o mundo sem invadir ninguém, apenas trazendo tudo de volta e dizendo: “agora é daqui pra fora”.

   

E quando o mundo perceber que está preso ao dólar, à proteção militar, ao algorítmo americano, ao suprimento de semicondutores, aos satélites americanos que geram dentre outras coisas o sistema de GPS mundial, às redes sociais, à cultura e ao sistema financeiro, já será tarde demais.

Não haverá terceira via. Não haverá BRICS. Não haverá multipolaridade. Só haverá órbita. E no centro estará um país que parou de emprestar sua produção para os outros e decidiu trabalhar para si.

Esta não é uma revolução. É uma retomada divina do que sempre foi deles. O império está de volta. Mas desta vez, sem pedir desculpas.

   


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ERROS CRASSOS DE ALGUNS CONSERVADORES, EM UM EMBATE CRUCIAL - 15.07.25


Por Ricardo Alfaya Saravia

 

             Quando penso na negligência de alguns conservadores ao se deixarem ludibriar por embustes culturais e políticos como a linguagem metonímica (https://midiasemmascara.net/linguagem-metonimica-e-ilusionismo-vocabular/), o “Globalismo” e a recorrente encenação do Teatro das Tesouras entre socialistas e comunistas, não consigo enxergar imagem mais expressiva que a de pássaros que mesmo podendo voar alto, permanecem em voo rasteiro hipnótico ao alcance de serpentes ardilosas, até serem predados por elas.

                Objetivamente:

O que é o “Globalismo”, senão concentração de poder político, econômico, e cultural, nas mãos de agentes socioeconômicos privados aparentemente independentes dos agentes estatais, mas que na realidade atuam em consonância com estes na concentração de poder para manipulação e controle social no Ocidente?

Em que sentido atuam sistematicamente os agentes, públicos e privados, do “Globalismo”, senão no sentido de obliterar as referências fundamentais da Civilização Ocidental? Em outras palavras: contra que princípios lutam esses agentes, senão contra: a moral e a espiritualidade cristãs, o respeito ao indivíduo e seu livre-arbítrio, o respeito à propriedade privada, e o respeito às garantias legais que assegurem aos indivíduos defesa contra o despotismo de agentes estatais? 

                Efetivamente, o que vem a ser esse “Globalismo”, senão uma repaginação do velho e mau socialismo, na qual é introduzida a figura dos grandes agentes socioeconômicos aparentemente alheios ao estado, mas que de fato, assim como os socialistas, atuam no sentido de concentrar poder de controle social nas mãos dos agentes do estado, e lutam contra os mesmos valores culturais contra os quais sempre lutaram os socialistas?

                Dois tipos de agentes de um mesmo sistema... Duas vertentes de uma mesma fonte convergentes para o mesmo estuário.

                Assim sendo, por que aceitar esse embuste, designando o socialismo repaginado de “Globalismo”? ...em vez de desmascarar o que ele realmente é:  Neossocialismo!

Por que adotar o comportamento do touro que em vez de atacar diretamente o toureiro, se exaure atacando uma capa vermelha que este usa para ludibria-lo enquanto se deleita com a ingenuidade do pobre animal conduzido à morte com requintes de crueldade?

Enquanto alguns conservadores ocidentais atacam hipnoticamente uma capa de toureiro chamada “Globalismo”, toureiros neossocialistas ocidentais, neobolcheviques russos, neocomunistas e islamistas orientais, se deleitam contracenando em um Teatro das Tesouras geopolítico urdido para aniquilar o conservadorismo ocidental com requintes de ardileza.

                Globalmente, quais foram as realizações efetivas dos “globalistas” no Século XXI, senão promover internamente a obliteração dos fundamentos culturais do Ocidente e promover externamente o reerguimento de tiranias socialistas, comunistas e islamistas, no sentido da criação de uma “Nova Ordem Mundial”?

                Observe-se como os agentes do chamado “Globalismo” promoveram a transferência massiva de recursos e tecnologias ocidentais para as mãos dos agentes do neocomunismo chinês, até transformarem a decadente ditadura comunista chinesa do final dos anos 1980, na mais vigorosa e ascendente ditadura comunista da atualidade. Proporcionando aos ditadores neocomunistas chineses tanto a condição de provedores mundiais de produtos industrializados... quanto condições para rivalizarem econômica, política e militarmente com os governantes dos Estados Unidos.

                Observe-se como os agentes “globalistas” sempre dispostos a usar a causa ambiental para frear empreendimentos socioeconômicos no Ocidente, silenciam estrondosamente com relação a enormes impactos ambientais causados por empreendimentos dos neocomunistas chineses. Por exemplo, a destruição de recifes de valor biológico inestimável, para a construção de ilhas artificiais militarizadas no Mar do Sul da China.

                Mais ainda: observe-se a forma como políticos e burocratas “globalistas” que governam a maior parte dos países ocidentais trataram de reprimir investigações sobre a origem do vírus chinês e de sua disseminação pelo mundo, bem como a forma como aproveitaram essa pandemia para ensaiar uma brutal ditadura sanitária global, no melhor estilo comunista chinês.

Observe-se como burocratas e políticos “globalistas” que governaram os principais países ocidentais nas últimas décadas atuaram no sentido do reerguimento do império Socialista Soviético na Rússia:

Culturalmente, propagaram a imagem de Putin como um defensor de valores conservadores contra a degradação vigente no Ocidente... enquanto na realidade essa degradação cultural ocidental fora planejada e promovida nos porões da KGB soviética, sendo o próprio Putin agente chefe dessa KGB.

Economicamente, governantes “globalistas” europeus promoveram a dependência europeia do abastecimento de gás e petróleo da Rússia, em nome da nobre causa da proteção à natureza, enquanto na realidade os neobolcheviques russos destruíam a natureza à vontade. Basta o exemplo da desertificação do Mar de Aral.

No âmbito militar, em 1994, os agentes “globalistas” ocidentais induziram os governantes ucranianos a entregarem suas armas nucleares aos agentes do governo neobolchevique russo, assinando compromisso de defender o povo e o território ucranianos em caso de agressão por parte dos russos. Não obstante, em 2014, esses mesmos agentes “globalistas” abandonaram os ucranianos à própria sorte, quando os neobolcheviques russos invadiram e anexaram a Crimeia, depois que um levante popular de patriotas ucranianos conseguiu derrubar um presidente aliado servil dos neobolcheviques russos. Já em 2022, os governantes “globalistas” ocidentais demoraram meses para começar a enviar armas e suprimentos aos patriotas ucranianos que resistiram heroicamente à ampla invasão do território ucraniano pelos neobolcheviques russos sempre comandados por Putin, eterno agente da KGB. ...E mesmo quando os governantes “globalistas” ocidentais resolveram enviar armas e suprimentos aos bravos patriotas ucranianos, passaram a fazê-lo em quantidade insuficiente para os patriotas ucranianos equipararem o arsenal dos agressores neobolchebiques russos, e com indecorosas restrições de uso contra o território russo.

Como não perceber nisso mais uma encenação do velho Teatro das Tesouras, na qual os chamados globalistas são coadjuvantes em vez de protagonistas?

Quando alguns conservadores ocidentais conseguirem perceber essas obviedades talvez consigam perceber que os chamados “globalistas” são na realidade neossocialistas ocidentais, cuja proposta de “governança global” não passa de amenização do Komintern dos socialistas soviéticos, idealizado pelo imperador bolchevique Lênin, ídolo do imperador neobolchevique Putin cruelmente obcecado por restaurar o Komintern soviético.

Quando alguns conservadores conseguirem perceber essas obviedades, talvez percebam que aliarem-se a neobolcheviques russos ou neocomunistas chineses para combater “globalistas” ocidentais é uma estupidez tão grotesca quanto feministas aliarem-se a islamistas para combater conservadores ocidentais.

                Quando alguns conservadores conseguirem perceber essas obviedades, talvez consigam perceber também que, por exemplo, confundir a Rússia com os governantes russos, e estes com o povo da Rússia, ainda que em figura de linguagem, é um erro culturalmente desastroso, porque confusão verbal induz confusão mental.... Talvez então, entendam que precisam se desintoxicar de drogas culturais como a linguagem metonímica e outros ilusionismos vocabulares, usados à exaustão para ludibria-los.

                Talvez quando alguns pássaros conservadores conseguirem elevar seus voos acima do alcance das ardilosas serpentes tirano-coletivistas de todos os matizes, consigam perceber a magnitude do embate civilizacional em que nos encontramos: De um lado, adeptos um cânone civilizacional de emersão e expansão de consciências individuais, voltado ao exercício responsável e altruísta do livre-arbítrio... De outro lado, adeptos um cânone de limitação e subjugação de consciências individuais, voltado à imersão de massas humanas em alguma forma de tirania coletivista. De um lado, o formidável cânone originado e desenvolvido no Ocidente, que oferece a democracia, o capitalismo e, sobretudo, a moral e a espiritualidade cristãs.... De outro lado, o cânone ancestral que desde a noite dos tempos da humanidade oferece múltiplas matizes de tirania... atualmente manifesto na “Nova Ordem Mundial Multipolar”, na qual sobressaem os polos do despotismo oriental laico e do tribalismo espiritualista islâmico.

                Talvez então, alguns conservadores ocidentais percebam a gravidade de se deixarem ludibriar tão crassamente por embustes como a linguagem metonímica, o “globalismo” e a estratégia das tesouras.


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O BRASIL DOS 12% - 14.07.25


Texto do Pensador Alex Pipkin

 

No Brasil, aproximadamente 12% da população carregam nas costas quase um terço dos habitantes. São cerca de 25 milhões que trabalham, investem e pagam impostos para sustentar mais de 60 milhões que vivem do assistencialismo estatal. Essa disparidade não é acidente, mas o produto de um projeto político que converteu o mérito em crime e premiou a dependência como virtude.

Vivemos num país onde a carga tributária é servidão legalizada. Trabalhamos 149 dias por ano apenas para alimentar um Estado que não liberta, mas que aprisiona. Mantém sua legião de dependentes e uma elite funcionalista que desfruta privilégios — penduricalhos e mais penduricalhos — enquanto o contribuinte sua para pagar a conta. O Estado brasileiro se comporta como um agiota com toga, cobrando juros impagáveis sob a desculpa da ordem social. O discurso oficial pinta o Estado como salvador, mas ele é o entrave que sufoca a liberdade, o empreendedorismo e o crescimento.

Esse modelo da “lógica bom-mocista” ilógica é obra de uma elite que lucra com o esforço alheio. O Estado não emancipa, ele reprime e controla, premiando a inércia e punindo a iniciativa. Gera dependência em troca de votos, e pobreza em nome da justiça social. É uma engrenagem que converte risco em culpa e sucesso em opressão.

Tudo começa na base — ou melhor dito, no que se convencionou chamar de educação. Nossas escolas não formam profissionais competentes; formam militantes da dependência. Em vez de ensinar matemática, física, programação ou empreendedorismo, preparam jovens para recitar ideologias e repudiar o mérito. O ensino técnico, a formação prática e a inovação foram sacrificados no altar do discurso político. O jovem que deveria ser o motor do desenvolvimento é treinado para ser espectador passivo de um Estado que o tutela.

A universidade não é o caminho para todos, e isso não é problema. O problema é a ausência de escolas técnicas e de ensino profissionalizante livres de doutrinação, em que mérito e esforço sejam valorizados. O modelo público de ensino tornou-se aparelho ideológico, e não um mecanismo de capacitação real para o trabalho, para a independência e para a prosperidade.

O exemplo da Argentina está escancarado: após décadas de submissão ao estatismo decadente e ao assistencialismo asfixiante, o país agora, sob nova liderança, começa a inverter o jogo. Pela primeira vez em muito tempo, a prioridade é tirar o Estado do caminho e colocar o indivíduo como protagonista da economia. Uma mudança que exige coragem, apontando o caminho que o Brasil insiste em não seguir.

Enquanto isso, a elite estatal, de taças erguidas em camarotes, assiste ao contribuinte arcar com a conta, suar o suor da exploração legalizada e ser acusado de opressor. Enquanto o contribuinte luta no campo de batalha da sobrevivência, a burocracia dança um bailado financiado com seu suor, e com sua paciência. Esse cenário não é apenas injusto; é uma afronta à lógica, à ética e ao futuro da nação.

Os impostos escorchantes sufocam o ambiente de negócios. Cada aumento tributário é uma facada na inovação, um desestímulo a quem ousa empreender e a quem cria empregos. O Brasil tornou-se um campo minado para investidores, onde o risco é alto demais e a recompensa incerta. Isso não é acidental. É o preço de sustentar um modelo que alimenta o parasitismo e destrói o empreendedorismo. Se o mérito virou crime, o Brasil deveria estar prendendo empreendedores em massa. Mas o que se pune aqui é a ousadia de produzir. Quem cria amarras e regulamentos segue no topo, imune.

Ainda há tempo. Mas é preciso que os que carregam o Brasil nas costas parem de pedir desculpas e comecem a dizer: basta. Basta de servir a um Estado que os trata como fonte inesgotável de recursos e não como cidadãos livres. O Brasil não precisa de mais Estado — precisa de mais coragem. Coragem para abraçar a liberdade, a responsabilidade e o mérito.

Somos um país onde quem empurra a carroça carrega, e quem senta dentro dela reclama do sol. O mérito é punido como crime, e a dependência premiada como virtude. Essa é a realidade que precisamos encarar.

É hora de abandonar o coitadismo que enaltece os vícios da pobreza e, em vez disso, valorizar as virtudes do sucesso, do progresso e da liberdade. Crescer, inovar, arriscar, criar. Essa é a receita para romper o ciclo de estagnação e miséria institucionalizada.

O Brasil vive um remake tropical do ciclo da decadência, em que a mão pesada do Estado estrangula a galinha dos ovos de ouro e promete um banquete de ossos para todos. O futuro não pertence aos que clamam por mais tutela, mas aos que ousam viver com menos amarras. Enquanto o Estado continuar a confiscar nossa liberdade sob a desculpa do bem coletivo, continuaremos a ver o país afundar em sua própria contradição.

O Estado não salva! Ele se apresenta como remédio, mas é a própria doença.

E enquanto isso não for compreendido, os 12% que produzem seguirão sustentando todos os outros.

Os criadores de riqueza estão cansados — mas atentos. Porque esse castelo de cartas progressista, sustentado por narrativas, está tremendo nos alicerces. E quando ele ruir, não será a tragédia. Será a libertação.

O Brasil só deixará de ser uma sombra do que poderia ser quando os que carregam a pátria resolverem que não nasceram para puxar carroça sob chicote, mas para erguer um novo Brasil. Um país com liberdade, produtividade e coragem. Longe das narrativas pseudo-humanistas, e enfim, próximos do progresso real.


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TRAMA GOLPISTA? - 09.07.25


Oportuno texto do advogado Jeffrey Chiquini

 

Quanto mais me aprofundo no labirinto processual da chamada "trama golpista" para entender o caso do Filipe Martins, mais evidente se torna a razão pela qual Donald Trump qualificou esse processo como uma autêntica caça às bruxas contra Jair Bolsonaro, seus filhos, aliados e qualquer um que ouse apoiá-lo.

O que se vê é um esforço meticuloso e obsessivo de desconstrução de uma figura política pela via judicial. Há sete anos reviram a vida de Bolsonaro, buscando qualquer fiapo de irregularidade que permita o espetáculo da destruição pública. Vasculharam contratos, doações, extratos, imóveis, cartões corporativos, despesas médicas, registros de viagem, mensagens privadas, lives, agendas, discursos, reuniões — tudo o que vocês imaginarem.

E o que encontraram? Nada! Absolutamente nada. Nenhuma propina. Nenhuma mala de dinheiro. Nenhum contrato fraudulento. Nenhuma empreiteira amiga. Nenhuma offshore. Nenhuma conta secreta em paraíso fiscal. Nenhuma ligação com empreiteiras, doleiros, operadores ou lobistas. A ausência de provas, no entanto, não os dissuadiu. Pelo contrário: inflamou a sanha inquisitorial. Diante do fracasso em construir um caso verdadeiro, optaram por fabricar casos falsos e por arquitetar o maior enredo de ficção penal da história recente: a tal "tentativa de golpe".

Estamos diante de um aparato voltado à destruição de opositores políticos, ao custo da verdade, do direito e da própria democracia. E cada página que leio, cada detalhe que descubro, reforça em mim uma certeza: o que se passa no Brasil não é um julgamento, é uma tentativa de destruir o maior líder político que temos na atualidade. Querem destruir ele primeiro para depois destruir toda a direita. Por isso sempre digo e volto a dizer que apoiar Jair Bolsonaro para a Presidência da República em 2026, independente das circunstâncias, e se indignar com toda a perseguição que ele, seus familiares, assessores e apoiadores vêm sofrendo é um dever moral e um compromisso que todo brasileiro de bem deve assumir.

Como advogado e cidadão brasileiro, recuso a covardia da neutralidade. Me calar diante disso seria trair a justiça. Não serei cúmplice pelo silêncio. Farei a minha parte dentro e fora do processo para ajudar a frear essa marcha autoritária contra a liberdade do Brasil e dos brasileiros.


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